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Categoria: Livros

Livros: autores negros que você não pode deixar de conhecer

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#Vidasnegrasimportam SIM. Mas além de postar a hashtag nas redes sociais, o que você faz no dia a dia para desconstruir o seu racismo? E aqui não vale dizer “ah, mas eu não sou racista”. Nós brancos vivemos em uma sociedade altamente preconceituosa, protegidos pelo tal do privilégio, então é natural (não ok, não normal) que acabemos reproduzindo atitudes racistas. Se desconstruir, entender mais sobre o que sofrem as pessoas pretas, adequar seu vocabulário, repensar “piadas” e inserir a cultura negra no seu repertório é extremamente importante.

Refletindo sobre tudo isso, resolvi dar minha (pequena) contribuição fazendo o que eu sei fazer de verdade: produzir conteúdo e dar dicas de livros. Selecionei autores negros que li recentemente e que acho que podem ser uma boa porta de entrada pra gente se aprofundar no assunto. Vamos entrar nessa corrente?

Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie

larry casino Chimamanda é, provavelmente, a autora negra mais popular dos últimos tempos. Parte disso se deve ao sucesso de seus TEDs, que já viraram mini livros editados pela Companhia das Letras. Se você ainda não leu nada dela, vale começar por “O Perigo de uma história única”, “Sejamos todos feministas” e “Para educar crianças feministas”. Em “Americanah” ela conta a história de Ifemelu, uma jovem nigeriana que vai para os Estados Unidos estudar e se separa de Obinze, seu grande amor. De volta à Nigéria, ela vai ter que reencontrar seu lugar no país que deixou para trás.

Má Feminista – Roxane Gay

http://getcoverall.com/?gra-luxor_29-05-2020&lang=pl-PL Roxane Gay é uma das minhas escritoras favoritas quando o assunto é feminismo. Além de “Fome”, ela escreveu também esta coleção de ensaios que nos fazem refletir sobre a condição feminina na sociedade. Não faltam links com a cultura pop e acontecimentos recentes. Se você ainda não leu nada sobre o assunto, sugiro começar por este.

A Cor Púrpura – Alice Walker

casino magasin toulouse Neste clássico moderno, Alice Walker usa cartas para construir a narrativa de Celie, uma mulher que sofre com um pai e um marido abusivos. Celie vê sua vida mudar quando é obrigada a receber em casa Doci Avery, primeira mulher do marido, e entra em contato com novas formas de sexualidade. Não é fácil de ler, mas é extremamente necessário.

Fique Comigo – Ayòbámi Adébáyò

cherry casino Ayòbámi Adébáyò é apontada como a nova promessa da literatura nigeriana. No romance “Fique Comigo” ela fala dos costumes da Nigéria, onde a poligamia ainda é uma situação recorrente. Ao não conseguir engravidar, Yejide é forçada a conviver com a segunda esposa do marido, mostrando a pressão social que as mulheres sofrem por lá.

O Vendido – Paul Beatty

estrace prescription O livro de Paul Beatty pode causar um certo estranhamento e desconforto no leitor. É que em “O Vendido” você vai ver o racismo sendo descrito por uma ótica politicamente incorreta. Aqui o narrador é usado como cobaia nos estudos raciais do pai sociólogo. Ao ver sua cidade desaparecer do mapa da Califórnia, tem a ideia de restaurar a segregação social. A prosa de Beatty é tão divertida quanto inteligente, mas vai causar um incômodo.

Tem mais dicas de livros e autores negros para compartilhar? Deixa aqui nos comentários e vamos variar nossas leituras! 😉

#GirlPower: mulheres que me inspiraram em 2019

Ser mulher é algo realmente sensacional. E 2019 me mostrou isso de diversas maneiras. Pessoalmente, eu me vi cercadas de amigas incríveis, com experiências de vida totalmente diferentes, mas sempre dispostas a ajudar e empoderar outras mulheres. A força que temos quando nos unimos é realmente única e essa energia esteve presente durante todo o ano jeu.fr happy wheels.

E como energia é algo que permeia diversas áreas da nossa vida, o girl power se manifestou também nas minhas leituras. Li tantas histórias com tantas mulheres maravilhosas, que seria um desperdício não dividir algumas com vocês. Os livros a seguir foram feitos para serem lidos, mas também compartilhados com as amigas. São histórias e experiências de vida que nos inspiram e nos ajudam a superar momentos difíceis. Além de, claro, ser entretenimento da melhor qualidade! wsop game

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Tara Westover, em ‘A Menina da Montanha

geant drive anglet A história de Tara me marcou tanto que ela mereceu um post só sobre ela aqui. Mas resumindo, ela cresceu em uma família de sobrevivencialistas mórmons nos Estados Unidos e só teve acesso à educação formal aos 17 anos. Apesar disso, Tara se formou na faculdade, fez mestrado e doutorado nas mais importantes instituições do mundo. Sua história emociona, agonia, inspira. Uma das melhores leituras do ano, sem dúvida.

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Michelle Obama, em ‘Minha História

A gente acha que já conhece Michelle Obama. Afinal, ela é mulher de um dos maiores políticos do mundo, a primeira primeira-dama negra dos Estados Unidos, envolvida nas mais diferentes causas. Mas a história desta mulher é ainda mais incrível quando vista de perto, contada em primeira pessoa. Na sua autobiografia, ela conta como tudo começou, como se formou em direito, sua trajetória profissional e, claro, sua vida ao lado de Obama na Casa Branca. Uma aula de empoderamento feminino.

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Malala, em ‘Eu Sou Malala

Ela ainda era uma criança quando foi baleada no rosto pelo Talibã. Junto com o seu pai, dono da escola em que estudava, Malala Yousafzai lutava pela educação das meninas paquistanesas quando começou a incomodar o regime totalitário do seu país. Neste livro, acompanhamos um pouco da política no Paquistão e entendemos os acontecimentos que permitiram a chegada do Talibã ao poder. Malala ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2014, mas sua importância vai além disso. Ela é a lembrança viva de onde as mulheres podem chegar quando nos lançamos a uma causa.

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Fernanda Montenegro, em ‘Ato, Prólogo, Epílogo

Comecei a ler as memórias da Fernanda Montenegro a convite de uma amiga e seu projeto “Lendo Mulheres Reais”. O primeiro livro lido em conjunto foi esse e a estreia não poderia ter sido melhor. Crescemos acostumadas a ver Fernandona no teatro, no cinema e na TV, mas a experiência de ler sua história de vida é única. Nos transporta para outro tempo, onde viver de arte era digno e possível. Leitura fundamental nestes tempos sombrios.

Lembrando que adquirindo qualquer livro listado aqui através dos links nos títulos, você ajuda este bloguinho!

Por que você deve ler A Menina da Montanha?

tara-westoverNós, brasileiros, temos uma noção clara do que é privilégio: não se perguntar de onde vem a próxima refeição, não estar afundado em dívidas, dormir sem o som de tiros, ir para a escola bem alimentado, não se preocupar com as chuvas fortes. Com o nosso cenário, é até difícil pensar que, em alguns lugares do mundo, simplesmente há quem não queira uma educação formal para os filhos. Talvez por isso “A Menina da Montanha” tenha me impactado tanto.

Esta não é uma história sobre mormonismo. Mas é.

Pra começar, já aviso que você vai precisar vencer a barreira do título. Educated, no original, traduz muito melhor a ideia-base da narrativa de Tara Westover. Filha de uma família de sobrevivencialistas, Tara foi criada no estado de Idaho, nos Estados Unidos, dentro de uma das maiores comunidades mórmons do país. Apesar de deixar claro desde a primeira página que o livro não se trata de uma história sobre mormonismo, a religião permeia a vida da menina, que só foi pisar em uma sala de aula pela primeira vez aos 17 anos.

Como sobrevivencialistas, seus pais estavam constantemente preocupados com o fim do mundo e operavam sob uma lógica diferente. Isso incluía se opor ao governo, ao sistema de saúde e a educação fornecida pelo Estado. E isso, além de manter as crianças fora da escola, também significa mantê-las longe de hospitais e médicos. Em um ferro-velho – a principal forma de sustento da família – é de se imaginar que as crianças sofriam ferimentos constantes. E graves. Neste contexto, queimaduras de terceiro grau, traumatismos cranianos, e cortes profundos eram tratados da mesma forma: com ervas manipuladas pela mãe de Tara.

Para que uma educação formal?

Além dos abusos físicos, os emocionais também eram constantes. Tara frequentemente era agredida pelo irmão mais velho e, ao decidir denunciar, foi desacreditada pela própria mãe. Dentro desta realidade, é muito espantoso que alguém que só pisou em uma sala de aula pela primeira aos 17 anos – sem saber o significado da palavra “holocausto” – tenha chegado a completar o doutorado em Cambridge apenas 10 anos depois. Mas a verdade é que nada na história de Tara é comum. E é isso que torna “A Menina da Montanha” tão especial.

O gap de aprendizado não está relacionado apenas às questões básicas de história, geografia, matemática. Mas representa um abismo na percepção de mundo de uma personalidade que está se formando. Para usarmos um exemplo simples, você se lembra do seu primeiro dia de aula na faculdade? Foi tenso, difícil? Você estava nervoso, apreensivo, ansioso? Provavelmente, como todos nós, você viveu todas estas emoções sem perceber que o simples fato de ter frequentado uma escola já te tornava apto a pertencer àquele grupo de universitários. Consegue imaginar sua vida sem esta experiência?

Por que ler A Menina da Montanha?

E porque falar de Tara aqui? Porque a história desta mulher é um tapa na cara, e a lembrança constante que nós – infinitamente mais privilegiados que ela – temos a obrigação de transformar nosso conhecimento em ação. Aliás, ações, no plural. Ações que permitam que outras mulheres tenham acesso à educação, que nos possibilitem ganhar dinheiro, fazer a economia girar, transformar vidas ao nosso redor. Em um momento em que o Brasil vive uma crise gravíssima na educação, ler “A Menina da Montanha” é quase um manifesto. Mulheres como estas, sim, devem servir de exemplo.

Então, que fique aqui esta dica: leia, inspire-se, passe adiante. Histórias como estas merecem ser lidas, discutidas e relembradas de tempos em tempos.

Feminismo: cinco livros para entender o movimento

Vivemos tempos difíceis. Expor a opinião na internet é um direito de todos, mas também é dever de quem tem algo importante a dizer. E a gente só tem algo importante a dizer se estudar. E estudar muito. Quanto mais, melhor. Volta e meia alguma lembrança do Facebook me recorda quanta groselha eu já falei em relação ao feminismo. Por absoluta e total ignorância. Para não reviver estes tempos, só tive uma alternativa: mergulhar de cabeça no assunto e buscar mais informações. Alguns livros foram fundamentais e hoje eu divido esta listinha com vocês. Ah, para comprar na Amazon e ajudar este blog, você já sabe: só clicar no título.

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Um Teto Todo Seu

O assunto não é novo. Lá em 1929, Virginia Woolf já falava da importância de se ter um lugar próprio, onde fosse possível trabalhar em paz, sem interrupções, e sem ter que depender de homens para realizar algo. Foco no “sem depender de homens”. Quase cem anos se passaram, muito coisa mudou, avançamos muito, mas as questões mais básicas ainda estão por aí. Fora o assunto, a escrita de Virginia Woolf merece muito ser lida.

Os Homens explicam tudo para mim

Um belo dia a escritora Rebeca Solnit se viu diante de uma situação inusitada. Um homem tentava indicar um livro que ela TINHA QUE LER se quisesse entender sobre determinado assunto. O que escapou ao sujeito é que ela mesmo tinha escrito o tal livro. Surgia aí o termo mansplaining. E se você é mulher, com certeza já se deparou com uma situação dessas. É sobre esta e outras que Rebeca escreve neste livro de ensaios sobre o feminismo, tão importantes quanto bem-humorados.

A mãe de todas as perguntas

Assim como em “Os Homens explicam tudo para mim”, neste livro, Rebeca Solnit trata de temas extremamente importantes para o feminismo atual. Nestes ensaios, ela fala de maternidade, silenciamento, estupro, sempre com um viés irônico para falar de assuntos que não tem graça nenhuma. Necessário!

Má Feminista

Já falei sobre ele aqui, mas sempre vale falar sobre Roxane Gay novamente. No Rio, costumamos dizer que “funk se dança com uma mão no joelho e a outra na consciência”. Má Feminista fala exatamente sobre isso, e muitas outras coisas. Como conciliar o feminismo com a nossa cultura pop, tão repleta de exemplos de misoginia? A conclusão? Melhor ser uma “má feminista” do que não ser feminista de forma alguma. Tá aí uma verdade, não é mesmo?

Como criar crianças feministas

Se Chimamanda lançasse a sua lista de mercado, eu tenho certeza de que compraria na pré-venda. Depois de Sejamos Todos Feministas, ela lança mais um livro curto, mas repleto de dicas importantes. Neste, escrito em formato de carta, ela dá conselhos para quem quer educar os filhos de forma igualitária, usando exemplos práticos. A ideia é que tantos os pais de meninas quanto os pais de meninos possam aproveitar os ensinamentos. É um bom primeiro passo para criar uma sociedade mais justa.

Tem mais alguma dica? Compartilha aqui com a gente!

Dia Mundial do Livro: os cinco livros que mudaram minha vida

Este blog está cheio de dicas literárias. Volta e meia eu venho aqui comentar sobre algo que li e acho imperdível, comento algo que aprendi em algum livro, dou dicas e enalteço meus autores favoritos. Já falei sobre Liane Moriarty, Elena Ferrante, Stephen King. Mas nunca fiz um compilado dos meus livros favoritos da vida, aqueles que formaram o meu caráter e me fizeram refletir sobre algum tema específico. Mesmo sabendo que esta lista pode mudar da noite para o dia, resolvi aproveitar o Dia Mundial do Livro para falar daqueles que mudaram o meu mundo. Ah, e para comprar, você já sabe: é só clicar no título!

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Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o seu pai o levara para conhecer o gelo”. Este livro começa com uma das frases mais bonitas da literatura e todo o resto não fica atrás. Ao contar a saga dos Buendía – baseada livremente na história da própria família -, Gabo cria a narrativa que ficou conhecida como a base do realismo fantástico. Mesmo que o gênero tenha surgido centenas de anos antes, muito longe da Colômbia. A fictícia Macondo é parecida com diversas cidades do interior da América, mas ainda assim é um universo único, que todo mundo precisa conhecer.

A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Há quem diga que a escritora tentou mimetizar neste romance a aura fantástica de Cem Anos de Solidão. Eu até reconheço alguns elementos, mas tenho que dizer que Isabel Allende fez um excelente trabalho no A Casa dos Espíritos. Aqui, ela conta a história de várias gerações da família Trueba, dos anos 1920 aos 1970, culminando na ditadura chilena. A mesma ditadura que matou Salvador Allende, tio da autora. Se Gabo foca nos personagens masculinas, as personagens femininas criadas por ela são simplesmente incríveis, numa mistura inusitada de delicadeza, sensualidade e força.

O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo

O Brasil também produz excelentes sagas familiares. Com sua trilogia sobre a família Cambará, Érico Veríssimo não nos deixa mentir. Nos sete livros de O Tempo e o Vento (dividido em três grandes partes), o autor mistura narrativas muito pessoais de seus personagens com a história do sul, desde a colonização até a Ditadura Militar (que existiu sim, tá gente?). Te desafio a não se apaixonar por Ana Terra e Rodrigo Cambará.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Marçal Aquino

Homens apaixonados rendem os melhores livros. O fotógrafo Cauby – solteirão convicto e totalmente cético no amor – decide se mudar de São Paulo para o interior do Pará. Lá ele conhece Lavínia, mulher de um pastor evangélico, que vira sua vida de cabeça para baixo. O ambiente é hostil a quem vem de fora, mas nada parece intimidar Cauby quando ele se apaixona por ela, nem a possibilidade de estar se envolvendo em um triângulo perigoso.

Harry Potter, de J.K. Rowling

Os sete livros de Harry Potter marcaram minha vida, da infância à idade adulta. Infância porque eu tinha 12 anos quando li o primeiro e adulta porque há uns dois anos resolvi reler todos e, para minha surpresa, vi que a saga envelheceu bem. Depois de anos, damos novas conotações aos acontecimentos e descobrimos significados que antes passavam totalmente batidos. Alguém aos 12 perceberia que os dementadores são uma excelente analogia para depressão?

O Sol é Para Todos, Harper Lee

Racismo, injustiça social, estupro. Os temas de “O Sol é Para Todos” são extremamente pesados, mas necessários no Brasil de hoje. Harper Lee se baseou livremente nas suas memórias de infância para escrever a história do advogado Atticus Finch. No sul dos Estados Unidos, ele decide defender um negro acusado de estuprar uma mulher branca. A narrativa é contada através da perspectiva de Scout, filha de Atticus, e surpreende pela voz infantil. Vale demais a leitura!

Seus preferidos estão aqui? Indica aqui nos comentários aqueles tem-que-ler!

Leia Mulheres: cinco livros para entrar na sua biblioteca

Uma olhada rápida nas livrarias já comprova: os homens são a esmagadora maioria entre os livros publicados. Não que as mulheres não produzam textos interessantes e de qualidade, mas ainda somos preteridas pelas editoras. Projetos como o Leia Mulheres vêm tentando diminuir esse gap entre nós, consumidoras, as escritoras. E apesar de eu ser uma leitora quase compulsiva, confesso que ainda não consegui balancear esses números na minha lista de leituras. Como ando lendo mulheres muito especiais, decidi dividir com vocês!

Autobiografia, Rita Lee

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Eu cresci achando que “Ovelha Negra” tinha sido escrita pra mim, e lamentando não ter olhos claros e cabelos ruivos. Nunca fui fã de ninguém, mas a Rita Lee tem algo que mexe comigo desde criancinha. Quando consegui ler a sua autobiografia, não me decepcionei. Ela é realmente aquela figura espetacular que fez parte dos Mutantes e depois seguiu em carreira solo “lacrando” em todos os álbuns. Ao escrever, ela dá a impressão de não poupar nada – nem a maneira bizarra com que perdeu a virgindade, nem a treta com Arnaldo Batista, nem o uso abusivo de álcool e drogas. O melhor de tudo? A linguagem divertida com que Rita escreve faz parecer que não estamos lendo, mas apenas ouvindo uma conversa na mesa do bar. Uma delícia!

Compre aqui: Rita Lee

Sejamos todos feministas, Chimamanda Adiche

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Leitura obrigatória no projeto Leia Mulheres, Chimamanda Adichie vai de romances (como Hibisco Roxo e Americanah) a discursos com facilidade. Um dos mais importantes é o Sejamos Todos Feministas, texto que ganhou uma versão editada pela Companhia das Letras. Em 24 páginas, a autora lembra a primeira vez que foi chamada de feminista e o efeito disso em sua formação como pessoa, escritora e mulher. Apresentado no TED, o discurso pode ser visto aqui. Mas acredite, vale a pena ter a versão escrita e quem sabe, dar de presente para as amigas!

Compre aqui: Sejamos todos feministas

Má Feminista, Roxane Gay

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E por falar em feminismo, como fazer para não confundir o movimento – tão importante e necessário – com o radicalismo de quem acaba não nos representando? A americana-haitiana Roxane Gay tem a resposta: para ela, vale ser uma “má feminista” do que não ser feminista de forma alguma. Ela tenta conciliar a militância com o fato de amar ler a Vogue e dirigir ouvindo “Blurred Lines”, enquanto fala com muito bom humor sobre a condição feminina nos dias de hoje. Importante para entender como o machismo está tão inserido na cultura pop que, por vezes, nem nos damos conta dele. Imperdível!

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Casa dos Espíritos, Isabel Allende

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Neste Leia Mulheres não poderia faltar Isabel Allende. Numa época em que falar de direito das mulheres era motivo de riso, a família Trueba se mantinha unida graças às suas três mulheres: Clara, Blanca e Alba. Casa dos Espíritos passa pelos primeiros anos do século XX e vai até a ditadura de Pinochet, que tirou Salvador Allende do poder em 1973. Clara, a matriarca, tem o dom da clarividência e é responsável pela aura mágica da narrativa, misturando assuntos como socialismo e ditadura com a sensibilidade feminina e mesas que dançavam. Vale também ver o filme, com Meryl Streep, Winona Ryder e Vanessa Redgrave!

Compre aqui: A Casa Dos Espíritos

Histórias de ninar para garotas rebeldes

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Nada de contos de fada onde a princesa só pode ser feliz se encontrar o príncipe. Agora, é a vez das garotas “rebeldes”. Rebeldes como Nina Simone, Jane Austen, Coco Chanel e Frida Kahlo, que passaram longe dos padrões pré-estabelecidos e hoje são personagens deste livro fofíssimo publicado pela VR Editora. A cada página, uma pequena biografia de cada uma e uma ilustração que valeria um quadro. Vale dar de presente para a filha, sobrinha, irmã mais nova, para a afilhada, ou até pra você mesmo.

Compre aqui: Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes

Dia do Jornalista: os melhores livros do jornalismo literário

Vivemos tempos difíceis para os jornalistas. Na era da pós-verdade, onde opiniões viram fatos e fatos viram opiniões, contar uma história não é só criar uma narrativa. É também registrar acontecimentos e permitir que as próximas gerações tenham memória. Tudo isso numa época em que as pessoas parecem decididas a transformar suas lembranças em verdades absolutas. Esta é, aliás, a primeira lição que recebemos na faculdade de jornalismo: a verdade tem diversos lados, e nós devemos nos dedicar a contemplar todos eles nos conteúdos que produzimos.

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Na lista abaixo, minha pequena homenagem ao Dia do Jornalista, reuni alguns títulos do meu gênero preferido: o jornalismo literário. Todos os autores citados são mestres em mergulhar nas histórias alheias para criar a sua própria. Recomendo fortemente a leitura e, claro, a reflexão!

A Sangue Frio, de Truman Capote

A Sangue Frio é considerado por muitos teóricos um dos livros fundadores do jornalismo literário. Ele relata o assassinato brutal de uma família inteira numa pequena cidade do Kansas, em 1959. Capote leu sobre o caso em uma matéria do New York Times e, menos de um mês depois chegou a Holcomb para acompanhar as investigações. Além de entrevistar os moradores, o escritor também entrou em contato com os assassinos Dick Hickock e Perry Smith, e acabou tendo uma relação intensa com um deles. Publicado em 1966, no mesmo ano em que os criminosos foram executados, o livro se tornou um best-seller e rendeu (ainda mais) fama a Truman Capote, que já era conhecido por Bonequinha de Luxo. Se você tiver que escolher apenas um livro desta lista, escolha este.

Fama e Anonimato, de Gay Talese

Imagine receber a missão de escrever um perfil sobre um cantor famoso, mas ser impedido de conhecê-lo pessoalmente. Gay Talese deveria se encontrar Frank Sinatra, mas o cantor estava gripado e não poderia dar entrevistas. O repórter acabou escrevendo o que se tornou uma referência para jovens jornalistas. Este e outros textos estão reunidos em Fama e Anonimato, que trata de personagens pitorescos de Nova York, como o mergulhador que ganhava a vida buscando pertences perdidos na baía. Uma verdadeira aula de jornalismo.

Hiroshima, de John Hershey

Um dos episódios mais terríveis do século XX ganhou uma abordagem mais humana no livro de John Hershey. Na primeira parte, a reportagem clássica traz relatos de seis sobreviventes da bomba atômica. Na segunda, escrita 40 anos depois, John reencontra os personagens para entender como a tragédia continua afetando suas vidas. Graças ao livro, o mundo pode entender com clareza um dos episódios mais marcantes da Segunda Guerra Mundial. Jornalismo em sua melhor forma!

Todo dia a mesma noite, de Daniela Arbex

Mesmo tendo acompanhado o noticiário na época do incêndio da boate Kiss, ler sobre isso é um soco no estômago. Daniela conta com detalhes o resgate, o trabalho de salvamento dos feridos, a identificação dos corpos, a dor das famílias e de Santa Maria. A beleza do livro está na escolha dos depoimentos, que dão a exata dimensão do que aconteceu na cidade. Mas principalmente, do que é preciso fazer para que isso não se repita nunca mais.

Missoula, Jon Krakauer

Jon Krakauer ficou conhecido por “Na Natureza Selvagem” e “No Ar Rarefeito”, mas Missoula também merece ser lido. Aqui, ele conta como a cidade em Montana se tornou a “capital do estupro” e disseca a relação passional dos moradores com os atletas do Grizzly, time de futebol americano. Jon conversa com mulheres, policiais, advogados, promotores, professores e toda a rede que cuida – ou deveria cuidar – das vítimas de estupro. É sobre Missoula, mas também é sobre os Estados Unidos, o Brasil e todos os lugares onde a violência sexual não é devidamente combatida.

O Dono do Morro, Misha Glenny

O Nem, ex-traficante da Rocinha, é uma figura lendária entre os cariocas. Não só porque foi um dos maiores chefões do tráfico de drogas na cidade, mas também pela sua história peculiar. Nem entrou para o crime depois que sua primeira filha foi diagnosticada com uma doença rara e ele precisou pedir dinheiro emprestado para o único “banco” da favela: o tráfico. Partindo deste ponto, o jornalista britânico Misha Glenny, passeia pela vida de Nem da infância até sua prisão em 2011. Com fluidez e ritmo cinematográfico, o livro é extremamente importante para compreender o cenário do crime no Rio de Janeiro.

Seu preferido ficou fora desta lista? Compartilha a dica aqui nos comentários!

Crônicas: quatro livros para ler e se apaixonar pelo gênero

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Crônica: no dicionário, substantivo feminino. “Gênero literário que consiste na apreciação pessoal dos fatos da vida cotidiana”. Pra mim, o gênero mais brasileiro que há. Porque o nosso senso de humor combina perfeitamente com textos curtos e, geralmente, repletos de ironia. E isso não vem de hoje, não. Apesar de termos cronistas excelentes nos maiores jornais do país, a crônica é coisa antiga. Vem lá de Machado de Assis e Lima Barreto. Nosso elenco de cronistas sensacionais só cresce e agora eu divido com vocês alguns dos meus livros favoritos!

As Cem Melhores Crônicas Brasileiras do Século XX

Organizada pelo jornalista (e também cronista) Joaquim Ferreira dos Santos, a antologia traz os textos em ordem cronológica, começando em 1850 e terminando nos anos 2000. Excelente para quem quer acompanhar a “evolução” do gênero, lendo autores como Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, etc.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Elenco de Cronistas Modernos

Trinta e Oito e Meio, de Maria Ribeiro

Maria Ribeiro é atriz, jornalista, documentarista, apresentadora e… ufa, cronista! Depois de anos escrevendo para a revista TPM, ela lançou este primeiro livro, com textos curtos sobre diversos assuntos. Aqui, ela fala de relações humanas, maternidade, seus sonhos, desejos e fraquezas. Se você procura se conectar com um autor, sugiro fortemente este livro.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo

Trinta e Poucos, de Antonio Prata

Quem já passou dos 30 deve se lembrar das crônicas escritas na última página da revista Capricho. Pois é, durante um bom tempo elas eram assinadas pelo Antonio Prata. Em “Trinta e Poucos”, elementos triviais como um par de meias e uma semente de mexerica servem como ponto de partida para textos deliciosos de ler.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Nu, de Botas

Caviar é uma ova, de Gregório Duvivier

Assim como a Maria Ribeiro, o Gregório é polivalente. Ator, co-criador do Porta dos Fundos, poeta, apresentador de tv e cronista, ele escreve textos bem-humorados e, em sua maioria, irônicos. Em “Caviar é uma ova” ele brinca com a expressão “esquerda caviar” que se popularizou nessa nossa época de Fla x Flu político. São crônicas curtinhas, mas que colocam o dedo naquele ponto incômodo da vida cotidiana. Vale a leitura!

Se você gostou deste, não deixe de ler: Put Some Farofa

Já leu algum desses? Conta aqui nos comentários!

YouTube: quatro canais literários que você precisa conhecer

Quem acompanha este blog ou me segue nas redes sociais sabe que ler é um dos meus maiores prazeres nesta vida. É o meu momento, a atividade que acalma minha alma e que eu faria o dia inteiro se não houvesse boleto neste mundo. Pensando nisso, entrei na missão de te fazer ler mais (e melhor) este ano. Então, vocês verão posts como este com mais frequência por aqui! E o YouTube não poderia ficar de fora disso. É ali que eu me informo sobre os lançamentos ou dou uma chance para os clássicos. Hoje, selecionei cinco canais que vão abrir seus horizontes literários. Vamos?

Tiny Little Things

Velha conhecida no chamado “booktube”, Tati pode não ser uma novidade para quem acompanha este universo, mas não dava pra montar essa lista e não falar dela. Esse ano, seu canal completou 12 anos e hoje serve de referência para muita gente. Entre resenhas, tags e desafios, Tati faz um mix diversificado entre clássicos, histórias de terror, autores consagrados e iniciantes.

O que você não pode deixar de ver: a playlist Mês do Horror.

Livrada

Se existe um estereotipo no booktuber, o Yuri Al’ Hanati foge totalmente dele. O humor é ácido, as escolhas literárias dificilmente estão presentes na sessão de best-sellers e as opiniões são expostas sem medo de desagradar. Como deveria ser, não é mesmo? Entre os preferidos do Yuri estão autores russos, clássicos e livros de filosofia. Mas o mais bacana do canal acontece anualmente: o Desafio Livrada. Nele, Yuri seleciona 14 categorias diferentes e propõe que os espectadores leiam títulos que se enquadrem na brincadeira. Um livro é sempre “obrigatório”, mas nunca óbvio. Excelente pedida para quem quer sair da zona de conforto!

O que você não pode deixar de ver: os livros sobre o Desafio Livrada.

Ler Antes de Morrer

A Isabella Lubrano tem a vida que eu gostaria de ter. Depois de se formar em Direito e Jornalismo, ela conseguiu se dedicar totalmente aos livros e ao seu canal Ler Antes de Morrer. Por lá, ela se propõe a chegar ao número audacioso de 1001 resenhas literárias, mesclando clássicos, contemporâneos, livros de não-ficção, entre outros. Mas o canal vai além do gosto eclético da apresentadora. Como boa jornalista, ela está sempre atenta ao contexto. E não importa se ela está falando de Machado de Assis ou de Elena Ferrante (falei sobre ela aqui!): todo vídeo tem um ótimo gancho que vai fisgar a sua atenção.

O que você não pode deixar de ver: a playlist atualizada da Bookshelf Tour! Nada melhor do que dar uma espiadinha na estante alheia, né?

Bookster

Pedro Pacífico acabou de chegar no Youtube e já coleciona mais de 5 mil inscritos no seu canal. Muito do sucesso se deve ao seu perfil no Instagram, que é um verdadeiro fenômeno. Pedro é advogado de formação, e dá dicas para quem quer fazer da leitura um hábito, mesclando resenhas de clássicos e autores contemporâneos. O diferencial são os vídeos curtinhos, quase uma pílula de informação.

O que você não pode deixar de ver: dicas de como ler mais!

E você? Tem algum canal preferido que não está aqui? Conta pra gente!

Cinco dicas para ler mais (e melhor)

Eu sempre falo de livros no blog, mas só recentemente me dei conta que não falo sobre o hábito em si. E se, para você, ler não é um vício como é para mim, pode ser que você se sinta perdido em meio a tantas sugestões. Foi por isso que hoje eu parei tudo e vim aqui dar dicas de como ler mais (e melhor) esse ano. Pode ser que você se encante, pode ser que você comece um e nem termine. Mas se você ler um livrinho que seja seguindo estas dicas, o tempo que eu gastei escrevendo esse post já vai ter valido a pena! J

#1 – Ande com um livro para cima e para baixo

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As pessoas sempre me perguntam como eu arrumo tempo para ler tanto. A resposta é simplesmente essa: sempre carregue um livro ou kindle com você. Metrô? Leia. Fila de supermercado? Leia. Praia? Melhor lugar! Leia. Aos poucos você vai criando o hábito e a leitura vai preenchendo essas horas meio mortas, em que você pegaria o celular.

#2 – Por falar em celular… Off!

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O seu deve ter uma coisa maravilhosa chamada “modo avião”. Quando você ativa esse botãozinho, o mundo se torna uma coisa mágica, onde ninguém pode te perturbar virtualmente. Use esse recurso para ler, nem que seja apenas por 30 minutos. É libertador!

#3 – Use o YouTube

Depois que passei a seguir canais de literatura no YouTube, viciei REAL e nunca mais fiquei sem saber o que ler. A graça é seguir pessoas diferentes, para expandir os horizontes. Nos posts de favoritos e de dicas de canais, vocês encontram várias sugestões, mas vale a pena repetir. Tati Feltrin, Pandâmonio TV, Livrada, Carol Miranda, Ler Antes de Morrer e Clarissa Wolff são meus favoritos!

#4 – Experimente coisas novas

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Às vezes a gente se apaixona por um autor ou um gênero e queremos zerar todos os livros, de preferência de uma vez só. Mas sempre dá pra você sair um pouquinho da zona de conforto enquanto leitor. Seja lendo um autor de quem nunca ouviu falar, tomando coragem para ler aquele clássico de 900 páginas ou simplesmente experimentando um livro mais teórico. Uma coisa bacana que sempre rola em diversos canais são os desafios. O Livrada acabou de lançar o seu e você pode acompanhar!

#5 – Faça da livraria sua rotina

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Mesmo com a crise das livrarias, o Rio continua cheio de boas opções, tanto de livrarias quanto de sebos. A minha preferida é a da Livraria da Travessa (falei sobre ela aqui) e o sebo Baratos da Ribeiro, ambos em Botafogo. A ideia é ir, dar uma olhada nas mesas que ficam logo na entrada com as novidades, e explorar as estantes mais escondidas. Certeza de que você vai encontrar algo bacana pra levar pra casa!

E aí? O que está na sua lista de leitura?