Moda e cinema: cinco fashion filmes imperdíveis

Moda e cinema sempre andaram de mãos dadas. Na verdade, é quase impossível pensar no seu filme preferido sem se lembrar de algum detalhe do figurino. O que seria de “Bonequinha de Luxo” sem o pretinho básico de Holly Golightly ou de Julia Roberts sem seu vestido vermelho em “Uma Linda Mulher”? (Aliás, falei sobre o figurino de Mamma Mia aqui!) E, para nossa sorte, a Netflix está cheio de títulos bacanas para quem ama moda. Entre filmes, séries e documentários, divido com vocês meus preferidos!

Bonequinha de Luxo (1961)

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Não é todo mundo que percebe à primeira vista, mas o filme inspirado na obra de Truman Capote trata de uma prostituta. Interpretada por Audrey Hepburn, Holli Golightly é na verdade uma garota de programa que adora tomar seu café da manhã observando a vitrine da Tiffany’s. Além das joias, o filme também ajudou a eternizar o pretinho básico de Givenchy e o trench coat da Burberry, até hoje peças-desejo no guarda-roupa das mulheres.

Cinderela em Paris (1957)

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E por falar em Audrey Hepburn, ela também ajudou a associar o rosa à feminilidade com este filme, de 1957. Nele, a atriz apresenta Jo Stockton, uma jovem nada vaidosa descoberta pelo fotógrafo Dick Avery. Contratado por uma revista de moda, ele convence sua editora a levar Jo para Paris, onde ela vai participar de um ensaio. O figurino foi elaborado pela lendária Edith Head e as peças criadas por Givenchy.

As Patricinhas de Beverly Hills (1995)

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Quem tem mais de 30 anos com certeza vai se lembrar deste filme, inspirado no romance Emma, de Jane Austen. Cher (Alicia Silverstone) é a garota mais popular – e fashionista – do colégio. Sua vida começa a mudar quando ela percebe que está apaixonada por Josh (Paul Rudd). Acontece que o rapaz é o enteado de seu pai, e totalmente diferente da patricinha. O figurino é o retrato dos anos 1990: blazer ovesized, xadrez (no auge do grunge), conjuntinhos, e sobreposições.

O Diabo Veste Prada (2006)

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Baseado no livro de Lauren Weisberg, ex-assistente de Anna Wintour, o filme é quase uma aula sobre carreira. Andy (Anne Hathaway) sonha em ser uma jornalista “séria”, mas consegue um emprego na revista “Runway”. Lá, ela vai trabalhar com a editora Miranda Priestley (Meryl Streep), uma chefe extremamente exigente. Preste atenção na cena no cinto. Ela explica exatamente como funciona a indústria da moda.

Coco Antes de Chanel (2009)

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Uma coisa é inegável: Chanel é um dos grandes nomes da moda mundial. Foi ela que libertou as mulheres do espartilho e redefiniu a silhueta feminina (obrigada!). Mas a verdade é que sua personalidade é controversa. Ela chegou até a ser acusada de ser espiã de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Neste filme, conhecemos um pouco mais de Gabrielle, antes de se tornar a grande estilista que foi. Sua infância, juventude e dificuldades amorosas são muito bem retratadas com Audrey Tatou no papel principal. Vale assistir!

Estampa de oncinha: cinco dicas para escolher a sua

Há algum tempo, eu falei aqui no blog sobre estampas clássicas que podem animar seu guarda-roupa. A de oncinha, claro, está na lista. Tão básica quanto um jeans, a print é uma das minhas favoritas e está em alta na estação. Isso significa que você TEM QUE TER a sua? Não! Mas se você é fã como eu, vai encontrar boas opções por aí. Hoje eu te conto como escolher uma versão que vai te acompanhar por muitos anos. Consumo sustentável, lembra?

#1 Encontre um equilíbrio

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Geralmente, a estampa de onça é associada à sensualidade. Talvez pelo próprio animal, naturalmente selvagem. Se a sua ideia é encontrar um caminho mais elegante para a print, a dica é equilibrar. Fuja do look total onça e combine com itens mais básicos, como mom jeans, pantalonas, blazers, jaquetas, tênis esportivos, e etc. Preste atenção também na modelagem das peças. Para passar o ar de elegância, vale escolher aquelas mais fluidas, menos ajustadas ao corpo. Mas se você segura a vibe sexy, pode apostar sem medo nos vestidos mais justos, croppeds, batom vermelho e etc. O importante é se sentir representada na roupa.

#2 Invista nos acessórios

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Sapatos, cintos e bolsas ajudam a compor a produção sem roubar o protagonismo das outras peças. Neste caso, a oncinha vai bem com tons neutros, como o vinho, o marinho, o cinza, o marrom, o caramelo e alguns tons de vermelho. Uma combinação pouco óbvia, mas que eu gosto muito é a animal print com listras. Vale experimentar!

#3 Procure marcas que tenham a ver com seu estilo

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Hoje é difícil entrar numa loja e não encontrar pelo uma peça com a estampa de oncinha. Mas quanto mais você se identifica com aquela marca, maiores as chances de você conseguir introduzir a print no seu guarda-roupa. De uma maneira que te possibilite várias combinações, é claro. Gávia, Bris e Bazis criaram peças tão básicas quanto lindas. No meu guarda-roupa, por exemplo, é muito mais fácil de combinar do que uma peça incrível da ATeen, marca que eu amo, mas não tenho no armário.

#4 Escolha peças atemporais

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Com certeza vai surgir por aí uma ciganinha ou um cropped de oncinha. Você está proibida de comprar? Lógico que não! Mas vamos voltar ao nosso exercício lá do armário-cápsula e só colocar pra dentro o que de fato vai durar mais do que uma estação. Pense em camisas, cardigans, calças retas, blazers, scarpins, sapatilhas, clutches…

#5 Vá pela elegância

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Lá em cima eu disse que a oncinha tem muito a ver com sensualidade. Porém, há quem diga que ela tem um quê de vulgar. Eu estou longe de acreditar nisso, mas entendo que algumas estampas tenham mais “sofisticação” do que outras. Algumas dicas na hora de escolher a sua: dimensão das bolinhas, material, e cor. Quanto mais próximo do verdadeiro – se possível com textura! – melhor.

Dá para ser produtivo no home office?

Antes de trabalhar na HQT, eu trabalhei em uma agência que funcionava no esquema de home office. Foram os melhores e piores anos da minha vida. Melhor porque eu amava o que fazia e aprendi muito na época. Piores porque eu tinha a sensação de que trabalhava 24 horas dia. E às vezes era quase isso mesmo. Com o tempo, eu fui entendendo meus limites e organizando minha rotina. Hoje, minhas horas em casa são dedicadas aos estudos e ao blog. E claro, são muito mais produtivas. Vamos às dicas?

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#1 Organize sua rotina

Quando se trabalha de home office, há o risco de se cair em duas armadilhas: tudo vira trabalho ou  qualquer pausa vira lazer e toma o dia inteiro. Então, determinar horários e rituais ajuda o seu cérebro a entender que, a partir de determinada hora, você está trabalhando. Se o seu dia começar às 9h, desligue o computador às 18h e se esforce ao máximo para almoçar e lanchar mais ou menos no mesmo horário.

#2 Vista-se de acordo

Trabalhar de pijama é uma ilusão. E uma ilusão que prejudica sua produtividade. Ninguém está dizendo que você precisa usar salto ou gravata em casa, mas vale a pena tomar um bom banho, trocar de roupa e só então começar a trabalhar.

#3 Busque um método de produtividade

Cada um tem o seu. E fique calmo, é normal experimentar vários até encontrar aquele que funciona melhor para você. Pra mim, o Bullet Journal é fundamental. É ali que eu anoto minhas metas mensais, semanais e as tarefas diárias, além de toda a programação do blog. No dia a dia, o Pomodoro me mantem focada. Programo o timer do celular para 25 minutos, faço o primeiro item da lista, e sigo daí. Quando o tempo acaba, dedico 5 minutos para relaxar ou para resolver alguma pendência pessoal. Vale experimentar.

#4 Coloque o celular em modo avião

Quem inventou esta função no celular merece todo o meu respeito e gratidão. Por mais que a tecnologia facilite muito a nossa vida, as notificações mais atrapalham do que ajudam. Eu trabalho constantemente nas redes sociais, mas confesso que a sensação de estar “indisponível” no momento é uma delícia. E claro, me deixa muito mais focada no trabalho. Aprenda a usar o modo avião também na vida real, deixando quem mora com você ciente de que não é porque você está em casa que está à toa. É um processo, mas com o tempo eles vão entender.

#5 Cuide do seu espaço

Uma das maiores vantagens do home office é poder definir e organizar seu próprio espaço de trabalho. Vale investir tempo e (algum) dinheiro nisso, escolhendo uma mesa adequada, uma cadeira confortável e boa iluminação. Para os mais visuais, um mural também pode ajudar, assim como um gaveteiro para guardar documentos, eletrônicos e material de papelaria. Pode parecer bobagem, mas deixando as ferramentas à mão, seu trabalho vai fluir muito mais facilmente.

Dia do Jornalista: os melhores livros do jornalismo literário

Vivemos tempos difíceis para os jornalistas. Na era da pós-verdade, onde opiniões viram fatos e fatos viram opiniões, contar uma história não é só criar uma narrativa. É também registrar acontecimentos e permitir que as próximas gerações tenham memória. Tudo isso numa época em que as pessoas parecem decididas a transformar suas lembranças em verdades absolutas. Esta é, aliás, a primeira lição que recebemos na faculdade de jornalismo: a verdade tem diversos lados, e nós devemos nos dedicar a contemplar todos eles nos conteúdos que produzimos.

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Na lista abaixo, minha pequena homenagem ao Dia do Jornalista, reuni alguns títulos do meu gênero preferido: o jornalismo literário. Todos os autores citados são mestres em mergulhar nas histórias alheias para criar a sua própria. Recomendo fortemente a leitura e, claro, a reflexão!

A Sangue Frio, de Truman Capote

A Sangue Frio é considerado por muitos teóricos um dos livros fundadores do jornalismo literário. Ele relata o assassinato brutal de uma família inteira numa pequena cidade do Kansas, em 1959. Capote leu sobre o caso em uma matéria do New York Times e, menos de um mês depois chegou a Holcomb para acompanhar as investigações. Além de entrevistar os moradores, o escritor também entrou em contato com os assassinos Dick Hickock e Perry Smith, e acabou tendo uma relação intensa com um deles. Publicado em 1966, no mesmo ano em que os criminosos foram executados, o livro se tornou um best-seller e rendeu (ainda mais) fama a Truman Capote, que já era conhecido por Bonequinha de Luxo. Se você tiver que escolher apenas um livro desta lista, escolha este.

Fama e Anonimato, de Gay Talese

Imagine receber a missão de escrever um perfil sobre um cantor famoso, mas ser impedido de conhecê-lo pessoalmente. Gay Talese deveria se encontrar Frank Sinatra, mas o cantor estava gripado e não poderia dar entrevistas. O repórter acabou escrevendo o que se tornou uma referência para jovens jornalistas. Este e outros textos estão reunidos em Fama e Anonimato, que trata de personagens pitorescos de Nova York, como o mergulhador que ganhava a vida buscando pertences perdidos na baía. Uma verdadeira aula de jornalismo.

Hiroshima, de John Hershey

Um dos episódios mais terríveis do século XX ganhou uma abordagem mais humana no livro de John Hershey. Na primeira parte, a reportagem clássica traz relatos de seis sobreviventes da bomba atômica. Na segunda, escrita 40 anos depois, John reencontra os personagens para entender como a tragédia continua afetando suas vidas. Graças ao livro, o mundo pode entender com clareza um dos episódios mais marcantes da Segunda Guerra Mundial. Jornalismo em sua melhor forma!

Todo dia a mesma noite, de Daniela Arbex

Mesmo tendo acompanhado o noticiário na época do incêndio da boate Kiss, ler sobre isso é um soco no estômago. Daniela conta com detalhes o resgate, o trabalho de salvamento dos feridos, a identificação dos corpos, a dor das famílias e de Santa Maria. A beleza do livro está na escolha dos depoimentos, que dão a exata dimensão do que aconteceu na cidade. Mas principalmente, do que é preciso fazer para que isso não se repita nunca mais.

Missoula, Jon Krakauer

Jon Krakauer ficou conhecido por “Na Natureza Selvagem” e “No Ar Rarefeito”, mas Missoula também merece ser lido. Aqui, ele conta como a cidade em Montana se tornou a “capital do estupro” e disseca a relação passional dos moradores com os atletas do Grizzly, time de futebol americano. Jon conversa com mulheres, policiais, advogados, promotores, professores e toda a rede que cuida – ou deveria cuidar – das vítimas de estupro. É sobre Missoula, mas também é sobre os Estados Unidos, o Brasil e todos os lugares onde a violência sexual não é devidamente combatida.

O Dono do Morro, Misha Glenny

O Nem, ex-traficante da Rocinha, é uma figura lendária entre os cariocas. Não só porque foi um dos maiores chefões do tráfico de drogas na cidade, mas também pela sua história peculiar. Nem entrou para o crime depois que sua primeira filha foi diagnosticada com uma doença rara e ele precisou pedir dinheiro emprestado para o único “banco” da favela: o tráfico. Partindo deste ponto, o jornalista britânico Misha Glenny, passeia pela vida de Nem da infância até sua prisão em 2011. Com fluidez e ritmo cinematográfico, o livro é extremamente importante para compreender o cenário do crime no Rio de Janeiro.

Seu preferido ficou fora desta lista? Compartilha a dica aqui nos comentários!

Êtta Bar: mais um gastrobar incrível em Botafogo

Botafogo é O lugar para quem gosta de comer bem e já é conhecido como polo gastronômico do Rio. Além dos botecos clássicos da Nelson Mandela, os tradicionais Aurora e Plebeu, o bairro tem também o Etta Bar, ali na Real Grandeza esquina com a rua Henrique de Novaes (para os cariocas, mais conhecida como “rua da Casa da Matriz”). Se vale a pena? Vem ver.

Vamos beber?

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O Etta funciona como um gastrobar, com focos em drinks e petiscos saborosos. Por lá, meu preferido da ala etílica é o Êêêêêêttaaa, feito com Absolut Vanilla, purê de morango, mix cítrico e pepino. Doce e refrescante ao mesmo tempo! Mas quem gosta de cerveja artesanal ou vinho também não vai se decepcionar. A carta é variada com preços justos.

Para petiscar

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Quem acompanha esse blog sabe o quanto eu sou viciada em burrata. Já comi tantas que dá até pra fazer um top 5 aqui no blog. Para minha sorte, a do Etta não decepciona. Acompanhada de pesto, tomate seco e torradas, é um bom começo para o jantar. O mesmo vale para a porção de parma, servida com torradinhas. Felicidade no prato, juro!

Quem curte peixe e frutos do mar também tem ótimas opções. Uma delas é o tartar de salmão, muito bem temperado (de verdade, até eu que não sou fã de peixe pediria novamente). Também vale pedir a porção de lula com camarões. E pode ir sem medo que o prato é bem servido.

E se você não come carne, recomendo fortemente as duplas de bruschetta. A de cogumelos é simplesmente maravilhosa!

E o ambiente?

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É aconchegante, daqueles que não dá vontade de ir embora. Se você procura algo mais intimista (olha o #tinderdate aí!), vale ficar no salão que tem iluminação mais baixa. Se a ideia é juntar a galera, fique do lado de fora. O atendimento é excelente nos dois espaços – coisa raríssima no Rio!

Curtiu a dica? Então, conta aqui nos comentários o seu bar preferido na cidade!

Política nas redes sociais: influenciadores que você precisa seguir!

Falar de política nas redes sociais é um desafio. Dificilmente um debate consegue se manter no nível das ideias, sem descambar para uma briga entre os participantes. Sempre tem alguém culpando “o outro lado”, sem se importar muito com a lógica ou com a História. O que, na verdade, não surpreende muito. O Brasil viveu anos de ditadura, período em que falar de política não só era difícil, como perigoso. Ainda estamos engatinhando nesse campo, e o caminho é longo. Por sorte, tem gente muito legal e competente falando disso nas redes sociais. Hoje, selecionei alguns perfis que gosto de seguir e divido agora com vocês!

Debora Baldin (@baldin.debora)

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Debora Baldin foi uma das criadoras do Canal das Bee, no YouTube. Em abril de 2017, ela seguiu em “carreira solo” e hoje é uma das instagrammers que eu uso como contraponto à grande mídia. Militante feminista e LGBT, Debora foi uma das vozes que ajudaram a entender as eleições do ano passado e suas consequências para o Brasil. Vale ficar de olho no seu novo canal no YouTube, e também nos Destaques do instagram, onde ela fala sobre a questão da Venezuela, sobre Cuba, dá dicas de livros e outras indicações!

Sabrina Fernandes (@teseonze)

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Feminismo, Socialismo, Comunismo, Liberalismo, Veganismo. Como todos estes ismos convivem neste mundo de hoje? É o que tenta explicar Sabrina Fernandes, no seu canal Tese Onze. Formada em Sociologia, Sabrina tem a didática de te explicar temas espinhosos como a questão Palestina e a habilidade para responder os haters. É praticamente impossível ouvir Sabrina falando sobre tudo isso e não sentir vontade de ler e aprender mais sobre esse mundo que nos cerca. Instigante é a palavra.

Spartakus Santiago (@spartakus)

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Conheci Spartakus com a polêmica sobre Anitta e apropriação cultural. Mas o influencer bombou mesmo na época da Intervenção Militar no Rio, quando ele lançou um vídeo sobre como sobreviver a uma abordagem indevida. O vídeo tem três minutos, mas dói no coração. Como mulher branca, dificilmente eu vou entender a magnitude do que eu ouvi, porém, mais do que nunca é preciso mergulhar neste universo e tentar sair da própria bolha. No seu canal, Spartakus fala sobre representatividade, racismo, como é ser gay e negro. Necessário!

Carol Burgo (@carolburgo)

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Conheci o Instagram da Carol através da sua marca, a Prosa. Depois de um tempo eu passei a me encantar não só com seus looks, mas também com as opiniões da Carol. Mais do que isso: com a leveza que ela tem para falar sobre política, feminismo, autocuidado, aborto e outros temas tão atuais. Aliás, é essa leveza e naturalidade que torna o conteúdo tão atrativo. É tudo orgânico, pensado para jogar uma luz nos acontecimentos e não para angariar likes. É aquele instagram que te dá vontade de maratonar, sabe?

Nátaly Neri (@natalyneri)

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Há tempos atrás eu fiz um post aqui sobre como sair da sua bolha. Nesta pesquisa, uma das influencers que eu comecei a seguir foi a Nátaly, do canal Afros e Afins. Em seus vídeos, ela fala sobre racismo, colorismo, feminismo e, claro, política. Sempre com muito embasamento, já que ela é cientista social de formação. Vale também ouvir o que ela tem a dizer no seu TED sobre Afrofuturismo. Vai dizer que você já tinha pensado nisso?

Segue mais algum influenciador que merece estar nessa lista? Comenta aqui embaixo!

Keka Paiva: moda, feminismo e consumo consciente!

Há algum tempo, eu entrevistei a Keka Paiva, co-criadora da Kapê. Lá em julho de 2017, ela estava no início da sua carreira como empreendedora e estilista. Hoje, ela e a sua mãe, também sócia da marca, continuando na ativa, produzindo vestidos de noiva e de festa como poucas. Este é o primeiro #TBT do blog, e achei mais do que justo começar por elas. Vamos ver?

A ética jornalística exige que eu dê um aviso bem claro logo no início deste post: não teremos imparcialidade por aqui. Isso porque a minha entrevistada de hoje é uma das pessoas mais queridas dessa vida! Eu e Keka Paiva não somos exatamente amigas próximas, mas com a gente rolou aquela “simpatia à primeira vista”, sabe? Em outras palavras, a “energia bateu”. Além disso, temos uma paixão em comum: a moda. Então, quando eu soube que ela estava abrindo um ateliê para criar roupas de festa sob medida, respeitando o shape, o estilo e a personalidade de cada cliente, nem pensei duas vezes. Chamei logo pra esse papo que você lê a seguir!

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VOCÊ É FORMADA EM PUBLICIDADE, CERTO? DE ONDE VEIO SEU AMOR PELA MODA? QUAL É A SUA RELAÇÃO COM ESTE UNIVERSO?

Sim, me formei em Publicidade na PUC-Rio, em 2013, mas meu amor pela moda vem desde muito cedo.  Lembro que quando eu tinha uns 7 anos, pedi a minha avó dinheiro para comprar esmaltes e uma caixa de grampos de cabelo para personalizá-los. Ela morava numa vila e fui batendo de porta em porta vendendo os grampinhos coloridos, cada um com um estilo diferente e pedia R$ 0,25 por cada um!  Então, pra tentar resumir minha paixão por todo esse universo, acho que a principal ideia que a moda me passa é de liberdade de ser e de transmitir alguma coisa, sabe? Nesse caso, através de roupas, de criações com a personalidade de quem vai vestir aquilo. Vejo a moda como uma ferramenta de comunicação, por isso acho que primeiro cursei Comunicação Social e depois fui me especializar no Design de Moda mesmo.

DE ONDE VEIO A IDEIA DE CRIAR ROUPAS SOB MEDIDA? COMO É ESSE PROCESSO CRIATIVO?

Bom, como disse, acho que a roupa tem que ter o jeitinho de cada um e o “sob medida” possibilita isso. Mais do que uma modelagem feita para o corpo daquela mulher, é também uma ideia desenvolvida exclusivamente para representá-la. Daí surgiu a ideia, junto com a minha mãe, de criar um negócio para atender mulheres que pensem assim e que só precisem de alguém que coloque na prática o que está na cabeça delas.

Na verdade, a ideia central, que desenvolvi no meu projeto final da faculdade de Design de Moda, é justamente quebrar padrões e tradições nos vestidos de noiva e de festa. É seguir sempre buscando o tal do diferencial. E, por isso, nossas criações sempre tendem a seguir um estilo mais livre e contemporâneo. A moda traz muitos padrões estéticos que podem não agradar todo mundo e eu acredito que estejamos, cada vez mais, caminhando para a era do “personalizado”.

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Dentro do processo criativo rola esse levantamento do que é o ideal daquela cliente específica. Não gosto da ideia de que as pessoas devem procurar uma modelagem que seja “a correta” para “x” tipo de corpo. Acho que não existe o certo e o errado no estilo “Fashion Police”. As pessoas devem usar aquilo que se sentem bem, que sempre quiseram vestir, essa satisfação é a verdadeira chave pra se sentir maravilhosa e diva do red carpet. Hahaha. Primeiro, a gente pensa junto com a cliente o que ela gosta, fazemos pesquisas de cor e tecido e definimos o modelo em um croqui. Depois partimos para a modelagem plana, onde riscamos no papel, em tamanho real, a base do corpo da cliente e desenvolvemos o modelo que ela escolheu, tudo isso com ferramentas e técnicas específicas. A partir daí, mandamos para a costureira.

O FEMINISMO É ALGO MUITO PRESENTE NA SUA VIDA. COMO O TEMA SE INSERE NO SEU TRABALHO?

A própria ideia de “liberdade de vestir” para as mulheres já se insere no feminismo. Uma mulher que queira usar um decote profundo não pode deixar de usá-lo porque as pessoas podem achá-la vulgar. Decote não é vulgar, mostrar o corpo não é vulgaridade. O corpo é nosso, a sensualidade não é convite para julgamentos. Uma mulher não tem que esconder o que as pessoas e a indústria da moda estipulam como imperfeições. Valorizamos as mulheres, sempre! E criamos um laço com cada uma que vem falar com a gente, porque compartilhamos um pouco dos nossos ideais e isso sempre enriquece o nosso trabalho.

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QUEM É O SEU ÍCONE DE ESTILO? QUEM TE INSPIRA NO DIA A DIA?

Eu acho que não tenho um ícone. Admiro o trabalho de muitos artistas e designers, gosto de buscar profissionais que se aproximem dos ideais que carrego comigo. Estilo, pra mim, é uma coisa muito ligada ao humor, ao momento, sabe? Um dia estava no banheiro da minha mãe e vi um vidro de Alfazema,  que a gente encontra em farmácia. No rótulo tem uma mulher no campo, com calça jeans larga, cintura alta, um cinto e uma blusa branca larguinha pra dentro da calça. Amei, fui vestir!

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SE VOCÊ PUDESSE ABOLIR UMA TENDÊNCIA DO MUNDO, QUAL SERIA? TEM ALGUMA QUE VOCÊ ACHA QUE TODAS DEVERIAM ADERIR?

Eu acho “tendência” uma coisa meio perigosa. No início é muito bacana, mas depois a indústria satura todo mundo com aquela roupa “x”.  O grande problema, na minha opinião, tá aí. As tendências não deixam que você pense e realize “quem você é”, “o que você realmente gosta de vestir”. Te fazem pensar em “preciso comprar aquilo”, “preciso pertencer a esse grupo”. Não acho que isso seja uma verdade absoluta mas tenho minhas reservas com tendências justamente porque elas te impulsionam a sempre querer comprar mais.Aproveitando o gancho, acho que a tendência que todos deveríamos aderir é a de diminuir o ritmo das compras e se preocupar em como aquela roupa chegou até você.

 A moda me passa a ideia de liberdade de ser e de transmitir alguma coisa.

Armário-Cápsula: dicas infalíveis para montar o seu

De alguns anos pra cá, a nossa relação com a moda mudou. Se antes o bacana era ter um closet lotaaaaado como o das celebridades, hoje a gente chegar a achar até um pouco cafona tanta ostentação. E tanta coisa entulhada lembra energia presa, não é legal. Com isso, foi crescendo a procura pelo chamado “armário-cápsula”. Conhece?

O que é o armário-cápsula?

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Nos países do hemisfério norte, como eles tem estações bem definidas, o armário-cápsula costuma ser composto por 37 peças, que variam a cada mudança de estação. Se você mora no Rio, provavelmente vai achar este número inviável, e tudo bem! No seu canal do YouTube, Menos1Lixo, a ativista ambiental Fê Cortez propõe 72 peças. Muito mais confortável, certo? Então, vamos a ele?

O que mais te representa?

Recentemente eu passei por uma fase esquisita. Abria meu armário e quase nada ali me representava, nada parecia comigo. Eu me vestia todo dia, mas a sensação era a de colocar uma fantasia. Por isso eu sei da extrema importância que é encontrar peças que traduzem o que você é de verdade. Abra seu guarda-roupa e selecione suas 40 peças favoritas, aquelas que mostram ao mundo quem é você.

Vá para o Pinterest

Aqui tem um post inteiro sobre como o Pinterest pode te ajudar a construir seu estilo. Selecione imagens que traduzam o que você é hoje, quem você não é de jeito nenhum, e quem você gostaria de ser.  Lembra daquela história de se vestir para a vida que você quer ter e não para a que você tem? Então, é isso! O importante é entender que a vida, assim como o estilo, é mutável. Nada do que você escolher aqui está escrito em pedra, mas pode ser um guia importante.

Preste atenção na proporção

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No mundo ideal, você deve ser capaz de montar cinco looks para cada parte de baixo que tem no seu guarda-roupa. Para isso, não basta ter cinco blusinhas para cada calça jeans. É preciso que as cores conversem entre si. Se você pode pagar por uma análise cromática, perfeito! Se não, observe. Quais cores te deixam mais bonita, mais iluminada? Qual é a peça que sempre que você usa te elogiam? Lembre-se que o preto é uma “não-cor”. É básico, mas não acrescenta informação. Vale explorar outros neutros como o cinza, o bege, o marinho, o verde-militar… Com isso em mente, comece a editar os looks com as peças que você selecionou. E se precisar, volte ao Pinterest para inspiração!

Use o seu armário como shopping

Ao investir tempo na edição dos looks, você vai sentir falta de algumas peças para equalizar as produções. Falta uma jaqueta jeans? Uma saia neutra? Uma camisetinha básica? Volte às peças que você retirou do armário – aquelas que não entraram na seleção de 40, e “faça compras”. E tudo bem se nem lá você encontrou o que queria. Você não está proibida de comprar nada, só precisa fazer isso com mais consciência. Faça uma listinha do que precisa e pesquise: preços, qualidade e reputação da marca.

Guarde peças extras

Pense na próxima estação e reserve de 12 a 16 peças para a temporada seguinte.  Uma jaqueta de couro é totalmente inútil no verão, mas no inverno você vai sentir falta dela. E se você nem se lembrar de uma delas durante este período, pode doar sem dó. Guardando direitinho e conservando suas peças, você continua mantendo uma quantidade razoável no armário-cápsula sem sentir falta de nada. É importante lembrar também que alguns itens não entram nesta conta. Bolsas, sapatos, acessórios, lingeries, biquínis, roupas de festas ou de ginástica estão liberados, mas vamos com calma. Nada de entulhar o closet, viu? 😉

E você, já aderiu ao armário-cápsula? Vamos tentar juntxs?

Crônicas: quatro livros para ler e se apaixonar pelo gênero

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Crônica: no dicionário, substantivo feminino. “Gênero literário que consiste na apreciação pessoal dos fatos da vida cotidiana”. Pra mim, o gênero mais brasileiro que há. Porque o nosso senso de humor combina perfeitamente com textos curtos e, geralmente, repletos de ironia. E isso não vem de hoje, não. Apesar de termos cronistas excelentes nos maiores jornais do país, a crônica é coisa antiga. Vem lá de Machado de Assis e Lima Barreto. Nosso elenco de cronistas sensacionais só cresce e agora eu divido com vocês alguns dos meus livros favoritos!

As Cem Melhores Crônicas Brasileiras do Século XX

Organizada pelo jornalista (e também cronista) Joaquim Ferreira dos Santos, a antologia traz os textos em ordem cronológica, começando em 1850 e terminando nos anos 2000. Excelente para quem quer acompanhar a “evolução” do gênero, lendo autores como Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, etc.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Elenco de Cronistas Modernos

Trinta e Oito e Meio, de Maria Ribeiro

Maria Ribeiro é atriz, jornalista, documentarista, apresentadora e… ufa, cronista! Depois de anos escrevendo para a revista TPM, ela lançou este primeiro livro, com textos curtos sobre diversos assuntos. Aqui, ela fala de relações humanas, maternidade, seus sonhos, desejos e fraquezas. Se você procura se conectar com um autor, sugiro fortemente este livro.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo

Trinta e Poucos, de Antonio Prata

Quem já passou dos 30 deve se lembrar das crônicas escritas na última página da revista Capricho. Pois é, durante um bom tempo elas eram assinadas pelo Antonio Prata. Em “Trinta e Poucos”, elementos triviais como um par de meias e uma semente de mexerica servem como ponto de partida para textos deliciosos de ler.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Nu, de Botas

Caviar é uma ova, de Gregório Duvivier

Assim como a Maria Ribeiro, o Gregório é polivalente. Ator, co-criador do Porta dos Fundos, poeta, apresentador de tv e cronista, ele escreve textos bem-humorados e, em sua maioria, irônicos. Em “Caviar é uma ova” ele brinca com a expressão “esquerda caviar” que se popularizou nessa nossa época de Fla x Flu político. São crônicas curtinhas, mas que colocam o dedo naquele ponto incômodo da vida cotidiana. Vale a leitura!

Se você gostou deste, não deixe de ler: Put Some Farofa

Já leu algum desses? Conta aqui nos comentários!

BEDA: uma introdução

O mês começa com um desafio: o BEDA. Para quem não sabe, a sigla significa Blog Everyday in April. Então sim, em abril vai ter post TODO DIA aqui no blog. To surtando? To! Tenho certeza de que vai dar certo? Claro que não! Mas o desafio é esse.  O ponto é que passei alguns meses (anos) querendo que este blog fosse lido, mas a verdade é que eu não fazia o básico do básico: escrever. E aí fica difícil, né? Um dia fiquei me perguntando… quantas coisas a gente quer MUITO na vida mas não se mexe/ se organiza para fazer? Movimentar essa energia parada vai mexer em outros aspectos da vida? Talvez, não sei. É o que vamos descobrir nos próximos dias.

BEDA

Vamos juntxs neste BEDA?

Mais do que nunca, esse é um espaço colaborativo. Eu tenho só uma vaga ideia do que quero falar e estou totalmente aberta a novos temas, novas histórias.  Afinal, esta é a graça do BEDA, explorar conteúdos fora da zona de conforto e, claro, realmente dedicar um tempo à escrita. O que é um blog sem posts, não é mesmo?

E você que chegou agora, também fique à vontade. Porque internet pra mim é sinônimo de troca. E apesar de estar aqui falando (escrevendo) sem saber quem está ouvindo (lendo), vou adorar saber que você está aí do outro lado. No final das contas quem escreve quer ser lido, não é? Nos próximos dias, a gente conversa sobre livros, filmes, série, moda, gastronomia, lugares bacanas para conhece no Rio, e o que mais a gente quiser.

Então fica combinado assim. Eu escrevo daqui e vocês comentam daí. Pode ser aqui embaixo, na caixa de comentários, por e-mail, no [email protected], ou no instagram @tatiguedescom. O importante é que este desafio seja feito em conjunto. Beleza? Nos vemos amanhã!