tramadol and alcohol review lorazepam ep 906 tramadol/acetaminophen class tramadol 50 mg en francais adipex diet pills dosage

Categoria: Vida

BEDA: uma introdução

O mês começa com um desafio: o BEDA. Para quem não sabe, a sigla significa Blog Everyday in April. Então sim, em abril vai ter post TODO DIA aqui no blog. To surtando? To! Tenho certeza de que vai dar certo? Claro que não! Mas o desafio é esse.  O ponto é que passei alguns meses (anos) querendo que este blog fosse lido, mas a verdade é que eu não fazia o básico do básico: escrever. E aí fica difícil, né? Um dia fiquei me perguntando… quantas coisas a gente quer MUITO na vida mas não se mexe/ se organiza para fazer? Movimentar essa energia parada vai mexer em outros aspectos da vida? Talvez, não sei. É o que vamos descobrir nos próximos dias.

BEDA

Vamos juntxs neste BEDA?

Mais do que nunca, esse é um espaço colaborativo. Eu tenho só uma vaga ideia do que quero falar e estou totalmente aberta a novos temas, novas histórias.  Afinal, esta é a graça do BEDA, explorar conteúdos fora da zona de conforto e, claro, realmente dedicar um tempo à escrita. O que é um blog sem posts, não é mesmo?

E você que chegou agora, também fique à vontade. Porque internet pra mim é sinônimo de troca. E apesar de estar aqui falando (escrevendo) sem saber quem está ouvindo (lendo), vou adorar saber que você está aí do outro lado. No final das contas quem escreve quer ser lido, não é? Nos próximos dias, a gente conversa sobre livros, filmes, série, moda, gastronomia, lugares bacanas para conhece no Rio, e o que mais a gente quiser.

Então fica combinado assim. Eu escrevo daqui e vocês comentam daí. Pode ser aqui embaixo, na caixa de comentários, por e-mail, no [email protected], ou no instagram @tatiguedescom. O importante é que este desafio seja feito em conjunto. Beleza? Nos vemos amanhã!

Ghosting: o que é e porque você precisa parar de fazer

Luiza_Pannunzio

Ilustração: Luiza Pannunzio

Vamos falar sobre ghosting? Você pode não ter ouvido essa palavra, mas com certeza já passou por isso. Se é que não praticou. Sim, o ghosting nada mais é que o bom e velho “chá de sumiço”, só que gourmetizado. Ainda não pegou? Explico. Sabe quando você tá saindo com a pessoa, tudo parece caminhar, vocês se falam com frequência, já se encontraram algumas vezes, tudo flui… Só que uma hora ela some. Para de mandar mensagens e quando você manda um oi, a resposta vem mais seca do que a areia do Saara. Se identificou? Aha, olha o ghosting aí.

Incrivelmente, até para quem já passou dos 30, ele continua sendo a maneira mais comum de terminar relacionamentos. E vamos deixar uma coisa clara aqui: não importa o quão casual tenham sido os encontros, tem um mini relacionamentinho aí. Um embrião. Uma coisinha. Que pode progredir ou não. Depende só dos envolvidos. E se a palavra relacionamento te assusta, pode escolher outros. Chama de Abílio, Hermenegildo, biscoito, bolacha, dane-se. Dê o nome que quiser. Mas vamos combinar: começou a sair, tem algo. E se você não quer mais aquele algo, é simples, nem precisa de muito esforço. É só mandar uma mensagem. Sim, eu sei que não receber uma mensagem já é uma mensagem. Eu entendo. Só que dá pra ser mais legal do que isso.

E-le-gân-cia. Trabalhe a elegância.

Eu sei o que você deve estar pensando. “Ah, Tati, vai dizer que você nunca sumiu? Parou de responder no Whatsapp?”. Olha, é com vergonha que eu confesso que sim. Mas percebi que aquela notificação ali, não respondida, me causava mais desconforto do que mandar com sinceridade um “então, não rolou”.  E hoje eu me recuso a fazer a pessoa passar por aquele meme do John Travolta. Também não deixo que façam isso comigo. Pergunto, vou atrás, e ouço o NÃO. Pode ser desconfortável no início, mas é mais honesto e elegante. E olha, depois dos 30, elegância é um troço tão obrigatório quanto conta em banco.

Mas já que estamos falando de honestidade e elegância, vamos falar também da contrapartida? Não adianta nada eu ficar aqui fazendo apologia à sinceridade se a gente reagir mal à “rejeição”. A dica é não perder a compostura. Vamos lembrar sempre que o outro tem direito a não te querer. Ou não querer viver aquilo naquele momento. Ou querer você, mas não o que você está oferecendo. Enfim, as possibilidades são muitas. O que interessa é o fair play, o jogo limpo. E a elegância. Nunca se esqueça dela. Nem na hora de dispensar, e muito menos na hora de ser dispensado.

Estamos combinados? Nada de ghosting? Dá trabalho, mas eu juro que vocês vão agradecer a tia Tati depois. 😉

Começar de novo…

blog

“Escrever é fácil. Você começa com letra maiúscula e termina com ponto final. No meio você coloca as ideias”. Já dizia Pablo Neruda. Acontece que eu não sou o Pablo Neruda. E essa história de colocar as ideias no meio nem sempre é fácil. Porque a gente tem objetivos. A gente tem metas. E a gente fica de olho nas métricas (quem tem blog sabe que o Google Analytics pode ser ao mesmo tempo uma benção e uma maldição). E a gente se cobra. E infelizmente, a gente se compara. E às vezes a gente entra no blog e não se reconhece. Real. Olha pra todos aqueles textos – que deram muito trabalho até serem publicados – e não entende mais o que eles estão fazendo ali. E isso acaba atrapalhando o “futuro”, o “para frente”.

Sobre amores e a lógica

“Escreva sobre aquilo que você conhece e sobre aquilo que você ama”. Eu amo jaqueta de couro. Sou louca pelo Malcolm Gladwell, pelo Stephen King, pela Elena Ferrante. Não consigo acordar sem música, fico mais feliz só de olhar uma suculenta num vaso bonito. E acho que a nova onda do feminismo foi a melhor coisa que aconteceu nos últimos anos. Mas isso combina? Faz sentido? Plantas e feminismo? Roupa e livro? Crônicas e produtos de beleza? Traduz quem eu sou? Será que tem alguém por aí pensando a mesma coisa? Ou será que eu to falando sozinha neste blog?

Andei com todas essas perguntas na minha cabeça nos últimos meses enquanto tentava deixar esse espaço com a minha cara. E pra falar a verdade, a maioria delas segue sem resposta. Li muito, conversei com pessoas, troquei ideias nos grupos, fiz o que estava ao meu alcance. E eu descobri que escrever é mais ou menos como a vida: você vai fazendo e no final vê no que dá.

Então, estamos inaugurando uma nova fase no TatiGuedes.com. Digo “estamos”, assim, no plural porque é isso mesmo. A pessoa é geminiana, né? Têm várias dentro de uma só. E eu culpo sem dó a Astrologia por toda esta bagunça de assuntos, temas e posts. A boa notícia é que tem texto pra todos os gostos. Puxa uma cadeira, pega um chá, café, vinho, o que você quiser. E fica à vontade! A casa também é sua. 😉

 

Como sair da bolha? Cinco dicas para abrir a mente!

Nós vivemos numa bolha. Eu, você, e todo mundo que a gente conhece. Não tem jeito. Vivemos na era do Facebook, na era do algoritmo. Nós lemos, assistimos, ouvimos e consumimos conteúdo que, no geral, apenas confirmam a nossa opinião, reforçam nossos argumentos e quase nunca nos fazem enxergar o outro. É o retrato do nosso tempo, mas não é por isso que a gente vai se conformar com isso, certo?

Há algumas semanas, percebi que apesar de tentar expandir minha  visão de mundo, eu vivo confortável na minha realidade de mulher branca, classe média, zona sul. Entrei em um grupo do Facebook – o Modices – e lancei a pergunta: o que fazer para sair da bolha? As dicas foram inúmeras, provocaram outras conversas, então hoje divido com vocês um pouco do que aprendi com todas essas meninas maravilhosas!

#1 – Ouça!

sairdabolha

Pratique a escuta ativa. De verdade. Hoje, a maioria de nós ouve para responder. Procuramos brechas na fala do outro onde podemos encaixar nossas próprias opiniões, validadas por pessoas que pensam como nós. Não há nada de em buscar validação dos nossos argumentos. Mas nós realmente precisamos parar para OUVIR. Então, da próxima vez que você entrar em um debate, preste atenção, e procure se despir de qualquer julgamento. Tem alguma dúvida acerca do assunto? Pergunte. Escute sem tentar colocar a outra pessoa em uma caixinha (tipo “direita”, “esquerda”, “feminista”, “machista”). Mais do que isso, tente se abrir para críticas. Se alguém te acusar de racismo, por exemplo, mesmo que não tenha sido sua intenção ao fazer o comentário, tente entender o porquê. Pode ser desconfortável no início, mas vale a pena.

#2 – Escolha seus influenciadores com cuidado

sairdabolha2

A internet é um campo aberto, com todos os tipos de pessoas. Exatamente por isso, é uma ótima ferramenta para sair da bolha. Se você só convive com mulheres brancas no seu círculo social, comece a seguir mulheres negras. Não tem nenhum amigo trans, mas quer conhecer essa realidade? Use as redes sociais. Troque mensagens, mande e-mails, use a mensagem privada no instagram. Não foque somente nos macros. Os microinfluenciadores também tem muito a dizer – e talvez seja mais fácil de se identificar com eles.

Quem eu sigo? @lorelay_fox, @eu_anarosa, @danisantaizabel, @natalyneri, @djamilaribeiro1, @mairamedeiros_, @mequetrefismos e @spartakusvlog.

#3 – Diversifique o conteúdo que você consome

sairdabolha4

Na faculdade de jornalismo, ler pelo menos dois jornais por dia era regra, e ela vale para a vida real também. Além de grandes jornais e redes de TV, varie suas fontes de informação. Leia jornais e revistas gringos (aproveite para treinar o inglês!), e outros veículos independentes. Nexo, Meio, The Guardian, El País, The New York Times são alguns dos jornais que eu gosto de acompanhar. No Youtube, as meninas do Pandamonio TV explicam conceitos básicos – como Direitos Humanos – e o Mamilos Podcast é essencial para quem quer ouvir opiniões inteligentes, com argumentos embasados. A Thamirys Marques me sugeriu o Lado Black, que eu também tenho curtido bastante ouvir.

#4 – Que tal doar seu tempo?

sairdabolha3

A gente gasta horas preciosas no nosso dia rolando a tela do celular, então que tal doar esse tempo a quem precisa? A Ester Sabino me sugeriu encontrar um trabalho voluntário, como forma de entrar em contato com outras vivências. Opções não faltam: você pode ler para os idosos, passar um tempo em uma creche, e até ajudar pessoas em situação de rua. Falamos aqui sobre o Projeto RUAS, vem conhecer!

#5 – Saia de casa!

sairdabolha5

A Amanda Santos Silva foi direta e certeira na dica: “pra sair da bolha, você de fato tem que sair fisicamente da bolha. Do contrário, não passará de literatura. É a vivência que faz a bolha estourar de verdade”. Ela ainda me sugeriu passeios por Madureira, como o Mercadão, o Parque, e claro, os eventos que rolam embaixo do Viaduto. Bora conhecer? 😉

E você, tem mais alguma dica?

 

Crônica: Porque eu estou solteira (e devo continuar assim)

Segundo uma pesquisa feita por mim mesma, as mães são o segundo grupo de pessoas que mais recebe palpites não-solicitados durante a vida. O primeiro é, logicamente, as mulheres solteiras em idade fértil. Explico: mães costumam receber conselhos de outras mães. Já as mulheres solteiras em idade fértil recebem conselhos de todo mundo. TODO. MUNDO.

Se você é meu amigo e já me deu um conselho sobre “como encontrar o homem dos sonhos”, relaxe. Eu entendo as boas intenções e amo vocês por isso, ainda que não tenha seguido as dicas. E não segui porque… desculpa, mas elas não funcionam. Sério.

Vamos falar sobre o que é ser solteira no Rio de Janeiro?

porque_estou_solteira

A “concorrência” é grande (entre aspas porque odeio esse termo, mas ainda não encontrei um mais adequado). A cidade está cheia de mulheres. Gatas. Saradas. Malhadas. Ou mulheres que entenderam que os padrões não deveriam existir e simplesmente vivem bem com os próprios corpos. (Se você tá achando que a gata-sarada-bunda-na-nuca é concorrência, tente atrair atenção de um cara enquanto está ao lado de uma mulher extremamente confiante, ainda que fora dos “padrões”. E boa sorte).

Encontrar o par perfeito é difícil em qualquer lugar do mundo. Mas no Rio é muito pior. Primeiro porque os caras não são exatamente ideais (tirando meus amigos, todos ótimos). Eles estão no caminho, mas no geral amadurecem tarde, não sabem o que querem da vida, e – vejam só -, tem certeza absoluta de que existe um “certo tipo de mulher ideal”. Até aí, bacana. O problema é quase nenhuma mulher que eu conheço se encaixa nesse “ideal”.

Imagine a cena

Você está num bar, tomando algo com as suas amigas. A missão é complicada. Você tem que atrair a atenção do garçom, fazer seu pedido naquela micro janela de atenção que ele te dá, e ainda jogar charme pro moreno de barba do seu lado.

Começam aí as dicas infalíveis e absolutamente contraditórias. “Sorria”, “mas não demais, ele não pode achar que você é fácil”. “Faça um pouco de charme, mas não muito”. “Olhe, e desvie o olhar”. “Se arrume mais”, mas não demais, já que “ele tem que pensar que você acorda assim”. Assim como? Com sete quilos de bronzer na cara pra ele achar que eu to indo à praia quando na verdade estou no escritório? Ou pior, quando estou em casa vendo Netflix e me culpando por não estar na praia, diminuindo a necessidade de bronzer?

Exercício de imaginação rapidinho aqui

Vamos supor que você tenha dado sorte e o cara que você curtiu sorriu de volta e veio puxar papo. Vamos supor que você tenha MUITA sorte e ele consiga formar uma frase inteira que faça sentido. (Você ainda não ganhou na mega da virada, mas temos aí uma quina que pode render algo). Aí vocês trocam telefones.

Passamos então para a segunda fase da histeria coletiva: conseguir um encontro. Se você foi esperta (solteira geralmente é), você realmente pegou o telefone dele também ao invés de dar o seu e esperar que, por milagre, ele entre em contato. Prepare-se, esse é o momento em que alguém vai brotar do chão, em uma nuvem de fumaça, e gritar: DEIXA QUE ELE MANDA MENSAGEM PRIMEIRO!

E quem vai fazer isso?

Provavelmente alguém comprometido que conseguiu seu par numa era pré-tinder e pré-nudes no Whatsapp. Se você é uma mulher confiante e empoderada, provavelmente vai sorrir, ignorar o conselho e mandar uma mensagem. Se você é uma mulher solteira há tempos vai se torturar sem saber o que fazer. Parabéns, você entrou no game. Sem saber, sem sentir, sem querer, você acabou de entrar nos Jogos Vorazes da sedução.

Tenho zilhões de problemas com o game. Mas o principal deles é o seguinte: ele não funciona. A concepção já está errada de início. Para conseguir x, você tem que fingir que não quer x, quando a gente sabe que a melhor forma de receber x é simplesmente pedir por ele.

Quando você quer um emprego, você manda currículo. Você não dá um like na foto mais recente da empresa e espera ela te notar. Quando você quer emagrecer, você vai para a academia. Não para em frente a ela e fica jogando o cabelo de um lado para o outro esperando um convite para a esteira. Quando você quer algo você simplesmente trata de conseguir.

Calma, gente!

Encher a amiga solteira de conselhos e dicas e instruções como se elas fossem infalíveis é inútil e um tiquinho cruel. É que parece que você chegou lá por dominar as artes do jogo, quando nós sabemos, é PURO ACASO.

Encontrar alguém que a gente ame, e ame a gente de volta é, na maioria das vezes, obra do acaso mesmo. Histórias de amor geralmente acontecem sem que a gente tenha que subir num salto, pintar a boca com um batom que (se tudo der certo) vai sair, e fingir ser algo que não é. Quantos romances começaram na escola, entre as remelas de 7h da manhã; na faculdade, na fila da cantina; ou num bar depois do trabalho, quando tudo o que você queria encontrar era as amigas e falar besteira?

Sejamos mais leves, menos planejados, menos atentos. Como diz a Martha Medeiros, “o amor costuma nos pegar distraídos”. 😉

Softcup: as maravilhas do coletor descartável

O papo hoje é íntimo, mas acho que necessário – se você é mulher. Já ouviu falar do Prudence Softcup? Muito andou se falando sobre os coletores menstruais, aqueles copinhos de silicone que você é capaz de jurar que não vai caber dentro de você. Eles servem, basicamente, para livrar as mulheres do incômodo dos absorventes internos, que acumulam bactérias; e dos externos, que não são exatamente confortáveis. Agora, eles ganharam uma versão descartável!

O que é o Prudence Softcup

softcup

Desenvolvido por uma mulher – obrigada, mana! -, ele consiste em um aro flexível e uma espécie de plástico fino. Ao contrário do coletor reutilizável e do absorvente interno comum, que ficam localizados no canal vaginal, o Softcup fica “mais ao fundo”, atrás do osso púbico. Isso faz com que seja possível transar sem o menor desconforto. E entenda: menor MESMO. Em TODAS as posições, de TODAS as formas. Testado e aprovado!

coletor-menstrual-sexo-softcup-3

A única questão é: aprender a coloca-lo e a retirá-lo. Para colocar, é preciso “apertar” o aro plástico formando um oito e introduzir na vagina. Se você sentir algum incômodo, tente de novo. Provavelmente ele não está encaixado de maneira correta. Quando está, é impossível sentir o coletor, já que ele fica encaixadinho no osso. Na hora de retirar, agache no chão, coloque o dedo, encontre o aro e puxe. Parece complicado de primeira, mas depois é moleza.

E tem desvantagem?

Sim, o preço. É que o Softcup ainda não é exatamente acessível. Uma caixa com quatro unidades custa, em média, R$ 27. Minha sugestão é usar o coletor tradicional, de silicone, nos dias comuns e deixar o Softcup para quando for encontrar com o boy. É uma economia, né? 😉

Ah, vale lembrar que esse não é um post publicitário (mas bem que poderia)! Eu mesma comprei o Softcup e testei! 🙂

Cinco listas para uma vida mais feliz em 2018!

É o primeiro dia do ano e eu aposto que em todas as suas promessas de ano novo se esconde apenas uma: ser mais feliz. Ter uma vida mais plena, menos estressada, com mais propósito. Não sou muito de fórmulas, mas desde que comecei a fazer pequenas mudanças na rotina, sinto que as coisas estão fluindo melhor. Sinto menos a sensação de que a vida tá “agarrada”, sabe? Então, quem sabe essas dicas podem te ajudar…

glenn-carstens-peters-190592

#1 Lista de metas

Aprendi essa dica com a Alê Garattoni e sua planilha de metas. Sentar, planejar e colocar no papel as coisas que você quer fazer ajuda muito a transformar desejos em objetivos e metas claras. E é bom ter um caderninho só pra isso, como um Bullet Journal (falei disso aqui). Sei que tem gente que prefere fazer isso no computador, em forma de planilha, mas eu ainda sou apegada ao papel, com post-its e canetas coloridas. Faça do jeito que você preferir, mas FAÇA! Aos poucos, você vai sentir que está mais no controle da sua própria vida, que só depende de você fazer as coisas acontecerem. Meio que automaticamente a gente para de culpar as circunstâncias pela preguiça e inércia e começa a trabalhar para realizar o que deseja.

#2 Lista das coisas que te dão medo

O medo paralisa, trava, impede que a gente realize coisas e fique sempre assim, levando a vida no rasinho. Mas a sensação de enfrentar o que te assusta é recompensadora. Pense em quantos trabalhos você recusou por medo de não ser capaz, aquela viagem que sempre quis fazer, mas travou por falta de companhia, aquela palestra que deixou de dar. Anote aqui tudo o que você faria se não tivesse medo, assuma o compromisso com você de enfrenta-lo periodicamente e descubra que é possível encontrar um lugar de paz mesmo no desconforto.

#3 Lista das coisas que te fazem feliz

Em um post aqui no blog eu dei uma dica que funcionou muito pra mim: um vidrinho da gratidão. Eu anotava em um papel algo que eu tinha curtido no meu dia, durante todos os dias do ano e colocava em uma garrafa. Por pior que tenham sido aquelas 24 horas, eu sempre conseguia tirar algo de bom, e cortar pela raiz o pessimismo. Essa é uma lista condensada de todas aquelas pequenas alegrias. Faça duas versões: uma das coisas que te fizeram feliz em 2017 e o que você quer que te faça feliz em 2018. Bom pra olhar quando a vida estiver assim, meio bleh. 😉

dose-media-424257

#4 Lista de coisas a mudar em você  

Calma, não é pra fazer uma lista dos seus defeitos. A ideia é apenas buscar formas de não repetir experiências ruins ou melhorar a vida daqui pra frente. Por exemplo: está se sentindo sedentária? Então escreva algo como “ser mais ativa” ou “fazer 30 minutos de exercício por dia”. Ser menos impulsiva (ou mais ousada), estudar mais, abrir uma poupança, procurar um trabalho voluntário são itens que podem entrar nesta lista!

#5 Lista dos seus sonhos mais loucos

Pense grande! Esqueça limitações e pense no que você gostaria de fazer se dinheiro e tempo não fossem um problema. Comprar uma casa, um carro, dar a volta ao mundo, estudar fora, fazer uma pós, um mestrado, ganhar dez vezes mais? O céu é o limite! Você vai ver que, com o tempo, os sonhos vão ficando mais próximos. Ou, ao contrário, eles vão perdendo o sentido. O importante é não se censurar na hora de escrever! 😉

Vamos compartilhar nossas listinhas!

 

Sobre amores e sundaes

sundae

O amor pra mim é um grande sundae do Mc Donald’s. Eu nunca consigo acertar.

Quando eu era adolescente, minha mãe tinha uma loja em um shopping, e eu ia pra lá todo dia depois da aula. Enquanto ela trabalhava, eu ia até o Mc Donald’s tomar um sundae. De morango, sem… Aí é que o bicho pega. Eu sempre pedia um sundae de morango sem castanha. Aí o rapaz ou a moça gritava lá pra dentro “Sai um sundae de morango sem amendoim!”. Ah, então é amendoim, pensava eu. Ok. No dia seguinte, eu estava lá novamente (porque metabolismo de adolescente é coisa linda de Deus): um sundae de morango sem amendoim, por favor! Corta pro atendente: “sai um sundae de morango sem castanha”!

Isso tem mais de 15 anos e eu nunca soube o que diabos vem no sorvete do Mc Donald’s. E outro dia, acabei descobrindo que meu jeito de lidar com o amor e as relações amorosas é mais ou menos igual. Quando parece que eu entendi, mudam as regras do jogo.

Quando eu era adolescente, minha mãe me ensinou que os rapazes deveriam ser tratados de certa maneira. Sempre com gentileza, nunca com reclamações excessivas, para que eles não fossem embora. Acho que no plano das ideias, esse era o ideal de amor dela. Mas sempre que um namorado vinha encher o saco, cortar as asinhas ou tentar controlar a vida de alguma forma, bye bye sujeito.

Quando eu já estava um pouco mais velha, um primo me acusou de tratar meus namorados muito bem. O que, aparentemente, era um absurdo. “Homem gosta de ser maltratado”. Selei minha solteirice naquele momento. Se namorar é tratar o outro mal, eu paro por aqui. Não entendo. Gostar de ouvir grosseria é um troço que está além da minha compreensão. Estar em um relacionamento para ser maltratado, então. Considero caso psiquiátrico.

Eu já estava bem mais velha quando uma amiga disse que relacionamento bom é o tradicional. Fechado. Romântico. Os dois vivendo para se completar, cuidando um do outro e envelhecendo juntos. Concordo. Acho lindo. Queria mesmo um assim. Só que… bem, eu não acredito nisso. Não acredito em uma tampa da panela só, até porque a gente não é a mesma panela ao longo da vida.

Junta daqui, junta dali, uma conversa com a mãe, com o boy, centenas de sessões de terapia, zilhões de entrevistas da Regina Navarro Lins, livros do Bauman, do Alain de Botton, eis que surge: amor bom é amor com liberdade. Relacionamento aberto. Cada um faz o que quiser, desde que não haja consequências para o outro. A fidelidade é bem menos importante que a lealdade, e por aí vai. Aham. A teoria é linda. A prática, maravilhosa. Só que não é garantia de nada. Porque nada na vida é garantia de nada mesmo. Então, bora tentar outro modelo. Qual? Menor ideia.

Quando a gente acha que acertou, que é aquilo, que entendemos o amor… ele muda! A gente muda, a nossa forma de se relacionar com o outro se transforma. O que é verdade absoluta para um geminiano agora não vai ser cinco minutos depois, é fato. Quando eu tava achando que era castanha, disseram que era amendoim. Eu não sei. A única certeza que eu tenho é que vou tomar sundae pra sempre, porque a vida é muito mais gostosa assim.

 

 

Sobre novos cafajestes e velhos mimimis

elizabeth-tsung-167289

Outro dia um amigo veio perguntar o que eu achava de um texto que estava rolando por aí. O tema: o novo cafajeste, o “super sincero”. Ele me contou rapidamente do que se tratava e no meio da conversa eu já senti a bile subindo pela garganta. Preguiça mode on!

Curiosa que sou, fui dar uma olhada no Google. Caí no site de uma revista feminina (ó, Céus! Por que tão iguais? #saudadestpm), e fui tentar entender porque um cara sincero “is the new cafa”. Veio então a ideia desse post. Senta, pega a pipoca, que lá vem textão.

Aparentemente, o pecado agora é ser honesto. Se um cara diz que não tá afim de compromisso, mas continua saindo com você… Tsc, tsc. Presta atenção, alerta canalha! Afinal de contas, ele está abrindo o jogo e dividindo com você a responsabilidade de fazer o relacionamento dar certo (ou não). Tragédia anunciada para quem não sabe o que quer da vida e quer terceirizar a felicidade, botando todas as expectativas na mão do cara. Tenso, né? Mas segue o baile.

Lá pelas tantas, uma das personagens da matéria diz que se relacionou com um cara durante sete anos (SETE ANOS) e que ele faltava a todos os aniversários para não dar esperanças de nada sério. O resultado é que ela terminava todas as festas magoada. Ela chega a comentar que demorou um bom tempo pra ver que ele não ia mudar. Já mencionei que foram SETE anos?  Tem algumas coisas aí. Para começar, ninguém fica com uma mulher durante todo esse tempo se não gostar dela. Não é possível que esse relacionamento tenha sido um desperdício total. Depois, se algo te incomoda a ponto de você chorar no seu aniversário (sorry, é que pra mim é uma data quase sagrada), não vale uma conversa, uma tentativa de alinhar os ponteiros? Em terceiro lugar, onde está o amor-próprio de uma pessoa que demora tanto tempo pra sair de uma situação em que não está confortável?

Relacionamentos são feitos, basicamente, de combinações. E como diz o ditado, o combinado não sai caro. O problema começa quando a gente não se coloca, não deixa claro para o outro quais são os limites e espera que a outra parte adivinhe o que estamos querendo ou pensando. Como diz um amigo meu: “homens nascem com duas bolas, nenhuma delas é de cristal”. Então, né? Comunique-se!

Um pouco mais adiante, vem outra pérola da matéria: culpar o Tinder e outros aplicativos de namoro pela “facilidade” de entrar em relacionamentos não-monogâmicos. Sim, porque seres humanos sempre foram monogâmicos, e só agora com o Tinder resolveram testar “novas possibilidades”. Aham. Tá. Você desistiu de fazer dieta depois que baixou o  iFood ou sempre preferiu hambúrguer à salada?

O texto segue culpando os homens pela sinceridade, mas ainda não consegui entender a contra-proposta. Ficar com aqueles que mentem compulsivamente? Só sair com caras que querem namorar? A gente já não tem idade suficiente – ali todo mundo já passou dos 30 – para parar de tentar mudar o outro? 

Esse é um assunto recorrente não só entre as minhas amigas, mas também com os caras que eu saio. Chega uma hora da vida que nós – homens e mulheres – temos que nos responsabilizar pelas nossas escolhas, e começar a arcar com as consequências. Pagar conta é coisa de adulto, mas você já tentou parar de jogar a culpa no outro?

Bullet Journal: como organizar seu dia a dia

Volta e meia eu falo aqui sobre organização, metas, objetivos e tudo aquilo que pode tornar nosso dia a dia mais prático e gratificante. Mas ainda não tinha comentado sobre algo que vem mudando a minha vida: o Bullet Journal. O método de organização criado pelo designer americano Ryder Carrol é prático, simples – e o melhor – customizável. Segundo o próprio Carrol, a ideia é “rastrear o passado, organizar o presente e se preparar para o futuro”. Como? Com um caderno e uma caneta.

Entendendo o Bullet Journal

Antes de qualquer coisa, é preciso entender que a ferramenta tem uma legenda própria que facilita a organização das tarefas, mas nada impede que você use seu Bullet Journal como quiser. A ideia original é que cada tarefa a ser cumprida seja marcada com um círculo ou quadradinho vazado. Finalizada, ela ganha um X. Caso ela fique para o dia seguinte, deve ser marcada com um >. Caso seja antecipada, recebe um <. Itens importantes são marcados com um ponto de exclamação (!), enquanto os cancelados são simplesmente riscados. Pegou a ideia? Mais sobre isso neste vídeo.

Customizando o seu BuJo

image1

Particularmente, eu não uso as legendas tradicionais, mas aproveito a ideia geral para organizar meu mês e meus dias, assim como minhas metas. Para isso, escolhi um caderno bem simples (o meu é da Cícero!), sem pautas e uma caneta que não manche a folha. Atenção, se você for perfeccionista, esse detalhe é importante. Vale também usar um caderno quadriculado ou comprar um bloquinho de folhas avulsas caso decida fazer alguma tabelinha.

Itens que não podem faltar

image2

. Índice – é aqui que você vai anotar tudo o que entra no seu caderno, sem aquela sensação de “bagunça”. Afinal, todas as páginas estão numeradas e com fácil acesso.

. Mês – os dias do mês vão em uma coluna, os dias da semana em outra. É a maneira mais fácil de anotar aniversários, consultas médicas e demais compromissos.

. Semana/ Dias – aqui vão as tarefas que você precisa fazer a cada dia. Marcar médicos, reuniões, responder aquele e-mail importante, selecionar as fotos para o blog.

. Rotina – sabe aquelas coisas que você tem que fazer todos os dias? Vão aqui! Eu costumo marcar aqui os dias em que eu corri, fiz musculação, mantive uma alimentação saudável, fiz textos para o blog, enfim, tudo o que eu quero ter algum controle sobre. A ideia é que no final do mês você possa ter uma ideia mais precisa da sua rotina e o nível de atenção que está dando a cada parte da sua vida.

Se quiser mais inspirações, é só dar uma olhadinha no board do Pinterest!