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Dia do Jornalista: os melhores livros do jornalismo literário

Vivemos tempos difíceis para os jornalistas. Na era da pós-verdade, onde opiniões viram fatos e fatos viram opiniões, contar uma história não é só criar uma narrativa. É também registrar acontecimentos e permitir que as próximas gerações tenham memória. Tudo isso numa época em que as pessoas parecem decididas a transformar suas lembranças em verdades absolutas. Esta é, aliás, a primeira lição que recebemos na faculdade de jornalismo: a verdade tem diversos lados, e nós devemos nos dedicar a contemplar todos eles nos conteúdos que produzimos.

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Na lista abaixo, minha pequena homenagem ao Dia do Jornalista, reuni alguns títulos do meu gênero preferido: o jornalismo literário. Todos os autores citados são mestres em mergulhar nas histórias alheias para criar a sua própria. Recomendo fortemente a leitura e, claro, a reflexão!

A Sangue Frio, de Truman Capote

A Sangue Frio é considerado por muitos teóricos um dos livros fundadores do jornalismo literário. Ele relata o assassinato brutal de uma família inteira numa pequena cidade do Kansas, em 1959. Capote leu sobre o caso em uma matéria do New York Times e, menos de um mês depois chegou a Holcomb para acompanhar as investigações. Além de entrevistar os moradores, o escritor também entrou em contato com os assassinos Dick Hickock e Perry Smith, e acabou tendo uma relação intensa com um deles. Publicado em 1966, no mesmo ano em que os criminosos foram executados, o livro se tornou um best-seller e rendeu (ainda mais) fama a Truman Capote, que já era conhecido por Bonequinha de Luxo. Se você tiver que escolher apenas um livro desta lista, escolha este.

Fama e Anonimato, de Gay Talese

Imagine receber a missão de escrever um perfil sobre um cantor famoso, mas ser impedido de conhecê-lo pessoalmente. Gay Talese deveria se encontrar Frank Sinatra, mas o cantor estava gripado e não poderia dar entrevistas. O repórter acabou escrevendo o que se tornou uma referência para jovens jornalistas. Este e outros textos estão reunidos em Fama e Anonimato, que trata de personagens pitorescos de Nova York, como o mergulhador que ganhava a vida buscando pertences perdidos na baía. Uma verdadeira aula de jornalismo.

Hiroshima, de John Hershey

Um dos episódios mais terríveis do século XX ganhou uma abordagem mais humana no livro de John Hershey. Na primeira parte, a reportagem clássica traz relatos de seis sobreviventes da bomba atômica. Na segunda, escrita 40 anos depois, John reencontra os personagens para entender como a tragédia continua afetando suas vidas. Graças ao livro, o mundo pode entender com clareza um dos episódios mais marcantes da Segunda Guerra Mundial. Jornalismo em sua melhor forma!

Todo dia a mesma noite, de Daniela Arbex

Mesmo tendo acompanhado o noticiário na época do incêndio da boate Kiss, ler sobre isso é um soco no estômago. Daniela conta com detalhes o resgate, o trabalho de salvamento dos feridos, a identificação dos corpos, a dor das famílias e de Santa Maria. A beleza do livro está na escolha dos depoimentos, que dão a exata dimensão do que aconteceu na cidade. Mas principalmente, do que é preciso fazer para que isso não se repita nunca mais.

Missoula, Jon Krakauer

Jon Krakauer ficou conhecido por “Na Natureza Selvagem” e “No Ar Rarefeito”, mas Missoula também merece ser lido. Aqui, ele conta como a cidade em Montana se tornou a “capital do estupro” e disseca a relação passional dos moradores com os atletas do Grizzly, time de futebol americano. Jon conversa com mulheres, policiais, advogados, promotores, professores e toda a rede que cuida – ou deveria cuidar – das vítimas de estupro. É sobre Missoula, mas também é sobre os Estados Unidos, o Brasil e todos os lugares onde a violência sexual não é devidamente combatida.

O Dono do Morro, Misha Glenny

O Nem, ex-traficante da Rocinha, é uma figura lendária entre os cariocas. Não só porque foi um dos maiores chefões do tráfico de drogas na cidade, mas também pela sua história peculiar. Nem entrou para o crime depois que sua primeira filha foi diagnosticada com uma doença rara e ele precisou pedir dinheiro emprestado para o único “banco” da favela: o tráfico. Partindo deste ponto, o jornalista britânico Misha Glenny, passeia pela vida de Nem da infância até sua prisão em 2011. Com fluidez e ritmo cinematográfico, o livro é extremamente importante para compreender o cenário do crime no Rio de Janeiro.

Seu preferido ficou fora desta lista? Compartilha a dica aqui nos comentários!

Êtta Bar: mais um gastrobar incrível em Botafogo

Botafogo é O lugar para quem gosta de comer bem e já é conhecido como polo gastronômico do Rio. Além dos botecos clássicos da Nelson Mandela, os tradicionais Aurora e Plebeu, o bairro tem também o Etta Bar, ali na Real Grandeza esquina com a rua Henrique de Novaes (para os cariocas, mais conhecida como “rua da Casa da Matriz”). Se vale a pena? Vem ver.

Vamos beber?

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O Etta funciona como um gastrobar, com focos em drinks e petiscos saborosos. Por lá, meu preferido da ala etílica é o Êêêêêêttaaa, feito com Absolut Vanilla, purê de morango, mix cítrico e pepino. Doce e refrescante ao mesmo tempo! Mas quem gosta de cerveja artesanal ou vinho também não vai se decepcionar. A carta é variada com preços justos.

Para petiscar

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Quem acompanha esse blog sabe o quanto eu sou viciada em burrata. Já comi tantas que dá até pra fazer um top 5 aqui no blog. Para minha sorte, a do Etta não decepciona. Acompanhada de pesto, tomate seco e torradas, é um bom começo para o jantar. O mesmo vale para a porção de parma, servida com torradinhas. Felicidade no prato, juro!

Quem curte peixe e frutos do mar também tem ótimas opções. Uma delas é o tartar de salmão, muito bem temperado (de verdade, até eu que não sou fã de peixe pediria novamente). Também vale pedir a porção de lula com camarões. E pode ir sem medo que o prato é bem servido.

E se você não come carne, recomendo fortemente as duplas de bruschetta. A de cogumelos é simplesmente maravilhosa!

E o ambiente?

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É aconchegante, daqueles que não dá vontade de ir embora. Se você procura algo mais intimista (olha o #tinderdate aí!), vale ficar no salão que tem iluminação mais baixa. Se a ideia é juntar a galera, fique do lado de fora. O atendimento é excelente nos dois espaços – coisa raríssima no Rio!

Curtiu a dica? Então, conta aqui nos comentários o seu bar preferido na cidade!

Política nas redes sociais: influenciadores que você precisa seguir!

Falar de política nas redes sociais é um desafio. Dificilmente um debate consegue se manter no nível das ideias, sem descambar para uma briga entre os participantes. Sempre tem alguém culpando “o outro lado”, sem se importar muito com a lógica ou com a História. O que, na verdade, não surpreende muito. O Brasil viveu anos de ditadura, período em que falar de política não só era difícil, como perigoso. Ainda estamos engatinhando nesse campo, e o caminho é longo. Por sorte, tem gente muito legal e competente falando disso nas redes sociais. Hoje, selecionei alguns perfis que gosto de seguir e divido agora com vocês!

Debora Baldin (@baldin.debora)

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Debora Baldin foi uma das criadoras do Canal das Bee, no YouTube. Em abril de 2017, ela seguiu em “carreira solo” e hoje é uma das instagrammers que eu uso como contraponto à grande mídia. Militante feminista e LGBT, Debora foi uma das vozes que ajudaram a entender as eleições do ano passado e suas consequências para o Brasil. Vale ficar de olho no seu novo canal no YouTube, e também nos Destaques do instagram, onde ela fala sobre a questão da Venezuela, sobre Cuba, dá dicas de livros e outras indicações!

Sabrina Fernandes (@teseonze)

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Feminismo, Socialismo, Comunismo, Liberalismo, Veganismo. Como todos estes ismos convivem neste mundo de hoje? É o que tenta explicar Sabrina Fernandes, no seu canal Tese Onze. Formada em Sociologia, Sabrina tem a didática de te explicar temas espinhosos como a questão Palestina e a habilidade para responder os haters. É praticamente impossível ouvir Sabrina falando sobre tudo isso e não sentir vontade de ler e aprender mais sobre esse mundo que nos cerca. Instigante é a palavra.

Spartakus Santiago (@spartakus)

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Conheci Spartakus com a polêmica sobre Anitta e apropriação cultural. Mas o influencer bombou mesmo na época da Intervenção Militar no Rio, quando ele lançou um vídeo sobre como sobreviver a uma abordagem indevida. O vídeo tem três minutos, mas dói no coração. Como mulher branca, dificilmente eu vou entender a magnitude do que eu ouvi, porém, mais do que nunca é preciso mergulhar neste universo e tentar sair da própria bolha. No seu canal, Spartakus fala sobre representatividade, racismo, como é ser gay e negro. Necessário!

Carol Burgo (@carolburgo)

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Conheci o Instagram da Carol através da sua marca, a Prosa. Depois de um tempo eu passei a me encantar não só com seus looks, mas também com as opiniões da Carol. Mais do que isso: com a leveza que ela tem para falar sobre política, feminismo, autocuidado, aborto e outros temas tão atuais. Aliás, é essa leveza e naturalidade que torna o conteúdo tão atrativo. É tudo orgânico, pensado para jogar uma luz nos acontecimentos e não para angariar likes. É aquele instagram que te dá vontade de maratonar, sabe?

Nátaly Neri (@natalyneri)

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Há tempos atrás eu fiz um post aqui sobre como sair da sua bolha. Nesta pesquisa, uma das influencers que eu comecei a seguir foi a Nátaly, do canal Afros e Afins. Em seus vídeos, ela fala sobre racismo, colorismo, feminismo e, claro, política. Sempre com muito embasamento, já que ela é cientista social de formação. Vale também ouvir o que ela tem a dizer no seu TED sobre Afrofuturismo. Vai dizer que você já tinha pensado nisso?

Segue mais algum influenciador que merece estar nessa lista? Comenta aqui embaixo!

Keka Paiva: moda, feminismo e consumo consciente!

Há algum tempo, eu entrevistei a Keka Paiva, co-criadora da Kapê. Lá em julho de 2017, ela estava no início da sua carreira como empreendedora e estilista. Hoje, ela e a sua mãe, também sócia da marca, continuando na ativa, produzindo vestidos de noiva e de festa como poucas. Este é o primeiro #TBT do blog, e achei mais do que justo começar por elas. Vamos ver?

A ética jornalística exige que eu dê um aviso bem claro logo no início deste post: não teremos imparcialidade por aqui. Isso porque a minha entrevistada de hoje é uma das pessoas mais queridas dessa vida! Eu e Keka Paiva não somos exatamente amigas próximas, mas com a gente rolou aquela “simpatia à primeira vista”, sabe? Em outras palavras, a “energia bateu”. Além disso, temos uma paixão em comum: a moda. Então, quando eu soube que ela estava abrindo um ateliê para criar roupas de festa sob medida, respeitando o shape, o estilo e a personalidade de cada cliente, nem pensei duas vezes. Chamei logo pra esse papo que você lê a seguir!

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VOCÊ É FORMADA EM PUBLICIDADE, CERTO? DE ONDE VEIO SEU AMOR PELA MODA? QUAL É A SUA RELAÇÃO COM ESTE UNIVERSO?

Sim, me formei em Publicidade na PUC-Rio, em 2013, mas meu amor pela moda vem desde muito cedo.  Lembro que quando eu tinha uns 7 anos, pedi a minha avó dinheiro para comprar esmaltes e uma caixa de grampos de cabelo para personalizá-los. Ela morava numa vila e fui batendo de porta em porta vendendo os grampinhos coloridos, cada um com um estilo diferente e pedia R$ 0,25 por cada um!  Então, pra tentar resumir minha paixão por todo esse universo, acho que a principal ideia que a moda me passa é de liberdade de ser e de transmitir alguma coisa, sabe? Nesse caso, através de roupas, de criações com a personalidade de quem vai vestir aquilo. Vejo a moda como uma ferramenta de comunicação, por isso acho que primeiro cursei Comunicação Social e depois fui me especializar no Design de Moda mesmo.

DE ONDE VEIO A IDEIA DE CRIAR ROUPAS SOB MEDIDA? COMO É ESSE PROCESSO CRIATIVO?

Bom, como disse, acho que a roupa tem que ter o jeitinho de cada um e o “sob medida” possibilita isso. Mais do que uma modelagem feita para o corpo daquela mulher, é também uma ideia desenvolvida exclusivamente para representá-la. Daí surgiu a ideia, junto com a minha mãe, de criar um negócio para atender mulheres que pensem assim e que só precisem de alguém que coloque na prática o que está na cabeça delas.

Na verdade, a ideia central, que desenvolvi no meu projeto final da faculdade de Design de Moda, é justamente quebrar padrões e tradições nos vestidos de noiva e de festa. É seguir sempre buscando o tal do diferencial. E, por isso, nossas criações sempre tendem a seguir um estilo mais livre e contemporâneo. A moda traz muitos padrões estéticos que podem não agradar todo mundo e eu acredito que estejamos, cada vez mais, caminhando para a era do “personalizado”.

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Dentro do processo criativo rola esse levantamento do que é o ideal daquela cliente específica. Não gosto da ideia de que as pessoas devem procurar uma modelagem que seja “a correta” para “x” tipo de corpo. Acho que não existe o certo e o errado no estilo “Fashion Police”. As pessoas devem usar aquilo que se sentem bem, que sempre quiseram vestir, essa satisfação é a verdadeira chave pra se sentir maravilhosa e diva do red carpet. Hahaha. Primeiro, a gente pensa junto com a cliente o que ela gosta, fazemos pesquisas de cor e tecido e definimos o modelo em um croqui. Depois partimos para a modelagem plana, onde riscamos no papel, em tamanho real, a base do corpo da cliente e desenvolvemos o modelo que ela escolheu, tudo isso com ferramentas e técnicas específicas. A partir daí, mandamos para a costureira.

O FEMINISMO É ALGO MUITO PRESENTE NA SUA VIDA. COMO O TEMA SE INSERE NO SEU TRABALHO?

A própria ideia de “liberdade de vestir” para as mulheres já se insere no feminismo. Uma mulher que queira usar um decote profundo não pode deixar de usá-lo porque as pessoas podem achá-la vulgar. Decote não é vulgar, mostrar o corpo não é vulgaridade. O corpo é nosso, a sensualidade não é convite para julgamentos. Uma mulher não tem que esconder o que as pessoas e a indústria da moda estipulam como imperfeições. Valorizamos as mulheres, sempre! E criamos um laço com cada uma que vem falar com a gente, porque compartilhamos um pouco dos nossos ideais e isso sempre enriquece o nosso trabalho.

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QUEM É O SEU ÍCONE DE ESTILO? QUEM TE INSPIRA NO DIA A DIA?

Eu acho que não tenho um ícone. Admiro o trabalho de muitos artistas e designers, gosto de buscar profissionais que se aproximem dos ideais que carrego comigo. Estilo, pra mim, é uma coisa muito ligada ao humor, ao momento, sabe? Um dia estava no banheiro da minha mãe e vi um vidro de Alfazema,  que a gente encontra em farmácia. No rótulo tem uma mulher no campo, com calça jeans larga, cintura alta, um cinto e uma blusa branca larguinha pra dentro da calça. Amei, fui vestir!

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SE VOCÊ PUDESSE ABOLIR UMA TENDÊNCIA DO MUNDO, QUAL SERIA? TEM ALGUMA QUE VOCÊ ACHA QUE TODAS DEVERIAM ADERIR?

Eu acho “tendência” uma coisa meio perigosa. No início é muito bacana, mas depois a indústria satura todo mundo com aquela roupa “x”.  O grande problema, na minha opinião, tá aí. As tendências não deixam que você pense e realize “quem você é”, “o que você realmente gosta de vestir”. Te fazem pensar em “preciso comprar aquilo”, “preciso pertencer a esse grupo”. Não acho que isso seja uma verdade absoluta mas tenho minhas reservas com tendências justamente porque elas te impulsionam a sempre querer comprar mais.Aproveitando o gancho, acho que a tendência que todos deveríamos aderir é a de diminuir o ritmo das compras e se preocupar em como aquela roupa chegou até você.

 A moda me passa a ideia de liberdade de ser e de transmitir alguma coisa.

Armário-Cápsula: dicas infalíveis para montar o seu

De alguns anos pra cá, a nossa relação com a moda mudou. Se antes o bacana era ter um closet lotaaaaado como o das celebridades, hoje a gente chegar a achar até um pouco cafona tanta ostentação. E tanta coisa entulhada lembra energia presa, não é legal. Com isso, foi crescendo a procura pelo chamado “armário-cápsula”. Conhece?

O que é o armário-cápsula?

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Nos países do hemisfério norte, como eles tem estações bem definidas, o armário-cápsula costuma ser composto por 37 peças, que variam a cada mudança de estação. Se você mora no Rio, provavelmente vai achar este número inviável, e tudo bem! No seu canal do YouTube, Menos1Lixo, a ativista ambiental Fê Cortez propõe 72 peças. Muito mais confortável, certo? Então, vamos a ele?

O que mais te representa?

Recentemente eu passei por uma fase esquisita. Abria meu armário e quase nada ali me representava, nada parecia comigo. Eu me vestia todo dia, mas a sensação era a de colocar uma fantasia. Por isso eu sei da extrema importância que é encontrar peças que traduzem o que você é de verdade. Abra seu guarda-roupa e selecione suas 40 peças favoritas, aquelas que mostram ao mundo quem é você.

Vá para o Pinterest

Aqui tem um post inteiro sobre como o Pinterest pode te ajudar a construir seu estilo. Selecione imagens que traduzam o que você é hoje, quem você não é de jeito nenhum, e quem você gostaria de ser.  Lembra daquela história de se vestir para a vida que você quer ter e não para a que você tem? Então, é isso! O importante é entender que a vida, assim como o estilo, é mutável. Nada do que você escolher aqui está escrito em pedra, mas pode ser um guia importante.

Preste atenção na proporção

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No mundo ideal, você deve ser capaz de montar cinco looks para cada parte de baixo que tem no seu guarda-roupa. Para isso, não basta ter cinco blusinhas para cada calça jeans. É preciso que as cores conversem entre si. Se você pode pagar por uma análise cromática, perfeito! Se não, observe. Quais cores te deixam mais bonita, mais iluminada? Qual é a peça que sempre que você usa te elogiam? Lembre-se que o preto é uma “não-cor”. É básico, mas não acrescenta informação. Vale explorar outros neutros como o cinza, o bege, o marinho, o verde-militar… Com isso em mente, comece a editar os looks com as peças que você selecionou. E se precisar, volte ao Pinterest para inspiração!

Use o seu armário como shopping

Ao investir tempo na edição dos looks, você vai sentir falta de algumas peças para equalizar as produções. Falta uma jaqueta jeans? Uma saia neutra? Uma camisetinha básica? Volte às peças que você retirou do armário – aquelas que não entraram na seleção de 40, e “faça compras”. E tudo bem se nem lá você encontrou o que queria. Você não está proibida de comprar nada, só precisa fazer isso com mais consciência. Faça uma listinha do que precisa e pesquise: preços, qualidade e reputação da marca.

Guarde peças extras

Pense na próxima estação e reserve de 12 a 16 peças para a temporada seguinte.  Uma jaqueta de couro é totalmente inútil no verão, mas no inverno você vai sentir falta dela. E se você nem se lembrar de uma delas durante este período, pode doar sem dó. Guardando direitinho e conservando suas peças, você continua mantendo uma quantidade razoável no armário-cápsula sem sentir falta de nada. É importante lembrar também que alguns itens não entram nesta conta. Bolsas, sapatos, acessórios, lingeries, biquínis, roupas de festas ou de ginástica estão liberados, mas vamos com calma. Nada de entulhar o closet, viu? 😉

E você, já aderiu ao armário-cápsula? Vamos tentar juntxs?

Crônicas: quatro livros para ler e se apaixonar pelo gênero

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Crônica: no dicionário, substantivo feminino. “Gênero literário que consiste na apreciação pessoal dos fatos da vida cotidiana”. Pra mim, o gênero mais brasileiro que há. Porque o nosso senso de humor combina perfeitamente com textos curtos e, geralmente, repletos de ironia. E isso não vem de hoje, não. Apesar de termos cronistas excelentes nos maiores jornais do país, a crônica é coisa antiga. Vem lá de Machado de Assis e Lima Barreto. Nosso elenco de cronistas sensacionais só cresce e agora eu divido com vocês alguns dos meus livros favoritos!

As Cem Melhores Crônicas Brasileiras do Século XX

Organizada pelo jornalista (e também cronista) Joaquim Ferreira dos Santos, a antologia traz os textos em ordem cronológica, começando em 1850 e terminando nos anos 2000. Excelente para quem quer acompanhar a “evolução” do gênero, lendo autores como Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, etc.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Elenco de Cronistas Modernos

Trinta e Oito e Meio, de Maria Ribeiro

Maria Ribeiro é atriz, jornalista, documentarista, apresentadora e… ufa, cronista! Depois de anos escrevendo para a revista TPM, ela lançou este primeiro livro, com textos curtos sobre diversos assuntos. Aqui, ela fala de relações humanas, maternidade, seus sonhos, desejos e fraquezas. Se você procura se conectar com um autor, sugiro fortemente este livro.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo

Trinta e Poucos, de Antonio Prata

Quem já passou dos 30 deve se lembrar das crônicas escritas na última página da revista Capricho. Pois é, durante um bom tempo elas eram assinadas pelo Antonio Prata. Em “Trinta e Poucos”, elementos triviais como um par de meias e uma semente de mexerica servem como ponto de partida para textos deliciosos de ler.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Nu, de Botas

Caviar é uma ova, de Gregório Duvivier

Assim como a Maria Ribeiro, o Gregório é polivalente. Ator, co-criador do Porta dos Fundos, poeta, apresentador de tv e cronista, ele escreve textos bem-humorados e, em sua maioria, irônicos. Em “Caviar é uma ova” ele brinca com a expressão “esquerda caviar” que se popularizou nessa nossa época de Fla x Flu político. São crônicas curtinhas, mas que colocam o dedo naquele ponto incômodo da vida cotidiana. Vale a leitura!

Se você gostou deste, não deixe de ler: Put Some Farofa

Já leu algum desses? Conta aqui nos comentários!

BEDA: uma introdução

O mês começa com um desafio: o BEDA. Para quem não sabe, a sigla significa Blog Everyday in April. Então sim, em abril vai ter post TODO DIA aqui no blog. To surtando? To! Tenho certeza de que vai dar certo? Claro que não! Mas o desafio é esse.  O ponto é que passei alguns meses (anos) querendo que este blog fosse lido, mas a verdade é que eu não fazia o básico do básico: escrever. E aí fica difícil, né? Um dia fiquei me perguntando… quantas coisas a gente quer MUITO na vida mas não se mexe/ se organiza para fazer? Movimentar essa energia parada vai mexer em outros aspectos da vida? Talvez, não sei. É o que vamos descobrir nos próximos dias.

BEDA

Vamos juntxs neste BEDA?

Mais do que nunca, esse é um espaço colaborativo. Eu tenho só uma vaga ideia do que quero falar e estou totalmente aberta a novos temas, novas histórias.  Afinal, esta é a graça do BEDA, explorar conteúdos fora da zona de conforto e, claro, realmente dedicar um tempo à escrita. O que é um blog sem posts, não é mesmo?

E você que chegou agora, também fique à vontade. Porque internet pra mim é sinônimo de troca. E apesar de estar aqui falando (escrevendo) sem saber quem está ouvindo (lendo), vou adorar saber que você está aí do outro lado. No final das contas quem escreve quer ser lido, não é? Nos próximos dias, a gente conversa sobre livros, filmes, série, moda, gastronomia, lugares bacanas para conhece no Rio, e o que mais a gente quiser.

Então fica combinado assim. Eu escrevo daqui e vocês comentam daí. Pode ser aqui embaixo, na caixa de comentários, por e-mail, no [email protected], ou no instagram @tatiguedescom. O importante é que este desafio seja feito em conjunto. Beleza? Nos vemos amanhã!

YouTube: quatro canais literários que você precisa conhecer

Quem acompanha este blog ou me segue nas redes sociais sabe que ler é um dos meus maiores prazeres nesta vida. É o meu momento, a atividade que acalma minha alma e que eu faria o dia inteiro se não houvesse boleto neste mundo. Pensando nisso, entrei na missão de te fazer ler mais (e melhor) este ano. Então, vocês verão posts como este com mais frequência por aqui! E o YouTube não poderia ficar de fora disso. É ali que eu me informo sobre os lançamentos ou dou uma chance para os clássicos. Hoje, selecionei cinco canais que vão abrir seus horizontes literários. Vamos?

Tiny Little Things

Velha conhecida no chamado “booktube”, Tati pode não ser uma novidade para quem acompanha este universo, mas não dava pra montar essa lista e não falar dela. Esse ano, seu canal completou 12 anos e hoje serve de referência para muita gente. Entre resenhas, tags e desafios, Tati faz um mix diversificado entre clássicos, histórias de terror, autores consagrados e iniciantes.

O que você não pode deixar de ver: a playlist Mês do Horror.

Livrada

Se existe um estereotipo no booktuber, o Yuri Al’ Hanati foge totalmente dele. O humor é ácido, as escolhas literárias dificilmente estão presentes na sessão de best-sellers e as opiniões são expostas sem medo de desagradar. Como deveria ser, não é mesmo? Entre os preferidos do Yuri estão autores russos, clássicos e livros de filosofia. Mas o mais bacana do canal acontece anualmente: o Desafio Livrada. Nele, Yuri seleciona 14 categorias diferentes e propõe que os espectadores leiam títulos que se enquadrem na brincadeira. Um livro é sempre “obrigatório”, mas nunca óbvio. Excelente pedida para quem quer sair da zona de conforto!

O que você não pode deixar de ver: os livros sobre o Desafio Livrada.

Ler Antes de Morrer

A Isabella Lubrano tem a vida que eu gostaria de ter. Depois de se formar em Direito e Jornalismo, ela conseguiu se dedicar totalmente aos livros e ao seu canal Ler Antes de Morrer. Por lá, ela se propõe a chegar ao número audacioso de 1001 resenhas literárias, mesclando clássicos, contemporâneos, livros de não-ficção, entre outros. Mas o canal vai além do gosto eclético da apresentadora. Como boa jornalista, ela está sempre atenta ao contexto. E não importa se ela está falando de Machado de Assis ou de Elena Ferrante (falei sobre ela aqui!): todo vídeo tem um ótimo gancho que vai fisgar a sua atenção.

O que você não pode deixar de ver: a playlist atualizada da Bookshelf Tour! Nada melhor do que dar uma espiadinha na estante alheia, né?

Bookster

Pedro Pacífico acabou de chegar no Youtube e já coleciona mais de 5 mil inscritos no seu canal. Muito do sucesso se deve ao seu perfil no Instagram, que é um verdadeiro fenômeno. Pedro é advogado de formação, e dá dicas para quem quer fazer da leitura um hábito, mesclando resenhas de clássicos e autores contemporâneos. O diferencial são os vídeos curtinhos, quase uma pílula de informação.

O que você não pode deixar de ver: dicas de como ler mais!

E você? Tem algum canal preferido que não está aqui? Conta pra gente!

Como se vestir bem sem gastar muito dinheiro

Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Porque por mais que a gente fale sempre que o estilo tem a ver com comunicação e personalidade, a indústria da moda segue batendo na tecla do consumo. Mas a verdade é que se vestir bem – de acordo com seu estilo de vida – é uma questão de autoconhecimento. E hoje eu te conto as dicas que recebi e que fizeram total sentido pra mim.

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#1 Entenda qual é o seu estilo

E saiba que ele está sempre em construção. Ou seja, ele não é imutável, mas precisa fazer sentido (aqui tem post sobre isso!). Se você é uma pessoa que ama estar confortável, comprar um salto agulha pode ser perda de dinheiro. Vale mais a pena investir em um bom par de tênis ou uma sapatilha. É importante também ter “marcas registradas”, aquelas peças que você repete sem medo e sabe que vai usar. Vale mais um bom jeans com caimento bacana do que a blusinha da temporada que você só vai usar uma vez.

#2 Conheça seu corpo

Pode reparar: sempre que a gente acha uma pessoa elegante, o caimento das roupas está sempre impecável. A camiseta não marca, a bainha da calça está na altura certa, o ombro da jaqueta está no lugar. Isso acontece quando a gente sabe exatamente o que quer valorizar e, principalmente, qual é o nosso tamanho. Eu APOSTO que você já comprou uma peça mais larga (ou mais justa) só porque se apaixonou por ela e a loja não tinha seu tamanho. Pode confessar, eu também já fiz isso.

#3 Mais peças eternas, menos tendências

Ninguém precisa se vestir como se tivesse saído de um guia de estilo. Sempre tenho a sensação de que eles padronizam todo mundo. Mas apostar no básico pode ser uma boa para criar um visual que funcione sem gastar demais. Por exemplo, não compre uma pantalona estampada antes de ter uma calça preta que monte cinco looks diferentes. Evite a blusa ciganinha se você não tem uma camiseta branca de qualidade. Não precisa comprar aquela jaqueta bordada com paetê se você ainda não tem uma jeans que vai com tudo. São escolhas inteligentes que montam um guarda-roupa mais funcional e uma conta bancária no azul.

#4 Tenha cuidado com as fast fashion

Elas podem ser uma benção ou uma maldição. Ao mesmo tempo em que oferecem peças bacanas por um preço (quase sempre) justo, elas são montadas para fazer você comprar o que não precisa. Foco é a palavra-chave. Só entre em uma se você souber exatamente o que está procurando. Esse negócio de “dar só uma olhadinha” é um verdadeiro RALO pro seu dinheiro.

#5 Organize seu armário

Juro, 90% das vezes em que eu disse “não tenho roupa”, eu tinha, só não conseguia ver. E em 90% das vezes que fiz alguma compra por impulso também. Organizar o armário é fundamental pra desapegar do que não serve mais, abrir espaço, e deixar à mostra tudo o que gosta de verdade. Neste processo, a gente também consegue pensar em novas combinações pra roupas que usamos sempre do mesmo jeito. O Pinterest pode te ajudar muito nisso! Saiba mais neste post aqui!

Mais alguma dica? Bora conversar aqui nos comentários!

Netflix: três documentários para entender o mundo

Conhecimento nunca é demais. Mas a verdade é que falta tempo pra gente pesquisar e entender melhor todos os assuntos que nos interessam. Nesta era do streaming, o documentário é uma excelente fonte de informação e uma maneira incrível de entender melhor o mundo em que a gente vive. Pensando nisso, selecionei três dos meus títulos favoritos na Netflix como ponto de partida pra gente entender melhor temas como feminismo, racismo e masculinidade tóxica. Prepara a pipoca e vem!

13ª emenda

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Em uma época em que se tornou corriqueiro ouvir que o “racismo não existe”, este documentário é necessário. Na constituição americana, a 13ª emenda afirma que a escravidão foi abolida, desde que o indivíduo não cometa um crime. A diretora Ava Duvernay tenta mostrar a maneira pela qual o sistema carcerário se transformou em uma nova forma de escravidão, punindo majoritariamente a população negra. Já imaginou que horrível viver em um país onde o governo acha que os negros representam uma ameaça à sociedade? Conhece algum lugar assim?

The Mask you live in

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Desde que eu assisti a The Mask You Live In, tenho falado dele para todos os meus amigos homens. Todos, sem exceção. Dirigido por Jennifer Siebel Newson, o documentário discute a construção da masculinidade nas crianças e suas consequências na vida adulta. Vemos o que meninos passam para se encaixar no padrão do que é masculino e suas descobertas do que é “ser homem”. E claro, observamos como a ansiedade gerada no processo combinada com a falta de saúde mental da população pode culminar na violência. O filme é de 2015, mas está mais atual do que nunca.

She’s beautiful when she’s angry

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O feminismo está tão presente nas redes sociais que às vezes fica até difícil de imaginá-lo sem o Instagram. Mas entender a geração que veio antes de nós é fundamental para compreender o movimento como um todo. É aí que entra esta pérola do Netflix! She’s Beautiful when she’s angry, dirigido por Mary Dore, traz entrevistas atuais e imagens de arquivos com mulheres que foram às ruas na década de 1960. As pautas eram: igualdade de cargos e salários, legalização do aborto, etc. Alguma semelhança com o feminismo atual? O filme coloca em perspectiva as ondas do feminismo e coloca o espectador para refletir: afinal de contas, evoluímos em algo?

Faltou o seu documentário preferido nesta lista? Deixa aqui nos comentários!