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Leme: conheça os meus programas preferidos no bairro!

O Leme tem um lugarzinho especial no meu coração. O bairro aparece em todos os meus roteiros preferidos pelo Rio e, apesar de não ser tão conhecido quanto Copacabana, pode ser ainda mais charmoso. Hoje eu divido com vocês alguns dos meus programas preferidos por lá.

Praia do Leme

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Parece óbvio, né? Mas esse é uma das minhas faixas de areia preferidas no Rio. Porque é democrática, porque não é insuportavelmente cheia, porque é aconchegante, porque é pertinho de casa. Rs. A minha dica é ficar ali no posto 1 (a barraca da Monica é a minha preferida) e depois já emendar um Belmonte no pós-praia!

Boteco Belmonte

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Um dos mais tradicionais do Rio, ele tem filiais espalhadas por toda a cidade, mas a do Leme é a minha preferida. Primeiro porque é grande, então as chances de você ter que beber em pé é bem reduzida. Depois, ele fica na distância ideal para uma caipirinha pós-praia: a uns três passos da areia. 😉 Por lá, vale pedir o espetinho de mignon com farofa e molho à campanha. Deli!

Salomé Bistrô

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Já falei mais sobre ele neste post aqui, mas a dica é sempre válida. Dos mesmos donos do Canastra, o Salomé é mega charmoso, perfeito para um date ou para um encontro com as amigas. Às quartas, o bar oferece um Happy Hour com dose dupla de espumante rosé e é tipo o paraíso na terra. Se pedir a burrata então, é só sucesso.

Pedra do Leme e Caminho dos Pescadores

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Um dos meus lugares preferidos no fim de tarde. Costumo pegar a bike e ir até lá quando eu quero tomar uma caipirinha com as amigas ou até ficar quietinha olhando o mar mesmo ou lendo um livro. Por ali você encontra também uma das estátuas mais bacanas do Rio: a da Clarice Lispector. Vale a foto!

Mundeco Bar

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O Mundeco é uma das grandes atrações do Leme. Pelo menos pra quem gosta de cervejas artesanais, drinks, hambúrgueres e pizzas. Ou seja, todo mundo, né? O espaço não é grande, a graça mesmo é ficar na rua, ou descer ao subsolo, onde rola um karaokê todas às quintas. Ah, também é um lugar excelente pra comemorar aniversários ou reunir os amigos! 😉

Fotos: Lu Marinho, Tati Guedes, redes sociais

Conhece algum outro passeio pelo Leme? Deixa aqui nos comentários!

Contos: cinco livros que não podem faltar na sua coleção

Já começo esse post confessando que, até bem pouco tempo atrás, eu não era muito fã de contos. Na verdade, eles pareciam uma piada que todo mundo entendia menos eu. Depois de ler alguns dos livros dessa lista, eu percebi que só estava lendo os autores errados e que histórias mais curtas podem ser tão envolventes quanto romances longos. Hoje eu divido com vocês alguns dos meus preferidos!

Ah, e para comprar o livro, é só clicar no título. Você não paga mais nada por isso e ainda ajuda esse blog! 😉

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Os melhores contos brasileiros do século XX

O básico do básico. Ganhei esse livro do meu pai quando ainda estava na escola e ele segue sendo um dos meus preferidos. Apesar de seguir uma ordem cronológica – ideal para quem quer entender como o formato evoluiu ao longo dos anos – ele pode ser lido aos poucos, degustando cada texto bem devagar. A seleção foi feita por Ítalo Moriconi e engloba autores como Machado de Assis, Rubem Fonseca, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Caio Fernando Abreu, Érico Veríssimo, entre outros.

Contos de Horror do Século XIX

É uma das antologias preferidas de quem ama histórias que flertam com o terror. Neste volume da Companhia das Letras você vai encontrar autores como Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft e Henry James. É um mergulho na literatura de horror, com histórias que, se não dão medo, causam uma forte sensação de estranhamento. A seleção é do escritor Alberto Manguel.

Antes do Baile Verde, da Lygia Fagundes Telles

Se você ainda não leu nada da Lygia, sugiro começar pelos seus contos. A Companhia das Letras lançou uma coletânea recentemente, mas alguns dos meus preferidos estão aqui, no Antes do Baile Verde. Lygia oferece para o leitor um mergulho na subjetividade dos personagens, expondo seus dramas e dilemas de uma maneira muito sensível. Os contos “Jardim Selvagem” e “O Menino” já valem o livro, mas “Venha ver o pôr-do-sol” também é um clássico que merece ser lido.

Nove Estórias, J.D. Salinger

J.D. Salinger é mais conhecido pelo mundialmente famoso “Apanhador no Campo de Centeio”. Mas se você, como eu, não caiu de amores por Holden Caulfield, sugiro não desistir do autor ainda. “Nove Estórias” reúne textos curtos, publicados em revistas como “The New Yorker” e “Harper’s”. Todos as narrativas são envolventes, mas as minhas preferidas são “Para Esmé, com amor e sordidez” e o conto que abre a coletânea, “Um dia ideal para os peixe-banana”.

Cat Person e outros contos, da Kristen Roupenian

Não é sempre que a literatura tem um alcance viral, mas “Cat Person”, o conto que dá nome a esta coletânea ganhou status de meme em 2017. Publicado na revista The New Yorker, o texto de Kristen Roupenian conta a história do relacionamento de Margot e Robert, desde o momento que se conhecem até o final. A narrativa tomou proporções gigantescas e acendeu debates e polêmicas sobre misoginia, gordofobia e a qualidade da literatura. Porque ele fez tanto sucesso assim? Só lendo pra saber! 😉

Tem alguma dica imperdível? Conta aqui nos comentários!

 

Dinheiro: como organizar a sua vida financeira

dinheiroSe você sente um arrepio correndo pela espinha a cada vez que pensa em olhar seu extrato bancário ou conversar sobre dinheiro, esse post é para você. Eu passei anos e anos da minha vida nesse esquema. A cada vez que eu tinha que pagar uma conta, dava até um aperto no coração. Evitei olhar para a minha vida financeira por tanto tempo que o resultado não poderia ser outro além do nome sujo. Está nessa também? Calma que tem solução! Preste atenção nestas cinco dicas e se comprometa a coloca-las em prática. Já aviso que não é molezinha. É preciso compromisso, mas dá certo!

#1 Mude seu mindset

Não é papo furado. Seu extrato bancário é um reflexo de como você se relaciona com dinheiro. Eu passei anos associando dinheiro à felicidade. Estar triste ou insatisfeita com alguma coisa era um excelente motivo para ir ao shopping e tentar preencher o vazio com coisas que eu não precisava. O resultado eu nem preciso dizer, né? Um desespero básico sempre que chegava à fatura do cartão de crédito. As coisas só começaram a mudar quando eu passei a entender que dinheiro representa – pelo menos pra mim – segurança e liberdade. Quando a chave virou, eu passei a dar mais valor ao que eu ganhava e a pagar os boletos com a sensação de dever cumprido.

#2 Se informe

Ganhar dinheiro é fácil. Basta trabalhar. Difícil mesmo é administrar o que se ganha. E para isso só tem uma solução: sentar a bundinha e estudar. Para nossa sorte, ninguém precisa de faculdade de economia para isso. Na internet não faltam fontes bacanas, como o canal Me Poupe, da Nath Arcuri, e o canal da Easynvest. Os livros também estão aí, com linguagem acessível e dicas importantes. Recomendo muito o “Me Poupe: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso” e o “Ganhar, gastar e investir: o livro do dinheiro para mulheres”.

#3 Invista

“Ah, mas meu dinheiro não sobra pra eu investir…”. É porque o pensamento já está errado. O investimento deve ser o primeiro “boleto” a ser pago. E nada de poupança, pelo amor de Dadá! Conheça seu perfil de investidor, saiba o nível de risco que você está disposta a assumir e pesquise. Investidoras como a Easynvest facilitam muito a vida de quem está começando, mas você sempre pode pedir uma ajudinha para o seu gerente de banco.

#4 Viva um degrau abaixo

Essa talvez seja a dica mais difícil de colocar em prática, mas é sem dúvida a mais importante. Eu mesma sigo lutando para chegar neste nível de plenitude. Mas a verdade é que a estabilidade financeira depende muito da sua capacidade de gastar menos do que você ganha. Como dividir? A dica é da Nath Arcuri (sim, ela de novo): destine 55% para o que é essencial para você, 10% para aposentadoria, 5% para educação, 20% para objetivos de médio a longo prazo e 10% para gastar com o que você quiser. Quer saber mais? Leia este post aqui!

#5 Descubra suas fraquezas

Às vezes a gente tem a impressão de que o dinheiro está descendo pelo ralo. E olha, às vezes está mesmo. Tudo culpa da nossa “kryptonita”, das comprinhas que a gente não resiste a fazer, por mais que estejam fora do nosso orçamento. Ou seja, aquelas coisas que a gente compra meio no impulso. Eu tenho duas: livros e comida. Uma visita à livraria e uma passadinha no restaurante quase sempre é a farra do cartão de crédito. Como são coisas importantes para mim, tento não me privar delas, mas sim incluir nos gastos mensais, sem prejudicar o resto do boletos.

Se você chegou ao final deste texto, já deve ter percebido que autoconhecimento é essencial na hora de organizar a vida financeira. Por isso, vale sempre a reflexão do que você quer no momento e o que você quer a longo prazo. 😉

Dia da Mulher: quatro perfis feministas para seguir

Eu não costumo engrossar o coro de quem diz que não quer flores nem parabéns no Dia Internacional das Mulheres, e sim respeito. Acho que eles não são excludentes. Mas se eu pudesse desejar a todas nós algo mais do que respeito e igualdade hoje, seria informação. É pela falta dela que ainda encontramos mulheres que lutam por uma vida mais justa, mas não se dizem feministas. É pela falta dela que os homens torcem o nariz para mulheres que dizem com orgulho que são sim, feministas. E aí, mana, perco eu, perde você, e perde o movimento como um todo. Então, vamos disseminar informação por aí? Hoje eu selecionei três perfis feministas que você precisa seguir nas redes sociais!

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@modices

Acho que não tem ninguém aqui que não conheça Carla Lemos, certo? Mas peço licença para chover no molhado aqui porque foi o Modices que me pôs em contato com muitas questões importantes pra gente como autoestima, sororidade, empatia, saúde mental e mais um tanto de coisa. Vale ver, acompanhar, repostar…

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@eai.taboa

O “E aí, Tá boa?” é um perfil de entrevistas feito por e para mulheres. Comandada por Natália Fava, Mariana Hasselmann e Hariana Meinke, a plataforma conta com um tema por mês e entrevistas com várias minas diferentes, mostrando sempre novas perspectivas sobre um determinado assunto. É uma fonte infinita de inspiração e a prova de que, quando a gente se junta, projetos incríveis saem do papel.

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@maselenuncamebateu

Este perfil é do tipo “utilidade pública”. Ele mostra, de maneira rápida e direta, todos os tipos de agressão que as mulheres podem sofrer e porque nem sempre a vítima percebe o que está vivendo. Se você está sente que está em um relacionamento abusivo, mas não tem certeza, vale ler alguns dos relatos expostos ali.

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@letticia.muniz

O feminismo é, para muita gente, um assunto espinhoso. Para Letticia Muniz, a dona deste perfil, o humor é a maneira mais bacana de derrubar barreiras e explicar didaticamente o que é esta luta diária. De quebra, ela ainda torna o ambiente do humor (ainda misógino para os dias de hoje) um pouco mais inclusivo!

E aí, faltou algum perfil nesta lista? Deixa aqui nos comentários!

Rio de Janeiro: cinco dicas para curtir o aniversariante de hoje!

Quem mora no Rio de Janeiro sabe, nossa paciência é colocada à prova todos os dias. Mas uma coisa é certa: mesmo com todos os problemas, a cidade continua MA-RA-VI-LHO-SA. Como o orgulho de ser carioca já faz parte do meu DNA, resolvi homenagear o aniversariante do dia e contar para vocês meus cinco programas preferidos por aqui. Alguns rola até de fazer no Carnaval, caso você queira fugir da folia! Bora conhecer?

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#1 – Corrida no Calçadão

Já comentei sobre isso no post que fiz sobre Copacabana, mas uma das coisas que mais me dá prazer na vida é acordar cedo e correr na orla. A cidade ainda não acordou direito e você fica com a sensação de que na ciclovia você só vai encontrar gente bacana. Gente buscando uma versão melhor de si mesma. Porque, vamos combinar, acordar cedo pra correr não é lá muito fácil. Se for seguir em direção ao Leme, vale levar óculos escuros para não se incomodar com o sol ainda baixo. Vale levar também uma garrafa d’água, porque o preço dos quiosques é sempre salgado.

#2 – Praia do Leme

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E já que estamos falando de Leme, vamos falar de uma das melhores faixas de areia do Rio de Janeiro. A praia é minha preferida não só por ficar pertinho de casa, mas também pela paisagem e ótimos bares no entorno (falei do Salomé Bistrô aqui). Além disso, a galera das barracas é sempre muito solícita. Minha preferida é a barraca da Mônica, coladinha no posto 1.

#3 – Livraria da Travessa

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Tá, eu sei que a Livraria da Travessa não é exclusividade do Rio de Janeiro, mas é sem dúvida uma das melhores do Rio. A rede tem lojas no Centro, na Barra, no Leblon, em Ipanema e em Botafogo, mas as duas últimas são minhas preferidas. O projeto de arquitetura é assinado por Bel Lobo e Bob Neri, ou seja, encanta logo de cara. Mas o melhor são os livreiros, que indicam livros com o maior amor e realmente sabem do que estão falando. Vale conhecer!

#4 – Cinema em Botafogo

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Meu combo preferido é cinema na Voluntários da Pátria + passadinha na Travessa + lanche na Depanneur. É que as salas da rua não têm aquela cara de cinema de shopping, com filme blockbuster. Por lá, você encontra filmes do tipo pipoca, clássicos de arte, de festival, etc. A galera que frequenta é superinteressante e você sai de lá sempre se sentindo mais inteligente. 😛

#5 – CCBB

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Eu tenho deliciosas memórias de infância no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil). Enquanto morava no Rio de Janeiro, meu pai me levava lá sempre que surgia alguma exposição nova. Hoje vou bem menos do que gostaria, infelizmente. O espaço tem uma programação cultural intensa e variada, de mostras, cinema, teatro, entre outras. Agora, por exemplo, está em cartaz a exposição da Dreamworks, com mais de 400 itens relacionados aos filmes!

E você, sentiu falta de algo nessa lista? Compartilha aqui nos comentários!

Fotos: Tati Guedes, Alexandre Macieira e Grupo Estação

Maratona do Oscar 2019: Green Book e A Favorita

Chegamos ao último episódio da nossa Maratona do Oscar 2019! E para fechar, dois filmes que ganharam o meu respeito nessa reta final: Green Book – O Guia e A Favorita. Neles, dois dos meus atores preferidos: Viggo Mortensen (que participou do excelente Capitão Fantástico, como falamos aqui) e a supertalentosa Emma Stone. Vamos a eles?

Green Book – O Guia

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Baseado em fatos reais, Green Book conta a história do pianista Dr. Don Shirley (Mahershala Ali) e seu motorista Tony Vallelonga (Viggo Mortensen). Na década de 1960 – período de maior segregação racial nos Estados Unidos, Shirley decide fazer uma turnê pelo sul do país. A região, a mais racista do território americano, conta inclusive com um guia – o tal “Green Book” – para mostrar onde os negros podem ou não se hospedar. Prevendo problemas, o músico contrata os serviços de Tony, que deve atuar como motorista, mordomo e segurança particular. Do tempo na estrada nasce uma amizade que, na vida real, durou até 2013, com a morte dos dois.
Tá, mas porque é tão bom? Porque ambos estão impecáveis nos papeis e concorrem a Melhor Ator (Mortensen) e a Melhor Ator Coadjuvante (Ali). O filme também concorre a Roteiro Original com uma história muito bem amarrada e diálogos bem construídos.

Vale prestar atenção: às cenas de interação com policiais. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

A Favorita

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Mais um filme em que a interpretação dos atores é capaz de sacudir um roteiro mediano. “A Favorita” se passa na Inglaterra do século 18 e conta a história da rainha Anne e suas duas “prediletas”, Sarah Churchill, a duquesa de Marlborough, e sua prima Abigail Hill. A trinca é interpretada por Olivia Colman (a nova rainha Elizabeth da série The Crown), Rachel Weisz e Emma Stone, que concorrem a Melhor Atriz e a Melhor Atriz Coadjuvante.
No jogo de xadrez da realeza, temos três personagens carismáticas, incômodas e um pouco irritantes, cada uma a sua maneira. Enquanto Anne parece insegura e um pouco entediada como Rainha, Sarah é ardilosa e manipuladora, Abigail, jovial e esperta. São mulheres fortes roubando o protagonismo na corte e fazendo com que o público se identifique com cada uma delas. Ou seja, um retrato da monarquia inglesa depois do movimento Me Too.

Vale prestar atenção: nos figurinos criados por Sandy Powell, que concorre ao Oscar de Melhor Figurino por A Favorita e O Retorno de Mary Poppins e no sotaque britânico de Emma Stone, a única americana do elenco.

Veja o trailer aqui!

Corrida: como eu deixei de ser sedentária e comecei a correr

Olha, se há dois anos me contassem que hoje eu estaria escrevendo um texto sobre como comecei a correr, eu não acreditaria. Sedentarismo sempre foi o meu nome do meio e levantar para pegar o controle remoto era o que eu chamava de esforço. Então, espere antes de tudo um retrato realista sobre a corrida.

Como tudo começou

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Era 2017 e eu tinha acabado de fazer aniversário. Subi na balança depois das comemorações e vi o ponteiro da balança nunca tinha subido tanto. Eu tinha acabado de completar 31 anos entregue ao mais completo sedentarismo. Mas além de estar me sentido desconfortável com o meu corpo, eu sabia que precisava cuidar da saúde. Tinha passado por um período difícil de depressão no início daquele ano e todos os médicos batiam na mesma tecla: alimentação saudável e exercícios físicos. E eu, que sempre odiei academia, comecei a ver na orla de Copacabana uma pequena possibilidade.

A minha meta? Chegar ao calçadão e tentar correr um quilômetro sem parar. Um único quilômetro. O que pra mim equivalia ao esforço físico de correr uma hora sob um sol de 40°C. Estão entendo o que eu quero dizer quando falo de sedentarismo?

Como acontece toda vez que você se dedica a algo, as coisas começaram a acontecer. Uma amiga percebeu meu interesse e minha (ainda muito pequena) evolução e me convidou para a minha primeira prova: a Meia Maratona Internacional do Rio. Falando assim, pode parecer grande, né? Nada, o meu circuito era de apenas cinco quilômetros. E 48 minutos depois (sim!) eu cruzei a linha de chegada explodindo de orgulho.

E a evolução na corrida?

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O tempo foi passando e nada de evolução. Eu estava completamente estagnada. No final de 2017, eu já conseguia correr 3k sem parar. Mas a corrida estava começando a perder a graça. Foi aí que surgiu outro anjo. E apesar de a corrida ser um esporte individual na maioria das vezes, quem corre sempre conta com a ajuda de outras pessoas. Uma das minhas melhores amigas me indicou o seu treinador, e olha… isso fez toda a diferença. Na primeira ligação, já deixei bem claro pra ele que eu não tinha um GRANDE objetivo. Eu queria melhorar meu desempenho e, se possível, perder alguns quilinhos no processo. O Marios entendeu exatamente o que eu queria dizer e montou uma planilha totalmente de acordo com a minha realidade, mas sem deixar de me desafiar. E falou sem dó aquilo que eu não queria ouvir: quem quer levar a corrida a sério, precisa levar a musculação a sério.

A primeira lesão

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Aqui eu preciso confessar: eu fugi totalmente da academia. Enquanto eu pudesse evitar, não colocaria meus pés naquele ambiente de luzes artificiais e música alta. E foi aí que meu joelho direito começou a reclamar. As dores pós-corrida ficaram mais frequentes – e mais fortes -, subir escadas era um sacrifício e eu comecei a me sentir insegura para caminhar. A impressão que dava era que meu joelho não dava mais conta de segurar o meu peso. Que, aliás, já tinha diminuído consideravelmente. Fui a um ortopedista e depois de um raio-x veio o diagnóstico: tendinite pata de ganso causada pela falta de fortalecimento muscular e uma canelite.

Ambas as lesões são extremamente comuns em quem corre e se resolvem naquele ambiente de que eu tanto fugi. Como a corrida sempre foi minha prioridade, saí do consultório e entrei na primeira academia que eu vi. Hoje, alguns meses de musculação depois, as dores passaram, o desempenho melhorou e eu me preparo para a minha terceira prova: o Circuito das Estações Outono, no dia 31 de março.

Os benefícios da corrida

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Você com certeza deve estar se perguntando qual é a graça. Afinal, qual é a vantagem de acordar às 6h da manhã, calçar o tênis e começar a correr de um lado para o outro? Bom, no meu caso, posso dizer sem exagero que a corrida mudou a minha vida. Além da vantagem óbvia de ter me tirado do sedentarismo e ter me apresentado a uma rotina muito mais saudável, o esporte me tirou da depressão. A ciência não mente. Correr eleva os níveis de dopamina e endorfina, os hormônios ligados à felicidade e ao prazer. E mais do que tudo isso, a corrida me deu disciplina, tão necessária em outras áreas da vida.

Com ela, veio também a minha vontade de superar desafios – nula, até então – e a certeza de que eu sou capaz de fazer qualquer coisa, desde que me empenhe. Afinal, o esporte exige muito do corpo, mas sem a mente você não chega a lugar nenhum. Sem exagero. É preciso foco e concentração para não parar de correr quando o corpo cansa e te manda parar. É sobre encontrar um lugar de paz no desconforto, já que ele vai te fazer companhia por vários quilômetros. A corrida é quase uma metáfora da vida. A evolução vem aos poucos. Às vezes, tão devagar que você não percebe que ela está ali. Mas é a paciência de perseverar que traz resultados maiores e mais consistentes.

Em poucas palavras, fica aqui um conselho: corra. Não se deixe levar pelos acessórios. No início, você só vai precisar de um tênis, de um aplicativo instalado no seu celular e de um fone de ouvido. Só corra. E depois vem aqui me contar o que você sentiu depois de alcançar sua primeira meta, ok?

Maratona Oscar 2019: Vice e Pantera Negra

Chegamos à metade da nossa maratona do Oscar 2019! Hoje, a gente conversa sobre dois filmes que aparentemente não tem nada a ver um com o outro, mas que exploram bem a narrativa clássica, com personagens e arcos muito bem definidos: Vice e Pantera Negra.

Vice

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Ver Christian Bale em ação é sempre um prazer. Principalmente quando os personagens demandam transformações físicas, como em Vice. Para interpretar Dick Cheney, o vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de George W. Bush, Bale precisou engordar 20 quilos. O esforço rendeu o Globo de Ouro de melhor ator, para vocês terem uma ideia do quão bem ele está no papel. Mas o filme também conta com outras grandes atuações, como a de Amy Adams (como Linney Cheney), Steve Carrell (como o ex-secretário de defesa Ronald Rumsfield) e Sam Rockwell, impecável como Bush.

O filme é dirigido por Adam McKay, que antes de A Grande Aposta era mais conhecido por comédias como O Âncora e Quase Irmãos. Não são lá grandes referências, mas deixaram um legado de senso de humor bem importante para Vice. O filme parece estar sempre com um sorrisinho de canto de boca, entremeando diálogos importantes com cenas de caça, pesca e outras metáforas que só vendo para entender. Não sei se com a presença de Cuarón (falamos de Roma aqui), McKay leva Melhor Diretor, mas o prêmio de Melhor Ator já é de Bale. Meu coração continua com Rami Malek.

Vale prestar atenção: na atuação dos coadjuvantes Amy Adams e Sam Rockwell. Acho que vem Oscar por aí!

Veja o trailer aqui! 

Pantera Negra

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Confesso que fui com o pé atrás. Filme de herói não é lá meu gênero preferido, mas Pantera Negra me conquistou já na primeira meia hora. Pelo visual, pelo enredo, pela trilha sonora, pelas atuações. Para quem não sabe nada da história, um breve resumo: Wakanda é um país africano isolado do mundo, que esconde uma tecnologia avançada, construída a partir de vibranium. Depois da morte do rei, cabe ao seu filho T’Challa assumir o trono e o posto de Pantera Negra. Agora, ele (Chadwick Boseman) deve impedir que o vibranium caia nas mãos dos americanos e, que o trono seja assumido por Erik Killmonger. Aliás, um dos melhores antagonistas da Marvel. Para seguir sua missão, o Pantera Negra conta com a ajuda de personagens femininas fortíssimas, interpretadas por Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright e Angela Bassett. Finalmente a Marvel entendeu o que significa Girl Power.

Agora, se merece estar no Oscar? Bom, se a gente levar em conta as edições anteriores, não. Se a gente acreditar que a Academia está mudando, merece sim! Não é apenas um filme de heroi, mas também é superimportante para explicar o momento em que estamos vivendo. Só não apostaria minhas fichas no Oscar de Melhor Filme.

Vale prestar atenção: no figurino criado pela Ruth E. Carter, uma homenagem à cultura africana. Ah, e a trilha sonora original. Ambas concorrem ao Oscar!

Veja o trailer aqui! 

Podcast: cinco programas para ouvir e entender o mundo

Literatura, empreendedorismo, cultura pop, comportamento, política, sociedade, música. Os assuntos são inúmeros, as possibilidades, quase infinitas. Em meio a tantos artigos, vídeos, posts, textões, consumir conteúdo através de um podcast pode ser uma delícia. Confesso que demorei um pouco para entrar nesse universo, mas depois ficou difícil resistir a eles. Aqui embaixo, uma lista rápida com meus preferidos! Ah, e para ouvir, é só clicar no título!

podcasts

Vozes

É difícil ser imparcial quando eu falo sobre o Vozes. Muito dessa imparcialidade vem do fato da Gabriela Viana, narradora, redatora e produtora deste podcast, ser minha amiga. Mas vem também da qualidade das reportagens feitas aqui. Se você quer entender mais sobre o mundo que te cerca – de sexo à maconha, do estatuto do desarmamento a experiências de quase morte – este podcast é para você.

Episódio preferido: “Maconha: da dependência à medicina” e “Os heróis da tragédia que marcaram o Brasil”.

Arnaldo de Propósito

Outro em que serei obrigada a deixar a imparcialidade de lado. Como a Gabi, o Arnaldo também é meu amigo. E como ela, ele também produz conteúdo de excelente qualidade. Em áudios curtos, de dois a cinco minutos ele faz um passeio pelo seu método de coach, o Vivendo de Propósito (falei dele aqui). Também dá dicas de meditação, como ter mais tempo, como encontrar seus talentos, etc. Vale conhecer!

Episódio preferido: “Como tornar metas desafiadoras realizáveis”.

ResumoCast

A primeira vez que eu ouvi falar do ResumoCast (através do Arnaldo, aí em cima) fiquei um pouco desconfiada. Como assim um podcast que “resume” livros? E livros de autoajuda ainda por cima? Mas o ResumoCast vai muito além disso. Criado pelo investidor Gustavo Carriconde, o programa debate de maneira leve alguns dos conceitos presentes em livros de psicologia, empreendedorismo, negócios, economia criativa, e por que não dizer, da autoajuda mesmo. Não se trata de substituir uma mídia pela outra, mas sim de servir como introdução aos temas, todos muito interessantes.

Episódio preferido: “Mindset”.

The Memory Palace

Criado pelo escritor Nate DiMeo, o The Memory Palace traz casos reais narrados de uma maneira leve e envolvente, como só os melhores contadores de histórias conseguem fazer. A pesquisa para cada episódio é extensa, mas o que chama a atenção mesmo é a narração. Nate já falou sobre o leão da Metro, sobre a fuga de escravos no sul dos Estados Unidos, sobre a morte de Edgar Allan Poe, entre outros. O podcast é em inglês, mas no Brasil ganhou uma versão escrita e publicada pela Todavia: o Palácio da Memória. Já falamos sobre ele neste post!

Episódio preferido: “No Summer” e “Ten Figures, Ten Toes”.

Compre o livro aqui!

História para Ninar Garotas Rebeldes

Ao contrário do “The Memory Palace”, o “Histórias para Ninar” começou como um livro e logo virou podcast. Como o próprio nome diz, o programa traz minibiografias de mulheres relevantes em diversas áreas: artes plásticas, música, ciência, etc. O mais interessante é que cada episódio é narrado por uma mulher diferente. Assim, é possível conhecer mais sobre Virginia Hall na voz de Astrid Fontenelle ou saber mais sobre Grace O’Malley através da Jout Jout. Imperdível!

Episódio preferido: “Frida Kahlo, por Estela Renner” e “Margareth Hamilton, por Sarah Oliveira”.

Compre o livro aqui e aqui!

E você? Tem algum podcast preferido? Conta aqui pra gente!

Por que escrever um diário?

Não tem jeito. Não tem ano que comece por aqui sem um caderninho novo. Ideias, desabafos, brigas imaginárias, cartas a mim mesma, listas, tudo vai para lá, para o diário. O hábito de escrever começou ainda criança, quando eu ganhei do meu pai um livro chamado “Minha Vida de Menina”, da Helena Morley. No livro, a autora inglesa narrava dia a dia como foi sua chegada ao Brasil, para morar em Diamantina. De lá pra cá, foram muitas agendas, cadernos, blocos… Tudo que servisse para colocar pensamentos. Escrever diariamente tem tantos benefícios que eu precisei tentar te convencer a fazer um diário também. Vamos a eles?

diário

Escrever acalma a mente

Só o ato de sentar, pegar um caderno e uma caneta já te coloca em outra vibe. O ideal é que seja uma atividade analógica para evitar que você se distraia e realmente entre em contato com seus pensamentos. Vale fazer logo ao acordar – como prega O milagre da manhã – ou à noite, como uma forma de registrar o que aconteceu no dia. Desabafe, xingue, rasgue, desenhe. O importante é deixar no diário o que você está sentindo e, assim, desanuviar a mente, percebendo melhor a real dimensão das suas questões.

É uma maneira de registrar a vida

E evitar que você se esqueça de momentos/sentimentos importantes. Depois que escrever se torna um hábito, é comum passar a prestar mais atenção no dia a dia, como uma maneira de registrar melhor o que viveu. Também é uma ótima forma de perceber melhor que a vida vem em ciclos, e que por maior que seja o desconforto, ele também vai passar. É a sua evolução como ser humano ali, toda registrada no papel!

Faz você refletir sobre suas ações

No calor da discussão, estamos sempre muito certos do que estamos fazendo ou falando. É na solidão das páginas que a gente começa a refletir. A pausa é necessária pra repensarmos ações, falas, pensamentos e convicções. Às vezes vai bater uma vergonha de escrever sobre algo, mas não pare. Lembre-se que só você vai ler o diário. É um registro pra você e para mais ninguém.

Te permite ter ideias ruins

Na era das redes sociais, onde todo mundo é lindo e bem-sucedido, estamos super valorizando as boas ideias. Tanto que a gente até esquece que até elas chegarem, passamos por um monte de ideias ruins. Seu diário é o lugar para isso. Pense, rabisque, rascunhe. Sinta-se livre para criar, rasgar, rasurar. O papel não julga.

É um exercício de auto-conhecimento

No Templo de Delfos, lá na Grecia, os visitantes se deparam com uma inscrição logo na entrada: “conhece-te a ti mesmo”. Os gregos já sabiam que a chave da felicidade passava pelo autoconhecimento. E vocês que frequentam este blog sabe o quanto eu sou fã de ferramentas que fazem com que a gente se conheça melhor. Assim como terapia e meditação – duas práticas que eu gosto muito – o diário é excelente para você se conhecer, se perceber e entender seu lugar no mundo.