janssen nucynta coupon ease ativan withdrawal g xanax blue phentermine and topiramate for weight loss dosage adipex d

Categoria: TV

Quatro motivos para assistir Queer Eye

Eu faço listas. Pra tudo. O tempo todo. Até para as férias, eu tinha uma lista de coisas para resolver, livros para ler, filmes para assistir… e eu deixei tudo de lado pra me jogar nas duas temporadas de Queer Eye, na Netflix! Sim, o programa de transformação mais famoso dos anos 2000 voltou repaginado. Lembra dele? Se não lembra, uma breve explicação: cinco homens gays recebem a missão de ajudar uma pessoa a recuperar a confiança e a autoestima através de uma transformação radical. Como? Você precisa assistir para saber!

Aqui vão quatro motivos para se apaixonar por Queer Eye!

#1 – O elenco é sensacional

QueerEye01

Tan, Bobby, Karamo, Antoni e Jonathan são especialistas em moda, decoração, cultura, gastronomia e beleza. Ou seja, os novos Fab 5 cobrem todas as áreas da vida de quem precisa de uma repaginada geral. Mas mais do que isso: eles são gente como a gente. E é curioso como você vai se identificar com homens gays americanos. Mesmo sendo mulher, heterossexual e brasileira. E se no reality show anterior quase não tínhamos acesso à vida pessoal de cada apresentador, na nova versão, os dramas de cada um tem seu espaço. O que torna tudo ainda mais delicioso de acompanhar. Identificação, lembra?

#2 – As histórias são emocionantes

Se antes Queer Eye era focado na transformação de homens heterossexuais, o reboot abriu uma gama de possibilidades. Homens, mulheres, homens trans, adolescentes, pessoas de meia idade. Em comum, sempre uma história que vai fazer você suar pelos olhos. Preste atenção no quarto episódio da primeira temporada, onde os Fab 5 ajudam AJ a contar para sua madrasta que é gay. E claro, no primeiro episódio da segunda temporada, quando conhecemos Mama Tammye. Prepara os lencinhos!

#3 – É tudo sobre confiança (e aceitação)!

QueerEye02

A gente meio que sabe, mas volta e meia se esquece do papel que a autoestima e a confiança têm na nossa vida. No fim das contas, o programa é sobre fazer cada um se sentir bem na própria pele. Curiosamente, quem faz isso são gays – pessoas que lutaram muito para se sentirem confortáveis sendo exatamente o que são. É quase inevitável a gente parar pra pensar como anda nosso nível de autoconfiança, sabe? Reflexão importante para quem quer ser um adulto saudável.

#4 – Você vai querer transformar a sua vida

Alguém entra na sua casa, dá um jeito na sala, te compra roupas novas, te dá um novo corte de cabelo e sua vida fica maravilhosa. Parece fútil, né? Mas pensa só em quantas vezes você já cortou o cabelo depois de terminar um relacionamento. Quantas vezes não ficou admirando aquele móvel que levou meses pra comprar? Quantas vezes não comprou uma blusinha só pra melhorar o humor (mesmo sabendo que não é bem assim que funciona)? Pois é. A verdade é que pequenas mudanças no exterior podem sim te dar mais confiança para mudar o interior. E depois de ver os 16 episódios dessa série, você vai se pegar pensando nos aspectos da sua vida que merecem uma atenção especial. E quando fizer isso, se joga! Mudar nunca é ruim. 😉

E você? Já deu uma chance para Queer Eye?

Nanette: pare o que está fazendo e vá assistir

Eu devia processar a Netflix. Porque, veja bem, eu sentei para assistir Nanette achando que ia rir. Juro, estava escrito na descrição: “a comediante australiana Hannah Gadsby reinventa o stand-up”. Eu acreditei. E acabei chorando alguns baldinhos num sábado de manhã.

nanette

Quem é Hannah Gadsby?

Para quem nunca ouviu falar dela, eu explico. Hannah nasceu na Tasmânia e passou mais de dez anos fazendo comédia. Só depois de um tempo começou a questionar a origem do seu humor autodepreciativo, sua “posição” como homossexual e seus ícones (será que a gente ainda consegue rir de Bill Cosby?). Em Nanette, seu novo show, ela fala de identidade, gênero, violência, homofobia, descobertas, a experiência de crescer em um lugar onde a homossexualidade era crime até 1997 e, claro, autoestima.

“Eu construí uma carreira com base no humor autodepreciativo. E eu não quero mais fazer isso. Porque vocês entendem o que auto depreciação significa quando vem de alguém que já existe à margem? Ela não é humildade. É humilhação. Eu me ponho pra baixo pra pedir permissão pra falar. Simplesmente não vou mais fazer isso. Nem comigo e nem com qualquer outra pessoa que se identifique comigo”, ela diz em determinado trecho do show. Faz sentido, né? Se somos nós que definimos como os outros vão nos tratar, rir de nós mesmos daria permissão para outras pessoas se comportarem da mesma maneira.

Por que eu devo ver?

Como eu quero muito que você invista uma horinha do seu tempo para ver Nanette, não vou contar aqui seus pontos altos. Mas adianto que um deles tem a ver com aqueles “turning points” que a gente torce para que existam nas nossas vidas e também nas vidas de todo amigo gay. Eu espero muito que a mãe da Hannah esteja errada – estamos trabalhando pra isso -, mas eu também sei que tempos difíceis estão por vir, e shows como este podem ajudar a mudar – pelo menos um pouquinho – nosso mindset.

Como diz a própria Hannah: “rir não é o melhor remédio. O que cura são as histórias. O riso é só o mel que adoça o remédio amargo”.

Favoritos de outubro: Espinosa, japa delícia, Sarah Oliveira…

Às vezes eu tenho a sensação de que só tem post de Favoritos do Mês nesse blog. Mas é aquela coisa, né? Início de mês, muitas ideias de post, e lá pelo meio do caminho a gente se perde. Hehehehehe… Enfim, bora lá falar de tudo de bom que Outubro trouxe!

Livro: O silêncio da chuva

image1 (3)

Há séculos meu pai e minha madrasta me falaram de Espinosa, detetive carioca criado pelo escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza. E eu vivia adiando a leitura, até resolver descobrir se era bom mesmo. Bom, se você está esperando um Sherlock Holmes ou um Hercule Poirot dos trópicos, esquece. Espinosa não tem arrogância e nem inteligência acima da média (pelo menos nada que tenha saltado aos olhos nesse livro de estreia), pelo contrário. Ele é um cara comum, com uma vida amorosa falida e grande interesse por literatura e filosofia (com esse nome, a gente não podia esperar nada de diferente). Ou seja, muito mais fácil de a gente se identificar, certo? Na primeira aparição, o detetive vai tentar desvendar a morte de um empresário no centro do Rio que, a princípio, parece simples, mas vai ganhando complexidade a medida que pessoas vão desaparecendo. Bônus para os cariocas: reconhecer os cenários por onde os personagens passam é uma delícia à parte!

Ah, e pra comprar, é só clicar no título lá em cima! Você economiza com os preços da Amazon e ainda ajuda o blog! 😉 

Filme: Ele está de volta

94800_1066x600

Vivemos tempos sombrios. Em uma época em que políticos de extremamente intolerantes, como Jair Bolsonaro, vão se tornando cada vez mais populares, talvez seja uma boa assistir a este filme. “Ele está de volta” é uma comédia satírica que mostra o que aconteceria se Hitler ressurgisse na Alemanha nos dias de hoje. O que ele diria? O que pensaríamos sobre ele? Baseado no livro de Timus Vermes e dirigido por David Wnendt, o longa arranca risadas logo nas primeiras cenas (observe o Fürher reclamando com um professor de boas-maneiras que ninguém mais o cumprimenta adequadamente), mas não deixa de ser perturbador. Tudo começa quando um repórter freelancer “descobre” Hitler perdido na Alemanha do século XXI e resolve leva-lo para a TV. Lá, ele vira um comediante de sucesso com suas ideias polêmicas (para dizer o mínimo). Enquanto alguns apoiam, outros riem do ridículo. Alguma semelhança com a realidade?

Música: SOS, The Corrs

Quem foi adolescente no final dos anos 1990 deve se lembrar de uma banda irlandesa The Corrs. E, se a memória te falha, essa música vai te ajudar! Dreams tocava na rádio, em trilha de novela, e até a MTV fez um acústico (o melhor até hoje), com os quatro irmãos. Pois bem depois de um hiato gigantesco, a banda de folk voltou com SOS. É a melhor música? Não, tá longe de ser. Mas é um brinde muito justo à minha adolescência e eu to aqui esperando ansiosa os próximos lançamentos!

Ah, se você quer conhecer The Corrs DE VERDADE, escute esse álbum aqui!

Youtube: Canal da Sarah Oliveira

Por falar em adolescência, você com certeza se lembra do Disk MTV, né? A Sarah era presença certa nas tardes de todo adolescente no ínicio dos anos 2000 e até hoje sinto falta dela falando de música. Ou melhor, sentia. Recentemente, descobri o “Canal da Sarah Oliveira” no YouTube. Vale acompanhar a playlist “Minha Canção”, com compactos dos programas da rádio Eldorado, de São Paulo. Por lá, ela fala de artistas como Amy Winehouse, David Bowie, The Smiths, entre outros. Pra conhecer ou relembrar, vale a pena se inscrever!

Restaurante: Gurumê

Gurume

Sim, tem restaurante novo nos favoritos desse mês! Nem sempre essa categoria aparece por aqui, por um motivo simples: eu AMO repetir restaurante e, geralmente, costumo repetir até o prato. Então, o quesito novidade fica meio prejudicado. Mas vamos falar do Gurumê! Quem é do Rio já deve conhecer, se não pessoalmente, pelo menos de nome. Se você curte um bom japa e ainda não conhece, recomendo fortemente que você experimente, mesmo deixando por lá alguns golpinhos. Veja bem, o restaurante tem uma pegada moderna e aconchegante, e o cardápio segue a mesma proposta, com releituras de pratos da culinária japonesa. Não saia de lá sem comer: salmão guacamole, atum burrata e, claro, o brownie com cobertura de doce de leite e sorvete. Sem palavras, sério.

Favoritos de setembro: Marcelo Rubens Paiva, Rita, Pandamônio TV…

Sabe quando um livro puxa um vídeo, que puxa uma série, que puxa uma música? Pois é, foi exatamente isso que aconteceu no mês de setembro. Eu comecei a ler um livro e… bom, vamos aos favoritos que vocês vão entender!

Livro: Ainda Estou Aqui

Ainda Estou aqui

O livro conseguiu unir duas das minhas paixões: histórias sobre a ditadura militar e a escrita do Marcelo Rubens Paiva. Depois de contar a história da própria vida em Feliz Ano Velho, o autor resgata a memória do pai, o deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura, e também a memória da mãe, que sofre de Alzheimer. Relatos históricos se misturam com relatos muito pessoais e, ao mesmo tempo em que é a história da família Rubens Paiva, é a história de todos os brasileiros que viveram este período. E se você não conhece Eunice Paiva, PRECISA saber mais sobre essa mulher incrível. Esse livro merecia um post completo, só pra ele, mas acho que não saberia colocar em palavras o que eu senti durante a leitura.  Então, fica aqui só a dica singela mesmo.

Você consegue comprar aqui!

Filme: A 13ª emenda

Sabe aquele documentário que trata de um assunto que você já está careca de saber (no caso, o racismo), mas mesmo assim te abre a cabeça? É o caso de “A 13ª emenda”. Para quem não sabe, a 13ª emenda da constituição americana diz que a escravidão foi abolida, desde que o indivíduo não cometa um crime. Problemático, né? O que a diretora Ava Duvernay (falaremos muito mais sobre ela neste blog por motivos de talento!) tenta mostrar é a maneira pela qual o sistema carcerário se transformou em uma nova forma de escravidão, punindo basicamente a população negra. Já imaginou que horrível viver em um país onde o governo acha que os negros são uma verdadeira ameaça a sociedade e por isso devem ficar encarcerados? Conhece algum lugar assim?

O documentário está na Netflix, mas você encontra no YouTube também!

Canal no Youtube: Pandamonio TV

Quando eu disse que uma coisa puxa a outra, que puxa outra, que puxa mais uma, eu não estava mentindo. E o Pandamonio TV foi minha grande inspiração para esse post. É que foi procurando material sobre “Ainda Estou Aqui” que eu caí no canal das meninas (Tati, Nina e agora sem Carol), me apaixonei e comecei a maratonar.  Sim, eu vi todos os vídeos. TO-DOS. Inclusive, o documentário daqui de cima, e a série aqui de baixo foram indicados por elas. As três são historiadoras, apaixonadas por livros, cinema, séries, cultura pop em geral e falam de feminismo com muita propriedade. Espere assuntos sérios, mas com linguagem extretamente leve. Que é a melhor forma de se falar sobre assuntos sérios, se me permitem dizer.

Série: Rita

No meu último post sobre séries, falei sobre Merlí, um professor espanhol pouco ortodoxo, que dá aula na escola do filho, que por acaso é gay. Pois bem, Rita é a “versão” dinamarquesa da série castelhana, e é simplesmente maravilhosa. Da escolha do elenco à música de abertura (mais sobre isso aqui embaixo), ela é cuidadosamente produzida, os personagens bem construídos, os conflitos escolares críveis, enfim, uma produção BEM FEITA de verdade. Mas não vá esperando uma história pesada sobre relacionamentos amorosos, relações entre pais e filhos, ou o sistema de ensino dinamarquês. “Rita” é excelente pra você assistir depois de um dia cansativo, com um balde de pipoca do lado. Ah, preste atenção nos filhos dela: a verdadeira definição de “tanto faz”. 😛

Música: Speak Out Now, Oh Land

Série boa tem música boa na abertura. Isso é um fato. OC, One Tree Hill e Suits não me deixam menti.  Speak Out Now me lembra muito aquelas músicas da década de 1990, com cantoras de voz fina e que grudam na cabeça. (Aliás, só consigo lembrar do Aqua, outra banda dinamarquesa que fez um sucesso enorme por aqui, apesar da voz enjoada da vocalista.) Enfim, voltando a Oh Land, ela me parece um scrapbook, sabe? Uma mistura ambulante da voz das meninas de M2M, com o ar blasé da Lorde, o estranhamento da Björk e o estilo divertido da Kate Perry. Só escutando pra saber. Mas ó, se serve de referência, a Rihanna já ouviu e curtiu! 😉

Quatro séries para maratonar no feriado

Tá órfão de Game of Thrones também e não tá sabendo lidar com a possibilidade de só ver a bundinha de Jon continuação da saga em 2019? Dá cá um abraço, vamos sofrer juntinhos. Quer dizer, nem tanto, porque eu já te poupei o trabalho e montei uma listinha de quatro outras séries incríveis pra você assistir nessa entressafra – e neste feriado maravilhoso que se aproxima. Pra ser honesta, nenhuma é de fantasia, porque, né? Por mais que essa última temporada não tenha sido maravilhooooosa, ainda é difícil de competir com GoT. Enfim, vamos a elas!

#1 – Insecure

insecure

Comecei a ver essa série justamente porque ela passa na HBO logo antes da segunda exibição de GoT. A princípio, ela não teria nada a ver comigo, garota branca do Rio de Janeiro. Mas vou contar uma coisa aqui que talvez vocês já tenham percebido: mulheres de trinta anos passam exatamente pelas mesmas crises, sejam elas de identidade, carreira ou no relacionamento. E essa é a parte mais bacana da série, a mistura de bom humor com realidade e zero glamour. Não vá esperando um novo Sex and the City, apenas receba Issa Rae (atriz e criadora da série) de braços abertos. Porque se para nós, mulheres brancas, já é difícil encontrar programas de TV que nos representem bem, para as negras é mais complicado ainda. E ela merece todos os aplausos.

Onde eu vejo? HBO, domingo, às 23h30!

#2 – Atypical

atypical

A premissa de Atypical é bem simples: Sam é um adolescente autista que se esforça para arrumar uma namorada, levar uma vida normal, enquanto enfrenta o bullying na escola e a superproteção da mãe. Normal, né? Pois é. E é justamente a palavra “normalidade” que fica pairando na nossa cabeça a cada episódio. Não é preciso estar dentro do espectro de autismo para ver que todo mundo já passou por um momento terrível de inadequação social. Falar algo errado, na hora errada, e se comportar de maneira diferente do esperado pode ser o fim do mundo na adolescência, e é justamente por isso que nos identificamos tanto com Sam – mesmo estando fora do espectro. A primeira temporada é curtinha (oito episódios de 30 minutos), boa para assistir depois do trabalho e, por que não, dar uma exercitada na empatia, que anda meio sumida esses dias… 😉

Onde eu vejo? Netflix!

#3 – Merlí

merli

Vocês também acham difícil encontrar séries para adolescente que façam algum sentido? Volta e meia me pego pensando nisso… Às vezes são séries deliciosas, mas absolutamente irreais, como Gossip Girl. Às vezes, parece que os roteiristas pularam da infância direto para a idade adulta e não fazem ideia de como é ter 17 anos. Com Merlí, graças a Deus, não acontece isso. A série espanhola pode causar estranheza já que não segue a estética hollywoodiana (e é toda em castelhano), mas lembra muito nossas novelas (latinos, né?) e por isso mesmo é sensacional! Merlí é um professor de filosofia que vai dar aula na escola (e na turma!) do filho. Acontece que ele não é nada ortodoxo e, sabe como é, né? Adolescentes sentem vergonham da maneira que os pais dizem bom dia, e isso vai causar alguns problemas na relação dos dois. Daquelas comédias com humor inteligente e irônico, sem cair no pastelão.

Onde eu vejo? Também na Netflix!

#4 – Party of Five

partyoffive

Prepara o lencinho, que essa série é de chorar baldes. Se você não assistiu láááá no final dos anos 90, uma rápida sinopse. Cinco irmãos perdem os pais em um acidente de carro e tem que se virar para pagar as contas, cuidar do irmão mais novo, e ainda manter a família unida. Aqui no Brasil, ela ganhou o nome de O Quinteto e lançou atores como Mathew Fox (antes de ser o Jack, de Lost), Neve Campbell (antes do “Hello, Sidney”), e Jennifer Love Hewitt, antes de virar a rainha do grito dos anos 2000. Draminha da melhor qualidade!

Onde eu vejo? Netflix, eu te amo!

Tem mais dicas? Deixa aqui nos comentários!

 

Porque você deve (ou não) ver 13 Reasons Why

Nos últimos dias, vivemos um turbilhão de emoções com um participante do BBB sendo expulso por agressão à namorada e uma figurinista botando a boca no mundo e acusando José Mayer de assédio sexual. Atrizes se pronunciaram, demonstraram apoio e a frase “Mexeu com uma, mexeu com todas! #chegadeassédio” bombou nas redes sociais. Enquanto o brother debochava da situação e o ator garanhão responsabilizava seu “eu-lírico” colocando a culpa no personagem da novela, outra hashtag aparecia por aí: #nãosejaumporquê. A série 13 Reasons Why, baseada no livro 13 Porquês, virou febre e teve gente maratonando todos os episódios em menos de 24 horas, logo depois de ela ficar disponível na Netflix. Mas será que essa é a melhor forma para falar de suicídio e depressão na adolescência?

capa

Para quem não sabe nada da série, eu sugiro assistir tudo primeiro e depois voltar aqui. Porque simplesmente não dá para falar do que precisamos falar sem soltar alguns spoilers. Em resumo, a série é narrada por Hannah Baker, uma menina bonita que em determinado ponto começa a ser tratada como a vadia da turma. Hannah se suicida deixando 13 fitas contando sua história e dizendo porque resolveu tirar a própria vida. E é aí que as coisas começam a ficar estranhas.

É impossível assistir aos dramas dos personagens e não se identificar – seja com agressor, seja com a vítima. Todos ali são um universo inteiro de inseguranças, angústias, e dores bizarras. E cada um lida como pode com as situações que vão sendo apresentadas ao longo do caminho. Tendemos a simpatizar com Hannah porque ela é narradora, e durante todo o tempo só conhecemos pessoas e eventos de acordo com a sua perspectiva. Enquanto os outros personagens se perguntam se tudo aquilo que está ali é verdade, só resta ao espectador um embrulho no estômago. Mas calma, que piora. 

Hannah se matou, e por mais que você considere os motivos “justos”, ela deixa um rastro de destruição para trás. Se adultos tem dificuldade de lidar com a culpa, imagine adolescentes passando pelos seus próprios dramas. Aqui vale um alerta: não caia na armadilha maniqueísta de achar que todos são os vilões e só Hannah é mocinha. Deixando de lado crimes graves como o estupro (e essa cena é bem difícil de assistir), preciso concordar com o Criolo: “as pessoas não são más, elas só estão perdidas”. O problema é que nem sempre há tempo.  E o suicídio está longe de ser a única saída, como a série deixa implícito.

A sensação de assistir alguém sofrendo bullying é terrível, mas a inércia dos pais, o simplesmente “não-saber”, consegue ser ainda mais angustiante. Hoje, aos 30, eu me pego entre aquele meio do caminho da juventude e a idade adulta ainda sem filhos. Eu me lembro de como era ser adolescente, lembro do caos  e me pego pensando no que eu faria caso meus filhos estivessem enfrentando um inferno particular. Eu veria? Eu perceberia? Eu tentaria ajudar? Ou eu simplesmente não teria ideia?

13-reasons-why-1024x576

Falar que “na minha época todo mundo se zoava e ninguém morria por isso” é um dos argumentos mais canalhas que eu poderia usar neste texto. Eu passei pelo bullying e, sim, tive que colar alguns pedacinhos ao longo do caminho. E não, eu não morri por isso. Mas uma coisa facilitou muito a minha passagem pelo Ensino Médio: a internet era um bebê e as redes sociais mal pensavam em existir. Como é ser adolescente em 2017? Graças a Deus, eu não faço ideia. Mas sei que nessa dinâmica bizarra – e várias vezes macabra – agressores e vítimas se confundem. E no final das contas, a ajuda deve ser generalizada e contemplar ambos os lados.

Se você deve ou não assistir a 13 Reasons Why? É uma escolha sua. Mas vá preparado para lidar com assuntos como estupro, suicídio, abandono parental e outras questões espinhosas. Uma coisa é certa: não se fazem mais séries adolescentes como antigamente. E não sei se a gente tem que agradecer por isso.