Maratona do Oscar 2019: Green Book e A Favorita

Chegamos ao último episódio da nossa Maratona do Oscar 2019! E para fechar, dois filmes que ganharam o meu respeito nessa reta final: Green Book – O Guia e A Favorita. Neles, dois dos meus atores preferidos: Viggo Mortensen (que participou do excelente Capitão Fantástico, como falamos aqui) e a supertalentosa Emma Stone. Vamos a eles?

Green Book – O Guia

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Baseado em fatos reais, Green Book conta a história do pianista Dr. Don Shirley (Mahershala Ali) e seu motorista Tony Vallelonga (Viggo Mortensen). Na década de 1960 – período de maior segregação racial nos Estados Unidos, Shirley decide fazer uma turnê pelo sul do país. A região, a mais racista do território americano, conta inclusive com um guia – o tal “Green Book” – para mostrar onde os negros podem ou não se hospedar. Prevendo problemas, o músico contrata os serviços de Tony, que deve atuar como motorista, mordomo e segurança particular. Do tempo na estrada nasce uma amizade que, na vida real, durou até 2013, com a morte dos dois.
Tá, mas porque é tão bom? Porque ambos estão impecáveis nos papeis e concorrem a Melhor Ator (Mortensen) e a Melhor Ator Coadjuvante (Ali). O filme também concorre a Roteiro Original com uma história muito bem amarrada e diálogos bem construídos.

Vale prestar atenção: às cenas de interação com policiais. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

A Favorita

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Mais um filme em que a interpretação dos atores é capaz de sacudir um roteiro mediano. “A Favorita” se passa na Inglaterra do século 18 e conta a história da rainha Anne e suas duas “prediletas”, Sarah Churchill, a duquesa de Marlborough, e sua prima Abigail Hill. A trinca é interpretada por Olivia Colman (a nova rainha Elizabeth da série The Crown), Rachel Weisz e Emma Stone, que concorrem a Melhor Atriz e a Melhor Atriz Coadjuvante.
No jogo de xadrez da realeza, temos três personagens carismáticas, incômodas e um pouco irritantes, cada uma a sua maneira. Enquanto Anne parece insegura e um pouco entediada como Rainha, Sarah é ardilosa e manipuladora, Abigail, jovial e esperta. São mulheres fortes roubando o protagonismo na corte e fazendo com que o público se identifique com cada uma delas. Ou seja, um retrato da monarquia inglesa depois do movimento Me Too.

Vale prestar atenção: nos figurinos criados por Sandy Powell, que concorre ao Oscar de Melhor Figurino por A Favorita e O Retorno de Mary Poppins e no sotaque britânico de Emma Stone, a única americana do elenco.

Veja o trailer aqui!

Corrida: como eu deixei de ser sedentária e comecei a correr

Olha, se há dois anos me contassem que hoje eu estaria escrevendo um texto sobre como comecei a correr, eu não acreditaria. Sedentarismo sempre foi o meu nome do meio e levantar para pegar o controle remoto era o que eu chamava de esforço. Então, espere antes de tudo um retrato realista sobre a corrida.

Como tudo começou

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Era 2017 e eu tinha acabado de fazer aniversário. Subi na balança depois das comemorações e vi o ponteiro da balança nunca tinha subido tanto. Eu tinha acabado de completar 31 anos entregue ao mais completo sedentarismo. Mas além de estar me sentido desconfortável com o meu corpo, eu sabia que precisava cuidar da saúde. Tinha passado por um período difícil de depressão no início daquele ano e todos os médicos batiam na mesma tecla: alimentação saudável e exercícios físicos. E eu, que sempre odiei academia, comecei a ver na orla de Copacabana uma pequena possibilidade.

A minha meta? Chegar ao calçadão e tentar correr um quilômetro sem parar. Um único quilômetro. O que pra mim equivalia ao esforço físico de correr uma hora sob um sol de 40°C. Estão entendo o que eu quero dizer quando falo de sedentarismo?

Como acontece toda vez que você se dedica a algo, as coisas começaram a acontecer. Uma amiga percebeu meu interesse e minha (ainda muito pequena) evolução e me convidou para a minha primeira prova: a Meia Maratona Internacional do Rio. Falando assim, pode parecer grande, né? Nada, o meu circuito era de apenas cinco quilômetros. E 48 minutos depois (sim!) eu cruzei a linha de chegada explodindo de orgulho.

E a evolução na corrida?

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O tempo foi passando e nada de evolução. Eu estava completamente estagnada. No final de 2017, eu já conseguia correr 3k sem parar. Mas a corrida estava começando a perder a graça. Foi aí que surgiu outro anjo. E apesar de a corrida ser um esporte individual na maioria das vezes, quem corre sempre conta com a ajuda de outras pessoas. Uma das minhas melhores amigas me indicou o seu treinador, e olha… isso fez toda a diferença. Na primeira ligação, já deixei bem claro pra ele que eu não tinha um GRANDE objetivo. Eu queria melhorar meu desempenho e, se possível, perder alguns quilinhos no processo. O Marios entendeu exatamente o que eu queria dizer e montou uma planilha totalmente de acordo com a minha realidade, mas sem deixar de me desafiar. E falou sem dó aquilo que eu não queria ouvir: quem quer levar a corrida a sério, precisa levar a musculação a sério.

A primeira lesão

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Aqui eu preciso confessar: eu fugi totalmente da academia. Enquanto eu pudesse evitar, não colocaria meus pés naquele ambiente de luzes artificiais e música alta. E foi aí que meu joelho direito começou a reclamar. As dores pós-corrida ficaram mais frequentes – e mais fortes -, subir escadas era um sacrifício e eu comecei a me sentir insegura para caminhar. A impressão que dava era que meu joelho não dava mais conta de segurar o meu peso. Que, aliás, já tinha diminuído consideravelmente. Fui a um ortopedista e depois de um raio-x veio o diagnóstico: tendinite pata de ganso causada pela falta de fortalecimento muscular e uma canelite.

Ambas as lesões são extremamente comuns em quem corre e se resolvem naquele ambiente de que eu tanto fugi. Como a corrida sempre foi minha prioridade, saí do consultório e entrei na primeira academia que eu vi. Hoje, alguns meses de musculação depois, as dores passaram, o desempenho melhorou e eu me preparo para a minha terceira prova: o Circuito das Estações Outono, no dia 31 de março.

Os benefícios da corrida

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Você com certeza deve estar se perguntando qual é a graça. Afinal, qual é a vantagem de acordar às 6h da manhã, calçar o tênis e começar a correr de um lado para o outro? Bom, no meu caso, posso dizer sem exagero que a corrida mudou a minha vida. Além da vantagem óbvia de ter me tirado do sedentarismo e ter me apresentado a uma rotina muito mais saudável, o esporte me tirou da depressão. A ciência não mente. Correr eleva os níveis de dopamina e endorfina, os hormônios ligados à felicidade e ao prazer. E mais do que tudo isso, a corrida me deu disciplina, tão necessária em outras áreas da vida.

Com ela, veio também a minha vontade de superar desafios – nula, até então – e a certeza de que eu sou capaz de fazer qualquer coisa, desde que me empenhe. Afinal, o esporte exige muito do corpo, mas sem a mente você não chega a lugar nenhum. Sem exagero. É preciso foco e concentração para não parar de correr quando o corpo cansa e te manda parar. É sobre encontrar um lugar de paz no desconforto, já que ele vai te fazer companhia por vários quilômetros. A corrida é quase uma metáfora da vida. A evolução vem aos poucos. Às vezes, tão devagar que você não percebe que ela está ali. Mas é a paciência de perseverar que traz resultados maiores e mais consistentes.

Em poucas palavras, fica aqui um conselho: corra. Não se deixe levar pelos acessórios. No início, você só vai precisar de um tênis, de um aplicativo instalado no seu celular e de um fone de ouvido. Só corra. E depois vem aqui me contar o que você sentiu depois de alcançar sua primeira meta, ok?

Maratona Oscar 2019: Vice e Pantera Negra

Chegamos à metade da nossa maratona do Oscar 2019! Hoje, a gente conversa sobre dois filmes que aparentemente não tem nada a ver um com o outro, mas que exploram bem a narrativa clássica, com personagens e arcos muito bem definidos: Vice e Pantera Negra.

Vice

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Ver Christian Bale em ação é sempre um prazer. Principalmente quando os personagens demandam transformações físicas, como em Vice. Para interpretar Dick Cheney, o vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de George W. Bush, Bale precisou engordar 20 quilos. O esforço rendeu o Globo de Ouro de melhor ator, para vocês terem uma ideia do quão bem ele está no papel. Mas o filme também conta com outras grandes atuações, como a de Amy Adams (como Linney Cheney), Steve Carrell (como o ex-secretário de defesa Ronald Rumsfield) e Sam Rockwell, impecável como Bush.

O filme é dirigido por Adam McKay, que antes de A Grande Aposta era mais conhecido por comédias como O Âncora e Quase Irmãos. Não são lá grandes referências, mas deixaram um legado de senso de humor bem importante para Vice. O filme parece estar sempre com um sorrisinho de canto de boca, entremeando diálogos importantes com cenas de caça, pesca e outras metáforas que só vendo para entender. Não sei se com a presença de Cuarón (falamos de Roma aqui), McKay leva Melhor Diretor, mas o prêmio de Melhor Ator já é de Bale. Meu coração continua com Rami Malek.

Vale prestar atenção: na atuação dos coadjuvantes Amy Adams e Sam Rockwell. Acho que vem Oscar por aí!

Veja o trailer aqui! 

Pantera Negra

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Confesso que fui com o pé atrás. Filme de herói não é lá meu gênero preferido, mas Pantera Negra me conquistou já na primeira meia hora. Pelo visual, pelo enredo, pela trilha sonora, pelas atuações. Para quem não sabe nada da história, um breve resumo: Wakanda é um país africano isolado do mundo, que esconde uma tecnologia avançada, construída a partir de vibranium. Depois da morte do rei, cabe ao seu filho T’Challa assumir o trono e o posto de Pantera Negra. Agora, ele (Chadwick Boseman) deve impedir que o vibranium caia nas mãos dos americanos e, que o trono seja assumido por Erik Killmonger. Aliás, um dos melhores antagonistas da Marvel. Para seguir sua missão, o Pantera Negra conta com a ajuda de personagens femininas fortíssimas, interpretadas por Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright e Angela Bassett. Finalmente a Marvel entendeu o que significa Girl Power.

Agora, se merece estar no Oscar? Bom, se a gente levar em conta as edições anteriores, não. Se a gente acreditar que a Academia está mudando, merece sim! Não é apenas um filme de heroi, mas também é superimportante para explicar o momento em que estamos vivendo. Só não apostaria minhas fichas no Oscar de Melhor Filme.

Vale prestar atenção: no figurino criado pela Ruth E. Carter, uma homenagem à cultura africana. Ah, e a trilha sonora original. Ambas concorrem ao Oscar!

Veja o trailer aqui! 

Podcast: cinco programas para ouvir e entender o mundo

Literatura, empreendedorismo, cultura pop, comportamento, política, sociedade, música. Os assuntos são inúmeros, as possibilidades, quase infinitas. Em meio a tantos artigos, vídeos, posts, textões, consumir conteúdo através de um podcast pode ser uma delícia. Confesso que demorei um pouco para entrar nesse universo, mas depois ficou difícil resistir a eles. Aqui embaixo, uma lista rápida com meus preferidos! Ah, e para ouvir, é só clicar no título!

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Vozes

É difícil ser imparcial quando eu falo sobre o Vozes. Muito dessa imparcialidade vem do fato da Gabriela Viana, narradora, redatora e produtora deste podcast, ser minha amiga. Mas vem também da qualidade das reportagens feitas aqui. Se você quer entender mais sobre o mundo que te cerca – de sexo à maconha, do estatuto do desarmamento a experiências de quase morte – este podcast é para você.

Episódio preferido: “Maconha: da dependência à medicina” e “Os heróis da tragédia que marcaram o Brasil”.

Arnaldo de Propósito

Outro em que serei obrigada a deixar a imparcialidade de lado. Como a Gabi, o Arnaldo também é meu amigo. E como ela, ele também produz conteúdo de excelente qualidade. Em áudios curtos, de dois a cinco minutos ele faz um passeio pelo seu método de coach, o Vivendo de Propósito (falei dele aqui). Também dá dicas de meditação, como ter mais tempo, como encontrar seus talentos, etc. Vale conhecer!

Episódio preferido: “Como tornar metas desafiadoras realizáveis”.

ResumoCast

A primeira vez que eu ouvi falar do ResumoCast (através do Arnaldo, aí em cima) fiquei um pouco desconfiada. Como assim um podcast que “resume” livros? E livros de autoajuda ainda por cima? Mas o ResumoCast vai muito além disso. Criado pelo investidor Gustavo Carriconde, o programa debate de maneira leve alguns dos conceitos presentes em livros de psicologia, empreendedorismo, negócios, economia criativa, e por que não dizer, da autoajuda mesmo. Não se trata de substituir uma mídia pela outra, mas sim de servir como introdução aos temas, todos muito interessantes.

Episódio preferido: “Mindset”.

The Memory Palace

Criado pelo escritor Nate DiMeo, o The Memory Palace traz casos reais narrados de uma maneira leve e envolvente, como só os melhores contadores de histórias conseguem fazer. A pesquisa para cada episódio é extensa, mas o que chama a atenção mesmo é a narração. Nate já falou sobre o leão da Metro, sobre a fuga de escravos no sul dos Estados Unidos, sobre a morte de Edgar Allan Poe, entre outros. O podcast é em inglês, mas no Brasil ganhou uma versão escrita e publicada pela Todavia: o Palácio da Memória. Já falamos sobre ele neste post!

Episódio preferido: “No Summer” e “Ten Figures, Ten Toes”.

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História para Ninar Garotas Rebeldes

Ao contrário do “The Memory Palace”, o “Histórias para Ninar” começou como um livro e logo virou podcast. Como o próprio nome diz, o programa traz minibiografias de mulheres relevantes em diversas áreas: artes plásticas, música, ciência, etc. O mais interessante é que cada episódio é narrado por uma mulher diferente. Assim, é possível conhecer mais sobre Virginia Hall na voz de Astrid Fontenelle ou saber mais sobre Grace O’Malley através da Jout Jout. Imperdível!

Episódio preferido: “Frida Kahlo, por Estela Renner” e “Margareth Hamilton, por Sarah Oliveira”.

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E você? Tem algum podcast preferido? Conta aqui pra gente!

Por que escrever um diário?

Não tem jeito. Não tem ano que comece por aqui sem um caderninho novo. Ideias, desabafos, brigas imaginárias, cartas a mim mesma, listas, tudo vai para lá, para o diário. O hábito de escrever começou ainda criança, quando eu ganhei do meu pai um livro chamado “Minha Vida de Menina”, da Helena Morley. No livro, a autora inglesa narrava dia a dia como foi sua chegada ao Brasil, para morar em Diamantina. De lá pra cá, foram muitas agendas, cadernos, blocos… Tudo que servisse para colocar pensamentos. Escrever diariamente tem tantos benefícios que eu precisei tentar te convencer a fazer um diário também. Vamos a eles?

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Escrever acalma a mente

Só o ato de sentar, pegar um caderno e uma caneta já te coloca em outra vibe. O ideal é que seja uma atividade analógica para evitar que você se distraia e realmente entre em contato com seus pensamentos. Vale fazer logo ao acordar – como prega O milagre da manhã – ou à noite, como uma forma de registrar o que aconteceu no dia. Desabafe, xingue, rasgue, desenhe. O importante é deixar no diário o que você está sentindo e, assim, desanuviar a mente, percebendo melhor a real dimensão das suas questões.

É uma maneira de registrar a vida

E evitar que você se esqueça de momentos/sentimentos importantes. Depois que escrever se torna um hábito, é comum passar a prestar mais atenção no dia a dia, como uma maneira de registrar melhor o que viveu. Também é uma ótima forma de perceber melhor que a vida vem em ciclos, e que por maior que seja o desconforto, ele também vai passar. É a sua evolução como ser humano ali, toda registrada no papel!

Faz você refletir sobre suas ações

No calor da discussão, estamos sempre muito certos do que estamos fazendo ou falando. É na solidão das páginas que a gente começa a refletir. A pausa é necessária pra repensarmos ações, falas, pensamentos e convicções. Às vezes vai bater uma vergonha de escrever sobre algo, mas não pare. Lembre-se que só você vai ler o diário. É um registro pra você e para mais ninguém.

Te permite ter ideias ruins

Na era das redes sociais, onde todo mundo é lindo e bem-sucedido, estamos super valorizando as boas ideias. Tanto que a gente até esquece que até elas chegarem, passamos por um monte de ideias ruins. Seu diário é o lugar para isso. Pense, rabisque, rascunhe. Sinta-se livre para criar, rasgar, rasurar. O papel não julga.

É um exercício de auto-conhecimento

No Templo de Delfos, lá na Grecia, os visitantes se deparam com uma inscrição logo na entrada: “conhece-te a ti mesmo”. Os gregos já sabiam que a chave da felicidade passava pelo autoconhecimento. E vocês que frequentam este blog sabe o quanto eu sou fã de ferramentas que fazem com que a gente se conheça melhor. Assim como terapia e meditação – duas práticas que eu gosto muito – o diário é excelente para você se conhecer, se perceber e entender seu lugar no mundo.

Maratona Oscar 2019: Infiltrado na Klan e Roma

Chegamos com mais um “episódio” da nossa Maratona do Oscar 2019! Dessa vez, para falar de dois filmes bem diferentes entre si: a comédia-dramática Infiltrado na Klan, e Roma, campeão de indicações deste ano! Vamos a eles?

Infiltrado na Klan

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Sabe aquele filme necessário nos dias de hoje? Primeira indicação de Spike Lee a Melhor Diretor no Oscar, Infiltrado na Klan conta a história de Ron Stallworth, um policial negro que decide investigar a Ku Klux Klan durante os anos 1970. Para isso, ele finge ser um cara branco que se aproxima dos altos escalões da KKK para entender como funciona a maior organização racista do mundo. Com atuações excelentes de John David Washington, Topher Grace e Adam Driver, o filme chega a ser um pouco perturbador, te fazendo rir de coisas que – na real – não tem graça nenhuma. Vale muito o ingresso do cinema!

Vale prestar atenção: nos diálogos, na linguagem meio história em quadrinhos e na fala “America First”, em uma reunião da KKK. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

Roma

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Antes de qualquer coisa, preciso dizer que Roma não caiu no meu gosto pessoal. O que não apaga a importância do filme de Alfonso Cuarón, o primeiro da Netflix a ser indicado ao Oscar, logo em 10 categorias. Todo filmado em preto e branco, o longa é um retrato da vida no México dos anos 1970, muito semelhante ao Brasil da ditadura. Baseado em aspectos da própria infância, o diretor mostra a relação de uma família de classe média (que mora no bairro Roma, na Cidade do México) com Cleo, a babá das crianças. É sensível, é esteticamente impecável, mas meu Cuarón preferido continua sendo A Princesinha, lá da década de 1990. #sóDeuspodemejulgar

Vale prestar atenção: no cenário, que reproduz a casa onde Cuarón cresceu, na angustiante cena da praia e na fotografia, absolutamente incrível.

Veja o trailer aqui!

Salomé Bistrô: vinho bom e comida deli no Leme

E aí que o ano mal começou e eu já tenho um novo amor gastronômico! Quem acompanha este blog já deve ter percebido que poucas coisas me deixam mais feliz do que vinho e comida. Mas a combinação de vinho a preço justo + burrata gostosa + ambiente aconchegante ganha meu coração. É o caso do Salomé Bistrô, no Leme.

Aconchego com vista para o mar

Quem é do Rio logo nota a semelhança. O Salomé lembra muito o Canastra, bar já tradicional em Ipanema. A proposta é parecida – o dono é o mesmo! -, mas o Salomé tem um bônus: vista para o mar. Sim, pra visita ficar gostosa mesmo, a dica é aproveitar o fim de tarde por lá, curtindo a área externa.

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O menu que deixa qualquer happy hour mais feliz!

Às quartas, o programa fica ainda melhor com a dose dupla de espumante rosé no happy hour. E quando você está lá, embriagada de emoção (a dose dupla nada tem a ver com isso), vem o menu. O que eu recomendo que você peça de olhos fechados? A burrata com pesto e tomatinhos, o carpaccio com batatas fritas e a tábua de queijos e frios.

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E os bons drinks?

Para quem gosta de frutos do mar, o Salomé Bistrô também tem ótimas opções. Mas, por motivos de alergia, não posso recomendar nenhum prato específico. Já os drinks… Esses eu experimento feliz, né? Minha dica é pedir um Aperol Spritz, que já virou um clássico nos bares cariocas. Por lá, vale experimentar também a gin tônica.

E já adiantando as perguntas: sim, o Salomé é perfeito para um date, já que o ambiente é bem intimista. Mas claro, sempre vale reunir as amigas em um bar com vinho, né? 😉

Endereço: Avenida Atlântica, 994 – Leme

Como se vestir bem no verão

Juro, eu me faço essa pergunta todos os dias de manhã. Principalmente quando tenho alguma reunião. Veja bem, eu moro no Rio de Janeiro, onde a temperatura no verão varia de 30 a 50 graus à sombra. Calça jeans é impensável, terceira peça já pode ser considerada uma crueldade e não tem acessório mais na moda do que uma garrafa d’água. Então, se você também está sofrendo com o calor como eu, mas sabe que andar 24 horas de biquíni não é uma opção, vamos às dicas!

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Escolha tecidos naturais

Chego a me coçar quando vejo uma blusa de tecido sintético em uma loja. Fuja de qualquer coisa com nylon ou poliéster. Sim, a gente sabe que as roupas de tecidos sintéticos costumam ser bem mais baratas, mas a sensação de sauna sem eucalipto não é um preço que você vai querer pagar. Algodão e linho custam um pouco mais, mas duram mais tempo, são mais elegantes e, importante: deixam sua pele respirar, no verão!

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Aposte nos acessórios

A terceira peça é uma total impossibilidade, mas vale apostar em outros acessórios como brincos ou anéis. Colares finos e lenços – amarrados na bolsa, pelo amor de Dadá – também são uma ótima opção. Pulseiras, relógios e gargantilhas costumam ser um incômodo, então vale sempre optar pelo conforto – já que a temperatura externa a gente não pode controlar.

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Opte por uma modelagem mais soltinha

Vai dizer que você não tem agonia só de pensar em colocar uma legging nesse verão? Eu quase faleço. Como nem sempre dá pra fugir da calça – nem todos os clientes acham bacana a moda da bermuda -, opto sempre por aquelas com modelagem mais amplas. As pantacourts também vão muito bem. Na parte de cima, é bom dosar: roupas largas geralmente tem mais pano, e quanto mais tecido, mais calor. Deus salve a regatinha!

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E as cores?

Sim, eu sei que a gente já associa o verão a roupas brancas ou claras. Isso se dá muito pela associação com o Réveillon e a tradição da roupa branca, mas a ciência aponta na direção oposta. Se você não quer passar calor, vá de preto. Nosso corpo gera calor e, quando em contato com um tecido claro, ele rebate e não consegue sair. Já as roupas mais escuras absorvem o calor. Não acredita? Faça o teste! 😉

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Mude suas referências

Não adianta se inspirar na gótica da Suécia se a sua realidade é clima verão-inferno-tropical. Minhas referências de sempre são as brasileiras que vocês viram acima: @modices, @lu_dehoje, @fecortez, @thaisfarage, @jomoura, @rioetc, entre outras.

E você, tem dicas de como fugir do calor? Conta aqui nos comentários!

Maratona Oscar 2019: Bohemian Rhapsody e Nasce uma Estrela

Começou! Os filmes já foram indicados, os bolões já estão rolando e todo mundo já tem seus favoritos ao Oscar 2019. Esse ano, temos algumas surpresas como Roma, o primeiro filme da Netflix concorrendo à estatueta nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro, Bradley Cooper em sua estreia como cantor e diretor, e a música marcando presença fortíssima com Nasce uma Estrela e Bohemian Rhapsody.
Por aqui, a gente dá o start na nossa Maratona Oscar 2019! Até o dia 24 de fevereiro, data da premiação, a gente se encontra aqui toda segunda para falar dos indicados a Melhor Filme, beleza? Então, pega a pipoca e vem comigo.

Bohemian Rhapsody

Eu não poderia começar por outro. Mesmo. A cinebiografia (bem romanceada) do Queen pode não ter agradado aos fãs mais radicais pelas suas imprecisões. De fato, o filme traz várias. Mas no geral, ele cumpre seu papel e a gente sente vontade de cantar junto no cinema. Rami Malek está incrível no papel de Freddie Mercury, assim como o resto do elenco (Gwilyn Lee com Brian May, Bem Hardy como Roger Taylor e Joseph Mazzelo como John Deacon). A tristeza fica por conta do diretor Bryan Singer, acusado de assédio em diversas ocasiões. Quando é que esses homens vão aprender?
Vale prestar atenção: sequência de gravação de Bohemian Rhapsody, o Live Aid (reproduzido nos mínimos detalhes) e o figurino incrível desenvolvido por Julian Day!
Veja o trailer aqui e aqui

Nasce uma Estrela

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Boas histórias nunca morrem. A prova é a 4ª versão de A Star is Born, que marca a estreia de Bradley Cooper na direção. O filme conta a história de Jackson Maine (também interpretado por Cooper), um cantor no auge da fama. Um dia, ele conhece Ally (Lady Gaga), um talento ainda desconhecido, e se apaixona por ela. A medida que Ally ascende, Jackson vê a própria carreira indo por água abaixo. Gaga assume o papel que já foi de Janet Gaynor, Judy Garland e Barbra Streisand, e está ma-ra-vi-lho-sa. Cooper também manda muito bem como cantor e os fãs de Pearl Jam vão notar ali um dedinho de Eddie Vedder, que ajudou o ator a construir o personagem.
Vale prestar atenção: na trilha sonora (Shallow, em especial), nas cores do filme e na fala “só queria olhar para você mais uma vez”, presente em todas as versões da história.
Veja o trailer aqui

Sexta que vem a gente volta com mais dois filmes!

Leitura de verão: quatro livros incríveis para ler na praia

Ah, o verão! Apesar de estar cozinhando e tomando quatro banhos por dia, essa ainda é minha estação favorita. Principalmente porque é a época ideal para fazer uma das coisas que eu mais gosto: ler na praia. Um mate geladinho, um bom livro e… preciso de mais nada! Hoje selecionei quatro que me fizeram ótima companhia em 2018! Pra comprar qualquer livro na Amazon (e ajudar esse bloguinho) é só clicar no título.

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As Garotas

A história não é leve. Uma jovem adolescente se envolve com uma seita hippie na década de 1970 e, aos poucos, se vê envolvida em uma trama macabra de roubos e assassinatos. Soa familiar? Sim, o livro de Emma Cline é um “roman à clef” que reconstrói de maneira ficcional a história de Charles Manson e seus seguidores. Pode soar sinistro para uma leitura na praia, mas a verdade é que a leitura desenrola fácil e você logo se vê envolvida com os personagens. Vale muito a leitura, principalmente na era de denúncias contra gurus famosos como João de Deus, Sri Prem Baba e Osho.

O Que Alice Esqueceu

Quem acompanha este blog sabe que eu sou bem apaixonada pela escrita da Liane Moriarty (já falei dela aqui). Então, quando a Intrínseca lançou um dos primeiros romances da autora, eu corri para ler. A protagonista não chega a ser exatamente cativante, mas o enredo te coloca para pensar. Depois de um tombo na academia, Alice acorda pensando no marido, na sua gravidez e na reforma de sua casa. Acontece que ela já tem três filhos, está se divorciando, e perdeu 10 anos de memórias. O leitor acompanha de forma bem humorada as trapalhadas de Alice enquanto ela tenta resgatar suas lembranças. E você, do que se lembraria se perdesse uma década de vida?

Cem Anos de Solidão

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía se lembraria da tarde remota em que seu pai o levara para conhecer o gelo”. É esta frase que abre Cem Anos de Solidão, a obra mais famosa de Gabriel García Márquez. E não é à toa. Ao contar a história da família Buendía, o autor faz um passeio pelo realismo fantástico e encanta o leitor. Uma narrativa com personagens femininas incríveis que você não pode deixar de conhecer!

A Elegância do Ouriço

Se você gosta de personagens irônicos, cativantes e bem-humorados, este livro é para você. A história se passa em um prédio da elite de Paris, e é narrada pela concierge e por uma jovem moradora com com fortes tendências suicidas. Apesar da diferença de idade e de classe social, as duas têm em comum a inteligência acima da média, e principalmente, a surpreendente erudição. Ambas não desejam revelar sua personalidade para os outros moradores, e com isso, acabam se conectando de maneiras inusitadas. Divertido e melancólico na medida certa, A Elegância do Ouriço merece ser degustado aos poucos!

Curtiu as indicações? Que livro não poderia faltar na sua lista?