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Categoria: Cultura

Dia Mundial do Livro: os cinco livros que mudaram minha vida

Este blog está cheio de dicas literárias. Volta e meia eu venho aqui comentar sobre algo que li e acho imperdível, comento algo que aprendi em algum livro, dou dicas e enalteço meus autores favoritos. Já falei sobre Liane Moriarty, Elena Ferrante, Stephen King. Mas nunca fiz um compilado dos meus livros favoritos da vida, aqueles que formaram o meu caráter e me fizeram refletir sobre algum tema específico. Mesmo sabendo que esta lista pode mudar da noite para o dia, resolvi aproveitar o Dia Mundial do Livro para falar daqueles que mudaram o meu mundo. Ah, e para comprar, você já sabe: é só clicar no título!

Livros_preferidos

Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o seu pai o levara para conhecer o gelo”. Este livro começa com uma das frases mais bonitas da literatura e todo o resto não fica atrás. Ao contar a saga dos Buendía – baseada livremente na história da própria família -, Gabo cria a narrativa que ficou conhecida como a base do realismo fantástico. Mesmo que o gênero tenha surgido centenas de anos antes, muito longe da Colômbia. A fictícia Macondo é parecida com diversas cidades do interior da América, mas ainda assim é um universo único, que todo mundo precisa conhecer.

A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Há quem diga que a escritora tentou mimetizar neste romance a aura fantástica de Cem Anos de Solidão. Eu até reconheço alguns elementos, mas tenho que dizer que Isabel Allende fez um excelente trabalho no A Casa dos Espíritos. Aqui, ela conta a história de várias gerações da família Trueba, dos anos 1920 aos 1970, culminando na ditadura chilena. A mesma ditadura que matou Salvador Allende, tio da autora. Se Gabo foca nos personagens masculinas, as personagens femininas criadas por ela são simplesmente incríveis, numa mistura inusitada de delicadeza, sensualidade e força.

O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo

O Brasil também produz excelentes sagas familiares. Com sua trilogia sobre a família Cambará, Érico Veríssimo não nos deixa mentir. Nos sete livros de O Tempo e o Vento (dividido em três grandes partes), o autor mistura narrativas muito pessoais de seus personagens com a história do sul, desde a colonização até a Ditadura Militar (que existiu sim, tá gente?). Te desafio a não se apaixonar por Ana Terra e Rodrigo Cambará.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Marçal Aquino

Homens apaixonados rendem os melhores livros. O fotógrafo Cauby – solteirão convicto e totalmente cético no amor – decide se mudar de São Paulo para o interior do Pará. Lá ele conhece Lavínia, mulher de um pastor evangélico, que vira sua vida de cabeça para baixo. O ambiente é hostil a quem vem de fora, mas nada parece intimidar Cauby quando ele se apaixona por ela, nem a possibilidade de estar se envolvendo em um triângulo perigoso.

Harry Potter, de J.K. Rowling

Os sete livros de Harry Potter marcaram minha vida, da infância à idade adulta. Infância porque eu tinha 12 anos quando li o primeiro e adulta porque há uns dois anos resolvi reler todos e, para minha surpresa, vi que a saga envelheceu bem. Depois de anos, damos novas conotações aos acontecimentos e descobrimos significados que antes passavam totalmente batidos. Alguém aos 12 perceberia que os dementadores são uma excelente analogia para depressão?

O Sol é Para Todos, Harper Lee

Racismo, injustiça social, estupro. Os temas de “O Sol é Para Todos” são extremamente pesados, mas necessários no Brasil de hoje. Harper Lee se baseou livremente nas suas memórias de infância para escrever a história do advogado Atticus Finch. No sul dos Estados Unidos, ele decide defender um negro acusado de estuprar uma mulher branca. A narrativa é contada através da perspectiva de Scout, filha de Atticus, e surpreende pela voz infantil. Vale demais a leitura!

Seus preferidos estão aqui? Indica aqui nos comentários aqueles tem-que-ler!

Cinco séries girl power para maratonar no feriado

O feriado chegou e eu só consigo pensar em uma coisa: piscina de dia, brigadeiro e Netflix à noite. Pensando nisso, joguei uma caixinha de perguntas lá no meu insta pedindo dicas de séries dignas de maratona e agora divido com vocês. Algumas eu já assisti, outras ainda não, mas todas parecem valer a pena. Vamos?

Insecure

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Comecei a ver essa série justamente porque ela passa na HBO logo antes da segunda exibição de GoT. A princípio, ela não teria nada a ver comigo, garota branca do Rio de Janeiro. Mas a verdade é que mulheres de trinta anos passam exatamente pelas mesmas crises, sejam elas de identidade, carreira ou no relacionamento. E essa é a parte mais bacana da série, a mistura de bom humor com realidade e zero glamour. Não vá esperando um novo Sex and the City, apenas receba Issa Rae (atriz e criadora da série) de braços abertos. Porque se para nós, mulheres brancas, já é difícil encontrar programas de TV que nos representem bem, para as negras é mais complicado ainda. E ela merece todos os aplausos.

Onde eu vejo? HBO

Scandal

serie_scandal

Shonda Rhymes é, de fato, uma das mulheres mais poderosas da televisão americana. No currículo ela carrega séries como Grey’s Anatomy, How to get away with murder e… Scandal! A série chegou ao fim ano passado e desculpem se eu estiver chovendo no molhado, mas se você ainda não assistiu, pode aproveitar o feriado para começar a maratona.

A trama gira em torno de Olivia Pope, uma ex-funcionária da Casa Branca que abre uma empresa de gerenciamento de crises. Interpretada por Kerry Washington, a personagem foi inspirada em Judy Smith, ex-assessora de imprensa de George W. Bush. Smith ainda é uma das produtoras executivas da série.

Onde eu vejo? Netflix

Game of Thrones

serie_gameofthrones

E eu não poderia deixar de citar GoT! Porque surpreendentemente, ainda não é todo mundo que acompanha. Com Cersei, Daenerys, Sansa, Arya e Yara Greyjoy mostrando sua força, a série vem se destacando por suas heroínas bem construídas. A última temporada está começando, peças estão se encaixando, e se você ainda não deu uma chance ao maior fenômeno da televisão mundial, sugiro fortemente que use o feriado para começar. Mas já aviso: não se apegue à ninguém. 😉

Onde eu vejo? HBO

Coisa mais linda

serie_coisamaislinda

Produção nacional de qualidade, a série se passa na década de 1950 e conta a história de Maria Luiza (Maria Casadevall). Quando seu marido foge levando todo o seu dinheiro, ela é obrigada a recomeçar. Para isso, o Rio de Janeiro e seu amor pela música serão fundamentais. No elenco, temos ainda Pathy de Jesus, Fernanda Vasconcellos e Mel Lisboa. É o retrato de uma época, mas ainda traz reflexões importantes sobre o que é ser mulher.

Onde eu vejo? Netflix

Já assistiu alguma dessas? O que achou? Comenta aqui com a gente!

Ilustração: três artistas incríveis para seguir no Instagram

O Instagram vem se consolidando como A mídia para descobrir coisas novas. É como se você tivesse acesso a 1 bilhão de universos novos, diferentes ou muito parecidos com você. Fotos com crianças, gatinhos ou pratos bonitos, claro, são as mais curtidas. Mas eu, particularmente, ando amando descobrir novos artistas. Hoje, fiz uma lista rápida de ilustradoras que vale muito a pena seguir. É só clicar no nome de cada uma! 😉

Brunna Mancuso

Ilustração_Brunna

Cores quentes, estampas e padronagens são as marcas registradas da Brunna, que tem o feminino como tema principal do seu trabalho. Depois de se formar em Design e Artes Visuais, ela agora dedica suas horas a criar artes para clientes diversos, usando materiais como aquarela, guache, e até a ilustração digital. E na hora de criar, tudo serve de inspiração: livros, filmes, viagens, animações. Ou seja, Brunna transforma a vida em arte. Tem coisa mais bonita?

Nina Pandolfo

Ilustradoras_Nina

Dá um orgulho danado ver a arte da Nina Pandolfo ganhando o mundo. É que ela é dona de um dos traços mais bonitos do grafitti brasileiro. Sua ilustração tem um quê de surrealista e olhar seu trabalho é como mergulhar em um mundo encantador e desconhecido. E além de ter obras espalhadas por Nova York, Londres e Suécia, Nina ainda realiza parcerias com grandes marcas de moda, como a Fendi.

Marina Papi

ilustração_Marina
Eu amo a Marina porque ela ama o Rio. E não tem nada melhor do que compartilhar paixões. Misturando ilustração, fotos, aquarelas, animações, colagens, pinturas, ela constrói retratos incríveis da cidade maravilhosa… e o resultado é surpreendente! “Meu trabalho é uma tentativa de oferece um pouco de leveza e tranquilidade diante do caos (interno e externo) de cada dia.” E ela consegue, né? 😉

Tem alguma artista favorita que te inspira? Divide com a gente aqui nos comentários!

Política nas redes sociais: influenciadores que você precisa seguir!

Falar de política nas redes sociais é um desafio. Dificilmente um debate consegue se manter no nível das ideias, sem descambar para uma briga entre os participantes. Sempre tem alguém culpando “o outro lado”, sem se importar muito com a lógica ou com a História. O que, na verdade, não surpreende muito. O Brasil viveu anos de ditadura, período em que falar de política não só era difícil, como perigoso. Ainda estamos engatinhando nesse campo, e o caminho é longo. Por sorte, tem gente muito legal e competente falando disso nas redes sociais. Hoje, selecionei alguns perfis que gosto de seguir e divido agora com vocês!

Debora Baldin (@baldin.debora)

Influencier_politica_Debora

Debora Baldin foi uma das criadoras do Canal das Bee, no YouTube. Em abril de 2017, ela seguiu em “carreira solo” e hoje é uma das instagrammers que eu uso como contraponto à grande mídia. Militante feminista e LGBT, Debora foi uma das vozes que ajudaram a entender as eleições do ano passado e suas consequências para o Brasil. Vale ficar de olho no seu novo canal no YouTube, e também nos Destaques do instagram, onde ela fala sobre a questão da Venezuela, sobre Cuba, dá dicas de livros e outras indicações!

Sabrina Fernandes (@teseonze)

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Feminismo, Socialismo, Comunismo, Liberalismo, Veganismo. Como todos estes ismos convivem neste mundo de hoje? É o que tenta explicar Sabrina Fernandes, no seu canal Tese Onze. Formada em Sociologia, Sabrina tem a didática de te explicar temas espinhosos como a questão Palestina e a habilidade para responder os haters. É praticamente impossível ouvir Sabrina falando sobre tudo isso e não sentir vontade de ler e aprender mais sobre esse mundo que nos cerca. Instigante é a palavra.

Spartakus Santiago (@spartakus)

Influencier_politica_Spartakus

Conheci Spartakus com a polêmica sobre Anitta e apropriação cultural. Mas o influencer bombou mesmo na época da Intervenção Militar no Rio, quando ele lançou um vídeo sobre como sobreviver a uma abordagem indevida. O vídeo tem três minutos, mas dói no coração. Como mulher branca, dificilmente eu vou entender a magnitude do que eu ouvi, porém, mais do que nunca é preciso mergulhar neste universo e tentar sair da própria bolha. No seu canal, Spartakus fala sobre representatividade, racismo, como é ser gay e negro. Necessário!

Carol Burgo (@carolburgo)

Influencer_politica_CarolBurgo

Conheci o Instagram da Carol através da sua marca, a Prosa. Depois de um tempo eu passei a me encantar não só com seus looks, mas também com as opiniões da Carol. Mais do que isso: com a leveza que ela tem para falar sobre política, feminismo, autocuidado, aborto e outros temas tão atuais. Aliás, é essa leveza e naturalidade que torna o conteúdo tão atrativo. É tudo orgânico, pensado para jogar uma luz nos acontecimentos e não para angariar likes. É aquele instagram que te dá vontade de maratonar, sabe?

Nátaly Neri (@natalyneri)

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Há tempos atrás eu fiz um post aqui sobre como sair da sua bolha. Nesta pesquisa, uma das influencers que eu comecei a seguir foi a Nátaly, do canal Afros e Afins. Em seus vídeos, ela fala sobre racismo, colorismo, feminismo e, claro, política. Sempre com muito embasamento, já que ela é cientista social de formação. Vale também ouvir o que ela tem a dizer no seu TED sobre Afrofuturismo. Vai dizer que você já tinha pensado nisso?

Segue mais algum influenciador que merece estar nessa lista? Comenta aqui embaixo!

Contos: cinco livros que não podem faltar na sua coleção

Já começo esse post confessando que, até bem pouco tempo atrás, eu não era muito fã de contos. Na verdade, eles pareciam uma piada que todo mundo entendia menos eu. Depois de ler alguns dos livros dessa lista, eu percebi que só estava lendo os autores errados e que histórias mais curtas podem ser tão envolventes quanto romances longos. Hoje eu divido com vocês alguns dos meus preferidos!

Ah, e para comprar o livro, é só clicar no título. Você não paga mais nada por isso e ainda ajuda esse blog! 😉

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Os melhores contos brasileiros do século XX

O básico do básico. Ganhei esse livro do meu pai quando ainda estava na escola e ele segue sendo um dos meus preferidos. Apesar de seguir uma ordem cronológica – ideal para quem quer entender como o formato evoluiu ao longo dos anos – ele pode ser lido aos poucos, degustando cada texto bem devagar. A seleção foi feita por Ítalo Moriconi e engloba autores como Machado de Assis, Rubem Fonseca, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Caio Fernando Abreu, Érico Veríssimo, entre outros.

Contos de Horror do Século XIX

É uma das antologias preferidas de quem ama histórias que flertam com o terror. Neste volume da Companhia das Letras você vai encontrar autores como Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft e Henry James. É um mergulho na literatura de horror, com histórias que, se não dão medo, causam uma forte sensação de estranhamento. A seleção é do escritor Alberto Manguel.

Antes do Baile Verde, da Lygia Fagundes Telles

Se você ainda não leu nada da Lygia, sugiro começar pelos seus contos. A Companhia das Letras lançou uma coletânea recentemente, mas alguns dos meus preferidos estão aqui, no Antes do Baile Verde. Lygia oferece para o leitor um mergulho na subjetividade dos personagens, expondo seus dramas e dilemas de uma maneira muito sensível. Os contos “Jardim Selvagem” e “O Menino” já valem o livro, mas “Venha ver o pôr-do-sol” também é um clássico que merece ser lido.

Nove Estórias, J.D. Salinger

J.D. Salinger é mais conhecido pelo mundialmente famoso “Apanhador no Campo de Centeio”. Mas se você, como eu, não caiu de amores por Holden Caulfield, sugiro não desistir do autor ainda. “Nove Estórias” reúne textos curtos, publicados em revistas como “The New Yorker” e “Harper’s”. Todos as narrativas são envolventes, mas as minhas preferidas são “Para Esmé, com amor e sordidez” e o conto que abre a coletânea, “Um dia ideal para os peixe-banana”.

Cat Person e outros contos, da Kristen Roupenian

Não é sempre que a literatura tem um alcance viral, mas “Cat Person”, o conto que dá nome a esta coletânea ganhou status de meme em 2017. Publicado na revista The New Yorker, o texto de Kristen Roupenian conta a história do relacionamento de Margot e Robert, desde o momento que se conhecem até o final. A narrativa tomou proporções gigantescas e acendeu debates e polêmicas sobre misoginia, gordofobia e a qualidade da literatura. Porque ele fez tanto sucesso assim? Só lendo pra saber! 😉

Tem alguma dica imperdível? Conta aqui nos comentários!

 

Rio de Janeiro: cinco dicas para curtir o aniversariante de hoje!

Quem mora no Rio de Janeiro sabe, nossa paciência é colocada à prova todos os dias. Mas uma coisa é certa: mesmo com todos os problemas, a cidade continua MA-RA-VI-LHO-SA. Como o orgulho de ser carioca já faz parte do meu DNA, resolvi homenagear o aniversariante do dia e contar para vocês meus cinco programas preferidos por aqui. Alguns rola até de fazer no Carnaval, caso você queira fugir da folia! Bora conhecer?

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#1 – Corrida no Calçadão

Já comentei sobre isso no post que fiz sobre Copacabana, mas uma das coisas que mais me dá prazer na vida é acordar cedo e correr na orla. A cidade ainda não acordou direito e você fica com a sensação de que na ciclovia você só vai encontrar gente bacana. Gente buscando uma versão melhor de si mesma. Porque, vamos combinar, acordar cedo pra correr não é lá muito fácil. Se for seguir em direção ao Leme, vale levar óculos escuros para não se incomodar com o sol ainda baixo. Vale levar também uma garrafa d’água, porque o preço dos quiosques é sempre salgado.

#2 – Praia do Leme

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E já que estamos falando de Leme, vamos falar de uma das melhores faixas de areia do Rio de Janeiro. A praia é minha preferida não só por ficar pertinho de casa, mas também pela paisagem e ótimos bares no entorno (falei do Salomé Bistrô aqui). Além disso, a galera das barracas é sempre muito solícita. Minha preferida é a barraca da Mônica, coladinha no posto 1.

#3 – Livraria da Travessa

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Tá, eu sei que a Livraria da Travessa não é exclusividade do Rio de Janeiro, mas é sem dúvida uma das melhores do Rio. A rede tem lojas no Centro, na Barra, no Leblon, em Ipanema e em Botafogo, mas as duas últimas são minhas preferidas. O projeto de arquitetura é assinado por Bel Lobo e Bob Neri, ou seja, encanta logo de cara. Mas o melhor são os livreiros, que indicam livros com o maior amor e realmente sabem do que estão falando. Vale conhecer!

#4 – Cinema em Botafogo

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Meu combo preferido é cinema na Voluntários da Pátria + passadinha na Travessa + lanche na Depanneur. É que as salas da rua não têm aquela cara de cinema de shopping, com filme blockbuster. Por lá, você encontra filmes do tipo pipoca, clássicos de arte, de festival, etc. A galera que frequenta é superinteressante e você sai de lá sempre se sentindo mais inteligente. 😛

#5 – CCBB

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Eu tenho deliciosas memórias de infância no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil). Enquanto morava no Rio de Janeiro, meu pai me levava lá sempre que surgia alguma exposição nova. Hoje vou bem menos do que gostaria, infelizmente. O espaço tem uma programação cultural intensa e variada, de mostras, cinema, teatro, entre outras. Agora, por exemplo, está em cartaz a exposição da Dreamworks, com mais de 400 itens relacionados aos filmes!

E você, sentiu falta de algo nessa lista? Compartilha aqui nos comentários!

Fotos: Tati Guedes, Alexandre Macieira e Grupo Estação

Maratona do Oscar 2019: Green Book e A Favorita

Chegamos ao último episódio da nossa Maratona do Oscar 2019! E para fechar, dois filmes que ganharam o meu respeito nessa reta final: Green Book – O Guia e A Favorita. Neles, dois dos meus atores preferidos: Viggo Mortensen (que participou do excelente Capitão Fantástico, como falamos aqui) e a supertalentosa Emma Stone. Vamos a eles?

Green Book – O Guia

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Baseado em fatos reais, Green Book conta a história do pianista Dr. Don Shirley (Mahershala Ali) e seu motorista Tony Vallelonga (Viggo Mortensen). Na década de 1960 – período de maior segregação racial nos Estados Unidos, Shirley decide fazer uma turnê pelo sul do país. A região, a mais racista do território americano, conta inclusive com um guia – o tal “Green Book” – para mostrar onde os negros podem ou não se hospedar. Prevendo problemas, o músico contrata os serviços de Tony, que deve atuar como motorista, mordomo e segurança particular. Do tempo na estrada nasce uma amizade que, na vida real, durou até 2013, com a morte dos dois.
Tá, mas porque é tão bom? Porque ambos estão impecáveis nos papeis e concorrem a Melhor Ator (Mortensen) e a Melhor Ator Coadjuvante (Ali). O filme também concorre a Roteiro Original com uma história muito bem amarrada e diálogos bem construídos.

Vale prestar atenção: às cenas de interação com policiais. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

A Favorita

Oscar_AFavorita

Mais um filme em que a interpretação dos atores é capaz de sacudir um roteiro mediano. “A Favorita” se passa na Inglaterra do século 18 e conta a história da rainha Anne e suas duas “prediletas”, Sarah Churchill, a duquesa de Marlborough, e sua prima Abigail Hill. A trinca é interpretada por Olivia Colman (a nova rainha Elizabeth da série The Crown), Rachel Weisz e Emma Stone, que concorrem a Melhor Atriz e a Melhor Atriz Coadjuvante.
No jogo de xadrez da realeza, temos três personagens carismáticas, incômodas e um pouco irritantes, cada uma a sua maneira. Enquanto Anne parece insegura e um pouco entediada como Rainha, Sarah é ardilosa e manipuladora, Abigail, jovial e esperta. São mulheres fortes roubando o protagonismo na corte e fazendo com que o público se identifique com cada uma delas. Ou seja, um retrato da monarquia inglesa depois do movimento Me Too.

Vale prestar atenção: nos figurinos criados por Sandy Powell, que concorre ao Oscar de Melhor Figurino por A Favorita e O Retorno de Mary Poppins e no sotaque britânico de Emma Stone, a única americana do elenco.

Veja o trailer aqui!

Podcast: cinco programas para ouvir e entender o mundo

Literatura, empreendedorismo, cultura pop, comportamento, política, sociedade, música. Os assuntos são inúmeros, as possibilidades, quase infinitas. Em meio a tantos artigos, vídeos, posts, textões, consumir conteúdo através de um podcast pode ser uma delícia. Confesso que demorei um pouco para entrar nesse universo, mas depois ficou difícil resistir a eles. Aqui embaixo, uma lista rápida com meus preferidos! Ah, e para ouvir, é só clicar no título!

podcasts

Vozes

É difícil ser imparcial quando eu falo sobre o Vozes. Muito dessa imparcialidade vem do fato da Gabriela Viana, narradora, redatora e produtora deste podcast, ser minha amiga. Mas vem também da qualidade das reportagens feitas aqui. Se você quer entender mais sobre o mundo que te cerca – de sexo à maconha, do estatuto do desarmamento a experiências de quase morte – este podcast é para você.

Episódio preferido: “Maconha: da dependência à medicina” e “Os heróis da tragédia que marcaram o Brasil”.

Arnaldo de Propósito

Outro em que serei obrigada a deixar a imparcialidade de lado. Como a Gabi, o Arnaldo também é meu amigo. E como ela, ele também produz conteúdo de excelente qualidade. Em áudios curtos, de dois a cinco minutos ele faz um passeio pelo seu método de coach, o Vivendo de Propósito (falei dele aqui). Também dá dicas de meditação, como ter mais tempo, como encontrar seus talentos, etc. Vale conhecer!

Episódio preferido: “Como tornar metas desafiadoras realizáveis”.

ResumoCast

A primeira vez que eu ouvi falar do ResumoCast (através do Arnaldo, aí em cima) fiquei um pouco desconfiada. Como assim um podcast que “resume” livros? E livros de autoajuda ainda por cima? Mas o ResumoCast vai muito além disso. Criado pelo investidor Gustavo Carriconde, o programa debate de maneira leve alguns dos conceitos presentes em livros de psicologia, empreendedorismo, negócios, economia criativa, e por que não dizer, da autoajuda mesmo. Não se trata de substituir uma mídia pela outra, mas sim de servir como introdução aos temas, todos muito interessantes.

Episódio preferido: “Mindset”.

The Memory Palace

Criado pelo escritor Nate DiMeo, o The Memory Palace traz casos reais narrados de uma maneira leve e envolvente, como só os melhores contadores de histórias conseguem fazer. A pesquisa para cada episódio é extensa, mas o que chama a atenção mesmo é a narração. Nate já falou sobre o leão da Metro, sobre a fuga de escravos no sul dos Estados Unidos, sobre a morte de Edgar Allan Poe, entre outros. O podcast é em inglês, mas no Brasil ganhou uma versão escrita e publicada pela Todavia: o Palácio da Memória. Já falamos sobre ele neste post!

Episódio preferido: “No Summer” e “Ten Figures, Ten Toes”.

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História para Ninar Garotas Rebeldes

Ao contrário do “The Memory Palace”, o “Histórias para Ninar” começou como um livro e logo virou podcast. Como o próprio nome diz, o programa traz minibiografias de mulheres relevantes em diversas áreas: artes plásticas, música, ciência, etc. O mais interessante é que cada episódio é narrado por uma mulher diferente. Assim, é possível conhecer mais sobre Virginia Hall na voz de Astrid Fontenelle ou saber mais sobre Grace O’Malley através da Jout Jout. Imperdível!

Episódio preferido: “Frida Kahlo, por Estela Renner” e “Margareth Hamilton, por Sarah Oliveira”.

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E você? Tem algum podcast preferido? Conta aqui pra gente!

Três livros para entender o Brasil

Os últimos dias foram difíceis. O clima nas ruas está pesado, as redes sociais foram invadidas por textões raivosos e até o Natal das famílias anda ameaçado por conta da política. Esse blog aqui não faz apologia às tretas, mas entende que, para ter uma ideia do que está acontecendo no Brasil e no mundo, só tem um jeito: se informar. Estudar, buscar novas fontes, conhecimento de verdade. E por aqui, nada de Fake News. A gente gosta mesmo é de livro. Hoje, aproveitando o Dia Nacional do Livro, indico três que estão na lista dos meus favoritos da vida, e que acho que você deveria ler também! Vamos a eles?

O Tempo e o Vento

Otempoeovento

Ficção da melhor qualidade, escrita por Érico Veríssimo. A obra é extensa, mas fluida, o que torna a saga da família Terra Cambará extremamente gostosa de ser lida. O leitor acompanha a fundação de Santa Fé, uma pequena cidade no Rio Grande do Sul, através do ponto de vista de uma de suas famílias mais importantes. A narrativa vai desde a época dos jesuítas até a ditadura militar. É o retrato do Brasil, mais atual do que nunca.

Jango

Jango

Como a Ditadura foi possível? Nós encontramos as bases do golpe em “Jango”, livro que levanta algumas questões acerca da morte do presidente João Goulart. A versão mais conhecida é a morte por infarto, mas há quem diga que o ex-presidente foi assassinado no exílio a mando dos militares. Livro superimportante para entender o contexto da época.

1968 – O Ano que não terminou

1968

Zuenir Ventura começa sua narrativa pelo Réveillon de 1968, quando o Brasil se preparava para receber um dos anos mais difíceis da ditadura, com a instituição do AI-5. O autor traça um panorama da época, contando os casos mais importantes em ordem cronológica. Um deles é o assassinato do estudante Edson Luís, que abriu os olhos da população para a violência das Forças Armadas. Essencial!

Clicando nos links, você compra direto na Amazon e ainda ajuda esse blog! Vamos colocar a leitura em dia?

Quatro motivos para assistir Queer Eye

Eu faço listas. Pra tudo. O tempo todo. Até para as férias, eu tinha uma lista de coisas para resolver, livros para ler, filmes para assistir… e eu deixei tudo de lado pra me jogar nas duas temporadas de Queer Eye, na Netflix! Sim, o programa de transformação mais famoso dos anos 2000 voltou repaginado. Lembra dele? Se não lembra, uma breve explicação: cinco homens gays recebem a missão de ajudar uma pessoa a recuperar a confiança e a autoestima através de uma transformação radical. Como? Você precisa assistir para saber!

Aqui vão quatro motivos para se apaixonar por Queer Eye!

#1 – O elenco é sensacional

QueerEye01

Tan, Bobby, Karamo, Antoni e Jonathan são especialistas em moda, decoração, cultura, gastronomia e beleza. Ou seja, os novos Fab 5 cobrem todas as áreas da vida de quem precisa de uma repaginada geral. Mas mais do que isso: eles são gente como a gente. E é curioso como você vai se identificar com homens gays americanos. Mesmo sendo mulher, heterossexual e brasileira. E se no reality show anterior quase não tínhamos acesso à vida pessoal de cada apresentador, na nova versão, os dramas de cada um tem seu espaço. O que torna tudo ainda mais delicioso de acompanhar. Identificação, lembra?

#2 – As histórias são emocionantes

Se antes Queer Eye era focado na transformação de homens heterossexuais, o reboot abriu uma gama de possibilidades. Homens, mulheres, homens trans, adolescentes, pessoas de meia idade. Em comum, sempre uma história que vai fazer você suar pelos olhos. Preste atenção no quarto episódio da primeira temporada, onde os Fab 5 ajudam AJ a contar para sua madrasta que é gay. E claro, no primeiro episódio da segunda temporada, quando conhecemos Mama Tammye. Prepara os lencinhos!

#3 – É tudo sobre confiança (e aceitação)!

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A gente meio que sabe, mas volta e meia se esquece do papel que a autoestima e a confiança têm na nossa vida. No fim das contas, o programa é sobre fazer cada um se sentir bem na própria pele. Curiosamente, quem faz isso são gays – pessoas que lutaram muito para se sentirem confortáveis sendo exatamente o que são. É quase inevitável a gente parar pra pensar como anda nosso nível de autoconfiança, sabe? Reflexão importante para quem quer ser um adulto saudável.

#4 – Você vai querer transformar a sua vida

Alguém entra na sua casa, dá um jeito na sala, te compra roupas novas, te dá um novo corte de cabelo e sua vida fica maravilhosa. Parece fútil, né? Mas pensa só em quantas vezes você já cortou o cabelo depois de terminar um relacionamento. Quantas vezes não ficou admirando aquele móvel que levou meses pra comprar? Quantas vezes não comprou uma blusinha só pra melhorar o humor (mesmo sabendo que não é bem assim que funciona)? Pois é. A verdade é que pequenas mudanças no exterior podem sim te dar mais confiança para mudar o interior. E depois de ver os 16 episódios dessa série, você vai se pegar pensando nos aspectos da sua vida que merecem uma atenção especial. E quando fizer isso, se joga! Mudar nunca é ruim. 😉

E você? Já deu uma chance para Queer Eye?