Este blog está cheio de dicas literárias. Volta e meia eu venho aqui comentar sobre algo que li e acho imperdível, comento algo que aprendi em algum livro, dou dicas e enalteço meus autores favoritos. Já falei sobre Liane Moriarty, Elena Ferrante, Stephen King. Mas nunca fiz um compilado dos meus livros favoritos da vida, aqueles que formaram o meu caráter e me fizeram refletir sobre algum tema específico. Mesmo sabendo que esta lista pode mudar da noite para o dia, resolvi aproveitar o Dia Mundial do Livro para falar daqueles que mudaram o meu mundo. Ah, e para comprar, você já sabe: é só clicar no título!

Livros_preferidos

Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o seu pai o levara para conhecer o gelo”. Este livro começa com uma das frases mais bonitas da literatura e todo o resto não fica atrás. Ao contar a saga dos Buendía – baseada livremente na história da própria família -, Gabo cria a narrativa que ficou conhecida como a base do realismo fantástico. Mesmo que o gênero tenha surgido centenas de anos antes, muito longe da Colômbia. A fictícia Macondo é parecida com diversas cidades do interior da América, mas ainda assim é um universo único, que todo mundo precisa conhecer.

A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Há quem diga que a escritora tentou mimetizar neste romance a aura fantástica de Cem Anos de Solidão. Eu até reconheço alguns elementos, mas tenho que dizer que Isabel Allende fez um excelente trabalho no A Casa dos Espíritos. Aqui, ela conta a história de várias gerações da família Trueba, dos anos 1920 aos 1970, culminando na ditadura chilena. A mesma ditadura que matou Salvador Allende, tio da autora. Se Gabo foca nos personagens masculinas, as personagens femininas criadas por ela são simplesmente incríveis, numa mistura inusitada de delicadeza, sensualidade e força.

O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo

O Brasil também produz excelentes sagas familiares. Com sua trilogia sobre a família Cambará, Érico Veríssimo não nos deixa mentir. Nos sete livros de O Tempo e o Vento (dividido em três grandes partes), o autor mistura narrativas muito pessoais de seus personagens com a história do sul, desde a colonização até a Ditadura Militar (que existiu sim, tá gente?). Te desafio a não se apaixonar por Ana Terra e Rodrigo Cambará.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Marçal Aquino

Homens apaixonados rendem os melhores livros. O fotógrafo Cauby – solteirão convicto e totalmente cético no amor – decide se mudar de São Paulo para o interior do Pará. Lá ele conhece Lavínia, mulher de um pastor evangélico, que vira sua vida de cabeça para baixo. O ambiente é hostil a quem vem de fora, mas nada parece intimidar Cauby quando ele se apaixona por ela, nem a possibilidade de estar se envolvendo em um triângulo perigoso.

Harry Potter, de J.K. Rowling

Os sete livros de Harry Potter marcaram minha vida, da infância à idade adulta. Infância porque eu tinha 12 anos quando li o primeiro e adulta porque há uns dois anos resolvi reler todos e, para minha surpresa, vi que a saga envelheceu bem. Depois de anos, damos novas conotações aos acontecimentos e descobrimos significados que antes passavam totalmente batidos. Alguém aos 12 perceberia que os dementadores são uma excelente analogia para depressão?

O Sol é Para Todos, Harper Lee

Racismo, injustiça social, estupro. Os temas de “O Sol é Para Todos” são extremamente pesados, mas necessários no Brasil de hoje. Harper Lee se baseou livremente nas suas memórias de infância para escrever a história do advogado Atticus Finch. No sul dos Estados Unidos, ele decide defender um negro acusado de estuprar uma mulher branca. A narrativa é contada através da perspectiva de Scout, filha de Atticus, e surpreende pela voz infantil. Vale demais a leitura!

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