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Keka Paiva: moda, feminismo e consumo consciente!

Há algum tempo, eu entrevistei a Keka Paiva, co-criadora da Kapê. Lá em julho de 2017, ela estava no início da sua carreira como empreendedora e estilista. Hoje, ela e a sua mãe, também sócia da marca, continuando na ativa, produzindo vestidos de noiva e de festa como poucas. Este é o primeiro #TBT do blog, e achei mais do que justo começar por elas. Vamos ver?

A ética jornalística exige que eu dê um aviso bem claro logo no início deste post: não teremos imparcialidade por aqui. Isso porque a minha entrevistada de hoje é uma das pessoas mais queridas dessa vida! Eu e Keka Paiva não somos exatamente amigas próximas, mas com a gente rolou aquela “simpatia à primeira vista”, sabe? Em outras palavras, a “energia bateu”. Além disso, temos uma paixão em comum: a moda. Então, quando eu soube que ela estava abrindo um ateliê para criar roupas de festa sob medida, respeitando o shape, o estilo e a personalidade de cada cliente, nem pensei duas vezes. Chamei logo pra esse papo que você lê a seguir!

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VOCÊ É FORMADA EM PUBLICIDADE, CERTO? DE ONDE VEIO SEU AMOR PELA MODA? QUAL É A SUA RELAÇÃO COM ESTE UNIVERSO?

Sim, me formei em Publicidade na PUC-Rio, em 2013, mas meu amor pela moda vem desde muito cedo.  Lembro que quando eu tinha uns 7 anos, pedi a minha avó dinheiro para comprar esmaltes e uma caixa de grampos de cabelo para personalizá-los. Ela morava numa vila e fui batendo de porta em porta vendendo os grampinhos coloridos, cada um com um estilo diferente e pedia R$ 0,25 por cada um!  Então, pra tentar resumir minha paixão por todo esse universo, acho que a principal ideia que a moda me passa é de liberdade de ser e de transmitir alguma coisa, sabe? Nesse caso, através de roupas, de criações com a personalidade de quem vai vestir aquilo. Vejo a moda como uma ferramenta de comunicação, por isso acho que primeiro cursei Comunicação Social e depois fui me especializar no Design de Moda mesmo.

DE ONDE VEIO A IDEIA DE CRIAR ROUPAS SOB MEDIDA? COMO É ESSE PROCESSO CRIATIVO?

Bom, como disse, acho que a roupa tem que ter o jeitinho de cada um e o “sob medida” possibilita isso. Mais do que uma modelagem feita para o corpo daquela mulher, é também uma ideia desenvolvida exclusivamente para representá-la. Daí surgiu a ideia, junto com a minha mãe, de criar um negócio para atender mulheres que pensem assim e que só precisem de alguém que coloque na prática o que está na cabeça delas.

Na verdade, a ideia central, que desenvolvi no meu projeto final da faculdade de Design de Moda, é justamente quebrar padrões e tradições nos vestidos de noiva e de festa. É seguir sempre buscando o tal do diferencial. E, por isso, nossas criações sempre tendem a seguir um estilo mais livre e contemporâneo. A moda traz muitos padrões estéticos que podem não agradar todo mundo e eu acredito que estejamos, cada vez mais, caminhando para a era do “personalizado”.

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Dentro do processo criativo rola esse levantamento do que é o ideal daquela cliente específica. Não gosto da ideia de que as pessoas devem procurar uma modelagem que seja “a correta” para “x” tipo de corpo. Acho que não existe o certo e o errado no estilo “Fashion Police”. As pessoas devem usar aquilo que se sentem bem, que sempre quiseram vestir, essa satisfação é a verdadeira chave pra se sentir maravilhosa e diva do red carpet. Hahaha. Primeiro, a gente pensa junto com a cliente o que ela gosta, fazemos pesquisas de cor e tecido e definimos o modelo em um croqui. Depois partimos para a modelagem plana, onde riscamos no papel, em tamanho real, a base do corpo da cliente e desenvolvemos o modelo que ela escolheu, tudo isso com ferramentas e técnicas específicas. A partir daí, mandamos para a costureira.

O FEMINISMO É ALGO MUITO PRESENTE NA SUA VIDA. COMO O TEMA SE INSERE NO SEU TRABALHO?

A própria ideia de “liberdade de vestir” para as mulheres já se insere no feminismo. Uma mulher que queira usar um decote profundo não pode deixar de usá-lo porque as pessoas podem achá-la vulgar. Decote não é vulgar, mostrar o corpo não é vulgaridade. O corpo é nosso, a sensualidade não é convite para julgamentos. Uma mulher não tem que esconder o que as pessoas e a indústria da moda estipulam como imperfeições. Valorizamos as mulheres, sempre! E criamos um laço com cada uma que vem falar com a gente, porque compartilhamos um pouco dos nossos ideais e isso sempre enriquece o nosso trabalho.

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QUEM É O SEU ÍCONE DE ESTILO? QUEM TE INSPIRA NO DIA A DIA?

Eu acho que não tenho um ícone. Admiro o trabalho de muitos artistas e designers, gosto de buscar profissionais que se aproximem dos ideais que carrego comigo. Estilo, pra mim, é uma coisa muito ligada ao humor, ao momento, sabe? Um dia estava no banheiro da minha mãe e vi um vidro de Alfazema,  que a gente encontra em farmácia. No rótulo tem uma mulher no campo, com calça jeans larga, cintura alta, um cinto e uma blusa branca larguinha pra dentro da calça. Amei, fui vestir!

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SE VOCÊ PUDESSE ABOLIR UMA TENDÊNCIA DO MUNDO, QUAL SERIA? TEM ALGUMA QUE VOCÊ ACHA QUE TODAS DEVERIAM ADERIR?

Eu acho “tendência” uma coisa meio perigosa. No início é muito bacana, mas depois a indústria satura todo mundo com aquela roupa “x”.  O grande problema, na minha opinião, tá aí. As tendências não deixam que você pense e realize “quem você é”, “o que você realmente gosta de vestir”. Te fazem pensar em “preciso comprar aquilo”, “preciso pertencer a esse grupo”. Não acho que isso seja uma verdade absoluta mas tenho minhas reservas com tendências justamente porque elas te impulsionam a sempre querer comprar mais.Aproveitando o gancho, acho que a tendência que todos deveríamos aderir é a de diminuir o ritmo das compras e se preocupar em como aquela roupa chegou até você.

 A moda me passa a ideia de liberdade de ser e de transmitir alguma coisa.

Armário-Cápsula: dicas infalíveis para montar o seu

De alguns anos pra cá, a nossa relação com a moda mudou. Se antes o bacana era ter um closet lotaaaaado como o das celebridades, hoje a gente chegar a achar até um pouco cafona tanta ostentação. E tanta coisa entulhada lembra energia presa, não é legal. Com isso, foi crescendo a procura pelo chamado “armário-cápsula”. Conhece?

O que é o armário-cápsula?

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Nos países do hemisfério norte, como eles tem estações bem definidas, o armário-cápsula costuma ser composto por 37 peças, que variam a cada mudança de estação. Se você mora no Rio, provavelmente vai achar este número inviável, e tudo bem! No seu canal do YouTube, Menos1Lixo, a ativista ambiental Fê Cortez propõe 72 peças. Muito mais confortável, certo? Então, vamos a ele?

O que mais te representa?

Recentemente eu passei por uma fase esquisita. Abria meu armário e quase nada ali me representava, nada parecia comigo. Eu me vestia todo dia, mas a sensação era a de colocar uma fantasia. Por isso eu sei da extrema importância que é encontrar peças que traduzem o que você é de verdade. Abra seu guarda-roupa e selecione suas 40 peças favoritas, aquelas que mostram ao mundo quem é você.

Vá para o Pinterest

Aqui tem um post inteiro sobre como o Pinterest pode te ajudar a construir seu estilo. Selecione imagens que traduzam o que você é hoje, quem você não é de jeito nenhum, e quem você gostaria de ser.  Lembra daquela história de se vestir para a vida que você quer ter e não para a que você tem? Então, é isso! O importante é entender que a vida, assim como o estilo, é mutável. Nada do que você escolher aqui está escrito em pedra, mas pode ser um guia importante.

Preste atenção na proporção

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No mundo ideal, você deve ser capaz de montar cinco looks para cada parte de baixo que tem no seu guarda-roupa. Para isso, não basta ter cinco blusinhas para cada calça jeans. É preciso que as cores conversem entre si. Se você pode pagar por uma análise cromática, perfeito! Se não, observe. Quais cores te deixam mais bonita, mais iluminada? Qual é a peça que sempre que você usa te elogiam? Lembre-se que o preto é uma “não-cor”. É básico, mas não acrescenta informação. Vale explorar outros neutros como o cinza, o bege, o marinho, o verde-militar… Com isso em mente, comece a editar os looks com as peças que você selecionou. E se precisar, volte ao Pinterest para inspiração!

Use o seu armário como shopping

Ao investir tempo na edição dos looks, você vai sentir falta de algumas peças para equalizar as produções. Falta uma jaqueta jeans? Uma saia neutra? Uma camisetinha básica? Volte às peças que você retirou do armário – aquelas que não entraram na seleção de 40, e “faça compras”. E tudo bem se nem lá você encontrou o que queria. Você não está proibida de comprar nada, só precisa fazer isso com mais consciência. Faça uma listinha do que precisa e pesquise: preços, qualidade e reputação da marca.

Guarde peças extras

Pense na próxima estação e reserve de 12 a 16 peças para a temporada seguinte.  Uma jaqueta de couro é totalmente inútil no verão, mas no inverno você vai sentir falta dela. E se você nem se lembrar de uma delas durante este período, pode doar sem dó. Guardando direitinho e conservando suas peças, você continua mantendo uma quantidade razoável no armário-cápsula sem sentir falta de nada. É importante lembrar também que alguns itens não entram nesta conta. Bolsas, sapatos, acessórios, lingeries, biquínis, roupas de festas ou de ginástica estão liberados, mas vamos com calma. Nada de entulhar o closet, viu? 😉

E você, já aderiu ao armário-cápsula? Vamos tentar juntxs?

Crônicas: quatro livros para ler e se apaixonar pelo gênero

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Crônica: no dicionário, substantivo feminino. “Gênero literário que consiste na apreciação pessoal dos fatos da vida cotidiana”. Pra mim, o gênero mais brasileiro que há. Porque o nosso senso de humor combina perfeitamente com textos curtos e, geralmente, repletos de ironia. E isso não vem de hoje, não. Apesar de termos cronistas excelentes nos maiores jornais do país, a crônica é coisa antiga. Vem lá de Machado de Assis e Lima Barreto. Nosso elenco de cronistas sensacionais só cresce e agora eu divido com vocês alguns dos meus livros favoritos!

As Cem Melhores Crônicas Brasileiras do Século XX

Organizada pelo jornalista (e também cronista) Joaquim Ferreira dos Santos, a antologia traz os textos em ordem cronológica, começando em 1850 e terminando nos anos 2000. Excelente para quem quer acompanhar a “evolução” do gênero, lendo autores como Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, etc.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Elenco de Cronistas Modernos

Trinta e Oito e Meio, de Maria Ribeiro

Maria Ribeiro é atriz, jornalista, documentarista, apresentadora e… ufa, cronista! Depois de anos escrevendo para a revista TPM, ela lançou este primeiro livro, com textos curtos sobre diversos assuntos. Aqui, ela fala de relações humanas, maternidade, seus sonhos, desejos e fraquezas. Se você procura se conectar com um autor, sugiro fortemente este livro.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo

Trinta e Poucos, de Antonio Prata

Quem já passou dos 30 deve se lembrar das crônicas escritas na última página da revista Capricho. Pois é, durante um bom tempo elas eram assinadas pelo Antonio Prata. Em “Trinta e Poucos”, elementos triviais como um par de meias e uma semente de mexerica servem como ponto de partida para textos deliciosos de ler.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Nu, de Botas

Caviar é uma ova, de Gregório Duvivier

Assim como a Maria Ribeiro, o Gregório é polivalente. Ator, co-criador do Porta dos Fundos, poeta, apresentador de tv e cronista, ele escreve textos bem-humorados e, em sua maioria, irônicos. Em “Caviar é uma ova” ele brinca com a expressão “esquerda caviar” que se popularizou nessa nossa época de Fla x Flu político. São crônicas curtinhas, mas que colocam o dedo naquele ponto incômodo da vida cotidiana. Vale a leitura!

Se você gostou deste, não deixe de ler: Put Some Farofa

Já leu algum desses? Conta aqui nos comentários!

BEDA: uma introdução

O mês começa com um desafio: o BEDA. Para quem não sabe, a sigla significa Blog Everyday in April. Então sim, em abril vai ter post TODO DIA aqui no blog. To surtando? To! Tenho certeza de que vai dar certo? Claro que não! Mas o desafio é esse.  O ponto é que passei alguns meses (anos) querendo que este blog fosse lido, mas a verdade é que eu não fazia o básico do básico: escrever. E aí fica difícil, né? Um dia fiquei me perguntando… quantas coisas a gente quer MUITO na vida mas não se mexe/ se organiza para fazer? Movimentar essa energia parada vai mexer em outros aspectos da vida? Talvez, não sei. É o que vamos descobrir nos próximos dias.

BEDA

Vamos juntxs neste BEDA?

Mais do que nunca, esse é um espaço colaborativo. Eu tenho só uma vaga ideia do que quero falar e estou totalmente aberta a novos temas, novas histórias.  Afinal, esta é a graça do BEDA, explorar conteúdos fora da zona de conforto e, claro, realmente dedicar um tempo à escrita. O que é um blog sem posts, não é mesmo?

E você que chegou agora, também fique à vontade. Porque internet pra mim é sinônimo de troca. E apesar de estar aqui falando (escrevendo) sem saber quem está ouvindo (lendo), vou adorar saber que você está aí do outro lado. No final das contas quem escreve quer ser lido, não é? Nos próximos dias, a gente conversa sobre livros, filmes, série, moda, gastronomia, lugares bacanas para conhece no Rio, e o que mais a gente quiser.

Então fica combinado assim. Eu escrevo daqui e vocês comentam daí. Pode ser aqui embaixo, na caixa de comentários, por e-mail, no [email protected], ou no instagram @tatiguedescom. O importante é que este desafio seja feito em conjunto. Beleza? Nos vemos amanhã!

YouTube: quatro canais literários que você precisa conhecer

Quem acompanha este blog ou me segue nas redes sociais sabe que ler é um dos meus maiores prazeres nesta vida. É o meu momento, a atividade que acalma minha alma e que eu faria o dia inteiro se não houvesse boleto neste mundo. Pensando nisso, entrei na missão de te fazer ler mais (e melhor) este ano. Então, vocês verão posts como este com mais frequência por aqui! E o YouTube não poderia ficar de fora disso. É ali que eu me informo sobre os lançamentos ou dou uma chance para os clássicos. Hoje, selecionei cinco canais que vão abrir seus horizontes literários. Vamos?

Tiny Little Things

Velha conhecida no chamado “booktube”, Tati pode não ser uma novidade para quem acompanha este universo, mas não dava pra montar essa lista e não falar dela. Esse ano, seu canal completou 12 anos e hoje serve de referência para muita gente. Entre resenhas, tags e desafios, Tati faz um mix diversificado entre clássicos, histórias de terror, autores consagrados e iniciantes.

O que você não pode deixar de ver: a playlist Mês do Horror.

Livrada

Se existe um estereotipo no booktuber, o Yuri Al’ Hanati foge totalmente dele. O humor é ácido, as escolhas literárias dificilmente estão presentes na sessão de best-sellers e as opiniões são expostas sem medo de desagradar. Como deveria ser, não é mesmo? Entre os preferidos do Yuri estão autores russos, clássicos e livros de filosofia. Mas o mais bacana do canal acontece anualmente: o Desafio Livrada. Nele, Yuri seleciona 14 categorias diferentes e propõe que os espectadores leiam títulos que se enquadrem na brincadeira. Um livro é sempre “obrigatório”, mas nunca óbvio. Excelente pedida para quem quer sair da zona de conforto!

O que você não pode deixar de ver: os livros sobre o Desafio Livrada.

Ler Antes de Morrer

A Isabella Lubrano tem a vida que eu gostaria de ter. Depois de se formar em Direito e Jornalismo, ela conseguiu se dedicar totalmente aos livros e ao seu canal Ler Antes de Morrer. Por lá, ela se propõe a chegar ao número audacioso de 1001 resenhas literárias, mesclando clássicos, contemporâneos, livros de não-ficção, entre outros. Mas o canal vai além do gosto eclético da apresentadora. Como boa jornalista, ela está sempre atenta ao contexto. E não importa se ela está falando de Machado de Assis ou de Elena Ferrante (falei sobre ela aqui!): todo vídeo tem um ótimo gancho que vai fisgar a sua atenção.

O que você não pode deixar de ver: a playlist atualizada da Bookshelf Tour! Nada melhor do que dar uma espiadinha na estante alheia, né?

Bookster

Pedro Pacífico acabou de chegar no Youtube e já coleciona mais de 5 mil inscritos no seu canal. Muito do sucesso se deve ao seu perfil no Instagram, que é um verdadeiro fenômeno. Pedro é advogado de formação, e dá dicas para quem quer fazer da leitura um hábito, mesclando resenhas de clássicos e autores contemporâneos. O diferencial são os vídeos curtinhos, quase uma pílula de informação.

O que você não pode deixar de ver: dicas de como ler mais!

E você? Tem algum canal preferido que não está aqui? Conta pra gente!

Como se vestir bem sem gastar muito dinheiro

Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Porque por mais que a gente fale sempre que o estilo tem a ver com comunicação e personalidade, a indústria da moda segue batendo na tecla do consumo. Mas a verdade é que se vestir bem – de acordo com seu estilo de vida – é uma questão de autoconhecimento. E hoje eu te conto as dicas que recebi e que fizeram total sentido pra mim.

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#1 Entenda qual é o seu estilo

E saiba que ele está sempre em construção. Ou seja, ele não é imutável, mas precisa fazer sentido (aqui tem post sobre isso!). Se você é uma pessoa que ama estar confortável, comprar um salto agulha pode ser perda de dinheiro. Vale mais a pena investir em um bom par de tênis ou uma sapatilha. É importante também ter “marcas registradas”, aquelas peças que você repete sem medo e sabe que vai usar. Vale mais um bom jeans com caimento bacana do que a blusinha da temporada que você só vai usar uma vez.

#2 Conheça seu corpo

Pode reparar: sempre que a gente acha uma pessoa elegante, o caimento das roupas está sempre impecável. A camiseta não marca, a bainha da calça está na altura certa, o ombro da jaqueta está no lugar. Isso acontece quando a gente sabe exatamente o que quer valorizar e, principalmente, qual é o nosso tamanho. Eu APOSTO que você já comprou uma peça mais larga (ou mais justa) só porque se apaixonou por ela e a loja não tinha seu tamanho. Pode confessar, eu também já fiz isso.

#3 Mais peças eternas, menos tendências

Ninguém precisa se vestir como se tivesse saído de um guia de estilo. Sempre tenho a sensação de que eles padronizam todo mundo. Mas apostar no básico pode ser uma boa para criar um visual que funcione sem gastar demais. Por exemplo, não compre uma pantalona estampada antes de ter uma calça preta que monte cinco looks diferentes. Evite a blusa ciganinha se você não tem uma camiseta branca de qualidade. Não precisa comprar aquela jaqueta bordada com paetê se você ainda não tem uma jeans que vai com tudo. São escolhas inteligentes que montam um guarda-roupa mais funcional e uma conta bancária no azul.

#4 Tenha cuidado com as fast fashion

Elas podem ser uma benção ou uma maldição. Ao mesmo tempo em que oferecem peças bacanas por um preço (quase sempre) justo, elas são montadas para fazer você comprar o que não precisa. Foco é a palavra-chave. Só entre em uma se você souber exatamente o que está procurando. Esse negócio de “dar só uma olhadinha” é um verdadeiro RALO pro seu dinheiro.

#5 Organize seu armário

Juro, 90% das vezes em que eu disse “não tenho roupa”, eu tinha, só não conseguia ver. E em 90% das vezes que fiz alguma compra por impulso também. Organizar o armário é fundamental pra desapegar do que não serve mais, abrir espaço, e deixar à mostra tudo o que gosta de verdade. Neste processo, a gente também consegue pensar em novas combinações pra roupas que usamos sempre do mesmo jeito. O Pinterest pode te ajudar muito nisso! Saiba mais neste post aqui!

Mais alguma dica? Bora conversar aqui nos comentários!

Netflix: três documentários para entender o mundo

Conhecimento nunca é demais. Mas a verdade é que falta tempo pra gente pesquisar e entender melhor todos os assuntos que nos interessam. Nesta era do streaming, o documentário é uma excelente fonte de informação e uma maneira incrível de entender melhor o mundo em que a gente vive. Pensando nisso, selecionei três dos meus títulos favoritos na Netflix como ponto de partida pra gente entender melhor temas como feminismo, racismo e masculinidade tóxica. Prepara a pipoca e vem!

13ª emenda

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Em uma época em que se tornou corriqueiro ouvir que o “racismo não existe”, este documentário é necessário. Na constituição americana, a 13ª emenda afirma que a escravidão foi abolida, desde que o indivíduo não cometa um crime. A diretora Ava Duvernay tenta mostrar a maneira pela qual o sistema carcerário se transformou em uma nova forma de escravidão, punindo majoritariamente a população negra. Já imaginou que horrível viver em um país onde o governo acha que os negros representam uma ameaça à sociedade? Conhece algum lugar assim?

The Mask you live in

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Desde que eu assisti a The Mask You Live In, tenho falado dele para todos os meus amigos homens. Todos, sem exceção. Dirigido por Jennifer Siebel Newson, o documentário discute a construção da masculinidade nas crianças e suas consequências na vida adulta. Vemos o que meninos passam para se encaixar no padrão do que é masculino e suas descobertas do que é “ser homem”. E claro, observamos como a ansiedade gerada no processo combinada com a falta de saúde mental da população pode culminar na violência. O filme é de 2015, mas está mais atual do que nunca.

She’s beautiful when she’s angry

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O feminismo está tão presente nas redes sociais que às vezes fica até difícil de imaginá-lo sem o Instagram. Mas entender a geração que veio antes de nós é fundamental para compreender o movimento como um todo. É aí que entra esta pérola do Netflix! She’s Beautiful when she’s angry, dirigido por Mary Dore, traz entrevistas atuais e imagens de arquivos com mulheres que foram às ruas na década de 1960. As pautas eram: igualdade de cargos e salários, legalização do aborto, etc. Alguma semelhança com o feminismo atual? O filme coloca em perspectiva as ondas do feminismo e coloca o espectador para refletir: afinal de contas, evoluímos em algo?

Faltou o seu documentário preferido nesta lista? Deixa aqui nos comentários! 

Cinco dicas para ler mais (e melhor)

Eu sempre falo de livros no blog, mas só recentemente me dei conta que não falo sobre o hábito em si. E se, para você, ler não é um vício como é para mim, pode ser que você se sinta perdido em meio a tantas sugestões. Foi por isso que hoje eu parei tudo e vim aqui dar dicas de como ler mais (e melhor) esse ano. Pode ser que você se encante, pode ser que você comece um e nem termine. Mas se você ler um livrinho que seja seguindo estas dicas, o tempo que eu gastei escrevendo esse post já vai ter valido a pena! J

#1 – Ande com um livro para cima e para baixo

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As pessoas sempre me perguntam como eu arrumo tempo para ler tanto. A resposta é simplesmente essa: sempre carregue um livro ou kindle com você. Metrô? Leia. Fila de supermercado? Leia. Praia? Melhor lugar! Leia. Aos poucos você vai criando o hábito e a leitura vai preenchendo essas horas meio mortas, em que você pegaria o celular.

#2 – Por falar em celular… Off!

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O seu deve ter uma coisa maravilhosa chamada “modo avião”. Quando você ativa esse botãozinho, o mundo se torna uma coisa mágica, onde ninguém pode te perturbar virtualmente. Use esse recurso para ler, nem que seja apenas por 30 minutos. É libertador!

#3 – Use o YouTube

Depois que passei a seguir canais de literatura no YouTube, viciei REAL e nunca mais fiquei sem saber o que ler. A graça é seguir pessoas diferentes, para expandir os horizontes. Nos posts de favoritos e de dicas de canais, vocês encontram várias sugestões, mas vale a pena repetir. Tati Feltrin, Pandâmonio TV, Livrada, Carol Miranda, Ler Antes de Morrer e Clarissa Wolff são meus favoritos!

#4 – Experimente coisas novas

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Às vezes a gente se apaixona por um autor ou um gênero e queremos zerar todos os livros, de preferência de uma vez só. Mas sempre dá pra você sair um pouquinho da zona de conforto enquanto leitor. Seja lendo um autor de quem nunca ouviu falar, tomando coragem para ler aquele clássico de 900 páginas ou simplesmente experimentando um livro mais teórico. Uma coisa bacana que sempre rola em diversos canais são os desafios. O Livrada acabou de lançar o seu e você pode acompanhar!

#5 – Faça da livraria sua rotina

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Mesmo com a crise das livrarias, o Rio continua cheio de boas opções, tanto de livrarias quanto de sebos. A minha preferida é a da Livraria da Travessa (falei sobre ela aqui) e o sebo Baratos da Ribeiro, ambos em Botafogo. A ideia é ir, dar uma olhada nas mesas que ficam logo na entrada com as novidades, e explorar as estantes mais escondidas. Certeza de que você vai encontrar algo bacana pra levar pra casa!

E aí? O que está na sua lista de leitura?

Ansiedade tem solução: seis dicas para se livrar dela!

Quem me conhece pessoalmente ou acompanha esse blog já sabe: eu sou uma pessoa extremamente ansiosa. Graças a Deus, eu sou uma pessoa extremamente ansiosa que não tem a menor vergonha de dizer isso para quem quiser ouvir. Por um motivo muito simples: quem tem ansiedade acha que é o único do mundo, e é um alívio da p* quando você descobre que não é bem assim. Aqui tem textão sobre isso, mas hoje decidi compartilhar algumas dicas que tem me feito muito bem!

#1 – Faça exercício físico

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Você pode estar aí pensando “nossa, que clichê…” e eu vou ser obrigada a concordar com você. Mas do fundo do coração, faz MUITO bem. Pode ser que você ame musculação e se sinta super bem fazendo isso, mas se essa não é sua praia, trate de encontrar algo diferente. Eu descobri que a corrida me ajuda muito, principalmente ao ar livre. Mas você pode tentar nadar, dançar, fazer pilates, ou até mesmo praticar yoga. O importante é que seja algo que te dê prazer e que exija o mínimo de concentração, nem que seja no modo como você está respirando. Isso ajuda a manter o foco no agora, e não no que está causando a ansiedade.

#2 – Organize-se

Isso me ajuda muuuuuuuito! Inclusive, o Bullet Journal, método de organização que eu já expliquei aqui, me ajudou muito a priorizar tarefas, metas, sonhos… Mas a organização vai além disso. Um ambiente organizado dá clareza mental, então o primeiro passo é eliminar a bagunça da sua vida. Não precisa passar um dia inteiro fazendo faxina, mas você pode tirar 15 minutos por dia para limpar as superfícies da sua casa. Olhe bem para a sua mesa de trabalho e veja se ela não está entulhada demais, por exemplo. Casa/ escritório arrumados? Agora é hora de organizar a sua rotina. Saber exatamente o que você tem que fazer nas próximas horas dá a paz de espírito que toda pessoa ansiosa precisa.

# 3 – Medite

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Cada vez que eu falo isso para algum ansioso de carteirinha ele fala “imagina, ficar quieto durante 20 minutos? Impossível”. Então, é possível e faz milagres. Acompanha aqui o raciocínio: a ansiedade é causada, entre outras coisas, pela aceleração mental. Sabe aquela sensação de querer descansar, mas a mente não calar a boca? O objetivo da meditação é justamente esse, o que faz da prática o melhor remédio para quem quer paz interior. Eu fiz um curso de meditação transcendental com o Klebér Tani, aqui no Rio, mas existem vários métodos em diversas cidades do Brasil. É só abrir a mente e escolher o melhor para você.

#4 – Ouça música

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Tenha a sua preferida para os momentos de crise. Eu tenho duas: Shut Up and Dance, do Walk the Moon, e Sweet Child O’Mine, cantada pelo elenco de Capitão Fantástico. Existem diversos estudos que mostram que algumas músicas tem o poder de acalmar a ansiedade e vou fazer uma playlist com algumas delas, mas isso é assunto para outro post… 😉

#5 – Controle seus pensamentos negativos

Óbvio que durante uma crise de ansiedade isso é impossível. Parece que seu cérebro perdeu a capacidade de produzir qualquer coisa boa, eu entendo. Estou falando aqui de filtrar os pensamentos ruins enquanto você ainda está exercendo algum controle sobre sua mente. O namorado demorou a responder a mensagem? Vá ouvir uma música. O chefe chamou para uma conversa? Vá esperando o melhor. Exercitar o otimismo fora das épocas de crise ajuda a passar por elas de uma maneira mais serena!

#6 – Procure um especialista

Por último, mas não menos importante (muitíssimo pelo contrário): não hesite em procurar ajuda profissional. A ansiedade é sim, o mal da nossa geração, mas tem fatores químicos e biológicos que podem contribuir para aumentar o problema. Ter um espaço para falar sobre sua vida, seus pensamentos e seus anseios é muito importante, e nem sempre os amigos vão dar conta do recado. Mais do que isso, psicólogos são excelentes para avaliar o seu caso e te encaminhar para um psiquiatra, se houver necessidade de tratamento medicamentoso.

Tem mais alguma dica? Divide com a gente aqui nos comentários!

Fotos: Unplash.com

Como desenvolver seu estilo em cinco passos

Até hoje muita gente associa a moda à futilidade. Mas você já parou pra pensar que você se veste diariamente? O que mais você faz todos os dias? Se alimenta, toma banho, escova os dentes, trabalha, dá atenção para sua família e seus amigos. Nada disso é futilidade. Por que a moda seria? O estilo nada mais é do que a sua personalidade traduzida em roupas. Por que não ajudar as pessoas a entender quem você é através da maneira pela qual você se veste? Encontrar seu estilo é um exercício de autoanálise e ainda te ajuda a economizar tempo em dinheiro. Afinal, suas escolhes ficam mais fáceis tanto na hora de comprar algo quanto na hora de se vestir pela manhã. Então, vamos começar?

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#1 – Faça perguntas

Encontrar e desenvolver um estilo próprio é como qualquer outro processo de autoconhecimento: você precisa se fazer as perguntas certas. O que é importante para você? Quais são os pontos fortes da sua personalidade? Como você gostaria de ser vista? Se você fosse uma loja, que loja seria? E por quê? Depois de descobrir quais são as suas referências é mais fácil encontrar um norte.

#2 – Descubra o que você quer destacar/disfarçar

Os tempos da “polícia da moda” já acabou e ninguém precisa seguir regras restritas do que usar ou não. Mas é sempre bom conhecer seus pontos fortes (o que você quer destacar) e os que prefere disfarçar. Eu, por exemplo, adoro meus ombros, mas não sou muito fã dos braços. As blusas “ciganinha” que deixam o colo à mostra e cobrem os bíceps são ideais para mim. Então, vale passar um tempo na frente do espelho – com olhar generoso, por favor – e descobrir o que você quer realçar.

#3 – Saiba quais são suas peças preferidas

Por mais que você goste de seguir tendências, com certeza tem no armário aquelas peças que usa há anos e não consegue se desfazer, independente da moda. A minha, por exemplo, é um short preto básico que vai da night ao trabalho. São essas peças que ditam seu estilo, mesmo que você ainda não saiba exatamente qual é ele. Também vale se perguntar com quais você se sente mais confortável. Não só aquelas roupas que te dão mobilidade, mas as que você usa e se reconhece de imediato.

#4 – Tenha referências de estilo

Pode ser uma loja, uma amiga, influenciadoras digitais, artistas, filmes, séries e até o Pinterest (falamos sobre como ele pode te ajudar aqui). O importante é entender o que há no estilo dessas referências que te atrai tanto. E lógico, a ideia não é ser outra pessoa, mas sim se inspirar em elementos do guarda-roupa. Outra pergunta que pode ajudar: “fulana usaria isso? De que forma?”.

#5 – Fique atenta ao seu estilo de vida

Quando temos referências gringas e tentamos nos inspirar nelas na hora de criar um look, rapidamente notamos um abismo de diferenças. Como usar aquele casaco de pele? E aquela bolsa de mão que mal cabe o celular? Pois é, de nada adianta montar produções incríveis que simplesmente não funcionam na vida real. Se você tem filhos pequenos, talvez um scarpin de salto agulha não seja a melhor opção para você, assim como vestidos podem não funcionar em quem vai de bike para o trabalho. Vale lembrar que a roupa é feita para caber na sua vida. Não é sua vida que deve caber na roupa! Preste atenção a isso antes de investir seu dinheiro em uma peça linda, mas pouco funcional.

Mais dicas de como descobrir/desenvolver seu estilo? Deixa aqui nos comentários!