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Categoria: Moda

Três maneiras diferentes de usar short jeans!

Não existe outono no Rio de Janeiro. Ou se existe, ele ainda não chegou. Fato é que eu continuo colocando as pernas pra jogo com uma das minhas peças preferidas: o short jeans. Versátil, ele passeia por vários estilos, mesmo com uma pegada mais despojada. E foi pensando nessas diversas maneiras de usar, que eu pensei nessas inspirações aqui, vem ver!

Dá pra ser chique de short jeans?

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Claro! Óbvio que você não vai de jeans a uma festa passeio-completo, mas dependendo do comprimento e do seu ambiente de trabalho, ele vai até ao escritório. Combine com camisas de botão, blazers, coletes, jaquetas, salto alto e rasteiras mais elaboradas. Clutches também combinam superbem. O importante é equilibrar o “despojamento” do short com peças mais estruturadas, com uma pegada de alfaiataria. Fica lindo e bem moderno!

Look urbano

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Aquele sábado com as amigas, aquela volta de bike, um domingo preguiçoso… short jeans é o uniforme perfeito pra tudo isso. Junte a ele uma camiseta podrinha e seu tênis preferido e pronto. Escolha acessórios básicos com um relógio e óculos escuros e o look já ganha um charme a mais!

We <3 boho!

bohoDe longe meu estilo preferido, o boho continua na moda (amém!). Aqui, pode detonar os seus shorts sem medo. Quando mais desbotado/rasgado/ferrado, melhor. Para combinar, coreu neutras, estampas delicadas, regatas de renda e crochê, kimonos e muuuitos acessórios. Nos pés, botas ou flats com pedrarias, para entrar total no clima de show de rock. Mas cuidado, tá? Equilibre com peças neutras para não ficar com cara de quem acabou de sair de um álbum do Pinterest. 😉

Roberta Freitas: consultoria de estilo, feminismo e sustentabilidade

Moda pra mim é mais do que roupa. É comportamento, é expressão visual, é a sua personalidade traduzida em tecidos, cores e formas. Exatamente por isso, a Consultoria de Estilo me encanta tanto. E quando eu conheci a Roberta Freitas, numa live sobre autoestima, de cara me identifiquei com ela. Porque além de trabalhar ajudando seus clientes a se conhecerem melhor, a Roberta está alinhada com tudo o que eu penso sobre moda, estilo, feminismo e o jeito que a gente leva a vida. Então, leia essa entrevista até o fim e apaixone-se também! <3

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Moda & Estilo

O que é a moda para você hoje? De onde surgiu a vontade de trabalhar com isso?
Moda, pra mim, sempre foi comunicação e uma maneira de expressar e praticar criatividade todos os dias. Hoje, mais do que isso, consigo perceber que também é história e política. Não sei de onde veio, mas eu sempre quis trabalhar com isso – não com o fazer das roupas, mas com o transformar.

Quem são seus ícones? Quem te inspira na hora de vestir?
Eu me inspiro muito em comportamento e moda de rua mesmo, mas se for pra pensar em ícones… Iris Apfel, Giovanna Battaglia, Luiza Brasil, Vanessa Rozan, Leandra Medine e Solange Knowles.

Seu estilo é muito autêntico, você tem marcas registradas bem marcantes, como os acessórios e as cores. Você sempre colocou sua personalidade na forma de se vestir? Como seu estilo mudou ao longo dos anos?
Por incrível que pareça, quando eu era bem novinha eu tinha uma dificuldade imensa em me vestir porque tava sempre buscando aprovação da minha mãe. Na adolescência comecei a me arriscar mais, passear por “tribos” diferentes pra experimentar, e eu acho que foi justamente isso que me deu repertório e recurso pra entender melhor o que fazia sentido pra mim e o que não fazia. Depois dos 30 – não que tenha a ver com idade, mas prioridades! – aos poucos comecei a sentir mais vontade de adaptar essa criatividade pra uma linguagem mais madura. É isso, a gente vai se transformando e o estilo caminhando junto.

Tem alguma peça que não pode faltar no seu armário? E no armário alheio?
Cor e acessórios extravagantes! rs Não consigo imaginar mais de um dia usando preto ou branco, e me sinto nua sem um acessório de personalidade. Gosto muito de camisas também.

A consultoria ajuda a estudar e traduzir as vontades de cada um, mas só a partir das prioridades, preferências e história de vida que a pessoa já tem. Não existe isso de uma peça obrigatória pra todo mundo. A peça que não pode faltar é a que te faz feliz.

Moda e feminismo

Vivemos uma nova onda feminista, e estamos muito voltadas para assuntos como aceitação, autoestima e quebra de padrões. Como todas estas mudanças se refletem na forma como as pessoas se vestem?
Essa nova onda abriu os canais de comunicação pra discutirmos e questionarmos os padrões, o que nos fez olhar pra nossa autoimagem por um outro viés. Isso é ótimo! Porém, na era da internet, tudo toma proporções extremas, e sinto que a moda da “autoestima e empoderamento” acabou se tornando mais uma pressão pra muita gente (“Por que todo mundo consegue se amar, menos eu? Preciso aceitar meu corpo!”). Isso desvia a atenção do que realmente importa no feminismo: a necessidade de ter mulheres (negras, especialmente) na política e no poder, a equidade racial, a violência patriarcal, e por aí vai.

É maravilhoso que estejamos aproveitando esse momento pra repensar nosso lugar no mundo e o que nosso corpo representa. Eu sou SUPER a favor (e falo isso no meu instagram diariamente!) de termos menos medo da roupa, de experimentarmos coisas novas e arriscarmos mais. Mas é importante respeitar o próprio tempo, respirar fundo, começar olhando pra dentro e questionar a origem desses medos e inseguranças.

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Consultoria de Imagem

Qual é a importância de uma Consultoria de Imagem e Estilo hoje?

Depende do ponto de vista, rs. Se pensarmos pelo lado pessoal, de quem contrata, a importância vai de acordo com a demanda de cada um: expressar personalidade, sentir mais segurança na vida, nos relacionamentos e no trabalho, ter uma rotina mais organizada, gastar menos com roupa, se estressar menos e se divertir mais ao abrir o guarda-roupa, etc. Em termos de sociedade, acho que o ponto mais importante é em relação ao impacto que a indústria da moda tem no planeta. Não se entender com seu armário e com seu estilo, na grande maioria das vezes, resulta em compras desenfreadas, desnecessárias e, geralmente, sem bons resultados. Isso só alimenta a velocidade do mercado e agrava a situação.

Como é o seu processo? Em que ele pode ajudar quem está em busca de seu estilo pessoal?

O meu processo é 100% conectado com a personalidade e os desejos da cliente. Fujo ao máximo de regras de adequação – a menos que solicitado, é claro -, e questiono a nossa necessidade de validação. Quando você passa a se entender melhor e conhecer as ferramentas necessárias e possibilidades de cor, forma, tecido, acessório, etc, que funcionam pra você, a diversão é um caminho sem volta!

Tem alguma dúvida ou desejo mais recorrente nas pessoas que te procuram?

A maior dificuldade, inicialmente, costuma ser na combinação de peças/cores e na tradução do gosto pessoal, mas ao longo do processo muitas catarses acontecem, hahaha!

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O estilo e o consumo consciente

Hoje falamos muito sobre consumo consciente. Como isso se relaciona com a consultoria de imagem?

Como falei acima, o mercado de moda nos instiga o tempo todo. A nossa falta de (auto)conhecimento deixa as portas abertas pra vontade de adquirir todas as tendências e preencher vazios com roupas novas. Quando nos conectamos com o nosso estilo e nossas reais demandas, aprendemos sobre tecidos, manutenção das peças e a aproveitar o nosso guarda-roupa em toda a sua potencialidade, comprar vai se tornando menos tentador e necessário e mais assertivo.

Que dica você daria para alguém que não se reconhece mais nas suas roupas?

Primeiro tentar entender o porquê. Foi alguma mudança na sua vida que gerou essa insatisfação, como uma mudança de emprego, gravidez ou separação? Se foi, você já pode fazer um planejamento pra entender como resolver a situação. Precisa de roupas mais formais, de balada, ou com modelagens que também vão te atender após o parto?

Se não, pode ser bacana você investigar suas demandas do dia a dia e fazer uma super revitalização no guarda-roupa. Deixar lá só o que você AMA, usa bastante e combina entre si, com boa variedade e uma proporção de mais partes de cima do que partes de baixo. Ah, partes debaixo incluem macacão e vestido!

Sentiu que tá faltando coisa? Faz uma listinha e vai comprando aos poucos, com cuidado, parcimônia e carinho. E mão na massa! Monte o máximo de looks que conseguir e fotografe também os que você tá usando no dia a dia. Isso super ajuda a visualizar as suas repetições, preferências e a pensar em maneiras de melhorar. o/

 

 

Ícones de estilo: minhas inspirações no Instagram

Eu sempre falo aqui da importância da inspiração na hora de encontrar seu próprio estilo. Observar é a chave para quem quer encontrar novas formas de usar determinada peça ou experimentar coisas novas. E na era das redes sociais, isso é ainda mais fácil.

Aqui cabe uma ressalva: não estamos falando de cópia e nem comparação, tá? O bacana mesmo é descobrir ícones de moda e usar aquilo de forma que faça sentido na sua vida. Procure por meninas que tenham um corpo e/ou estilo de vida parecido com e bote sua criatividade em prática! Hoje eu divido com vocês meninas que eu amo seguir no Instagram, no Pinterest e na vida!

Hariana Meinke

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Eu comecei a seguir a Hari pelo que ela escrevia, mas quando me deparei com o seu perfil no Instagram me apaixonei logo de cara. O estilo da Hariana é básico, mas está longe de ser sem graça. As produções são todas usáveis, mas tem sempre uma bossa, um charminho. Meus preferidos? As camisas sociais que dão um ar romântico sem imprimir doçura em excesso, e os acessórios delicados.

Camilla Brunetta

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A Camila é a típica garota-carioca, mas não cai no estereótipo do mega estampado com cara de hippie. Pelo contrário. Ela vai da camiseta ao vestido longo com muita naturalidade e eu sempre fico me perguntando como alguém consegue ser tão camaleônica. Vale ficar de olho: nos jeans e nos biquínis, claro.

Beatriz Ferreira

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O que eu mais gosto no estilo da Beatriz é a leveza – o corte de cabelo ajuda! 😛 As combinações são descomplicadas, tem informação de moda, mas ao mesmo tempo são fáceis de se identificar. As cores escolhidas por ela são neutras, quentes e passam aquele ar de elegância sem esforço – tão comum nas cariocas. Inspiração máxima? As camisas e as calças cropped.

Luiza de Andrade

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Uma das pessoas mais divertidas dessa internet, a Lu dá ótimas dicas de maquiagem. Mas os looks também não ficam atrás. Com um estilo mais esportivo, a Lu usa e abusa do hi low e sempre mostra achadinhos de fast fashion ou de marcas ainda pouco conhecidas. Aliás, se você quer conhecer lojas novas, ela é A pessoa para seguir.

E quais são os seus ícones de estilo? Comenta aqui, vamos trocar figurinhas! 🙂

Vestido branco: como usar no resto do ano?

A gente costuma associar vestido branco ao Réveillon e às vezes temos até uma  dificuldade de aproveitar o look durante o ano, né? Mas poucas peças são mais básicas do que essa! Pensando nisso, separei aqui adicas – testadas e aprovadas – para reciclar aquele vestido maravilhoso que você usou pela última vez no dia 31 de dezembro. Olha só!

#1 – Acrescente uma peça

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Quem gosta de moda já conhece o poder da terceira peça. Aqui, como estamos falando de vestido branco, vamos usar a segunda como se fosse a terceira, combinado? Rs. O importante é acrescentar um quê a mais: uma jaqueta, um cardigan, um lenço, uma blusa amarrada na cintura ou…

#2 – Brinque com sobreposições

sobreposição

… uma camiseta, por exemplo! Adicionar uma blusa básica, um top ou até uma camisa por cima do vestido faz com que ele se transforme em uma saia.  Dependendo do tecido, a textura funciona quase como uma estampa, e faz com que o look ganhe “interessância”.

#3 – Adicione textura

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Na mesma vibe da dica anterior, se o vestido escolhido para o Réveillon foi branco liso, a dica é incluir na produção algo que tenha um “peso” diferente. Por peso, a gente quer dizer uma composição diferente. Exemplos: renda, tricô de linha, um casaco de pelinho no inverno, ou até um paetê fosco.

#4 – Troque o estilo

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Seu vestido branco é ultrarromântico? Que tal deixa-lo mais despojado com uma jaqueta jeans? A ideia aqui é de brincar com os opostos. Modelos mais básicos e assimétricos, por exemplo, podem ganhar uma bossa com acessórios estampados. Dosando bem a “quantidade de informação” da produção, até aquele vestido boho pode ir para o escritório.

#5 – Varie os acessórios

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Aqui, não estamos falando apenas de brincos, pulseiras ou colares, mas também bolsas, sapatos e lenços. Fuja dos dourados, já que essa combinação remete rapidamente à virada do ano, e prefira outros tons. As mais básicas podem investir no preto, cinza e azul marinho (um dia eu chego nessa elegância!), enquanto as mais modernas podem investir em cores vibrantes e estampas.

Anotou? Curtiu as inspirações? Então depois conta pra gente se você já conseguiu tirar o vestido do armário! 😉

Fotos: Instagram, Pinterest, Ana Capri, Lale, Oqvestir, Via Mia, Miallegra

Estampa de oncinha: cinco dicas para escolher a sua

Há algum tempo, eu falei aqui no blog sobre estampas clássicas que podem animar seu guarda-roupa. A de oncinha, claro, está na lista. Tão básica quanto um jeans, a print é uma das minhas favoritas e está em alta na estação. Isso significa que você TEM QUE TER a sua? Não! Mas se você é fã como eu, vai encontrar boas opções por aí. Hoje eu te conto como escolher uma versão que vai te acompanhar por muitos anos. Consumo sustentável, lembra?

#1 Encontre um equilíbrio

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Geralmente, a estampa de onça é associada à sensualidade. Talvez pelo próprio animal, naturalmente selvagem. Se a sua ideia é encontrar um caminho mais elegante para a print, a dica é equilibrar. Fuja do look total onça e combine com itens mais básicos, como mom jeans, pantalonas, blazers, jaquetas, tênis esportivos, e etc. Preste atenção também na modelagem das peças. Para passar o ar de elegância, vale escolher aquelas mais fluidas, menos ajustadas ao corpo. Mas se você segura a vibe sexy, pode apostar sem medo nos vestidos mais justos, croppeds, batom vermelho e etc. O importante é se sentir representada na roupa.

#2 Invista nos acessórios

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Sapatos, cintos e bolsas ajudam a compor a produção sem roubar o protagonismo das outras peças. Neste caso, a oncinha vai bem com tons neutros, como o vinho, o marinho, o cinza, o marrom, o caramelo e alguns tons de vermelho. Uma combinação pouco óbvia, mas que eu gosto muito é a animal print com listras. Vale experimentar!

#3 Procure marcas que tenham a ver com seu estilo

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Hoje é difícil entrar numa loja e não encontrar pelo uma peça com a estampa de oncinha. Mas quanto mais você se identifica com aquela marca, maiores as chances de você conseguir introduzir a print no seu guarda-roupa. De uma maneira que te possibilite várias combinações, é claro. Gávia, Bris e Bazis criaram peças tão básicas quanto lindas. No meu guarda-roupa, por exemplo, é muito mais fácil de combinar do que uma peça incrível da ATeen, marca que eu amo, mas não tenho no armário.

#4 Escolha peças atemporais

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Com certeza vai surgir por aí uma ciganinha ou um cropped de oncinha. Você está proibida de comprar? Lógico que não! Mas vamos voltar ao nosso exercício lá do armário-cápsula e só colocar pra dentro o que de fato vai durar mais do que uma estação. Pense em camisas, cardigans, calças retas, blazers, scarpins, sapatilhas, clutches…

#5 Vá pela elegância

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Lá em cima eu disse que a oncinha tem muito a ver com sensualidade. Porém, há quem diga que ela tem um quê de vulgar. Eu estou longe de acreditar nisso, mas entendo que algumas estampas tenham mais “sofisticação” do que outras. Algumas dicas na hora de escolher a sua: dimensão das bolinhas, material, e cor. Quanto mais próximo do verdadeiro – se possível com textura! – melhor.

Keka Paiva: moda, feminismo e consumo consciente!

Há algum tempo, eu entrevistei a Keka Paiva, co-criadora da Kapê. Lá em julho de 2017, ela estava no início da sua carreira como empreendedora e estilista. Hoje, ela e a sua mãe, também sócia da marca, continuando na ativa, produzindo vestidos de noiva e de festa como poucas. Este é o primeiro #TBT do blog, e achei mais do que justo começar por elas. Vamos ver?

A ética jornalística exige que eu dê um aviso bem claro logo no início deste post: não teremos imparcialidade por aqui. Isso porque a minha entrevistada de hoje é uma das pessoas mais queridas dessa vida! Eu e Keka Paiva não somos exatamente amigas próximas, mas com a gente rolou aquela “simpatia à primeira vista”, sabe? Em outras palavras, a “energia bateu”. Além disso, temos uma paixão em comum: a moda. Então, quando eu soube que ela estava abrindo um ateliê para criar roupas de festa sob medida, respeitando o shape, o estilo e a personalidade de cada cliente, nem pensei duas vezes. Chamei logo pra esse papo que você lê a seguir!

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VOCÊ É FORMADA EM PUBLICIDADE, CERTO? DE ONDE VEIO SEU AMOR PELA MODA? QUAL É A SUA RELAÇÃO COM ESTE UNIVERSO?

Sim, me formei em Publicidade na PUC-Rio, em 2013, mas meu amor pela moda vem desde muito cedo.  Lembro que quando eu tinha uns 7 anos, pedi a minha avó dinheiro para comprar esmaltes e uma caixa de grampos de cabelo para personalizá-los. Ela morava numa vila e fui batendo de porta em porta vendendo os grampinhos coloridos, cada um com um estilo diferente e pedia R$ 0,25 por cada um!  Então, pra tentar resumir minha paixão por todo esse universo, acho que a principal ideia que a moda me passa é de liberdade de ser e de transmitir alguma coisa, sabe? Nesse caso, através de roupas, de criações com a personalidade de quem vai vestir aquilo. Vejo a moda como uma ferramenta de comunicação, por isso acho que primeiro cursei Comunicação Social e depois fui me especializar no Design de Moda mesmo.

DE ONDE VEIO A IDEIA DE CRIAR ROUPAS SOB MEDIDA? COMO É ESSE PROCESSO CRIATIVO?

Bom, como disse, acho que a roupa tem que ter o jeitinho de cada um e o “sob medida” possibilita isso. Mais do que uma modelagem feita para o corpo daquela mulher, é também uma ideia desenvolvida exclusivamente para representá-la. Daí surgiu a ideia, junto com a minha mãe, de criar um negócio para atender mulheres que pensem assim e que só precisem de alguém que coloque na prática o que está na cabeça delas.

Na verdade, a ideia central, que desenvolvi no meu projeto final da faculdade de Design de Moda, é justamente quebrar padrões e tradições nos vestidos de noiva e de festa. É seguir sempre buscando o tal do diferencial. E, por isso, nossas criações sempre tendem a seguir um estilo mais livre e contemporâneo. A moda traz muitos padrões estéticos que podem não agradar todo mundo e eu acredito que estejamos, cada vez mais, caminhando para a era do “personalizado”.

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Dentro do processo criativo rola esse levantamento do que é o ideal daquela cliente específica. Não gosto da ideia de que as pessoas devem procurar uma modelagem que seja “a correta” para “x” tipo de corpo. Acho que não existe o certo e o errado no estilo “Fashion Police”. As pessoas devem usar aquilo que se sentem bem, que sempre quiseram vestir, essa satisfação é a verdadeira chave pra se sentir maravilhosa e diva do red carpet. Hahaha. Primeiro, a gente pensa junto com a cliente o que ela gosta, fazemos pesquisas de cor e tecido e definimos o modelo em um croqui. Depois partimos para a modelagem plana, onde riscamos no papel, em tamanho real, a base do corpo da cliente e desenvolvemos o modelo que ela escolheu, tudo isso com ferramentas e técnicas específicas. A partir daí, mandamos para a costureira.

O FEMINISMO É ALGO MUITO PRESENTE NA SUA VIDA. COMO O TEMA SE INSERE NO SEU TRABALHO?

A própria ideia de “liberdade de vestir” para as mulheres já se insere no feminismo. Uma mulher que queira usar um decote profundo não pode deixar de usá-lo porque as pessoas podem achá-la vulgar. Decote não é vulgar, mostrar o corpo não é vulgaridade. O corpo é nosso, a sensualidade não é convite para julgamentos. Uma mulher não tem que esconder o que as pessoas e a indústria da moda estipulam como imperfeições. Valorizamos as mulheres, sempre! E criamos um laço com cada uma que vem falar com a gente, porque compartilhamos um pouco dos nossos ideais e isso sempre enriquece o nosso trabalho.

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QUEM É O SEU ÍCONE DE ESTILO? QUEM TE INSPIRA NO DIA A DIA?

Eu acho que não tenho um ícone. Admiro o trabalho de muitos artistas e designers, gosto de buscar profissionais que se aproximem dos ideais que carrego comigo. Estilo, pra mim, é uma coisa muito ligada ao humor, ao momento, sabe? Um dia estava no banheiro da minha mãe e vi um vidro de Alfazema,  que a gente encontra em farmácia. No rótulo tem uma mulher no campo, com calça jeans larga, cintura alta, um cinto e uma blusa branca larguinha pra dentro da calça. Amei, fui vestir!

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SE VOCÊ PUDESSE ABOLIR UMA TENDÊNCIA DO MUNDO, QUAL SERIA? TEM ALGUMA QUE VOCÊ ACHA QUE TODAS DEVERIAM ADERIR?

Eu acho “tendência” uma coisa meio perigosa. No início é muito bacana, mas depois a indústria satura todo mundo com aquela roupa “x”.  O grande problema, na minha opinião, tá aí. As tendências não deixam que você pense e realize “quem você é”, “o que você realmente gosta de vestir”. Te fazem pensar em “preciso comprar aquilo”, “preciso pertencer a esse grupo”. Não acho que isso seja uma verdade absoluta mas tenho minhas reservas com tendências justamente porque elas te impulsionam a sempre querer comprar mais.Aproveitando o gancho, acho que a tendência que todos deveríamos aderir é a de diminuir o ritmo das compras e se preocupar em como aquela roupa chegou até você.

 A moda me passa a ideia de liberdade de ser e de transmitir alguma coisa.

Armário-Cápsula: dicas infalíveis para montar o seu

De alguns anos pra cá, a nossa relação com a moda mudou. Se antes o bacana era ter um closet lotaaaaado como o das celebridades, hoje a gente chegar a achar até um pouco cafona tanta ostentação. E tanta coisa entulhada lembra energia presa, não é legal. Com isso, foi crescendo a procura pelo chamado “armário-cápsula”. Conhece?

O que é o armário-cápsula?

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Nos países do hemisfério norte, como eles tem estações bem definidas, o armário-cápsula costuma ser composto por 37 peças, que variam a cada mudança de estação. Se você mora no Rio, provavelmente vai achar este número inviável, e tudo bem! No seu canal do YouTube, Menos1Lixo, a ativista ambiental Fê Cortez propõe 72 peças. Muito mais confortável, certo? Então, vamos a ele?

O que mais te representa?

Recentemente eu passei por uma fase esquisita. Abria meu armário e quase nada ali me representava, nada parecia comigo. Eu me vestia todo dia, mas a sensação era a de colocar uma fantasia. Por isso eu sei da extrema importância que é encontrar peças que traduzem o que você é de verdade. Abra seu guarda-roupa e selecione suas 40 peças favoritas, aquelas que mostram ao mundo quem é você.

Vá para o Pinterest

Aqui tem um post inteiro sobre como o Pinterest pode te ajudar a construir seu estilo. Selecione imagens que traduzam o que você é hoje, quem você não é de jeito nenhum, e quem você gostaria de ser.  Lembra daquela história de se vestir para a vida que você quer ter e não para a que você tem? Então, é isso! O importante é entender que a vida, assim como o estilo, é mutável. Nada do que você escolher aqui está escrito em pedra, mas pode ser um guia importante.

Preste atenção na proporção

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No mundo ideal, você deve ser capaz de montar cinco looks para cada parte de baixo que tem no seu guarda-roupa. Para isso, não basta ter cinco blusinhas para cada calça jeans. É preciso que as cores conversem entre si. Se você pode pagar por uma análise cromática, perfeito! Se não, observe. Quais cores te deixam mais bonita, mais iluminada? Qual é a peça que sempre que você usa te elogiam? Lembre-se que o preto é uma “não-cor”. É básico, mas não acrescenta informação. Vale explorar outros neutros como o cinza, o bege, o marinho, o verde-militar… Com isso em mente, comece a editar os looks com as peças que você selecionou. E se precisar, volte ao Pinterest para inspiração!

Use o seu armário como shopping

Ao investir tempo na edição dos looks, você vai sentir falta de algumas peças para equalizar as produções. Falta uma jaqueta jeans? Uma saia neutra? Uma camisetinha básica? Volte às peças que você retirou do armário – aquelas que não entraram na seleção de 40, e “faça compras”. E tudo bem se nem lá você encontrou o que queria. Você não está proibida de comprar nada, só precisa fazer isso com mais consciência. Faça uma listinha do que precisa e pesquise: preços, qualidade e reputação da marca.

Guarde peças extras

Pense na próxima estação e reserve de 12 a 16 peças para a temporada seguinte.  Uma jaqueta de couro é totalmente inútil no verão, mas no inverno você vai sentir falta dela. E se você nem se lembrar de uma delas durante este período, pode doar sem dó. Guardando direitinho e conservando suas peças, você continua mantendo uma quantidade razoável no armário-cápsula sem sentir falta de nada. É importante lembrar também que alguns itens não entram nesta conta. Bolsas, sapatos, acessórios, lingeries, biquínis, roupas de festas ou de ginástica estão liberados, mas vamos com calma. Nada de entulhar o closet, viu? 😉

E você, já aderiu ao armário-cápsula? Vamos tentar juntxs?

Como se vestir bem sem gastar muito dinheiro

Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Porque por mais que a gente fale sempre que o estilo tem a ver com comunicação e personalidade, a indústria da moda segue batendo na tecla do consumo. Mas a verdade é que se vestir bem – de acordo com seu estilo de vida – é uma questão de autoconhecimento. E hoje eu te conto as dicas que recebi e que fizeram total sentido pra mim.

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#1 Entenda qual é o seu estilo

E saiba que ele está sempre em construção. Ou seja, ele não é imutável, mas precisa fazer sentido (aqui tem post sobre isso!). Se você é uma pessoa que ama estar confortável, comprar um salto agulha pode ser perda de dinheiro. Vale mais a pena investir em um bom par de tênis ou uma sapatilha. É importante também ter “marcas registradas”, aquelas peças que você repete sem medo e sabe que vai usar. Vale mais um bom jeans com caimento bacana do que a blusinha da temporada que você só vai usar uma vez.

#2 Conheça seu corpo

Pode reparar: sempre que a gente acha uma pessoa elegante, o caimento das roupas está sempre impecável. A camiseta não marca, a bainha da calça está na altura certa, o ombro da jaqueta está no lugar. Isso acontece quando a gente sabe exatamente o que quer valorizar e, principalmente, qual é o nosso tamanho. Eu APOSTO que você já comprou uma peça mais larga (ou mais justa) só porque se apaixonou por ela e a loja não tinha seu tamanho. Pode confessar, eu também já fiz isso.

#3 Mais peças eternas, menos tendências

Ninguém precisa se vestir como se tivesse saído de um guia de estilo. Sempre tenho a sensação de que eles padronizam todo mundo. Mas apostar no básico pode ser uma boa para criar um visual que funcione sem gastar demais. Por exemplo, não compre uma pantalona estampada antes de ter uma calça preta que monte cinco looks diferentes. Evite a blusa ciganinha se você não tem uma camiseta branca de qualidade. Não precisa comprar aquela jaqueta bordada com paetê se você ainda não tem uma jeans que vai com tudo. São escolhas inteligentes que montam um guarda-roupa mais funcional e uma conta bancária no azul.

#4 Tenha cuidado com as fast fashion

Elas podem ser uma benção ou uma maldição. Ao mesmo tempo em que oferecem peças bacanas por um preço (quase sempre) justo, elas são montadas para fazer você comprar o que não precisa. Foco é a palavra-chave. Só entre em uma se você souber exatamente o que está procurando. Esse negócio de “dar só uma olhadinha” é um verdadeiro RALO pro seu dinheiro.

#5 Organize seu armário

Juro, 90% das vezes em que eu disse “não tenho roupa”, eu tinha, só não conseguia ver. E em 90% das vezes que fiz alguma compra por impulso também. Organizar o armário é fundamental pra desapegar do que não serve mais, abrir espaço, e deixar à mostra tudo o que gosta de verdade. Neste processo, a gente também consegue pensar em novas combinações pra roupas que usamos sempre do mesmo jeito. O Pinterest pode te ajudar muito nisso! Saiba mais neste post aqui!

Mais alguma dica? Bora conversar aqui nos comentários!

Como desenvolver seu estilo em cinco passos

Até hoje muita gente associa a moda à futilidade. Mas você já parou pra pensar que você se veste diariamente? O que mais você faz todos os dias? Se alimenta, toma banho, escova os dentes, trabalha, dá atenção para sua família e seus amigos. Nada disso é futilidade. Por que a moda seria? O estilo nada mais é do que a sua personalidade traduzida em roupas. Por que não ajudar as pessoas a entender quem você é através da maneira pela qual você se veste? Encontrar seu estilo é um exercício de autoanálise e ainda te ajuda a economizar tempo em dinheiro. Afinal, suas escolhes ficam mais fáceis tanto na hora de comprar algo quanto na hora de se vestir pela manhã. Então, vamos começar?

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#1 – Faça perguntas

Encontrar e desenvolver um estilo próprio é como qualquer outro processo de autoconhecimento: você precisa se fazer as perguntas certas. O que é importante para você? Quais são os pontos fortes da sua personalidade? Como você gostaria de ser vista? Se você fosse uma loja, que loja seria? E por quê? Depois de descobrir quais são as suas referências é mais fácil encontrar um norte.

#2 – Descubra o que você quer destacar/disfarçar

Os tempos da “polícia da moda” já acabou e ninguém precisa seguir regras restritas do que usar ou não. Mas é sempre bom conhecer seus pontos fortes (o que você quer destacar) e os que prefere disfarçar. Eu, por exemplo, adoro meus ombros, mas não sou muito fã dos braços. As blusas “ciganinha” que deixam o colo à mostra e cobrem os bíceps são ideais para mim. Então, vale passar um tempo na frente do espelho – com olhar generoso, por favor – e descobrir o que você quer realçar.

#3 – Saiba quais são suas peças preferidas

Por mais que você goste de seguir tendências, com certeza tem no armário aquelas peças que usa há anos e não consegue se desfazer, independente da moda. A minha, por exemplo, é um short preto básico que vai da night ao trabalho. São essas peças que ditam seu estilo, mesmo que você ainda não saiba exatamente qual é ele. Também vale se perguntar com quais você se sente mais confortável. Não só aquelas roupas que te dão mobilidade, mas as que você usa e se reconhece de imediato.

#4 – Tenha referências de estilo

Pode ser uma loja, uma amiga, influenciadoras digitais, artistas, filmes, séries e até o Pinterest (falamos sobre como ele pode te ajudar aqui). O importante é entender o que há no estilo dessas referências que te atrai tanto. E lógico, a ideia não é ser outra pessoa, mas sim se inspirar em elementos do guarda-roupa. Outra pergunta que pode ajudar: “fulana usaria isso? De que forma?”.

#5 – Fique atenta ao seu estilo de vida

Quando temos referências gringas e tentamos nos inspirar nelas na hora de criar um look, rapidamente notamos um abismo de diferenças. Como usar aquele casaco de pele? E aquela bolsa de mão que mal cabe o celular? Pois é, de nada adianta montar produções incríveis que simplesmente não funcionam na vida real. Se você tem filhos pequenos, talvez um scarpin de salto agulha não seja a melhor opção para você, assim como vestidos podem não funcionar em quem vai de bike para o trabalho. Vale lembrar que a roupa é feita para caber na sua vida. Não é sua vida que deve caber na roupa! Preste atenção a isso antes de investir seu dinheiro em uma peça linda, mas pouco funcional.

Mais dicas de como descobrir/desenvolver seu estilo? Deixa aqui nos comentários!

 

Como se vestir bem no verão

Juro, eu me faço essa pergunta todos os dias de manhã. Principalmente quando tenho alguma reunião. Veja bem, eu moro no Rio de Janeiro, onde a temperatura no verão varia de 30 a 50 graus à sombra. Calça jeans é impensável, terceira peça já pode ser considerada uma crueldade e não tem acessório mais na moda do que uma garrafa d’água. Então, se você também está sofrendo com o calor como eu, mas sabe que andar 24 horas de biquíni não é uma opção, vamos às dicas!

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Escolha tecidos naturais

Chego a me coçar quando vejo uma blusa de tecido sintético em uma loja. Fuja de qualquer coisa com nylon ou poliéster. Sim, a gente sabe que as roupas de tecidos sintéticos costumam ser bem mais baratas, mas a sensação de sauna sem eucalipto não é um preço que você vai querer pagar. Algodão e linho custam um pouco mais, mas duram mais tempo, são mais elegantes e, importante: deixam sua pele respirar, no verão!

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Aposte nos acessórios

A terceira peça é uma total impossibilidade, mas vale apostar em outros acessórios como brincos ou anéis. Colares finos e lenços – amarrados na bolsa, pelo amor de Dadá – também são uma ótima opção. Pulseiras, relógios e gargantilhas costumam ser um incômodo, então vale sempre optar pelo conforto – já que a temperatura externa a gente não pode controlar.

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Opte por uma modelagem mais soltinha

Vai dizer que você não tem agonia só de pensar em colocar uma legging nesse verão? Eu quase faleço. Como nem sempre dá pra fugir da calça – nem todos os clientes acham bacana a moda da bermuda -, opto sempre por aquelas com modelagem mais amplas. As pantacourts também vão muito bem. Na parte de cima, é bom dosar: roupas largas geralmente tem mais pano, e quanto mais tecido, mais calor. Deus salve a regatinha!

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E as cores?

Sim, eu sei que a gente já associa o verão a roupas brancas ou claras. Isso se dá muito pela associação com o Réveillon e a tradição da roupa branca, mas a ciência aponta na direção oposta. Se você não quer passar calor, vá de preto. Nosso corpo gera calor e, quando em contato com um tecido claro, ele rebate e não consegue sair. Já as roupas mais escuras absorvem o calor. Não acredita? Faça o teste! 😉

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Mude suas referências

Não adianta se inspirar na gótica da Suécia se a sua realidade é clima verão-inferno-tropical. Minhas referências de sempre são as brasileiras que vocês viram acima: @modices, @lu_dehoje, @fecortez, @thaisfarage, @jomoura, @rioetc, entre outras.

E você, tem dicas de como fugir do calor? Conta aqui nos comentários!