YouTube: quatro canais literários que você precisa conhecer

Quem acompanha este blog ou me segue nas redes sociais sabe que ler é um dos meus maiores prazeres nesta vida. É o meu momento, a atividade que acalma minha alma e que eu faria o dia inteiro se não houvesse boleto neste mundo. Pensando nisso, entrei na missão de te fazer ler mais (e melhor) este ano. Então, vocês verão posts como este com mais frequência por aqui! E o YouTube não poderia ficar de fora disso. É ali que eu me informo sobre os lançamentos ou dou uma chance para os clássicos. Hoje, selecionei cinco canais que vão abrir seus horizontes literários. Vamos?

Tiny Little Things

Velha conhecida no chamado “booktube”, Tati pode não ser uma novidade para quem acompanha este universo, mas não dava pra montar essa lista e não falar dela. Esse ano, seu canal completou 12 anos e hoje serve de referência para muita gente. Entre resenhas, tags e desafios, Tati faz um mix diversificado entre clássicos, histórias de terror, autores consagrados e iniciantes.

O que você não pode deixar de ver: a playlist Mês do Horror.

Livrada

Se existe um estereotipo no booktuber, o Yuri Al’ Hanati foge totalmente dele. O humor é ácido, as escolhas literárias dificilmente estão presentes na sessão de best-sellers e as opiniões são expostas sem medo de desagradar. Como deveria ser, não é mesmo? Entre os preferidos do Yuri estão autores russos, clássicos e livros de filosofia. Mas o mais bacana do canal acontece anualmente: o Desafio Livrada. Nele, Yuri seleciona 14 categorias diferentes e propõe que os espectadores leiam títulos que se enquadrem na brincadeira. Um livro é sempre “obrigatório”, mas nunca óbvio. Excelente pedida para quem quer sair da zona de conforto!

O que você não pode deixar de ver: os livros sobre o Desafio Livrada.

Ler Antes de Morrer

A Isabella Lubrano tem a vida que eu gostaria de ter. Depois de se formar em Direito e Jornalismo, ela conseguiu se dedicar totalmente aos livros e ao seu canal Ler Antes de Morrer. Por lá, ela se propõe a chegar ao número audacioso de 1001 resenhas literárias, mesclando clássicos, contemporâneos, livros de não-ficção, entre outros. Mas o canal vai além do gosto eclético da apresentadora. Como boa jornalista, ela está sempre atenta ao contexto. E não importa se ela está falando de Machado de Assis ou de Elena Ferrante (falei sobre ela aqui!): todo vídeo tem um ótimo gancho que vai fisgar a sua atenção.

O que você não pode deixar de ver: a playlist atualizada da Bookshelf Tour! Nada melhor do que dar uma espiadinha na estante alheia, né?

Bookster

Pedro Pacífico acabou de chegar no Youtube e já coleciona mais de 5 mil inscritos no seu canal. Muito do sucesso se deve ao seu perfil no Instagram, que é um verdadeiro fenômeno. Pedro é advogado de formação, e dá dicas para quem quer fazer da leitura um hábito, mesclando resenhas de clássicos e autores contemporâneos. O diferencial são os vídeos curtinhos, quase uma pílula de informação.

O que você não pode deixar de ver: dicas de como ler mais!

E você? Tem algum canal preferido que não está aqui? Conta pra gente!

Como se vestir bem sem gastar muito dinheiro

Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Porque por mais que a gente fale sempre que o estilo tem a ver com comunicação e personalidade, a indústria da moda segue batendo na tecla do consumo. Mas a verdade é que se vestir bem – de acordo com seu estilo de vida – é uma questão de autoconhecimento. E hoje eu te conto as dicas que recebi e que fizeram total sentido pra mim.

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#1 Entenda qual é o seu estilo

E saiba que ele está sempre em construção. Ou seja, ele não é imutável, mas precisa fazer sentido (aqui tem post sobre isso!). Se você é uma pessoa que ama estar confortável, comprar um salto agulha pode ser perda de dinheiro. Vale mais a pena investir em um bom par de tênis ou uma sapatilha. É importante também ter “marcas registradas”, aquelas peças que você repete sem medo e sabe que vai usar. Vale mais um bom jeans com caimento bacana do que a blusinha da temporada que você só vai usar uma vez.

#2 Conheça seu corpo

Pode reparar: sempre que a gente acha uma pessoa elegante, o caimento das roupas está sempre impecável. A camiseta não marca, a bainha da calça está na altura certa, o ombro da jaqueta está no lugar. Isso acontece quando a gente sabe exatamente o que quer valorizar e, principalmente, qual é o nosso tamanho. Eu APOSTO que você já comprou uma peça mais larga (ou mais justa) só porque se apaixonou por ela e a loja não tinha seu tamanho. Pode confessar, eu também já fiz isso.

#3 Mais peças eternas, menos tendências

Ninguém precisa se vestir como se tivesse saído de um guia de estilo. Sempre tenho a sensação de que eles padronizam todo mundo. Mas apostar no básico pode ser uma boa para criar um visual que funcione sem gastar demais. Por exemplo, não compre uma pantalona estampada antes de ter uma calça preta que monte cinco looks diferentes. Evite a blusa ciganinha se você não tem uma camiseta branca de qualidade. Não precisa comprar aquela jaqueta bordada com paetê se você ainda não tem uma jeans que vai com tudo. São escolhas inteligentes que montam um guarda-roupa mais funcional e uma conta bancária no azul.

#4 Tenha cuidado com as fast fashion

Elas podem ser uma benção ou uma maldição. Ao mesmo tempo em que oferecem peças bacanas por um preço (quase sempre) justo, elas são montadas para fazer você comprar o que não precisa. Foco é a palavra-chave. Só entre em uma se você souber exatamente o que está procurando. Esse negócio de “dar só uma olhadinha” é um verdadeiro RALO pro seu dinheiro.

#5 Organize seu armário

Juro, 90% das vezes em que eu disse “não tenho roupa”, eu tinha, só não conseguia ver. E em 90% das vezes que fiz alguma compra por impulso também. Organizar o armário é fundamental pra desapegar do que não serve mais, abrir espaço, e deixar à mostra tudo o que gosta de verdade. Neste processo, a gente também consegue pensar em novas combinações pra roupas que usamos sempre do mesmo jeito. O Pinterest pode te ajudar muito nisso! Saiba mais neste post aqui!

Mais alguma dica? Bora conversar aqui nos comentários!

Netflix: três documentários para entender o mundo

Conhecimento nunca é demais. Mas a verdade é que falta tempo pra gente pesquisar e entender melhor todos os assuntos que nos interessam. Nesta era do streaming, o documentário é uma excelente fonte de informação e uma maneira incrível de entender melhor o mundo em que a gente vive. Pensando nisso, selecionei três dos meus títulos favoritos na Netflix como ponto de partida pra gente entender melhor temas como feminismo, racismo e masculinidade tóxica. Prepara a pipoca e vem!

13ª emenda

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Em uma época em que se tornou corriqueiro ouvir que o “racismo não existe”, este documentário é necessário. Na constituição americana, a 13ª emenda afirma que a escravidão foi abolida, desde que o indivíduo não cometa um crime. A diretora Ava Duvernay tenta mostrar a maneira pela qual o sistema carcerário se transformou em uma nova forma de escravidão, punindo majoritariamente a população negra. Já imaginou que horrível viver em um país onde o governo acha que os negros representam uma ameaça à sociedade? Conhece algum lugar assim?

The Mask you live in

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Desde que eu assisti a The Mask You Live In, tenho falado dele para todos os meus amigos homens. Todos, sem exceção. Dirigido por Jennifer Siebel Newson, o documentário discute a construção da masculinidade nas crianças e suas consequências na vida adulta. Vemos o que meninos passam para se encaixar no padrão do que é masculino e suas descobertas do que é “ser homem”. E claro, observamos como a ansiedade gerada no processo combinada com a falta de saúde mental da população pode culminar na violência. O filme é de 2015, mas está mais atual do que nunca.

She’s beautiful when she’s angry

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O feminismo está tão presente nas redes sociais que às vezes fica até difícil de imaginá-lo sem o Instagram. Mas entender a geração que veio antes de nós é fundamental para compreender o movimento como um todo. É aí que entra esta pérola do Netflix! She’s Beautiful when she’s angry, dirigido por Mary Dore, traz entrevistas atuais e imagens de arquivos com mulheres que foram às ruas na década de 1960. As pautas eram: igualdade de cargos e salários, legalização do aborto, etc. Alguma semelhança com o feminismo atual? O filme coloca em perspectiva as ondas do feminismo e coloca o espectador para refletir: afinal de contas, evoluímos em algo?

Faltou o seu documentário preferido nesta lista? Deixa aqui nos comentários! 

Cinco dicas para ler mais (e melhor)

Eu sempre falo de livros no blog, mas só recentemente me dei conta que não falo sobre o hábito em si. E se, para você, ler não é um vício como é para mim, pode ser que você se sinta perdido em meio a tantas sugestões. Foi por isso que hoje eu parei tudo e vim aqui dar dicas de como ler mais (e melhor) esse ano. Pode ser que você se encante, pode ser que você comece um e nem termine. Mas se você ler um livrinho que seja seguindo estas dicas, o tempo que eu gastei escrevendo esse post já vai ter valido a pena! J

#1 – Ande com um livro para cima e para baixo

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As pessoas sempre me perguntam como eu arrumo tempo para ler tanto. A resposta é simplesmente essa: sempre carregue um livro ou kindle com você. Metrô? Leia. Fila de supermercado? Leia. Praia? Melhor lugar! Leia. Aos poucos você vai criando o hábito e a leitura vai preenchendo essas horas meio mortas, em que você pegaria o celular.

#2 – Por falar em celular… Off!

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O seu deve ter uma coisa maravilhosa chamada “modo avião”. Quando você ativa esse botãozinho, o mundo se torna uma coisa mágica, onde ninguém pode te perturbar virtualmente. Use esse recurso para ler, nem que seja apenas por 30 minutos. É libertador!

#3 – Use o YouTube

Depois que passei a seguir canais de literatura no YouTube, viciei REAL e nunca mais fiquei sem saber o que ler. A graça é seguir pessoas diferentes, para expandir os horizontes. Nos posts de favoritos e de dicas de canais, vocês encontram várias sugestões, mas vale a pena repetir. Tati Feltrin, Pandâmonio TV, Livrada, Carol Miranda, Ler Antes de Morrer e Clarissa Wolff são meus favoritos!

#4 – Experimente coisas novas

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Às vezes a gente se apaixona por um autor ou um gênero e queremos zerar todos os livros, de preferência de uma vez só. Mas sempre dá pra você sair um pouquinho da zona de conforto enquanto leitor. Seja lendo um autor de quem nunca ouviu falar, tomando coragem para ler aquele clássico de 900 páginas ou simplesmente experimentando um livro mais teórico. Uma coisa bacana que sempre rola em diversos canais são os desafios. O Livrada acabou de lançar o seu e você pode acompanhar!

#5 – Faça da livraria sua rotina

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Mesmo com a crise das livrarias, o Rio continua cheio de boas opções, tanto de livrarias quanto de sebos. A minha preferida é a da Livraria da Travessa (falei sobre ela aqui) e o sebo Baratos da Ribeiro, ambos em Botafogo. A ideia é ir, dar uma olhada nas mesas que ficam logo na entrada com as novidades, e explorar as estantes mais escondidas. Certeza de que você vai encontrar algo bacana pra levar pra casa!

E aí? O que está na sua lista de leitura?

Ansiedade tem solução: seis dicas para se livrar dela!

Quem me conhece pessoalmente ou acompanha esse blog já sabe: eu sou uma pessoa extremamente ansiosa. Graças a Deus, eu sou uma pessoa extremamente ansiosa que não tem a menor vergonha de dizer isso para quem quiser ouvir. Por um motivo muito simples: quem tem ansiedade acha que é o único do mundo, e é um alívio da p* quando você descobre que não é bem assim. Aqui tem textão sobre isso, mas hoje decidi compartilhar algumas dicas que tem me feito muito bem!

#1 – Faça exercício físico

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Você pode estar aí pensando “nossa, que clichê…” e eu vou ser obrigada a concordar com você. Mas do fundo do coração, faz MUITO bem. Pode ser que você ame musculação e se sinta super bem fazendo isso, mas se essa não é sua praia, trate de encontrar algo diferente. Eu descobri que a corrida me ajuda muito, principalmente ao ar livre. Mas você pode tentar nadar, dançar, fazer pilates, ou até mesmo praticar yoga. O importante é que seja algo que te dê prazer e que exija o mínimo de concentração, nem que seja no modo como você está respirando. Isso ajuda a manter o foco no agora, e não no que está causando a ansiedade.

#2 – Organize-se

Isso me ajuda muuuuuuuito! Inclusive, o Bullet Journal, método de organização que eu já expliquei aqui, me ajudou muito a priorizar tarefas, metas, sonhos… Mas a organização vai além disso. Um ambiente organizado dá clareza mental, então o primeiro passo é eliminar a bagunça da sua vida. Não precisa passar um dia inteiro fazendo faxina, mas você pode tirar 15 minutos por dia para limpar as superfícies da sua casa. Olhe bem para a sua mesa de trabalho e veja se ela não está entulhada demais, por exemplo. Casa/ escritório arrumados? Agora é hora de organizar a sua rotina. Saber exatamente o que você tem que fazer nas próximas horas dá a paz de espírito que toda pessoa ansiosa precisa.

# 3 – Medite

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Cada vez que eu falo isso para algum ansioso de carteirinha ele fala “imagina, ficar quieto durante 20 minutos? Impossível”. Então, é possível e faz milagres. Acompanha aqui o raciocínio: a ansiedade é causada, entre outras coisas, pela aceleração mental. Sabe aquela sensação de querer descansar, mas a mente não calar a boca? O objetivo da meditação é justamente esse, o que faz da prática o melhor remédio para quem quer paz interior. Eu fiz um curso de meditação transcendental com o Klebér Tani, aqui no Rio, mas existem vários métodos em diversas cidades do Brasil. É só abrir a mente e escolher o melhor para você.

#4 – Ouça música

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Tenha a sua preferida para os momentos de crise. Eu tenho duas: Shut Up and Dance, do Walk the Moon, e Sweet Child O’Mine, cantada pelo elenco de Capitão Fantástico. Existem diversos estudos que mostram que algumas músicas tem o poder de acalmar a ansiedade e vou fazer uma playlist com algumas delas, mas isso é assunto para outro post… 😉

#5 – Controle seus pensamentos negativos

Óbvio que durante uma crise de ansiedade isso é impossível. Parece que seu cérebro perdeu a capacidade de produzir qualquer coisa boa, eu entendo. Estou falando aqui de filtrar os pensamentos ruins enquanto você ainda está exercendo algum controle sobre sua mente. O namorado demorou a responder a mensagem? Vá ouvir uma música. O chefe chamou para uma conversa? Vá esperando o melhor. Exercitar o otimismo fora das épocas de crise ajuda a passar por elas de uma maneira mais serena!

#6 – Procure um especialista

Por último, mas não menos importante (muitíssimo pelo contrário): não hesite em procurar ajuda profissional. A ansiedade é sim, o mal da nossa geração, mas tem fatores químicos e biológicos que podem contribuir para aumentar o problema. Ter um espaço para falar sobre sua vida, seus pensamentos e seus anseios é muito importante, e nem sempre os amigos vão dar conta do recado. Mais do que isso, psicólogos são excelentes para avaliar o seu caso e te encaminhar para um psiquiatra, se houver necessidade de tratamento medicamentoso.

Tem mais alguma dica? Divide com a gente aqui nos comentários!

Fotos: Unplash.com

Como desenvolver seu estilo em cinco passos

Até hoje muita gente associa a moda à futilidade. Mas você já parou pra pensar que você se veste diariamente? O que mais você faz todos os dias? Se alimenta, toma banho, escova os dentes, trabalha, dá atenção para sua família e seus amigos. Nada disso é futilidade. Por que a moda seria? O estilo nada mais é do que a sua personalidade traduzida em roupas. Por que não ajudar as pessoas a entender quem você é através da maneira pela qual você se veste? Encontrar seu estilo é um exercício de autoanálise e ainda te ajuda a economizar tempo em dinheiro. Afinal, suas escolhes ficam mais fáceis tanto na hora de comprar algo quanto na hora de se vestir pela manhã. Então, vamos começar?

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#1 – Faça perguntas

Encontrar e desenvolver um estilo próprio é como qualquer outro processo de autoconhecimento: você precisa se fazer as perguntas certas. O que é importante para você? Quais são os pontos fortes da sua personalidade? Como você gostaria de ser vista? Se você fosse uma loja, que loja seria? E por quê? Depois de descobrir quais são as suas referências é mais fácil encontrar um norte.

#2 – Descubra o que você quer destacar/disfarçar

Os tempos da “polícia da moda” já acabou e ninguém precisa seguir regras restritas do que usar ou não. Mas é sempre bom conhecer seus pontos fortes (o que você quer destacar) e os que prefere disfarçar. Eu, por exemplo, adoro meus ombros, mas não sou muito fã dos braços. As blusas “ciganinha” que deixam o colo à mostra e cobrem os bíceps são ideais para mim. Então, vale passar um tempo na frente do espelho – com olhar generoso, por favor – e descobrir o que você quer realçar.

#3 – Saiba quais são suas peças preferidas

Por mais que você goste de seguir tendências, com certeza tem no armário aquelas peças que usa há anos e não consegue se desfazer, independente da moda. A minha, por exemplo, é um short preto básico que vai da night ao trabalho. São essas peças que ditam seu estilo, mesmo que você ainda não saiba exatamente qual é ele. Também vale se perguntar com quais você se sente mais confortável. Não só aquelas roupas que te dão mobilidade, mas as que você usa e se reconhece de imediato.

#4 – Tenha referências de estilo

Pode ser uma loja, uma amiga, influenciadoras digitais, artistas, filmes, séries e até o Pinterest (falamos sobre como ele pode te ajudar aqui). O importante é entender o que há no estilo dessas referências que te atrai tanto. E lógico, a ideia não é ser outra pessoa, mas sim se inspirar em elementos do guarda-roupa. Outra pergunta que pode ajudar: “fulana usaria isso? De que forma?”.

#5 – Fique atenta ao seu estilo de vida

Quando temos referências gringas e tentamos nos inspirar nelas na hora de criar um look, rapidamente notamos um abismo de diferenças. Como usar aquele casaco de pele? E aquela bolsa de mão que mal cabe o celular? Pois é, de nada adianta montar produções incríveis que simplesmente não funcionam na vida real. Se você tem filhos pequenos, talvez um scarpin de salto agulha não seja a melhor opção para você, assim como vestidos podem não funcionar em quem vai de bike para o trabalho. Vale lembrar que a roupa é feita para caber na sua vida. Não é sua vida que deve caber na roupa! Preste atenção a isso antes de investir seu dinheiro em uma peça linda, mas pouco funcional.

Mais dicas de como descobrir/desenvolver seu estilo? Deixa aqui nos comentários!

 

Leme: conheça os meus programas preferidos no bairro!

O Leme tem um lugarzinho especial no meu coração. O bairro aparece em todos os meus roteiros preferidos pelo Rio e, apesar de não ser tão conhecido quanto Copacabana, pode ser ainda mais charmoso. Hoje eu divido com vocês alguns dos meus programas preferidos por lá.

Praia do Leme

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Parece óbvio, né? Mas esse é uma das minhas faixas de areia preferidas no Rio. Porque é democrática, porque não é insuportavelmente cheia, porque é aconchegante, porque é pertinho de casa. Rs. A minha dica é ficar ali no posto 1 (a barraca da Monica é a minha preferida) e depois já emendar um Belmonte no pós-praia!

Boteco Belmonte

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Um dos mais tradicionais do Rio, ele tem filiais espalhadas por toda a cidade, mas a do Leme é a minha preferida. Primeiro porque é grande, então as chances de você ter que beber em pé é bem reduzida. Depois, ele fica na distância ideal para uma caipirinha pós-praia: a uns três passos da areia. 😉 Por lá, vale pedir o espetinho de mignon com farofa e molho à campanha. Deli!

Salomé Bistrô

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Já falei mais sobre ele neste post aqui, mas a dica é sempre válida. Dos mesmos donos do Canastra, o Salomé é mega charmoso, perfeito para um date ou para um encontro com as amigas. Às quartas, o bar oferece um Happy Hour com dose dupla de espumante rosé e é tipo o paraíso na terra. Se pedir a burrata então, é só sucesso.

Pedra do Leme e Caminho dos Pescadores

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Um dos meus lugares preferidos no fim de tarde. Costumo pegar a bike e ir até lá quando eu quero tomar uma caipirinha com as amigas ou até ficar quietinha olhando o mar mesmo ou lendo um livro. Por ali você encontra também uma das estátuas mais bacanas do Rio: a da Clarice Lispector. Vale a foto!

Mundeco Bar

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O Mundeco é uma das grandes atrações do Leme. Pelo menos pra quem gosta de cervejas artesanais, drinks, hambúrgueres e pizzas. Ou seja, todo mundo, né? O espaço não é grande, a graça mesmo é ficar na rua, ou descer ao subsolo, onde rola um karaokê todas às quintas. Ah, também é um lugar excelente pra comemorar aniversários ou reunir os amigos! 😉

Fotos: Lu Marinho, Tati Guedes, redes sociais

Conhece algum outro passeio pelo Leme? Deixa aqui nos comentários!

Contos: cinco livros que não podem faltar na sua coleção

Já começo esse post confessando que, até bem pouco tempo atrás, eu não era muito fã de contos. Na verdade, eles pareciam uma piada que todo mundo entendia menos eu. Depois de ler alguns dos livros dessa lista, eu percebi que só estava lendo os autores errados e que histórias mais curtas podem ser tão envolventes quanto romances longos. Hoje eu divido com vocês alguns dos meus preferidos!

Ah, e para comprar o livro, é só clicar no título. Você não paga mais nada por isso e ainda ajuda esse blog! 😉

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Os melhores contos brasileiros do século XX

O básico do básico. Ganhei esse livro do meu pai quando ainda estava na escola e ele segue sendo um dos meus preferidos. Apesar de seguir uma ordem cronológica – ideal para quem quer entender como o formato evoluiu ao longo dos anos – ele pode ser lido aos poucos, degustando cada texto bem devagar. A seleção foi feita por Ítalo Moriconi e engloba autores como Machado de Assis, Rubem Fonseca, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Caio Fernando Abreu, Érico Veríssimo, entre outros.

Contos de Horror do Século XIX

É uma das antologias preferidas de quem ama histórias que flertam com o terror. Neste volume da Companhia das Letras você vai encontrar autores como Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft e Henry James. É um mergulho na literatura de horror, com histórias que, se não dão medo, causam uma forte sensação de estranhamento. A seleção é do escritor Alberto Manguel.

Antes do Baile Verde, da Lygia Fagundes Telles

Se você ainda não leu nada da Lygia, sugiro começar pelos seus contos. A Companhia das Letras lançou uma coletânea recentemente, mas alguns dos meus preferidos estão aqui, no Antes do Baile Verde. Lygia oferece para o leitor um mergulho na subjetividade dos personagens, expondo seus dramas e dilemas de uma maneira muito sensível. Os contos “Jardim Selvagem” e “O Menino” já valem o livro, mas “Venha ver o pôr-do-sol” também é um clássico que merece ser lido.

Nove Estórias, J.D. Salinger

J.D. Salinger é mais conhecido pelo mundialmente famoso “Apanhador no Campo de Centeio”. Mas se você, como eu, não caiu de amores por Holden Caulfield, sugiro não desistir do autor ainda. “Nove Estórias” reúne textos curtos, publicados em revistas como “The New Yorker” e “Harper’s”. Todos as narrativas são envolventes, mas as minhas preferidas são “Para Esmé, com amor e sordidez” e o conto que abre a coletânea, “Um dia ideal para os peixe-banana”.

Cat Person e outros contos, da Kristen Roupenian

Não é sempre que a literatura tem um alcance viral, mas “Cat Person”, o conto que dá nome a esta coletânea ganhou status de meme em 2017. Publicado na revista The New Yorker, o texto de Kristen Roupenian conta a história do relacionamento de Margot e Robert, desde o momento que se conhecem até o final. A narrativa tomou proporções gigantescas e acendeu debates e polêmicas sobre misoginia, gordofobia e a qualidade da literatura. Porque ele fez tanto sucesso assim? Só lendo pra saber! 😉

Tem alguma dica imperdível? Conta aqui nos comentários!

 

Dinheiro: como organizar a sua vida financeira

dinheiroSe você sente um arrepio correndo pela espinha a cada vez que pensa em olhar seu extrato bancário ou conversar sobre dinheiro, esse post é para você. Eu passei anos e anos da minha vida nesse esquema. A cada vez que eu tinha que pagar uma conta, dava até um aperto no coração. Evitei olhar para a minha vida financeira por tanto tempo que o resultado não poderia ser outro além do nome sujo. Está nessa também? Calma que tem solução! Preste atenção nestas cinco dicas e se comprometa a coloca-las em prática. Já aviso que não é molezinha. É preciso compromisso, mas dá certo!

#1 Mude seu mindset

Não é papo furado. Seu extrato bancário é um reflexo de como você se relaciona com dinheiro. Eu passei anos associando dinheiro à felicidade. Estar triste ou insatisfeita com alguma coisa era um excelente motivo para ir ao shopping e tentar preencher o vazio com coisas que eu não precisava. O resultado eu nem preciso dizer, né? Um desespero básico sempre que chegava à fatura do cartão de crédito. As coisas só começaram a mudar quando eu passei a entender que dinheiro representa – pelo menos pra mim – segurança e liberdade. Quando a chave virou, eu passei a dar mais valor ao que eu ganhava e a pagar os boletos com a sensação de dever cumprido.

#2 Se informe

Ganhar dinheiro é fácil. Basta trabalhar. Difícil mesmo é administrar o que se ganha. E para isso só tem uma solução: sentar a bundinha e estudar. Para nossa sorte, ninguém precisa de faculdade de economia para isso. Na internet não faltam fontes bacanas, como o canal Me Poupe, da Nath Arcuri, e o canal da Easynvest. Os livros também estão aí, com linguagem acessível e dicas importantes. Recomendo muito o “Me Poupe: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso” e o “Ganhar, gastar e investir: o livro do dinheiro para mulheres”.

#3 Invista

“Ah, mas meu dinheiro não sobra pra eu investir…”. É porque o pensamento já está errado. O investimento deve ser o primeiro “boleto” a ser pago. E nada de poupança, pelo amor de Dadá! Conheça seu perfil de investidor, saiba o nível de risco que você está disposta a assumir e pesquise. Investidoras como a Easynvest facilitam muito a vida de quem está começando, mas você sempre pode pedir uma ajudinha para o seu gerente de banco.

#4 Viva um degrau abaixo

Essa talvez seja a dica mais difícil de colocar em prática, mas é sem dúvida a mais importante. Eu mesma sigo lutando para chegar neste nível de plenitude. Mas a verdade é que a estabilidade financeira depende muito da sua capacidade de gastar menos do que você ganha. Como dividir? A dica é da Nath Arcuri (sim, ela de novo): destine 55% para o que é essencial para você, 10% para aposentadoria, 5% para educação, 20% para objetivos de médio a longo prazo e 10% para gastar com o que você quiser. Quer saber mais? Leia este post aqui!

#5 Descubra suas fraquezas

Às vezes a gente tem a impressão de que o dinheiro está descendo pelo ralo. E olha, às vezes está mesmo. Tudo culpa da nossa “kryptonita”, das comprinhas que a gente não resiste a fazer, por mais que estejam fora do nosso orçamento. Ou seja, aquelas coisas que a gente compra meio no impulso. Eu tenho duas: livros e comida. Uma visita à livraria e uma passadinha no restaurante quase sempre é a farra do cartão de crédito. Como são coisas importantes para mim, tento não me privar delas, mas sim incluir nos gastos mensais, sem prejudicar o resto do boletos.

Se você chegou ao final deste texto, já deve ter percebido que autoconhecimento é essencial na hora de organizar a vida financeira. Por isso, vale sempre a reflexão do que você quer no momento e o que você quer a longo prazo. 😉

Dia da Mulher: quatro perfis feministas para seguir

Eu não costumo engrossar o coro de quem diz que não quer flores nem parabéns no Dia Internacional das Mulheres, e sim respeito. Acho que eles não são excludentes. Mas se eu pudesse desejar a todas nós algo mais do que respeito e igualdade hoje, seria informação. É pela falta dela que ainda encontramos mulheres que lutam por uma vida mais justa, mas não se dizem feministas. É pela falta dela que os homens torcem o nariz para mulheres que dizem com orgulho que são sim, feministas. E aí, mana, perco eu, perde você, e perde o movimento como um todo. Então, vamos disseminar informação por aí? Hoje eu selecionei três perfis feministas que você precisa seguir nas redes sociais!

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@modices

Acho que não tem ninguém aqui que não conheça Carla Lemos, certo? Mas peço licença para chover no molhado aqui porque foi o Modices que me pôs em contato com muitas questões importantes pra gente como autoestima, sororidade, empatia, saúde mental e mais um tanto de coisa. Vale ver, acompanhar, repostar…

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@eai.taboa

O “E aí, Tá boa?” é um perfil de entrevistas feito por e para mulheres. Comandada por Natália Fava, Mariana Hasselmann e Hariana Meinke, a plataforma conta com um tema por mês e entrevistas com várias minas diferentes, mostrando sempre novas perspectivas sobre um determinado assunto. É uma fonte infinita de inspiração e a prova de que, quando a gente se junta, projetos incríveis saem do papel.

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@maselenuncamebateu

Este perfil é do tipo “utilidade pública”. Ele mostra, de maneira rápida e direta, todos os tipos de agressão que as mulheres podem sofrer e porque nem sempre a vítima percebe o que está vivendo. Se você está sente que está em um relacionamento abusivo, mas não tem certeza, vale ler alguns dos relatos expostos ali.

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@letticia.muniz

O feminismo é, para muita gente, um assunto espinhoso. Para Letticia Muniz, a dona deste perfil, o humor é a maneira mais bacana de derrubar barreiras e explicar didaticamente o que é esta luta diária. De quebra, ela ainda torna o ambiente do humor (ainda misógino para os dias de hoje) um pouco mais inclusivo!

E aí, faltou algum perfil nesta lista? Deixa aqui nos comentários!