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Categoria: Filmes

O que a nova versão de “O Rei Leão” pode te ensinar sobre produção de conteúdo?

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“O Rei Leão” em versão live-action acabou de chegar aos cinemas e já é um sucesso de bilheteria. Só no Brasil, no fim de semana de estreia, foi assistido por mais de 1 milhão de espectadores. Eu já vi e claro que me encantei, me emocionei com a morte do Mufasa, torci pelo Simba e cantei juntos as músicas da infância. Mas lá pelo meio do filme comecei a refletir sobre tudo o que ele nos ensina sobre produção de conteúdo e selecionei três tópicos pra gente debater aqui!

Original é diferente de autêntico

“O Rei Leão” está longe de ser uma história original. A trama é baseada em Hamlet, tragédia de Shakespeare onde um jovem príncipe perde o pai depois de um golpe de seu tio. Mas isso não impede que a história seja autêntica. Mergulhamos na Savana, acreditamos nos personagens, torcemos por eles, nos conectamos. O bom conteúdo é assim: mesmo que não seja original deve passar verdade. É ok traduzir um artigo para o português, criar algo diferente com base em um livro que leu. O importante é que este conteúdo entregue valor e autenticidade, que tenha de fato a ver com você e sua marca.

Inovar é importante

Há quem diga que “O Rei Leão” não pode ser considerado um live-action pela ausência da chamada “captura de performance”, ou seja, atores atuando no set. O diretor Jon Fraveau concorda e define a tecnologia inédita como um “jogo multiplayer em realidade virtual”, onde câmeras utilizam sinais infravermelhos e sensores 3D para criar cenários, personagens, e o que mais a imaginação do cineasta mandar. Mas não é preciso criar novas tecnologias para passar sua mensagem com precisão. Saber usar de maneiras inovadoras os recursos disponíveis é mais importante. Isso significa pensar em formatos diferentes para as redes onde seu público já está. Qual foi a última vez que você criou um story inusitado? O Instagram é exemplo de uma rede que está sempre se renovando, e aproveitar estes formatos é uma excelente maneira de diversificar seu conteúdo.

Chame quem entende do assunto

A escolha do elenco foi crucial para o sucesso da nova versão. No original, Donald Glover (conhecido pela série Atlanta e pelo excelente clipe “This is America”) e Beyoncé dão voz ao Simba e a Nala. No Brasil, a escolha foi por Ícaro Silva e Iza. Em ambos os países, a Disney teve a preocupação de convidar personalidades importantes para a comunidade negra. Em uma época onde a representatividade é assunto cada vez mais em pauta, é de extrema importância chamar para o projeto quem realmente é capaz de agregar valor à narrativa. No caso da criação de conteúdo, não hesite em fazer colabs. Passe a ver quem faz conteúdo para o seu nicho como parceiro, e não como concorrência.  

E você, teve algum insight assistindo a algum filme? Conta aqui nos comentários!

Teste de Bechdell e seis filmes incríveis

Dois mil e dezenove e estamos nós aqui falando sobre a forma como as mulheres são retratadas no cinema. (Meu Deus!) Eu gosto muito de acreditar que estamos cada vez mais longe de filmes que tratem mulheres como um objeto, mas sei que também estamos longe de receber um retrato fiel das nossas vidas na telona. Principalmente se o diretor/roteirista for homem. Confere?

Pensando justamente nesta questão, a cartunista Alison Bechdel criou uma série de critérios, mais conhecida por Teste de Bechdel, que tende a medir a distinção de gênero em Hollywood. Para ser “aprovada”, a trama deve ter: duas personagens com nome e uma cena em que elas conversem entre si, sendo que a conversa não pode ser sobre homens. Pensa que é fácil? Então pensa aí nos últimos filmes que você viu recentemente e me conta. Hoje, selecionei seis excelentes para você conferir!

Thelma e Louise (1991)

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Esse filme é um clássico que volta e meia aparece em alguma lista de “indispensáveis”. E não é à toa. Dirigido por Ridley Scott e estrelado por Susan Sarandon e Geena Davis, “Thelma e Louise” conta a história de duas amigas que saem em uma road trip pelos Estados Unidos, mas as coisas acabam não saindo exatamente como o esperado. No elenco, Brad Pitt e Harvey Keitel fazem os papeis masculinos.

Por que é tão bom? Além da fotografia sensacional, a última cena é simplesmente espetacular!

Adoráveis Mulheres (1994)

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Baseado no livro “Mulherzinhas”, de Louisa May Alcott, conta a história das mulheres da família March durante a Guerra Civil nos Estados Unidos. Com o pai lutando no front, Amy, Beth, Jo e Meg tem que lutar para se sustentar, com a ajuda da mãe (olha a Susan Sarandon aí novamente), da tia e dos vizinhos. Draminha leve e açucarado, mas muito fofo!

Por que é tão bom? Porque tem Winona Ryder no auge e Christian Bale pré-Batman!

A vida secreta das Abelhas (2008)

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A vida na Carolina do Norte na década de 1960 não era fácil para as mulheres negras – aliás, nem para os homens. Mas na casa das Boatwright, a vida parece mais leve. Inclusive para a pequena Lily Owens, que aparece por lá fugindo do pai agressivo e ansiosa por descobrir o passado da mãe, que morreu quando ela ainda era bebê.

Por que é tão bom? Porque além de uma história linda, a gente fica babando na atuação de Queen Latifah e Alicia Keys, que arrasam no cinema também!

Histórias Cruzadas (2011)

Estrelado por Viola Davis, Octavia Spencer e Emma Stone, o filme também se passa nos anos 1960, durante o movimento dos Direitos Civis. Emma Stone é Skeeper, uma jornalista que decide contar a história das domésticas do Mississippi, denunciando os maus-tratos por parte das patroas e a contribuição destas mulheres na criação das crianças brancas.

Por que é tão bom? Porque qualquer filme que tenha Viola Davis é espetacular!

Frozen (2013)

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Há quem torça o nariz para histórias de princesa, mas Frozen inovou ao contar a história de Anna e Elsa, duas irmãs separadas ainda crianças. Enquanto Elsa se isola em um castelo de gelo, Anna sai em busca da irmã e luta para trazer o verão de volta ao reino de Arendell. E o príncipe? Totalmente coadjuvante.

Por que é tão bom? Let it go – a música-tema – é viciante! Mas veja o filme dublado: Fábio Porchat como o boneco de neve Olaf está impagável!

Estrelas Além do Tempo (2016)

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Enquanto Estados Unidos e Rússia se digladiavam durante a corrida especial, as mulheres na NASA mostravam cada vez mais o seu valor. Conhecida por “computadores” – numa época em que uma máquina ocupava uma sala inteira – eram elas as responsáveis por boa parte dos cálculos necessários para os lançamentos dos foguetes. Três, em especial se destacaram: Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae). Corre que ainda dá pra ver no cinema!

Por que é tão bom? Porque a história é cativante. E sou só eu que fico muito feliz de ver cantoras arrasando como atriz? 😉

Moda e cinema: cinco fashion filmes imperdíveis

Moda e cinema sempre andaram de mãos dadas. Na verdade, é quase impossível pensar no seu filme preferido sem se lembrar de algum detalhe do figurino. O que seria de “Bonequinha de Luxo” sem o pretinho básico de Holly Golightly ou de Julia Roberts sem seu vestido vermelho em “Uma Linda Mulher”? (Aliás, falei sobre o figurino de Mamma Mia aqui!) E, para nossa sorte, a Netflix está cheio de títulos bacanas para quem ama moda. Entre filmes, séries e documentários, divido com vocês meus preferidos!

Bonequinha de Luxo (1961)

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Não é todo mundo que percebe à primeira vista, mas o filme inspirado na obra de Truman Capote trata de uma prostituta. Interpretada por Audrey Hepburn, Holli Golightly é na verdade uma garota de programa que adora tomar seu café da manhã observando a vitrine da Tiffany’s. Além das joias, o filme também ajudou a eternizar o pretinho básico de Givenchy e o trench coat da Burberry, até hoje peças-desejo no guarda-roupa das mulheres.

Cinderela em Paris (1957)

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E por falar em Audrey Hepburn, ela também ajudou a associar o rosa à feminilidade com este filme, de 1957. Nele, a atriz apresenta Jo Stockton, uma jovem nada vaidosa descoberta pelo fotógrafo Dick Avery. Contratado por uma revista de moda, ele convence sua editora a levar Jo para Paris, onde ela vai participar de um ensaio. O figurino foi elaborado pela lendária Edith Head e as peças criadas por Givenchy.

As Patricinhas de Beverly Hills (1995)

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Quem tem mais de 30 anos com certeza vai se lembrar deste filme, inspirado no romance Emma, de Jane Austen. Cher (Alicia Silverstone) é a garota mais popular – e fashionista – do colégio. Sua vida começa a mudar quando ela percebe que está apaixonada por Josh (Paul Rudd). Acontece que o rapaz é o enteado de seu pai, e totalmente diferente da patricinha. O figurino é o retrato dos anos 1990: blazer ovesized, xadrez (no auge do grunge), conjuntinhos, e sobreposições.

O Diabo Veste Prada (2006)

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Baseado no livro de Lauren Weisberg, ex-assistente de Anna Wintour, o filme é quase uma aula sobre carreira. Andy (Anne Hathaway) sonha em ser uma jornalista “séria”, mas consegue um emprego na revista “Runway”. Lá, ela vai trabalhar com a editora Miranda Priestley (Meryl Streep), uma chefe extremamente exigente. Preste atenção na cena no cinto. Ela explica exatamente como funciona a indústria da moda.

Coco Antes de Chanel (2009)

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Uma coisa é inegável: Chanel é um dos grandes nomes da moda mundial. Foi ela que libertou as mulheres do espartilho e redefiniu a silhueta feminina (obrigada!). Mas a verdade é que sua personalidade é controversa. Ela chegou até a ser acusada de ser espiã de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Neste filme, conhecemos um pouco mais de Gabrielle, antes de se tornar a grande estilista que foi. Sua infância, juventude e dificuldades amorosas são muito bem retratadas com Audrey Tatou no papel principal. Vale assistir!

Netflix: três documentários para entender o mundo

Conhecimento nunca é demais. Mas a verdade é que falta tempo pra gente pesquisar e entender melhor todos os assuntos que nos interessam. Nesta era do streaming, o documentário é uma excelente fonte de informação e uma maneira incrível de entender melhor o mundo em que a gente vive. Pensando nisso, selecionei três dos meus títulos favoritos na Netflix como ponto de partida pra gente entender melhor temas como feminismo, racismo e masculinidade tóxica. Prepara a pipoca e vem!

13ª emenda

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Em uma época em que se tornou corriqueiro ouvir que o “racismo não existe”, este documentário é necessário. Na constituição americana, a 13ª emenda afirma que a escravidão foi abolida, desde que o indivíduo não cometa um crime. A diretora Ava Duvernay tenta mostrar a maneira pela qual o sistema carcerário se transformou em uma nova forma de escravidão, punindo majoritariamente a população negra. Já imaginou que horrível viver em um país onde o governo acha que os negros representam uma ameaça à sociedade? Conhece algum lugar assim?

The Mask you live in

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Desde que eu assisti a The Mask You Live In, tenho falado dele para todos os meus amigos homens. Todos, sem exceção. Dirigido por Jennifer Siebel Newson, o documentário discute a construção da masculinidade nas crianças e suas consequências na vida adulta. Vemos o que meninos passam para se encaixar no padrão do que é masculino e suas descobertas do que é “ser homem”. E claro, observamos como a ansiedade gerada no processo combinada com a falta de saúde mental da população pode culminar na violência. O filme é de 2015, mas está mais atual do que nunca.

She’s beautiful when she’s angry

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O feminismo está tão presente nas redes sociais que às vezes fica até difícil de imaginá-lo sem o Instagram. Mas entender a geração que veio antes de nós é fundamental para compreender o movimento como um todo. É aí que entra esta pérola do Netflix! She’s Beautiful when she’s angry, dirigido por Mary Dore, traz entrevistas atuais e imagens de arquivos com mulheres que foram às ruas na década de 1960. As pautas eram: igualdade de cargos e salários, legalização do aborto, etc. Alguma semelhança com o feminismo atual? O filme coloca em perspectiva as ondas do feminismo e coloca o espectador para refletir: afinal de contas, evoluímos em algo?

Faltou o seu documentário preferido nesta lista? Deixa aqui nos comentários! 

Maratona do Oscar 2019: Green Book e A Favorita

Chegamos ao último episódio da nossa Maratona do Oscar 2019! E para fechar, dois filmes que ganharam o meu respeito nessa reta final: Green Book – O Guia e A Favorita. Neles, dois dos meus atores preferidos: Viggo Mortensen (que participou do excelente Capitão Fantástico, como falamos aqui) e a supertalentosa Emma Stone. Vamos a eles?

Green Book – O Guia

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Baseado em fatos reais, Green Book conta a história do pianista Dr. Don Shirley (Mahershala Ali) e seu motorista Tony Vallelonga (Viggo Mortensen). Na década de 1960 – período de maior segregação racial nos Estados Unidos, Shirley decide fazer uma turnê pelo sul do país. A região, a mais racista do território americano, conta inclusive com um guia – o tal “Green Book” – para mostrar onde os negros podem ou não se hospedar. Prevendo problemas, o músico contrata os serviços de Tony, que deve atuar como motorista, mordomo e segurança particular. Do tempo na estrada nasce uma amizade que, na vida real, durou até 2013, com a morte dos dois.
Tá, mas porque é tão bom? Porque ambos estão impecáveis nos papeis e concorrem a Melhor Ator (Mortensen) e a Melhor Ator Coadjuvante (Ali). O filme também concorre a Roteiro Original com uma história muito bem amarrada e diálogos bem construídos.

Vale prestar atenção: às cenas de interação com policiais. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

A Favorita

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Mais um filme em que a interpretação dos atores é capaz de sacudir um roteiro mediano. “A Favorita” se passa na Inglaterra do século 18 e conta a história da rainha Anne e suas duas “prediletas”, Sarah Churchill, a duquesa de Marlborough, e sua prima Abigail Hill. A trinca é interpretada por Olivia Colman (a nova rainha Elizabeth da série The Crown), Rachel Weisz e Emma Stone, que concorrem a Melhor Atriz e a Melhor Atriz Coadjuvante.
No jogo de xadrez da realeza, temos três personagens carismáticas, incômodas e um pouco irritantes, cada uma a sua maneira. Enquanto Anne parece insegura e um pouco entediada como Rainha, Sarah é ardilosa e manipuladora, Abigail, jovial e esperta. São mulheres fortes roubando o protagonismo na corte e fazendo com que o público se identifique com cada uma delas. Ou seja, um retrato da monarquia inglesa depois do movimento Me Too.

Vale prestar atenção: nos figurinos criados por Sandy Powell, que concorre ao Oscar de Melhor Figurino por A Favorita e O Retorno de Mary Poppins e no sotaque britânico de Emma Stone, a única americana do elenco.

Veja o trailer aqui!

Maratona Oscar 2019: Vice e Pantera Negra

Chegamos à metade da nossa maratona do Oscar 2019! Hoje, a gente conversa sobre dois filmes que aparentemente não tem nada a ver um com o outro, mas que exploram bem a narrativa clássica, com personagens e arcos muito bem definidos: Vice e Pantera Negra.

Vice

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Ver Christian Bale em ação é sempre um prazer. Principalmente quando os personagens demandam transformações físicas, como em Vice. Para interpretar Dick Cheney, o vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de George W. Bush, Bale precisou engordar 20 quilos. O esforço rendeu o Globo de Ouro de melhor ator, para vocês terem uma ideia do quão bem ele está no papel. Mas o filme também conta com outras grandes atuações, como a de Amy Adams (como Linney Cheney), Steve Carrell (como o ex-secretário de defesa Ronald Rumsfield) e Sam Rockwell, impecável como Bush.

O filme é dirigido por Adam McKay, que antes de A Grande Aposta era mais conhecido por comédias como O Âncora e Quase Irmãos. Não são lá grandes referências, mas deixaram um legado de senso de humor bem importante para Vice. O filme parece estar sempre com um sorrisinho de canto de boca, entremeando diálogos importantes com cenas de caça, pesca e outras metáforas que só vendo para entender. Não sei se com a presença de Cuarón (falamos de Roma aqui), McKay leva Melhor Diretor, mas o prêmio de Melhor Ator já é de Bale. Meu coração continua com Rami Malek.

Vale prestar atenção: na atuação dos coadjuvantes Amy Adams e Sam Rockwell. Acho que vem Oscar por aí!

Veja o trailer aqui! 

Pantera Negra

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Confesso que fui com o pé atrás. Filme de herói não é lá meu gênero preferido, mas Pantera Negra me conquistou já na primeira meia hora. Pelo visual, pelo enredo, pela trilha sonora, pelas atuações. Para quem não sabe nada da história, um breve resumo: Wakanda é um país africano isolado do mundo, que esconde uma tecnologia avançada, construída a partir de vibranium. Depois da morte do rei, cabe ao seu filho T’Challa assumir o trono e o posto de Pantera Negra. Agora, ele (Chadwick Boseman) deve impedir que o vibranium caia nas mãos dos americanos e, que o trono seja assumido por Erik Killmonger. Aliás, um dos melhores antagonistas da Marvel. Para seguir sua missão, o Pantera Negra conta com a ajuda de personagens femininas fortíssimas, interpretadas por Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright e Angela Bassett. Finalmente a Marvel entendeu o que significa Girl Power.

Agora, se merece estar no Oscar? Bom, se a gente levar em conta as edições anteriores, não. Se a gente acreditar que a Academia está mudando, merece sim! Não é apenas um filme de heroi, mas também é superimportante para explicar o momento em que estamos vivendo. Só não apostaria minhas fichas no Oscar de Melhor Filme.

Vale prestar atenção: no figurino criado pela Ruth E. Carter, uma homenagem à cultura africana. Ah, e a trilha sonora original. Ambas concorrem ao Oscar!

Veja o trailer aqui! 

Maratona Oscar 2019: Infiltrado na Klan e Roma

Chegamos com mais um “episódio” da nossa Maratona do Oscar 2019! Dessa vez, para falar de dois filmes bem diferentes entre si: a comédia-dramática Infiltrado na Klan, e Roma, campeão de indicações deste ano! Vamos a eles?

Infiltrado na Klan

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Sabe aquele filme necessário nos dias de hoje? Primeira indicação de Spike Lee a Melhor Diretor no Oscar, Infiltrado na Klan conta a história de Ron Stallworth, um policial negro que decide investigar a Ku Klux Klan durante os anos 1970. Para isso, ele finge ser um cara branco que se aproxima dos altos escalões da KKK para entender como funciona a maior organização racista do mundo. Com atuações excelentes de John David Washington, Topher Grace e Adam Driver, o filme chega a ser um pouco perturbador, te fazendo rir de coisas que – na real – não tem graça nenhuma. Vale muito o ingresso do cinema!

Vale prestar atenção: nos diálogos, na linguagem meio história em quadrinhos e na fala “America First”, em uma reunião da KKK. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

Roma

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Antes de qualquer coisa, preciso dizer que Roma não caiu no meu gosto pessoal. O que não apaga a importância do filme de Alfonso Cuarón, o primeiro da Netflix a ser indicado ao Oscar, logo em 10 categorias. Todo filmado em preto e branco, o longa é um retrato da vida no México dos anos 1970, muito semelhante ao Brasil da ditadura. Baseado em aspectos da própria infância, o diretor mostra a relação de uma família de classe média (que mora no bairro Roma, na Cidade do México) com Cleo, a babá das crianças. É sensível, é esteticamente impecável, mas meu Cuarón preferido continua sendo A Princesinha, lá da década de 1990. #sóDeuspodemejulgar

Vale prestar atenção: no cenário, que reproduz a casa onde Cuarón cresceu, na angustiante cena da praia e na fotografia, absolutamente incrível.

Veja o trailer aqui!

Maratona Oscar 2019: Bohemian Rhapsody e Nasce uma Estrela

Começou! Os filmes já foram indicados, os bolões já estão rolando e todo mundo já tem seus favoritos ao Oscar 2019. Esse ano, temos algumas surpresas como Roma, o primeiro filme da Netflix concorrendo à estatueta nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro, Bradley Cooper em sua estreia como cantor e diretor, e a música marcando presença fortíssima com Nasce uma Estrela e Bohemian Rhapsody.
Por aqui, a gente dá o start na nossa Maratona Oscar 2019! Até o dia 24 de fevereiro, data da premiação, a gente se encontra aqui toda segunda para falar dos indicados a Melhor Filme, beleza? Então, pega a pipoca e vem comigo.

Bohemian Rhapsody

Eu não poderia começar por outro. Mesmo. A cinebiografia (bem romanceada) do Queen pode não ter agradado aos fãs mais radicais pelas suas imprecisões. De fato, o filme traz várias. Mas no geral, ele cumpre seu papel e a gente sente vontade de cantar junto no cinema. Rami Malek está incrível no papel de Freddie Mercury, assim como o resto do elenco (Gwilyn Lee com Brian May, Bem Hardy como Roger Taylor e Joseph Mazzelo como John Deacon). A tristeza fica por conta do diretor Bryan Singer, acusado de assédio em diversas ocasiões. Quando é que esses homens vão aprender?
Vale prestar atenção: sequência de gravação de Bohemian Rhapsody, o Live Aid (reproduzido nos mínimos detalhes) e o figurino incrível desenvolvido por Julian Day!
Veja o trailer aqui e aqui

Nasce uma Estrela

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Boas histórias nunca morrem. A prova é a 4ª versão de A Star is Born, que marca a estreia de Bradley Cooper na direção. O filme conta a história de Jackson Maine (também interpretado por Cooper), um cantor no auge da fama. Um dia, ele conhece Ally (Lady Gaga), um talento ainda desconhecido, e se apaixona por ela. A medida que Ally ascende, Jackson vê a própria carreira indo por água abaixo. Gaga assume o papel que já foi de Janet Gaynor, Judy Garland e Barbra Streisand, e está ma-ra-vi-lho-sa. Cooper também manda muito bem como cantor e os fãs de Pearl Jam vão notar ali um dedinho de Eddie Vedder, que ajudou o ator a construir o personagem.
Vale prestar atenção: na trilha sonora (Shallow, em especial), nas cores do filme e na fala “só queria olhar para você mais uma vez”, presente em todas as versões da história.
Veja o trailer aqui

Sexta que vem a gente volta com mais dois filmes!

Mamma Mia: conheça os detalhes do figurino

Então eu fui ver Mamma Mia – Here we go again! E em meio a toda cantoria, cenários paradisíacos e um tanto de homem bonito, eu só conseguia pensar: meu Deus, que figurinos maravilhosos. Sim, a sequência tem vários momentos que fazem valer o ingresso e a pipoca, mas foi o trabalho da figurinista Michele Clapton (que também trabalha em Game of Thrones) que me arrebatou.

Desta vez, boa parte do filme se passa no final dos anos 1970, quando Donna (Lily James) se forma na faculdade e vai para a Grécia. No caminho, ela conhece Harry, Bill e Sam, os três possíveis pais de sua filha Sophie. Dada a sinopse, vamos ao que interessa?

O figurino de Mamma Mia

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Com uma pegada meio hippie, meio boho, os figurinos de Donna poderiam muito bem vestir qualquer garota carioca. Aliás, temos algumas peças que eu poderia jurar que já vi na Farm. São saias longas, batas fluidas, camisas estampadas, cropped e muito, muito jeans. Segundo a própria Michele Clapton, muitas peças eram originais dos anos 70, mas a maioria foi feita para o filme com base nas referências da figurinista. Uma delas é, pasmem, a chef Nigella Lawson, que na época de estudante em Oxford, tinha um estilo descolado, bem parecido com o de Donna. Em entrevista ao site Racked, ela explicou: “Nigella Lawson era muito descolada quando estudante. Eu encontrei fotos antigas dela, e ela acabou se tornando uma grande inspiração para as cenas de Oxford”.

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O mesmo vale para Sophie. Com um visual mais contemporâneo, mas no mesmo clima boho, a filha de Donna aposta em peças como quimonos, ponchos, macacões e batas. Aos 25 anos, Sophie perdeu o ar infantil, mas seu guarda-roupa está longe de ser conservador.

Praticidade é a chave

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Quem viu o filme também deve lembrar do momento em que Lily James e Hugh Skinner cantam Waterloo. Na cena, ela usa um vestido abotoado na frente, com um short azul por baixo. Michele explica a escolha do short: “Eu coloquei o short porque gosto da ideia de que Donna é sempre prática. Não queria que nada ficasse muito feminino nela. Não queria que ela parecesse vulnerável, queria que ela parecesse estar sempre no comando”. E faz sentido, não é? Quantas vezes usamos uma saia ou vestido que nos obriga a olhar o tempo todo se está tudo em ordem?

Ah, os detalhes…

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Apesar de prática, Donna parece pensar em cada detalhe de sua roupa. As composições têm sempre algo especial: um nó na blusa, anéis marcantes ou, o colar de borboleta. Peça original da década de 1970, o colar foi reproduzido em tamanho menor para Mamma Mia. E a borboleta – símbolo da transformação e da liberdade – também aparece no figurino de Sophie, na cena do batismo. Uma homenagem bem bacana!

Tá, e se eu quiser me inspirar em Donna?

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Michele também dá a dica: saias longas, botas Frye e muita customização. Mas se você, como eu, não tem lá muito talento para trabalhos manuais, não tem problema. Selecionei no Pinterest alguns looks que podem te inpirar!

Maratona do Oscar 2018: Parte III

Com um pouco de atraso, chegamos a última parte da Maratona do Oscar (você vê a primeira e a segunda aqui e aqui)! Sem saber, deixei um dos melhores para o final. Estou falando de Três Anúncios para um Crime porque confesso não ter me apaixonado por A Forma da Água. Vamos aos comentários?

Três Anúncios para um Crime

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Sem saber, deixei um dos melhores para o final. Três Anúncios para um Crime reúne um elenco sensacional para contar uma história dramática: Frances McDormand interpreta uma mãe que tem a filha estuprada e assassinada numa pequena cidade do Missouri. Depois de meses sem uma resolução para o caso, ela decide alugar três outdoors e cobrar uma posição da polícia. O ato acaba afetando a vida de toda a cidade, mas principalmente dos policiais interpretados por Woody Harrelson e Sam Rockwell. Os dois estavam competindo pelo prêmio de Melhor Ator Coadjuvante, mas Rockwell acabou levando. Merecidamente, aliás. Fique de olho na cena em que ele fala ao telefone com a personagem de Frances McDormand. Acho que ele ganhou o Oscar ali!
Preste atenção nos alívios cômicos, nos diálogos MUITO bem escritos, e na relação sutil entre Mildred e Willoughby, o chefe da polícia. Espetacular!

Indicações: Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Atriz para Frances McDormand, Melhor Ator Coadjuvante para Harrelson e Rockwell, Edição e Trilha Original.

Aposta para o Oscar: Frances McDormand tem altíssimas chances. Também pode levar o melhor roteiro original.

A Forma da Água

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Ele tem treze indicações. TREZE. Então, são enormes as chances de levar os prêmios principais. O roteiro é bem construído, a maneira de contar a história de amor entre Elisa e a criatura é sutil, tem sua beleza, mas não consegui me conectar. Ganhou o Oscar de Melhor Design de Produção, mas consigo nomear vários outros que mereciam mais.

Indicações: Melhor Filme, Melhor Direção para Guillermo Del Toro, Melhor Atriz para Sally Hawkins, Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer, Melhor Roteiro Original, Melhor Ator Coadjuvante para Richard Jenkins, Melhor Design de Produção, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Trilha Sonora. Ufa!

Aposta para o Oscar: provavelmente vai levar o prêmio principal, mas seguimos torcendo por Três Anúncios e Me Chame pelo seu Nome.

Sobre Ameaça Fantasma, vamos ficar devendo os comentários pré-Oscar! Mas prometo que assim que assistir, volto aqui para fazer post! 😉