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Cinco dicas para ler mais (e melhor)

Eu sempre falo de livros no blog, mas só recentemente me dei conta que não falo sobre o hábito em si. E se, para você, ler não é um vício como é para mim, pode ser que você se sinta perdido em meio a tantas sugestões. Foi por isso que hoje eu parei tudo e vim aqui dar dicas de como ler mais (e melhor) esse ano. Pode ser que você se encante, pode ser que você comece um e nem termine. Mas se você ler um livrinho que seja seguindo estas dicas, o tempo que eu gastei escrevendo esse post já vai ter valido a pena! J

#1 – Ande com um livro para cima e para baixo

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As pessoas sempre me perguntam como eu arrumo tempo para ler tanto. A resposta é simplesmente essa: sempre carregue um livro ou kindle com você. Metrô? Leia. Fila de supermercado? Leia. Praia? Melhor lugar! Leia. Aos poucos você vai criando o hábito e a leitura vai preenchendo essas horas meio mortas, em que você pegaria o celular.

#2 – Por falar em celular… Off!

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O seu deve ter uma coisa maravilhosa chamada “modo avião”. Quando você ativa esse botãozinho, o mundo se torna uma coisa mágica, onde ninguém pode te perturbar virtualmente. Use esse recurso para ler, nem que seja apenas por 30 minutos. É libertador!

#3 – Use o YouTube

Depois que passei a seguir canais de literatura no YouTube, viciei REAL e nunca mais fiquei sem saber o que ler. A graça é seguir pessoas diferentes, para expandir os horizontes. Nos posts de favoritos e de dicas de canais, vocês encontram várias sugestões, mas vale a pena repetir. Tati Feltrin, Pandâmonio TV, Livrada, Carol Miranda, Ler Antes de Morrer e Clarissa Wolff são meus favoritos!

#4 – Experimente coisas novas

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Às vezes a gente se apaixona por um autor ou um gênero e queremos zerar todos os livros, de preferência de uma vez só. Mas sempre dá pra você sair um pouquinho da zona de conforto enquanto leitor. Seja lendo um autor de quem nunca ouviu falar, tomando coragem para ler aquele clássico de 900 páginas ou simplesmente experimentando um livro mais teórico. Uma coisa bacana que sempre rola em diversos canais são os desafios. O Livrada acabou de lançar o seu e você pode acompanhar!

#5 – Faça da livraria sua rotina

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Mesmo com a crise das livrarias, o Rio continua cheio de boas opções, tanto de livrarias quanto de sebos. A minha preferida é a da Livraria da Travessa (falei sobre ela aqui) e o sebo Baratos da Ribeiro, ambos em Botafogo. A ideia é ir, dar uma olhada nas mesas que ficam logo na entrada com as novidades, e explorar as estantes mais escondidas. Certeza de que você vai encontrar algo bacana pra levar pra casa!

E aí? O que está na sua lista de leitura?

Ansiedade tem solução: seis dicas para se livrar dela!

Quem me conhece pessoalmente ou acompanha esse blog já sabe: eu sou uma pessoa extremamente ansiosa. Graças a Deus, eu sou uma pessoa extremamente ansiosa que não tem a menor vergonha de dizer isso para quem quiser ouvir. Por um motivo muito simples: quem tem ansiedade acha que é o único do mundo, e é um alívio da p* quando você descobre que não é bem assim. Aqui tem textão sobre isso, mas hoje decidi compartilhar algumas dicas que tem me feito muito bem!

#1 – Faça exercício físico

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Você pode estar aí pensando “nossa, que clichê…” e eu vou ser obrigada a concordar com você. Mas do fundo do coração, faz MUITO bem. Pode ser que você ame musculação e se sinta super bem fazendo isso, mas se essa não é sua praia, trate de encontrar algo diferente. Eu descobri que a corrida me ajuda muito, principalmente ao ar livre. Mas você pode tentar nadar, dançar, fazer pilates, ou até mesmo praticar yoga. O importante é que seja algo que te dê prazer e que exija o mínimo de concentração, nem que seja no modo como você está respirando. Isso ajuda a manter o foco no agora, e não no que está causando a ansiedade.

#2 – Organize-se

Isso me ajuda muuuuuuuito! Inclusive, o Bullet Journal, método de organização que eu já expliquei aqui, me ajudou muito a priorizar tarefas, metas, sonhos… Mas a organização vai além disso. Um ambiente organizado dá clareza mental, então o primeiro passo é eliminar a bagunça da sua vida. Não precisa passar um dia inteiro fazendo faxina, mas você pode tirar 15 minutos por dia para limpar as superfícies da sua casa. Olhe bem para a sua mesa de trabalho e veja se ela não está entulhada demais, por exemplo. Casa/ escritório arrumados? Agora é hora de organizar a sua rotina. Saber exatamente o que você tem que fazer nas próximas horas dá a paz de espírito que toda pessoa ansiosa precisa.

# 3 – Medite

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Cada vez que eu falo isso para algum ansioso de carteirinha ele fala “imagina, ficar quieto durante 20 minutos? Impossível”. Então, é possível e faz milagres. Acompanha aqui o raciocínio: a ansiedade é causada, entre outras coisas, pela aceleração mental. Sabe aquela sensação de querer descansar, mas a mente não calar a boca? O objetivo da meditação é justamente esse, o que faz da prática o melhor remédio para quem quer paz interior. Eu fiz um curso de meditação transcendental com o Klebér Tani, aqui no Rio, mas existem vários métodos em diversas cidades do Brasil. É só abrir a mente e escolher o melhor para você.

#4 – Ouça música

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Tenha a sua preferida para os momentos de crise. Eu tenho duas: Shut Up and Dance, do Walk the Moon, e Sweet Child O’Mine, cantada pelo elenco de Capitão Fantástico. Existem diversos estudos que mostram que algumas músicas tem o poder de acalmar a ansiedade e vou fazer uma playlist com algumas delas, mas isso é assunto para outro post… 😉

#5 – Controle seus pensamentos negativos

Óbvio que durante uma crise de ansiedade isso é impossível. Parece que seu cérebro perdeu a capacidade de produzir qualquer coisa boa, eu entendo. Estou falando aqui de filtrar os pensamentos ruins enquanto você ainda está exercendo algum controle sobre sua mente. O namorado demorou a responder a mensagem? Vá ouvir uma música. O chefe chamou para uma conversa? Vá esperando o melhor. Exercitar o otimismo fora das épocas de crise ajuda a passar por elas de uma maneira mais serena!

#6 – Procure um especialista

Por último, mas não menos importante (muitíssimo pelo contrário): não hesite em procurar ajuda profissional. A ansiedade é sim, o mal da nossa geração, mas tem fatores químicos e biológicos que podem contribuir para aumentar o problema. Ter um espaço para falar sobre sua vida, seus pensamentos e seus anseios é muito importante, e nem sempre os amigos vão dar conta do recado. Mais do que isso, psicólogos são excelentes para avaliar o seu caso e te encaminhar para um psiquiatra, se houver necessidade de tratamento medicamentoso.

Tem mais alguma dica? Divide com a gente aqui nos comentários!

Fotos: Unplash.com

Como desenvolver seu estilo em cinco passos

Até hoje muita gente associa a moda à futilidade. Mas você já parou pra pensar que você se veste diariamente? O que mais você faz todos os dias? Se alimenta, toma banho, escova os dentes, trabalha, dá atenção para sua família e seus amigos. Nada disso é futilidade. Por que a moda seria? O estilo nada mais é do que a sua personalidade traduzida em roupas. Por que não ajudar as pessoas a entender quem você é através da maneira pela qual você se veste? Encontrar seu estilo é um exercício de autoanálise e ainda te ajuda a economizar tempo em dinheiro. Afinal, suas escolhes ficam mais fáceis tanto na hora de comprar algo quanto na hora de se vestir pela manhã. Então, vamos começar?

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#1 – Faça perguntas

Encontrar e desenvolver um estilo próprio é como qualquer outro processo de autoconhecimento: você precisa se fazer as perguntas certas. O que é importante para você? Quais são os pontos fortes da sua personalidade? Como você gostaria de ser vista? Se você fosse uma loja, que loja seria? E por quê? Depois de descobrir quais são as suas referências é mais fácil encontrar um norte.

#2 – Descubra o que você quer destacar/disfarçar

Os tempos da “polícia da moda” já acabou e ninguém precisa seguir regras restritas do que usar ou não. Mas é sempre bom conhecer seus pontos fortes (o que você quer destacar) e os que prefere disfarçar. Eu, por exemplo, adoro meus ombros, mas não sou muito fã dos braços. As blusas “ciganinha” que deixam o colo à mostra e cobrem os bíceps são ideais para mim. Então, vale passar um tempo na frente do espelho – com olhar generoso, por favor – e descobrir o que você quer realçar.

#3 – Saiba quais são suas peças preferidas

Por mais que você goste de seguir tendências, com certeza tem no armário aquelas peças que usa há anos e não consegue se desfazer, independente da moda. A minha, por exemplo, é um short preto básico que vai da night ao trabalho. São essas peças que ditam seu estilo, mesmo que você ainda não saiba exatamente qual é ele. Também vale se perguntar com quais você se sente mais confortável. Não só aquelas roupas que te dão mobilidade, mas as que você usa e se reconhece de imediato.

#4 – Tenha referências de estilo

Pode ser uma loja, uma amiga, influenciadoras digitais, artistas, filmes, séries e até o Pinterest (falamos sobre como ele pode te ajudar aqui). O importante é entender o que há no estilo dessas referências que te atrai tanto. E lógico, a ideia não é ser outra pessoa, mas sim se inspirar em elementos do guarda-roupa. Outra pergunta que pode ajudar: “fulana usaria isso? De que forma?”.

#5 – Fique atenta ao seu estilo de vida

Quando temos referências gringas e tentamos nos inspirar nelas na hora de criar um look, rapidamente notamos um abismo de diferenças. Como usar aquele casaco de pele? E aquela bolsa de mão que mal cabe o celular? Pois é, de nada adianta montar produções incríveis que simplesmente não funcionam na vida real. Se você tem filhos pequenos, talvez um scarpin de salto agulha não seja a melhor opção para você, assim como vestidos podem não funcionar em quem vai de bike para o trabalho. Vale lembrar que a roupa é feita para caber na sua vida. Não é sua vida que deve caber na roupa! Preste atenção a isso antes de investir seu dinheiro em uma peça linda, mas pouco funcional.

Mais dicas de como descobrir/desenvolver seu estilo? Deixa aqui nos comentários!

 

Leme: conheça os meus programas preferidos no bairro!

O Leme tem um lugarzinho especial no meu coração. O bairro aparece em todos os meus roteiros preferidos pelo Rio e, apesar de não ser tão conhecido quanto Copacabana, pode ser ainda mais charmoso. Hoje eu divido com vocês alguns dos meus programas preferidos por lá.

Praia do Leme

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Parece óbvio, né? Mas esse é uma das minhas faixas de areia preferidas no Rio. Porque é democrática, porque não é insuportavelmente cheia, porque é aconchegante, porque é pertinho de casa. Rs. A minha dica é ficar ali no posto 1 (a barraca da Monica é a minha preferida) e depois já emendar um Belmonte no pós-praia!

Boteco Belmonte

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Um dos mais tradicionais do Rio, ele tem filiais espalhadas por toda a cidade, mas a do Leme é a minha preferida. Primeiro porque é grande, então as chances de você ter que beber em pé é bem reduzida. Depois, ele fica na distância ideal para uma caipirinha pós-praia: a uns três passos da areia. 😉 Por lá, vale pedir o espetinho de mignon com farofa e molho à campanha. Deli!

Salomé Bistrô

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Já falei mais sobre ele neste post aqui, mas a dica é sempre válida. Dos mesmos donos do Canastra, o Salomé é mega charmoso, perfeito para um date ou para um encontro com as amigas. Às quartas, o bar oferece um Happy Hour com dose dupla de espumante rosé e é tipo o paraíso na terra. Se pedir a burrata então, é só sucesso.

Pedra do Leme e Caminho dos Pescadores

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Um dos meus lugares preferidos no fim de tarde. Costumo pegar a bike e ir até lá quando eu quero tomar uma caipirinha com as amigas ou até ficar quietinha olhando o mar mesmo ou lendo um livro. Por ali você encontra também uma das estátuas mais bacanas do Rio: a da Clarice Lispector. Vale a foto!

Mundeco Bar

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O Mundeco é uma das grandes atrações do Leme. Pelo menos pra quem gosta de cervejas artesanais, drinks, hambúrgueres e pizzas. Ou seja, todo mundo, né? O espaço não é grande, a graça mesmo é ficar na rua, ou descer ao subsolo, onde rola um karaokê todas às quintas. Ah, também é um lugar excelente pra comemorar aniversários ou reunir os amigos! 😉

Fotos: Lu Marinho, Tati Guedes, redes sociais

Conhece algum outro passeio pelo Leme? Deixa aqui nos comentários!

Contos: cinco livros que não podem faltar na sua coleção

Já começo esse post confessando que, até bem pouco tempo atrás, eu não era muito fã de contos. Na verdade, eles pareciam uma piada que todo mundo entendia menos eu. Depois de ler alguns dos livros dessa lista, eu percebi que só estava lendo os autores errados e que histórias mais curtas podem ser tão envolventes quanto romances longos. Hoje eu divido com vocês alguns dos meus preferidos!

Ah, e para comprar o livro, é só clicar no título. Você não paga mais nada por isso e ainda ajuda esse blog! 😉

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Os melhores contos brasileiros do século XX

O básico do básico. Ganhei esse livro do meu pai quando ainda estava na escola e ele segue sendo um dos meus preferidos. Apesar de seguir uma ordem cronológica – ideal para quem quer entender como o formato evoluiu ao longo dos anos – ele pode ser lido aos poucos, degustando cada texto bem devagar. A seleção foi feita por Ítalo Moriconi e engloba autores como Machado de Assis, Rubem Fonseca, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Caio Fernando Abreu, Érico Veríssimo, entre outros.

Contos de Horror do Século XIX

É uma das antologias preferidas de quem ama histórias que flertam com o terror. Neste volume da Companhia das Letras você vai encontrar autores como Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft e Henry James. É um mergulho na literatura de horror, com histórias que, se não dão medo, causam uma forte sensação de estranhamento. A seleção é do escritor Alberto Manguel.

Antes do Baile Verde, da Lygia Fagundes Telles

Se você ainda não leu nada da Lygia, sugiro começar pelos seus contos. A Companhia das Letras lançou uma coletânea recentemente, mas alguns dos meus preferidos estão aqui, no Antes do Baile Verde. Lygia oferece para o leitor um mergulho na subjetividade dos personagens, expondo seus dramas e dilemas de uma maneira muito sensível. Os contos “Jardim Selvagem” e “O Menino” já valem o livro, mas “Venha ver o pôr-do-sol” também é um clássico que merece ser lido.

Nove Estórias, J.D. Salinger

J.D. Salinger é mais conhecido pelo mundialmente famoso “Apanhador no Campo de Centeio”. Mas se você, como eu, não caiu de amores por Holden Caulfield, sugiro não desistir do autor ainda. “Nove Estórias” reúne textos curtos, publicados em revistas como “The New Yorker” e “Harper’s”. Todos as narrativas são envolventes, mas as minhas preferidas são “Para Esmé, com amor e sordidez” e o conto que abre a coletânea, “Um dia ideal para os peixe-banana”.

Cat Person e outros contos, da Kristen Roupenian

Não é sempre que a literatura tem um alcance viral, mas “Cat Person”, o conto que dá nome a esta coletânea ganhou status de meme em 2017. Publicado na revista The New Yorker, o texto de Kristen Roupenian conta a história do relacionamento de Margot e Robert, desde o momento que se conhecem até o final. A narrativa tomou proporções gigantescas e acendeu debates e polêmicas sobre misoginia, gordofobia e a qualidade da literatura. Porque ele fez tanto sucesso assim? Só lendo pra saber! 😉

Tem alguma dica imperdível? Conta aqui nos comentários!

 

Dinheiro: como organizar a sua vida financeira

dinheiroSe você sente um arrepio correndo pela espinha a cada vez que pensa em olhar seu extrato bancário ou conversar sobre dinheiro, esse post é para você. Eu passei anos e anos da minha vida nesse esquema. A cada vez que eu tinha que pagar uma conta, dava até um aperto no coração. Evitei olhar para a minha vida financeira por tanto tempo que o resultado não poderia ser outro além do nome sujo. Está nessa também? Calma que tem solução! Preste atenção nestas cinco dicas e se comprometa a coloca-las em prática. Já aviso que não é molezinha. É preciso compromisso, mas dá certo!

#1 Mude seu mindset

Não é papo furado. Seu extrato bancário é um reflexo de como você se relaciona com dinheiro. Eu passei anos associando dinheiro à felicidade. Estar triste ou insatisfeita com alguma coisa era um excelente motivo para ir ao shopping e tentar preencher o vazio com coisas que eu não precisava. O resultado eu nem preciso dizer, né? Um desespero básico sempre que chegava à fatura do cartão de crédito. As coisas só começaram a mudar quando eu passei a entender que dinheiro representa – pelo menos pra mim – segurança e liberdade. Quando a chave virou, eu passei a dar mais valor ao que eu ganhava e a pagar os boletos com a sensação de dever cumprido.

#2 Se informe

Ganhar dinheiro é fácil. Basta trabalhar. Difícil mesmo é administrar o que se ganha. E para isso só tem uma solução: sentar a bundinha e estudar. Para nossa sorte, ninguém precisa de faculdade de economia para isso. Na internet não faltam fontes bacanas, como o canal Me Poupe, da Nath Arcuri, e o canal da Easynvest. Os livros também estão aí, com linguagem acessível e dicas importantes. Recomendo muito o “Me Poupe: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso” e o “Ganhar, gastar e investir: o livro do dinheiro para mulheres”.

#3 Invista

“Ah, mas meu dinheiro não sobra pra eu investir…”. É porque o pensamento já está errado. O investimento deve ser o primeiro “boleto” a ser pago. E nada de poupança, pelo amor de Dadá! Conheça seu perfil de investidor, saiba o nível de risco que você está disposta a assumir e pesquise. Investidoras como a Easynvest facilitam muito a vida de quem está começando, mas você sempre pode pedir uma ajudinha para o seu gerente de banco.

#4 Viva um degrau abaixo

Essa talvez seja a dica mais difícil de colocar em prática, mas é sem dúvida a mais importante. Eu mesma sigo lutando para chegar neste nível de plenitude. Mas a verdade é que a estabilidade financeira depende muito da sua capacidade de gastar menos do que você ganha. Como dividir? A dica é da Nath Arcuri (sim, ela de novo): destine 55% para o que é essencial para você, 10% para aposentadoria, 5% para educação, 20% para objetivos de médio a longo prazo e 10% para gastar com o que você quiser. Quer saber mais? Leia este post aqui!

#5 Descubra suas fraquezas

Às vezes a gente tem a impressão de que o dinheiro está descendo pelo ralo. E olha, às vezes está mesmo. Tudo culpa da nossa “kryptonita”, das comprinhas que a gente não resiste a fazer, por mais que estejam fora do nosso orçamento. Ou seja, aquelas coisas que a gente compra meio no impulso. Eu tenho duas: livros e comida. Uma visita à livraria e uma passadinha no restaurante quase sempre é a farra do cartão de crédito. Como são coisas importantes para mim, tento não me privar delas, mas sim incluir nos gastos mensais, sem prejudicar o resto do boletos.

Se você chegou ao final deste texto, já deve ter percebido que autoconhecimento é essencial na hora de organizar a vida financeira. Por isso, vale sempre a reflexão do que você quer no momento e o que você quer a longo prazo. 😉

Dia da Mulher: quatro perfis feministas para seguir

Eu não costumo engrossar o coro de quem diz que não quer flores nem parabéns no Dia Internacional das Mulheres, e sim respeito. Acho que eles não são excludentes. Mas se eu pudesse desejar a todas nós algo mais do que respeito e igualdade hoje, seria informação. É pela falta dela que ainda encontramos mulheres que lutam por uma vida mais justa, mas não se dizem feministas. É pela falta dela que os homens torcem o nariz para mulheres que dizem com orgulho que são sim, feministas. E aí, mana, perco eu, perde você, e perde o movimento como um todo. Então, vamos disseminar informação por aí? Hoje eu selecionei três perfis feministas que você precisa seguir nas redes sociais!

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@modices

Acho que não tem ninguém aqui que não conheça Carla Lemos, certo? Mas peço licença para chover no molhado aqui porque foi o Modices que me pôs em contato com muitas questões importantes pra gente como autoestima, sororidade, empatia, saúde mental e mais um tanto de coisa. Vale ver, acompanhar, repostar…

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@eai.taboa

O “E aí, Tá boa?” é um perfil de entrevistas feito por e para mulheres. Comandada por Natália Fava, Mariana Hasselmann e Hariana Meinke, a plataforma conta com um tema por mês e entrevistas com várias minas diferentes, mostrando sempre novas perspectivas sobre um determinado assunto. É uma fonte infinita de inspiração e a prova de que, quando a gente se junta, projetos incríveis saem do papel.

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@maselenuncamebateu

Este perfil é do tipo “utilidade pública”. Ele mostra, de maneira rápida e direta, todos os tipos de agressão que as mulheres podem sofrer e porque nem sempre a vítima percebe o que está vivendo. Se você está sente que está em um relacionamento abusivo, mas não tem certeza, vale ler alguns dos relatos expostos ali.

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@letticia.muniz

O feminismo é, para muita gente, um assunto espinhoso. Para Letticia Muniz, a dona deste perfil, o humor é a maneira mais bacana de derrubar barreiras e explicar didaticamente o que é esta luta diária. De quebra, ela ainda torna o ambiente do humor (ainda misógino para os dias de hoje) um pouco mais inclusivo!

E aí, faltou algum perfil nesta lista? Deixa aqui nos comentários!

Rio de Janeiro: cinco dicas para curtir o aniversariante de hoje!

Quem mora no Rio de Janeiro sabe, nossa paciência é colocada à prova todos os dias. Mas uma coisa é certa: mesmo com todos os problemas, a cidade continua MA-RA-VI-LHO-SA. Como o orgulho de ser carioca já faz parte do meu DNA, resolvi homenagear o aniversariante do dia e contar para vocês meus cinco programas preferidos por aqui. Alguns rola até de fazer no Carnaval, caso você queira fugir da folia! Bora conhecer?

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#1 – Corrida no Calçadão

Já comentei sobre isso no post que fiz sobre Copacabana, mas uma das coisas que mais me dá prazer na vida é acordar cedo e correr na orla. A cidade ainda não acordou direito e você fica com a sensação de que na ciclovia você só vai encontrar gente bacana. Gente buscando uma versão melhor de si mesma. Porque, vamos combinar, acordar cedo pra correr não é lá muito fácil. Se for seguir em direção ao Leme, vale levar óculos escuros para não se incomodar com o sol ainda baixo. Vale levar também uma garrafa d’água, porque o preço dos quiosques é sempre salgado.

#2 – Praia do Leme

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E já que estamos falando de Leme, vamos falar de uma das melhores faixas de areia do Rio de Janeiro. A praia é minha preferida não só por ficar pertinho de casa, mas também pela paisagem e ótimos bares no entorno (falei do Salomé Bistrô aqui). Além disso, a galera das barracas é sempre muito solícita. Minha preferida é a barraca da Mônica, coladinha no posto 1.

#3 – Livraria da Travessa

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Tá, eu sei que a Livraria da Travessa não é exclusividade do Rio de Janeiro, mas é sem dúvida uma das melhores do Rio. A rede tem lojas no Centro, na Barra, no Leblon, em Ipanema e em Botafogo, mas as duas últimas são minhas preferidas. O projeto de arquitetura é assinado por Bel Lobo e Bob Neri, ou seja, encanta logo de cara. Mas o melhor são os livreiros, que indicam livros com o maior amor e realmente sabem do que estão falando. Vale conhecer!

#4 – Cinema em Botafogo

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Meu combo preferido é cinema na Voluntários da Pátria + passadinha na Travessa + lanche na Depanneur. É que as salas da rua não têm aquela cara de cinema de shopping, com filme blockbuster. Por lá, você encontra filmes do tipo pipoca, clássicos de arte, de festival, etc. A galera que frequenta é superinteressante e você sai de lá sempre se sentindo mais inteligente. 😛

#5 – CCBB

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Eu tenho deliciosas memórias de infância no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil). Enquanto morava no Rio de Janeiro, meu pai me levava lá sempre que surgia alguma exposição nova. Hoje vou bem menos do que gostaria, infelizmente. O espaço tem uma programação cultural intensa e variada, de mostras, cinema, teatro, entre outras. Agora, por exemplo, está em cartaz a exposição da Dreamworks, com mais de 400 itens relacionados aos filmes!

E você, sentiu falta de algo nessa lista? Compartilha aqui nos comentários!

Fotos: Tati Guedes, Alexandre Macieira e Grupo Estação

Maratona do Oscar 2019: Green Book e A Favorita

Chegamos ao último episódio da nossa Maratona do Oscar 2019! E para fechar, dois filmes que ganharam o meu respeito nessa reta final: Green Book – O Guia e A Favorita. Neles, dois dos meus atores preferidos: Viggo Mortensen (que participou do excelente Capitão Fantástico, como falamos aqui) e a supertalentosa Emma Stone. Vamos a eles?

Green Book – O Guia

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Baseado em fatos reais, Green Book conta a história do pianista Dr. Don Shirley (Mahershala Ali) e seu motorista Tony Vallelonga (Viggo Mortensen). Na década de 1960 – período de maior segregação racial nos Estados Unidos, Shirley decide fazer uma turnê pelo sul do país. A região, a mais racista do território americano, conta inclusive com um guia – o tal “Green Book” – para mostrar onde os negros podem ou não se hospedar. Prevendo problemas, o músico contrata os serviços de Tony, que deve atuar como motorista, mordomo e segurança particular. Do tempo na estrada nasce uma amizade que, na vida real, durou até 2013, com a morte dos dois.
Tá, mas porque é tão bom? Porque ambos estão impecáveis nos papeis e concorrem a Melhor Ator (Mortensen) e a Melhor Ator Coadjuvante (Ali). O filme também concorre a Roteiro Original com uma história muito bem amarrada e diálogos bem construídos.

Vale prestar atenção: às cenas de interação com policiais. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

A Favorita

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Mais um filme em que a interpretação dos atores é capaz de sacudir um roteiro mediano. “A Favorita” se passa na Inglaterra do século 18 e conta a história da rainha Anne e suas duas “prediletas”, Sarah Churchill, a duquesa de Marlborough, e sua prima Abigail Hill. A trinca é interpretada por Olivia Colman (a nova rainha Elizabeth da série The Crown), Rachel Weisz e Emma Stone, que concorrem a Melhor Atriz e a Melhor Atriz Coadjuvante.
No jogo de xadrez da realeza, temos três personagens carismáticas, incômodas e um pouco irritantes, cada uma a sua maneira. Enquanto Anne parece insegura e um pouco entediada como Rainha, Sarah é ardilosa e manipuladora, Abigail, jovial e esperta. São mulheres fortes roubando o protagonismo na corte e fazendo com que o público se identifique com cada uma delas. Ou seja, um retrato da monarquia inglesa depois do movimento Me Too.

Vale prestar atenção: nos figurinos criados por Sandy Powell, que concorre ao Oscar de Melhor Figurino por A Favorita e O Retorno de Mary Poppins e no sotaque britânico de Emma Stone, a única americana do elenco.

Veja o trailer aqui!

Corrida: como eu deixei de ser sedentária e comecei a correr

Olha, se há dois anos me contassem que hoje eu estaria escrevendo um texto sobre como comecei a correr, eu não acreditaria. Sedentarismo sempre foi o meu nome do meio e levantar para pegar o controle remoto era o que eu chamava de esforço. Então, espere antes de tudo um retrato realista sobre a corrida.

Como tudo começou

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Era 2017 e eu tinha acabado de fazer aniversário. Subi na balança depois das comemorações e vi o ponteiro da balança nunca tinha subido tanto. Eu tinha acabado de completar 31 anos entregue ao mais completo sedentarismo. Mas além de estar me sentido desconfortável com o meu corpo, eu sabia que precisava cuidar da saúde. Tinha passado por um período difícil de depressão no início daquele ano e todos os médicos batiam na mesma tecla: alimentação saudável e exercícios físicos. E eu, que sempre odiei academia, comecei a ver na orla de Copacabana uma pequena possibilidade.

A minha meta? Chegar ao calçadão e tentar correr um quilômetro sem parar. Um único quilômetro. O que pra mim equivalia ao esforço físico de correr uma hora sob um sol de 40°C. Estão entendo o que eu quero dizer quando falo de sedentarismo?

Como acontece toda vez que você se dedica a algo, as coisas começaram a acontecer. Uma amiga percebeu meu interesse e minha (ainda muito pequena) evolução e me convidou para a minha primeira prova: a Meia Maratona Internacional do Rio. Falando assim, pode parecer grande, né? Nada, o meu circuito era de apenas cinco quilômetros. E 48 minutos depois (sim!) eu cruzei a linha de chegada explodindo de orgulho.

E a evolução na corrida?

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O tempo foi passando e nada de evolução. Eu estava completamente estagnada. No final de 2017, eu já conseguia correr 3k sem parar. Mas a corrida estava começando a perder a graça. Foi aí que surgiu outro anjo. E apesar de a corrida ser um esporte individual na maioria das vezes, quem corre sempre conta com a ajuda de outras pessoas. Uma das minhas melhores amigas me indicou o seu treinador, e olha… isso fez toda a diferença. Na primeira ligação, já deixei bem claro pra ele que eu não tinha um GRANDE objetivo. Eu queria melhorar meu desempenho e, se possível, perder alguns quilinhos no processo. O Marios entendeu exatamente o que eu queria dizer e montou uma planilha totalmente de acordo com a minha realidade, mas sem deixar de me desafiar. E falou sem dó aquilo que eu não queria ouvir: quem quer levar a corrida a sério, precisa levar a musculação a sério.

A primeira lesão

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Aqui eu preciso confessar: eu fugi totalmente da academia. Enquanto eu pudesse evitar, não colocaria meus pés naquele ambiente de luzes artificiais e música alta. E foi aí que meu joelho direito começou a reclamar. As dores pós-corrida ficaram mais frequentes – e mais fortes -, subir escadas era um sacrifício e eu comecei a me sentir insegura para caminhar. A impressão que dava era que meu joelho não dava mais conta de segurar o meu peso. Que, aliás, já tinha diminuído consideravelmente. Fui a um ortopedista e depois de um raio-x veio o diagnóstico: tendinite pata de ganso causada pela falta de fortalecimento muscular e uma canelite.

Ambas as lesões são extremamente comuns em quem corre e se resolvem naquele ambiente de que eu tanto fugi. Como a corrida sempre foi minha prioridade, saí do consultório e entrei na primeira academia que eu vi. Hoje, alguns meses de musculação depois, as dores passaram, o desempenho melhorou e eu me preparo para a minha terceira prova: o Circuito das Estações Outono, no dia 31 de março.

Os benefícios da corrida

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Você com certeza deve estar se perguntando qual é a graça. Afinal, qual é a vantagem de acordar às 6h da manhã, calçar o tênis e começar a correr de um lado para o outro? Bom, no meu caso, posso dizer sem exagero que a corrida mudou a minha vida. Além da vantagem óbvia de ter me tirado do sedentarismo e ter me apresentado a uma rotina muito mais saudável, o esporte me tirou da depressão. A ciência não mente. Correr eleva os níveis de dopamina e endorfina, os hormônios ligados à felicidade e ao prazer. E mais do que tudo isso, a corrida me deu disciplina, tão necessária em outras áreas da vida.

Com ela, veio também a minha vontade de superar desafios – nula, até então – e a certeza de que eu sou capaz de fazer qualquer coisa, desde que me empenhe. Afinal, o esporte exige muito do corpo, mas sem a mente você não chega a lugar nenhum. Sem exagero. É preciso foco e concentração para não parar de correr quando o corpo cansa e te manda parar. É sobre encontrar um lugar de paz no desconforto, já que ele vai te fazer companhia por vários quilômetros. A corrida é quase uma metáfora da vida. A evolução vem aos poucos. Às vezes, tão devagar que você não percebe que ela está ali. Mas é a paciência de perseverar que traz resultados maiores e mais consistentes.

Em poucas palavras, fica aqui um conselho: corra. Não se deixe levar pelos acessórios. No início, você só vai precisar de um tênis, de um aplicativo instalado no seu celular e de um fone de ouvido. Só corra. E depois vem aqui me contar o que você sentiu depois de alcançar sua primeira meta, ok?