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Categoria: Livros

Favoritos de setembro: Marcelo Rubens Paiva, Rita, Pandamônio TV…

Sabe quando um livro puxa um vídeo, que puxa uma série, que puxa uma música? Pois é, foi exatamente isso que aconteceu no mês de setembro. Eu comecei a ler um livro e… bom, vamos aos favoritos que vocês vão entender!

Livro: Ainda Estou Aqui

Ainda Estou aqui

O livro conseguiu unir duas das minhas paixões: histórias sobre a ditadura militar e a escrita do Marcelo Rubens Paiva. Depois de contar a história da própria vida em Feliz Ano Velho, o autor resgata a memória do pai, o deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura, e também a memória da mãe, que sofre de Alzheimer. Relatos históricos se misturam com relatos muito pessoais e, ao mesmo tempo em que é a história da família Rubens Paiva, é a história de todos os brasileiros que viveram este período. E se você não conhece Eunice Paiva, PRECISA saber mais sobre essa mulher incrível. Esse livro merecia um post completo, só pra ele, mas acho que não saberia colocar em palavras o que eu senti durante a leitura.  Então, fica aqui só a dica singela mesmo.

Você consegue comprar aqui!

Filme: A 13ª emenda

Sabe aquele documentário que trata de um assunto que você já está careca de saber (no caso, o racismo), mas mesmo assim te abre a cabeça? É o caso de “A 13ª emenda”. Para quem não sabe, a 13ª emenda da constituição americana diz que a escravidão foi abolida, desde que o indivíduo não cometa um crime. Problemático, né? O que a diretora Ava Duvernay (falaremos muito mais sobre ela neste blog por motivos de talento!) tenta mostrar é a maneira pela qual o sistema carcerário se transformou em uma nova forma de escravidão, punindo basicamente a população negra. Já imaginou que horrível viver em um país onde o governo acha que os negros são uma verdadeira ameaça a sociedade e por isso devem ficar encarcerados? Conhece algum lugar assim?

O documentário está na Netflix, mas você encontra no YouTube também!

Canal no Youtube: Pandamonio TV

Quando eu disse que uma coisa puxa a outra, que puxa outra, que puxa mais uma, eu não estava mentindo. E o Pandamonio TV foi minha grande inspiração para esse post. É que foi procurando material sobre “Ainda Estou Aqui” que eu caí no canal das meninas (Tati, Nina e agora sem Carol), me apaixonei e comecei a maratonar.  Sim, eu vi todos os vídeos. TO-DOS. Inclusive, o documentário daqui de cima, e a série aqui de baixo foram indicados por elas. As três são historiadoras, apaixonadas por livros, cinema, séries, cultura pop em geral e falam de feminismo com muita propriedade. Espere assuntos sérios, mas com linguagem extretamente leve. Que é a melhor forma de se falar sobre assuntos sérios, se me permitem dizer.

Série: Rita

No meu último post sobre séries, falei sobre Merlí, um professor espanhol pouco ortodoxo, que dá aula na escola do filho, que por acaso é gay. Pois bem, Rita é a “versão” dinamarquesa da série castelhana, e é simplesmente maravilhosa. Da escolha do elenco à música de abertura (mais sobre isso aqui embaixo), ela é cuidadosamente produzida, os personagens bem construídos, os conflitos escolares críveis, enfim, uma produção BEM FEITA de verdade. Mas não vá esperando uma história pesada sobre relacionamentos amorosos, relações entre pais e filhos, ou o sistema de ensino dinamarquês. “Rita” é excelente pra você assistir depois de um dia cansativo, com um balde de pipoca do lado. Ah, preste atenção nos filhos dela: a verdadeira definição de “tanto faz”. 😛

Música: Speak Out Now, Oh Land

Série boa tem música boa na abertura. Isso é um fato. OC, One Tree Hill e Suits não me deixam menti.  Speak Out Now me lembra muito aquelas músicas da década de 1990, com cantoras de voz fina e que grudam na cabeça. (Aliás, só consigo lembrar do Aqua, outra banda dinamarquesa que fez um sucesso enorme por aqui, apesar da voz enjoada da vocalista.) Enfim, voltando a Oh Land, ela me parece um scrapbook, sabe? Uma mistura ambulante da voz das meninas de M2M, com o ar blasé da Lorde, o estranhamento da Björk e o estilo divertido da Kate Perry. Só escutando pra saber. Mas ó, se serve de referência, a Rihanna já ouviu e curtiu! 😉

70 anos de Stephen King: sobre livros, filmes e a vida

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Ok, não é lá muito glamoroso ser fã de um cara de 70 anos que escreve histórias de terror. Confesso. Mas a verdade é que poucas pessoas conseguem me provocar reações tão fortes (e me levar a tantos lugares diferentes sem sair do conforto do meu sofá) quanto Stephen King. E já que hoje é aniversário desse cara tão especial para quem gosta de literatura de terror, que tal um top 5? Se você nunca leu nada dele, esse pode ser um bom começo. 😉

#5 – It, A Coisa

Pode tomar fôlego na hora de ler esse livro. Não só porque você vai ter que percorrer 1102 páginas para chegar ao final, mas também porque você vai dar uma voltinha assustadora pelos esgotos de Derry. É lá que vive o palhaço Pennywise, também conhecido como A Coisa. Depois que uma onda de mortes estranhas começa na pequena cidadezinha do Maine (fictícia, é bom deixar claro), um grupo de crianças se reúne para enfrentar o seu maior medo e acabar de vez com a força maligna que assola o lugar. E o que acontece quando o palhaço assustador retorna anos depois? It acaba de virar filme, mas eu recomendo fortemente que você leia o livro antes. Imperdível!

#4 – Sobre a Escrita

Um dos poucos livros de não-ficção do autor, On Writing é obrigatório para quem quer escrever. Aliás, eu odeio essa palavra, mas abro uma exceção para esse livro: TODO MUNDO deveria ler. É que além de contar um pouco mais sobre sua própria vida, Stephen King vai contar um pouco do ofício do escritor e mostrar que nem tudo são flores. Antes de ser um autor de best-seller, ele recebeu muuuuuitas cartas de recusa. E nem por isso desistiu. Para os fãs, ele ainda conta a sua rotina de trabalho e mostra que ficar esperando por uma inspiração nem sempre é a melhor estratégia.

#3 – Quatro estações

De acordo com uma pesquisa feita por mim mesma há cinco minutos, Stephen King é um dos autores mais adaptados para o cinema. Só pra citar alguns: It, A Torre Negra (que também acaba de estrear nos cinemas), O Iluminado, O Cemitério, Carrie, A Espera de um Milagre, Colheita Maldita, Louca Obsessão, Cujo, O Apanhador de Sonhos e… os excelentes Um Sonho de Liberdade, Conta Comigo e O Aprendiz, baseado em contos de Quatro Estações. Dos citados, talvez meu preferido seja Conta Comigo, que narra a história de um grupo de meninos que sai à procura do corpo de uma criança no meio da floresta. Aquela clássica história de amadurecimento rende um filme incrível, com River Phoenix, Jerry O’Connell e Kiefer Sutherland no elenco.

#2 – O Cemitério

“I don’t wanna be buried, in a pet cemetery…” Impossível falar desse livro sem pensar na música dos Ramones. Criada especialmente para o filme baseado nele, ela é breguinha, mas é TÃO divertida! Exatamente por isso tem super a ver com o longa de 1989, “O Cemitério Maldito”. Mas voltando ao enredo… Uma família se muda para uma casa à beira de um estradão, com duas crianças pequenas. Pouco depois da mudança, eles conhecem o vizinho de frente, que os leva para dar uma volta em um cemitério indígena atrás da propriedade. Passeio maneiro! O lugar tem o poder de trazer à vida qualquer ser que seja enterrado ali, e quando o gato da família morre, eles resolvem fazer um teste… Não preciso nem dizer que a ideia é péssima, né? Ah, e apesar de eu não curtir muito esses avisos meio proibitivos, fica a dica: mamães de primeira viagem podem pular esse livro, tá?  Volta a ler quando seu filho tiver uns 18 anos, por aí.

#1 – Novembro de 63

Até ler esse livro, as histórias sobre viagem no tempo nunca me pegaram muito. Sempre achei meio complexo acompanhar o raciocínio, entender o que poderia ter sido, mas acabou não sendo porque o personagem deveria ter ficado no futuro, mas foi dar a voltinha no passado, e o pai não conheceu a mãe, enfim. Preguiça. Mas Novembro de 63 é diferente. O livro conta a história de Jake Eppins, um professor de literatura que recebe uma missão curiosa e complicada: ser transportado para a década de 50, viver no passado, e bolar um plano para impedir o assassinato do Kennedy. Stephen King conta que começou a escrever a história ainda nos anos 70, mas precisou interromper o livro porque a história real ainda era muito recente e bizarra. Só em 2013, o livro foi publicado e aí sim, conseguimos entender a espera. O acontecimento chocou o mundo inteiro (mais ou menos como o 11 de setembro para a geração Y) e falar nisso não deve ser lá muito fácil. Mas pode ler sem medo, porque o autor conta a história perfeitamente, sem pontas soltas e sem dramatizar demais. Sensacional!

Elena Ferrante, a série napolitana e boa literatura

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Ela chegou tímida. Uma capinha ilustrada no meio da sessão de lançamentos da livraria. Mas de livro em livro, de Amiga Genial a História da Menina Perdida, a série Napolitana da Elena Ferrante foi conquistando o coração dos brasileiros. Ou melhor, das brasileiras, já que poucas quadilogias traduzem tão bem a alma das mulheres.

A autora? Permanece um mistério. Ok, todo mundo sabe que Elena Ferrante é uma das melhores escritoras da sua geração. Todo mundo já sabe que o nome é apenas um pseudônimo, e que talvez Elena seja apenas o alter-ego da tradutora Anita Raja. O mais triste é: por que sabemos tudo isso? Pseudônimos não são exatamente uma novidade no mundo literário. Agatha Christie usou (Mary Westmacott), Stephen King também (Richard Bachman) e até Nelson Rodrigues já foi Suzana Flag. Então, por que raios é tão difícil deixar a autora italiana no anonimato? Num mundo totalmente vigiado pelas redes sociais, nada incomoda mais do que alguém que não quer se expor, não é verdade?

Já chegaram a pensar que, por ser muito rica em informações, a série seria trabalho não de uma só pessoa, mas de um coletivo. Oi?! E Tolkien? O Senhor dos Anéis – trabalho de um homem só – não tem um país fictício, com povos e culturas e línguas próprias? Outros – os mais machistas – afirmam que os quatros livros são obras de um homem. Mais precisamente, o marido de Anita Raja. Por que ainda temos dificuldade de creditar um bom (excelente) trabalho a uma mulher?

Essa questão do papel da mulher na sociedade é uma das muitas abordadas no livro, que começa com o desaparecimento de Lila, uma das protagonistas. Depois de viver mais de 60 anos ao lado da melhor amiga, Lenu (diminutivo de Elena, olha a dica aí!) descobre que ela desapareceu sem deixar vestígios. Como forma de vingança, ela decide contar toda a história da amizade A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e Quem Fica e História da menina perdida. Em quase duas mil páginas, ela não deixa de lado nenhum momento, tanto os mais bonitos, quanto os mais mesquinhos. Afinal, não tem arma melhor contra o esquecimento do que a escrita.

Lenu nos leva ao subúrbio de Nápoles no pós-guerra, um lugar dominado pelo machismo, pela violência, e pela temida Camorra, a máfia napolitana. É nesse ambiente inóspito que a dupla cresce, cercada de outros personagens igualmente cativantes e tridimensionais, ecos de conhecidos da escritora. “Abrace o caos e aprenda a sentir raiva por pessoas fictícias”, é o que a autora parece nos dizer. Mas não vá esperando grandes frases e rebuscamento. O trunfo é tocar em assuntos espinhosos como justiça social, violência doméstica, maternidade e identidade de uma maneira simples e envolvente.

Vemos de perto, com a narração honesta (e às vezes incômoda) em primeira pessoa, como a competição infantil e a simbiose com a melhor amiga aos poucos vão se transformando. Em mágoa, inveja, ressentimento, amor, companheirismo. Como é a possível a pessoa que você mais ama ser também a que você mais odeia (e de quem mais precisa)?

Lenu é a esforçada, a que estudou e alcançou grandes feitos na vida. Se em Dom Casmurro é o leitor quem define se Capitu traiu ou não Bentinho, aqui fica por nossa conta descobrir quem afinal é a amiga genial. Lenu é a técnica, mas Lila é puro talento. Para as duas, a intelectualidade não é um luxo, mas uma questão de sobrevivência, um passaporte para fora do bairro, e uma arma contra os camorristas.

A série não chega a ser um romance político ou histórico, mas não ignora o contexto, o que torna tudo ainda mais interessante. A exemplo de Big Little Lies e Game of Thrones, o best-seller vai virar uma produção da HBO em 2018, dirigida pelo italiano Saverio Constanzo. Boas notícias para os fãs: será falada em italiano (com o dialeto de Nápoles), e terá a própria Elena Ferrante colaborando no roteiro!

“Uma boa narrativa é uma mentira que diz verdades que de outras formas seriam impronunciáveis”.

Livro x Filme: Reparação!

“Reparação” é um daqueles livros difíceis de definir. É sobre uma menina se tornando adulta, sobre mentiras e suas consequências, sobre a Segunda Guerra Mundial? Seria sobre um romance proibido?  Ou ainda seria sobre estupro? São tantos os temas que compõem a obra de Ian McEwan que é realmente incrível o autor não ter se perdido em meio a tantas subtramas. Mas esse é só um dos muuuuuitos méritos do livro que, para melhorar, ainda foi adaptado para o cinema com o nome de Desejo e Reparação. Terminei de ver/ler esse fim de semana e, óbvio, precisava vir aqui contar mais!

Sobre o livro

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Nunca ouviu falar da história? Então, uma breve sinopse! Em 1935, na Inglaterra, Briony é uma menina de 13 anos que está naquela transição difícil da infância para a idade adulta (já que naquela época, a adolescência ainda não existia com a definição que conhecemos hoje). Ainda tentando entender as mudanças todas que estão acontecendo ao seu redor, ela presencia uma cena da irmã Cecilia, com Robbie Turner, filho da empregada. Sem saber direito do que se trata, ela vai tomar decisões erradas que vão influenciar o destino de toda a família.

Mas “Reparação” é muito mais do que isso. Se em um primeiro momento ficamos com muita raiva de Briony, no decorrer da história é muito difícil não se identificar com ela. Da mesma forma, é impossível não sofrer pelos outros personagens, não se sentir tocada com a descrição da guerra. E aqui, se prepare: o autor não vai te poupar dos detalhes. As descrições são gráficas e te colocam bem ali, no front, ao lado de Robbie Turner, e no hospital, ao lado de Briony trabalhando como enfermeira.

No final (CALMA,NÃO TEM SPOILER), a reflexão que fica é: seriam os escritores criaturas meio mágicas com o poder de alterar a realidade? Será que a história reescrita serve como reparação de erros passados? Quem já leu, comenta aqui embaixo!

Por que ver o filme?

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Porque é bom, oras! Joe Wright, diretor de Orgulho e Preconceito, começou acertando na escolha do elenco. E se em 2007, quando o filme foi lançado, ele não era tão estrelado assim, dez anos depois é puro sucesso. Além de Saoirse Ronan (atriz indicada ao Oscar por Brooklyn), temos Keira Knightley, James McAvoy, Benedict Cumberbatch, Alfie Allen (sim, o Theon Greyjoy!) e Vanessa Redgrave.

E olha, não deve ter sido fácil adaptar para as telas uma história em que os pensamentos são muito mais importantes do que o enredo, e onde uma única cena está sujeita a diversas interpretações. Mas Wright, utilizando elementos simples como trilha sonora e efeitos sonoros, consegue transmitir toda a força dessa narrativa. Preste atenção também aos barulhinhos das teclas da máquina de escrever, totalmente integrados à trilha.

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Vale também observar (e se inspirar) o figurino. Quem gosta de moda com certeza vai se lembrar do famoso vestido verde esmeralda usado por Cecilia Tallis. Apesar do filme se passar no período pré-guerra, os cortes do guarda-roupa da personagem são tão atemporais que as peças poderiam facilmente ser usadas ainda hoje, com minúsculos ajustes.

No mais, é preparar um brigadeiro, pegar a caixa de lenço e mergulhar na leitura e no filme. Imperdíveis, os dois!

Livros: o que Rory compraria na Black Friday?

Duas coisas estão enlouquecendo a internet essa semana: a Black Friday e a nova temporada de Gilmore Girls chegando na Netflix! Vários motivos me fazem amar a série, mas a principal delas é que Rory Gilmore foi uma das primeiras adolescentes da TV a não se preocupar com roupas e garotos mas, como eu, adorava ler. Tanto é que alguma alma desocupada com paciência decidiu listar todas as leituras da personagem e lançar o “The Rory Gilmore Book Challenge”. São mais de 300 títulos, mas a Black Friday é uma ótima oportunidade de comprar alguns por um preço bacana! Aqui vão algumas dicas!

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Cem Anos De Solidão, de Gabriel García Márquez

A Rory jamais deixaria de ler um dos maiores clássicos da literatura, certo? E a Black Friday é uma boa chance de levar para casa o grande livro da literatura latino-americana. Aqui, Gabo narra a trajetória da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, durante cem anos e diversas gerações. Se você nunca leu nada do autor colombiano, dica: vale insistir neste, mesmo que no início você pense em desistir! 😉

Compre aqui: Cem Anos De Solidão

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Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Ao lado de Admirável Mundo Novo (de Aldous Huxley) e 1984 (de George Orwell), Fahrenheit 451 é uma das mais importantes distopias clássicas da história. Neste mundo, os bombeiros vivem não para apagar incêndios, mas para queimar livros. Apenas um deles, Montag, resolve se rebelar contra o sistema e proteger os objetos que deveria destruir. Escrita na década de 1950, a obra de Ray Bradbury é uma oposição criativa aos regimes totalitários e uma delícia de ser lida!

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Alta Fidelidade, de Nick Hornby

Este foi o livro que fez com que eu me apaixonasse pela escrita do autor. Além do humor próprio dos britânicos, Alta Fidelidade é um texto recheado de referências pop. Sem elas, seria praticamente impossível contar a história de Rob, dono de uma loja de discos falida que, aos 35 anos se vê solteiro e sem perspectivas. Seu hobby é fazer listas e mergulhar nas música que parecem dar sentido à sua vida. Soa dramático? Nada. O livro é cheio de momentos engraçadíssimos. Vale também ver o filme com John Cusack!

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O Sol é para todos, de Harper Lee

Um dos livros obrigatórios nas escolas americanas, O Sol é Para Todos (To Kill a Mockinbird, no original) mostra a força do racismo no sul dos Estados Unidos na década de 1920. Na cidadezinha fictícia de Maycomb, a pequena Scout cresce ao lado do irmão e do amigo Dill, observando um homem recluso na vizinhança e o trabalho do pai Atticus Finch, advogado responsável pela defesa de um negro acusado de estupro. Para quem gosta de “fofocas” literárias, Dill foi baseado em Truman Capote, um dos melhores amigos da autora.

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Um teto todo seu, de Virginia Woolf

Hoje o feminismo anda muito em pauta no Facebook, mas houve uma época em que os livros eram a única forma de propagar direitos iguais entre homens e mulheres. Uma das publicações mais importantes sobre o tema é Um Teto Todo Seu, da escritora Virginia Woolf. No ensaio, ela aborda as dificuldades que as mulheres encontram na hora de seguir a carreira literária e o que fazer para superá-las. Pode parecer meio ultrapassado, mas ainda é, infelizmente, bem atual.

Compre aqui: Um teto todo seu

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Top 5: os preferidos de outubro!

Outubro foi mês de férias. O que significa dizer que, embora eu tenha tido muito tempo livre depois que elas começaram, o início do mês foi aquela correria para colocar tudo em ordem a tempo de viajar. Por falar nisso, já viram minha listinha de lugares preferidos na Vila Madalena em São Paulo? Viagem foi curta, porém incrível, e caso você esteja lendo isso na quarta-feira, dia 2, é bem provável que eu esteja esparramada em alguma praia de Búzios. Sem mais “delongas”, aqui vão meus preferidos de outubro!

Pequena Abelha

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Te desafio a entrar numa livraria, pegar o Pequena Abelha, ler a contracapa e não comprar! Você vai ver que a editora Intrínseca optou por contar bem pouco da história escrita por Chris Cleaver, e que isso é uma parte importantíssima da experiência. Como fazer com que você leia este livro sem estragar isso? Acho que contando que ele é sobre duas mulheres que se encontram em circunstâncias bem adversas e depois são obrigadas a encarar as consequências. E que a personagem que dá nome ao livro é uma das mais cativantes que eu já conheci. Vale também lembrar que este é um livro sobre perda, superação e o mais importante de tudo: amor ao próximo. Imperdível, inesquecível!

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A Garota do Livro

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Emily van Camp (lembra de Revenge?) trabalhando numa editora já me basta para ter vontade de ver um filme. E apesar de lá pela metade da narrativa você perceber que está um pouco afogada num oceano de clichês (o da garota-que-quer-ser-escritora-mas-não-consegue, o da adolescente-que-tem-um-caso-com-um-cara-mais-velho-com-ar-de-professor, o do pai-dominador-que-causa-problemas-no-relacionamento-da-filha-com-os-homens), a história de Alice acaba nos tocando em alguns pontos. Seja nos erros ou nos acertos, todo mundo tem um pouco de Alice, todo mundo tem um sonho que acaba deixando correr meio frouxo por medo e/ou insegurança. E se nada mais servir, o figurino da protagonista é uma boa inspiração para quem quer montar looks românticos para o trabalho. 😉

The O.C

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“Tanananananaaaam, tanananananaaaam, Califooooornia, here we cooooomeeeee!” Impossível pensar em The O.C e não se pegar cantando a musiquinha, né? Pois agora nessas férias eu decidi me entregar com força às lembranças da adolescência e revisitar Ryan, Marissa, Seth e Summer. Dez anos depois, é meio inevitável pensar no quanto as coisas mudaram no mundo. Whatsapp, Instagram, Snapchat, Facebook, o quanto todas essas mídias transformaram nossas vidas e o quanto alteraria o enredo da série? Viagens à parte, sempre uma delícia relembrar a juventude (e Adam Brody!).

Baiana System

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Eles acabaram de ganhar o prêmio de melhor disco no Multishow, fazem parte da trilha do Fifa 2016 e tem lugar cativo na minha playlist de verão no Spotify. Mas preciso confessar que eu demorei pra me acostumar com a sonoridade do Baiana System. É que o som da banda é bem diferente do que estamos acostumados a escutar. Algo como uma mistura de rap, rock, batidas eletrônicas e música baiana. Inclusive eles fazem muito sucesso no Carnaval de Salvador. Pra entender melhor só ouvindo! Comece pela excelente Playsom e pela Dia da Caça!

Poderoso Shampoozão & Poderoso Cremão

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Já fazia um bom tempo que eu queria experimentar os produtos da Lola, de tão apaixonada que eu estava pelas embalagens com uma pegada retrô. Depois de procurar um pouco e me indignar um pouco com os preços (em média R$ 40, cada um), resolvi testar. Como a marca é vegana (e cruelty free!), sem muita química, quem está acostumada com produto que faz muuuuita espuma pode estranhar um pouco. Mas relaxa, o resultado vem depois e é real! O cabelo fica mais leve, mais solto e com aquela cara de saudável, sabe? Aprovadíssimo!