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O que Anitta pode te ensinar sobre sua carreira

Você é dessas que torcem o nariz para Anitta ou das que aguardam ansiosamente cada lançamento de clipe? Sai da pista ao ouvir a buzina de Show das Poderosas ou passa horas treinando a Paradinha? Seja como for, uma coisa você não pode negar: Anitta é exemplo de mulher que sabe gerenciar a sua própria carreira. Hoje, conversamos sobre quatro coisas que a diva pop tem para te ensinar sobre trabalho. Quer ver?

#1 Estude, estude, e estude mais um pouco

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E quando achar que já sabe suficiente… volte duas casas e comece novamente. A cantora já deu algumas declarações dizendo que odiava as aulas de inglês, mas era obrigada pela mãe. O que para a Larissa adolescente era “um saco”, se transformou em uma ferramenta importantíssima para Anitta. Afinal, sem ela, a carreira internacional nunca deslancharia. E por falar nisso, estude com afinco o seu próprio mercado. Antes de se lançar lá fora, Anitta fez a lição de casa, estudou os players e chegou nos Estados Unidos sabendo onde estava pisando. Vale lembrar que em qualquer profissão, informação nunca é demais. Além de te tornar mais capaz, ainda dá aquele boost na confiança, que a gente sempre precisa.

#2 Estratégia, foco e confiança

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Por falar em confiança, ela não adianta muito se não vier acompanhada de foco e estratégia. Desde criança ela já sabia aonde queria chegar e traçou um plano para atingir seus objetivos.  Prova disso é o Projeto Check Mate, com o lançamento de um clipe por mês, em diferentes estilos, com músicas em inglês, português e espanhol, e parcerias com grandes nomes da música internacional. O que nos leva ao próximo tópico…

#3 Parcerias são a alma do negócio

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A competitividade do mercado faz a gente enxergar nossos pares como rivais, mas a colaboração é sempre o melhor caminho. Ao desenvolver um projeto, vale olhar com carinho pra quem tá do seu lado e até mirar alto e entrar em contato com aquele profissional que você admira. Anitta faz isso com nomes já consagrados como Alesso e J Balvin e com artistas “de nicho”, como Pabllo Vittar e Jojo Todynho. No final, sai todo mundo ganhando.

#4 Não tenha medo de se posicionar

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Nós mulheres ainda temos muita dificuldade de nos posicionar. A gente sempre acha que dá pra ganhar a discussão com uma certa doçura e deixamos escapar oportunidades importantes. Por sorte, esse comportamento vem mudando e Anitta é um grande exemplo. Ao ver que o clipe de “Vai, Malandra” estava estourando o cronograma, ela não teve dúvidas: demitiu a equipe e seu pessoal assumiu as gravações. O resultado você já conferiu, né?

No fim das contas, a gente precisa de uma boa dose de confiança e ousadia. E você, tem mais alguma dica para dar? 😉

4 dicas para usar tênis branco

Perdemos o timing ou ainda dá pra falar de tênis branco neste blog? Pergunto isso porque ando fascinada pelo Adidas Superstar e sempre que entro na loja zilhões de dúvidas surgem na minha cabeça. Será que eu vou usar mesmo? Será que combina comigo? Será que vai dar pra montar looks legais? Antes de gastar meu rico e suado dinheirinho, resolvi dar uma pesquisada e descobrir como as fashionistas andam usando tênis branco. Hoje compartilho com vocês algumas dicas!

Quanto mais “pesado” melhor

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Sim, parece que a época do Keds e do All Star branco já se foi. Eles abriram espaço para os “tênis de pai”, sabe? Aqueles modelos mais pesados, brutos, com carinha de anos 90. Como eu sou pequena – e tênis assim pesam um pouco no visual – sempre prefiro o meio termo. Ou seja, modelos como o Adidas Superstar ou Puma Heart Basket.

Eles viram o ponto focal do look

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Não adianta, viram mesmo. Então, se você for baixinha como eu, vale montar produções com tons mais claros para não quebrar a silhueta e causar aquele efeito “encurtador”. Isso, claro, se você for do tipo que se incomoda. Eu já assumi meus 1,54m e não to nem aí se vou parecer baixinha. Aliás, as minhas combinações preferidas são aquelas com calças pretas ou vestidos, vai entender.

Quebre a vibe esportiva com peças mais sofisticadas

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Se o seu ambiente de trabalho permite produções menos formais, mas você também não quer passar a impressão de que acabou de sair da academia, a dica é misturar materiais e cortes. Alfaiataria funciona superbem, assim como um bom blazer e camisa de botão. Também é bom prestar atenção nos acessórios, como bolsas e lenços. O truque é passar a impressão de que você pensou naquele look e não que calçou o primeiro sapato que viu na frente. 😉

Você não é adolescente para andar com tênis encardido

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A menos, é claro, que você tenha menos de 18 anos. Aí tá perdoada. Senão, vamos voltar ao básico: tênis limpo, sempre. Tenho moral para dar essa dica? Tenho. Você pode olhar os meus? Não. A maneira mais simples de limpar é misturando detergente e água sanitária a um copo de água morna e ir esfregando com uma toalha. Os cadarços você pode deixar de molho na água sanitária também. Só não deixe NUNCA a espuma secar no tênis para não causar manchas, ok?

E você? Também está apaixonada como eu? Alguma dica de look? Deixa aqui nos comentários!

 

 

O Milagre da Manhã: seis dicas para mudar sua vida

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Sempre que eu comento com alguém que treino de manhã antes do trabalho, recebo olhares meio espantados e meio de admiração. Como é possível acordar às 6h pra correr? Será um milagre?” Sim, não deixa de ser. Mas o responsável não é nenhum santo, e sim Hal Elrod, autor do best-seller O Milagre da Manhã.

Quem me acompanha há algum tempo já conhece a minha resistência a livros de autoajuda (ou autodesenvolvimento), e como aos poucos eu venho tentando quebra-la.Mas o que me atraiu em O Milagre da Manhã é que sua premissa é bem simples: o que você faz nas primeiras horas do dia influencia diretamente sua produtividade. Já viu CEO de grandes empresas acordando às 11h? Pois é. E ele explica isso através de seis passos simples, que eu mostro agora.

#1 Silêncio

O autor dá algumas sugestões para atividades que podemos praticar no silêncio (orar, agradecer, prestar atenção à própria respiração…), mas eu particularmente escolho a meditação. Neste post, eu te falei um pouco sobre os benefícios da prática e dei sugestões de app. Pra mim funciona muito bem e cinco minutos já me deixam pronta para encarar o dia!

#2 Afirmações

Nosso cérebro é programado para que algumas de nossas escolhas sejam quase intuitivas, certo? Pra isso, temos um arsenal de crenças à nossa disposição. Coisas que aprendemos com nossos pais, com a vida, com alguma experiência traumática. E as crenças podem ser engrandecedoras ou limitantes. A verdade é que todo mundo tem sua quota de limitações que nos impedem de ir além do mediano, em maior ou menos medida. Tirar cinco minutos por dia para fazer afirmações positivas tem um ótimo efeito a longo prazo. Anote as suas em um papel e leia todo dia ao acordar. No início é meio ridículo? Sim! Mas pensa que Will Smith e Oprah Winfrey fazem isso diariamente que rapidinho a vergonha passa.

#3 Exercícios

Ah, chegamos na raiz do problema. Agora você chegou aqui e deve estar pensando “nem ferrando que vou pra academia de manhã”. Olha, não precisa ser exatamente uma academia e nem precisa ser um treino longo. O importante aqui é acordar o corpo e deixa-lo preparado para o resto do dia. Eu corro e vou pra academia, mas se você não curte este ambiente pode dar uma caminhada ou até fazer um treino rápido usando algum aplicativo. Quanto mais tempo melhor, claro, mas 15 minutos já fazem uma super diferença.

#4 Leitura

Leitura é puro hábito. Ler 10 páginas por dia é relativamente simples e, ao final de um mês, você vai ter lido um livro de 300 páginas quase sem perceber. Comece com 5 minutos pela manhã, e veja a diferença que isso faz! Ah, e se quiser dicas de como ler mais e melhor, é só ler este post aqui!

#5 Escrita

Tirar um tempinho para esvaziar a mente colocando as ideias no papel é essencial para começar o dia zerado de verdade. Eu uso estes cinco minutos – juro, é só isso mesmo – para refletir rapidinho sobre o dia de ontem e agradecer. Quando eu sinto que estou sem tempo, anoto no papel três coisas boas que me aconteceram no dia e pronto!

#6 Visualização

Essa é a parte mais gostosa da manhã. Você já deve ter ouvido falar nisso – principalmente se leu O Segredo – e a ideia é bem simples mesmo: parar e visualizar o que vai acontecer quando atingir seus objetivos. Eu me imagino fechando um projeto, comemorando e, dependendo da inspiração do dia, consigo até visualizar a roupa que estou usando. Mas o exercício de visualização não serve só pra sonhos de longo prazo. Se você tem uma reunião ou precisa ter uma conversa séria com alguém, esta também é uma excelente maneira de ganhar mais confiança.

“Tá, já entendi. Mas que horas eu preciso acordar pra fazer isso tudo?” Bom, conversa franca aqui. Eu sei que sou extremamente privilegiada por morar perto do trabalho, e sei que nem todo mundo tem esse tempo de manhã. O importante é tentar encaixar os rituais na sua rotina. Meditar, por exemplo, é algo que depois de um tempo de treino, dá pra fazer até no ônibus ou no metrô. Acredite, faço muito isso. Mas, se você tem tempo e sente que seus dias começam sempre tumultuados, vale deixar a preguiça de lado e ligar o despertador uma horinha mais cedo. Depois você me agradece aqui nos comentários, tá? 😉

Tatuagem: três estilos diferentes para se inspirar!

Todo mundo que manifesta o desejo de fazer uma tatuagem ouve a frase “cuidado, isso vicia”. E olha, é verdade. Até eu que tenho pânico de agulha me rendi à “mania” das tattoos e tenho três. A impressão que dá é que estes desenhos, que surgiram depois dos meus 28 anos, me completaram. Fizeram com que eu me tornasse mais “eu”. Estranho, não? Como algo que não nasceu comigo pode fazer parte da minha identidade. Quase como se eu retomasse controle da minha beleza, do meu corpo, da minha estética.
Talvez por isso eu gaste uma boa parte do meu tempo livre na internet pesquisando imagens e inspirações para a próxima tatuagem (porque sempre haverá uma próxima). Pensando em você, que vai fazer a sua primeira (ou a décima), selecionei três dos meus estilos preferidos!

Minimalismo

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Pequenas e delicadas, sem muitos detalhes, as tatuagens minimalistas são ideais para quem vai encarar a agulha pela primeira vez. Vale também para quem tem uma profissão que não permite tattoos aparentes. O importante é escolher um tatuador que tenha o traço firme e leve, para evitar que as bordas saiam borradas.

Pontilhismo

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Outro estilo que exige muito talento do tatuador é o pontilhismo. Aqui, os desenhos são formados por pequenos pontos, em diferentes concentrações, criando a noção de claro e escuro. Prepare-se para algumas horas no estúdio, mas o resultado costuma valer a pena.

Aquarela

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A aquarela é hoje o que o tribal foi nos anos 90, quem não tem já quer a sua. A boa notícia é que cada vez mais profissionais estão se especializando nesta técnica que reproduz desenhos com tinha e água para criar o efeito degradé, com borrões e nuances de tinta.
Vale lembrar: não importa o estilo escolhido, é preciso escolher um profissional de confiança, seguir suas recomendações e nunca, jamais, abrir mão do filtro solar! 😉

Meditação: três aplicativos para quem quer começar a praticar

Se a cada vez que você ouve falar sobre meditação pensa logo “isso não é pra mim, sou muito agitada”, preste atenção. Esse texto foi escrito especialmente para você. Veja bem, eu já fui essa pessoa, que só de pensar em meditação ou yoga já sentia um espasmo de ansiedade. Que olhava com descrença para quem dizia que respirar fazendo “oooommmm” poderia me ajudar. Mas sim, acredite, pode.

meditação

E não é papo esotérico, não. Estudos científicos apontam que a meditação traz uma série de benefícios para o organismo. Além de reduzir significativamente o estresse, a prática constante melhora o sistema imunológico, reduz a probabilidade de depressão (falamos sobre o assunto neste post), melhora a qualidade do sono e aumenta a concentração. Porque sim, meditar constantemente tem efeitos práticos no trabalho e nos estudos. E por onde começar? Pelo seu celular! Hoje falamos de três aplicativos essenciais para quem quer aprender a meditar!

Headspace

Talvez seja o mais clássico deles. O Headspace oferece um módulo de dez passos gratuito para quem está iniciando a prática e, claro, versões pagas para quem quer continuar meditando. A interface é bem amigável. A única desvantagem é que ele é totalmente em inglês. Mas se você já está familiarizada com a língua, pode baixar que a linguagem é bem simples.

Disponível para Android e iOS.

Zen

Criado pela youtuber (e ex-BBB) Juliana Góes, o Zen é um dos meus preferidos. Além do curso básico de 21 dias (segundo especialistas, o tempo que você precisa para adquirir e consolidar um novo hábito), o app ainda oferece programas para melhorar o sono e aumentar a concentração.

Disponível para Android e iOS.

Insight timer

Uma das coisas mais bacanas do Insight Timer é que ele funciona também como uma rede social. Através dele, é possível ver quem está meditando perto de você. O conteúdo também é colaborativo, com aulas feitas pela própria comunidade. Mas para quem está começando a dica é o curso básico de meditação em sete dias!

Disponível para Android e iOS.

E você, usa algum destes aplicativos? Tem alguma dica pra compartilhar? Deixa aqui nos comentários!

Copacabana: um roteiro rápido pela Princesinha do Mar

Não rolou de viajar esse feriado? Não tem problema! Uma das coisas mais bacanas (e econômicas) de se fazer é turistar pela própria cidade. Esse é, aliás, um excelente método para sair da bolha e começar a expandir seus horizontes, sem precisar ir muito longe. Tenho tentado fazer esse exercício com alguma frequência e hoje te dou um roteiro completo pra curtir o “meu país”, Copacabana. Ah, e vale também para quem não é do Rio e quer conhecer a “princesinha do mar”.

Comece com um bom café da manhã

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Se você não é ninguém antes de comer, comece seu passeio com um café da manhã de verdade. O lugar mais tradicional do bairro é a Confeitaria Colombo, dentro do Forte de Copacabana. A vista é espetacular e o menu, nem se fala. Outra opção é a padaria Pão & Companhia, que tem um buffet completíssimo com pães, bolos, tapiocas, frios, frutas, etc, etc, etc.

E vá gastar as calorias no calçadão!

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Eu sou apaixonada pela sensação de liberdade que correr na praia me proporciona. Quando eu vim morar no bairro há quatro anos, meu momento preferido da manhã era pegar a bicicleta e ir pedalando até o Leblon. Hoje, troquei a bike pela corrida, mas continua sendo a minha maneira preferida de começar o dia. Vale até dar um mergulho e tomar um banho rápido no posto.

Um pouco de arte sempre faz bem

Copacabana não é famosa pelos seus museus, mas as suas galerias são um sucesso. Uma das minhas preferidas é a Movimento, dentro do Shopping Cassino Atlântico. Foi lá que eu vi de perto as obras do Toz pela primeira vez. Hoje, eles têm peças do Tinho e do Mateu Velasco. Vale a pena conhecer!

Bora comer?

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O que não falta por aqui é restaurante bacana. Um dos meus preferidos para almoço é o Cumpadres, na Av. Nossa Senhora de Copacabana com a República do Peru. Por lá, geralmente eu peço a Tábua Mediterrânea, com legumes grelhados e tapenade. Para finalizar, um brigadeirinho de panela, que ninguém aqui é de ferro.
À noite, o leque de opções é ainda melhor. Quem ama sanduíches tem que conhecer o Seu Vidal, ou o tradicionalíssimo Cervantes. Se a ideia é comer pizza, Zero Zero e Magistrale (falei dela aqui) são excelentes. Para drinks, o El Born, na Bolívar é o meu preferido.

E para curtir a noite?

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Eu não sou exatamente uma pessoa de balada, mas sei que Copacabana tem lugares ótimos pra quem curte virar a noite dançando. Além dos rooftops dos hotéis (o do Pestana é o meu preferido), e do pub Mud Bug, tem também a Fosfobox, para os mais alternativos.

E você? Tem algum cantinho preferido em Copa? Compartilha aqui nos comentários!

Depressão, eu? Sim, eu.

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E aí, um belo dia eu descobri que estava com depressão. Foi no meio de uma sessão de terapia e a minha terapeuta me deu a notícia com um tom leve, como quem diz: “me passa a manteiga”. Mas pra mim, caiu como uma bomba. Depressão, eu? Sempre tão engraçadinha, sempre fazendo piada, cheia de amigos? Eu? Com diversos casos na família? Eu, que tinha acabado de perder meu pai? Eu? Jamais. Só que sim. Eu.

Tá, mas e agora? O que que eu faço?

“Vou te dar o telefone de uma psiquiatra e você marca uma consulta”. Psiquiatra? Remédio tarja preta? Eu? Sim. Eu. Eu marquei, eu fui, eu peguei a receita azul e fiquei um tempão olhando pra ela. Ali tinha o nome de um princípio ativo, mas pra mim aquelas palavras estranhas só diziam uma coisa: eu era maluca. Tinha passado 24 anos fugindo desse diagnóstico, mas agora era um fato consumado. Eu era maluca. Doidinha de pedra. Preconceituosa, eu? Sim, eu.

Demorou alguns anos pra eu começar a encarar o diagnóstico de frente e entender que, na verdade, aquilo fazia parte de mim. “Desequilíbrio químico”, me explicou a segunda psiquiatra que eu visitei. “E digo mais, pelo seu histórico, você tem depressão desde os 7 anos de idade. Provavelmente é genético”. Oi? Eu nem sabia que isso era possível.

O que era pra ser uma notícia terrível, na verdade, foi um motivo de alívio. Eu não era chata, eu não era antissocial. Na real, eu não era nem maluca. Eu estava doente. Um desequilibriozinho químico, uma rápida pane no cérebro, uma gripe na alma. Neurônios que não fazem a sinapse como deveriam, baixa quantidade de hormônios. Um tratamento rápido, e pronto. Vai dar pra resolver.

E hoje?

Hoje, eu olho pra trás e percebo que não foi o diagnóstico que mudou. Foi a minha maneira de olhar pra ele. E pra mim. E pra todas as coisas ruins que eu pensava sobre mim mesma. Se boa parte da minha personalidade era efeito da depressão, como eu seria sem ela? E se eu pudesse tomar um remédio e, de repente, ver a vida mais leve?

A verdade é que, desde que eu soube que tinha depressão, e teria que conviver com ela de tempos em tempos, eu passei a ser mais feliz. “Oi? Mas é doida mesmo”, você deve estar pensando. Veja bem, eu passei a me olhar com mais amor, a ser mais gentil comigo mesma e aprender o que o Neymar já aprendeu e já até tatuou: isso também vai passar. Dias bons, dias ruins. Todos, sem exceção, vão passar.

Uma amiga, ao me ver com uma crise fortíssima de ansiedade – causada, claro, pela depressão – um dia definiu: parece que você está se afogando em terra firme. Olha, eu não poderia explicar melhor. A sensação é exatamente essa. Só que agora eu aprendi a tomar o caldo. Respira fundo, se afoga e deixa o corpo ir. Meio Maya Gabeira nas águas de Nazaré. Só que eu não morro, já aprendi. Meu cérebro me sacaneia, me sabota, me maltrata, mas no fundo, é só uma brincadeira de mau gosto. E isso também vai passar.

Vai doer na hora, você vai passar alguns dias na cama, trocar o dia pela noite, ficar sem banho um dia. Mas com remédio, terapia, boa alimentação e um exerciciozinho, adivinhe? E sim, de todas as coisas que eu poderia te falar agora, acho que só essa é capaz de dar algum conforto: vai passar.

Três livros para entender o Brasil

Os últimos dias foram difíceis. O clima nas ruas está pesado, as redes sociais foram invadidas por textões raivosos e até o Natal das famílias anda ameaçado por conta da política. Esse blog aqui não faz apologia às tretas, mas entende que, para ter uma ideia do que está acontecendo no Brasil e no mundo, só tem um jeito: se informar. Estudar, buscar novas fontes, conhecimento de verdade. E por aqui, nada de Fake News. A gente gosta mesmo é de livro. Hoje, aproveitando o Dia Nacional do Livro, indico três que estão na lista dos meus favoritos da vida, e que acho que você deveria ler também! Vamos a eles?

O Tempo e o Vento

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Ficção da melhor qualidade, escrita por Érico Veríssimo. A obra é extensa, mas fluida, o que torna a saga da família Terra Cambará extremamente gostosa de ser lida. O leitor acompanha a fundação de Santa Fé, uma pequena cidade no Rio Grande do Sul, através do ponto de vista de uma de suas famílias mais importantes. A narrativa vai desde a época dos jesuítas até a ditadura militar. É o retrato do Brasil, mais atual do que nunca.

Jango

Jango

Como a Ditadura foi possível? Nós encontramos as bases do golpe em “Jango”, livro que levanta algumas questões acerca da morte do presidente João Goulart. A versão mais conhecida é a morte por infarto, mas há quem diga que o ex-presidente foi assassinado no exílio a mando dos militares. Livro superimportante para entender o contexto da época.

1968 – O Ano que não terminou

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Zuenir Ventura começa sua narrativa pelo Réveillon de 1968, quando o Brasil se preparava para receber um dos anos mais difíceis da ditadura, com a instituição do AI-5. O autor traça um panorama da época, contando os casos mais importantes em ordem cronológica. Um deles é o assassinato do estudante Edson Luís, que abriu os olhos da população para a violência das Forças Armadas. Essencial!

Clicando nos links, você compra direto na Amazon e ainda ajuda esse blog! Vamos colocar a leitura em dia?

Rio: os três melhores couverts da cidade

Eu viveria fácil de entradinhas e petiscos. Na verdade, já perdi a conta de quantas vezes escolhi o restaurante pelo couvert ou deixei de pedir o prato principal porque já estava plenamente satisfeita. E é pensando em você, que fica feliz só de ver uma travessa de pão e pastinhas, que eu montei esse post com três couverts que você P-R-E-C-I-S-A experimentar!

La Mole

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Vamos começar pelos clássicos do clássicos? Super tradicional no Rio (não sei se tem em outras cidades), o La Mole ficou famoso pelo seu super couvert. Tem brioche, grissini, torradinhas com parmesão, pizza branca, patê de fígado e o melhor patê de ricota da história. Você pode tanto pedir no restaurante quanto em casa, numa versão bem mais farta. Excelente pedida na hora de receber os amigos!

Via Farani

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Meio italiano, meio japonês, o Via Farani é um daqueles restaurantes que pouca gente conhece, mas que quem conhece AMA. Um dos motivos é claro, o couvert. O ponto alto? A pizza branca, o pãozinho de banana, o antepasto de berinjela e os picles. Serve tranquilamente duas pessoas, mas quando eu estou empolgada, peço um só pra mim. 😛

Casa do Couvert

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E quando a gente acha que não poderia ficar melhor, transformaram nossos sonhos em realidade. A Casa do Couvert é especializada em delivery de entradinhas, cada uma mais gostosa do que a outra. Um dos meus combos preferidos é o Couvert Mexicano, com tortillas chips, tortilla de trigo e recheios pra você montar sua própria quesadilla. Maravilhoso!

E você, incluiria mais algum nessa lista?

Cinco lições que eu aprendi com A Sutil Arte de Ligar o Foda-se

Eu confesso: passei anos sem nem passar perto das prateleiras de autoajuda nas livrarias. Não curtia as fórmulas prontas, os títulos apelativos, achava que não era pra mim. Até que uma capa laranja “super discreta” me chamou atenção. O título mal-criado também. E em pouco tempo, eu não conseguia mais largar A Sutil Arte de Ligar o Foda-se. Com um humor irônico e ácido, o americano Mark Manson vai na contramão dos livros de autodesenvolvimento e prega a força do pensamento negativo. Sim, você leu certo. E faz sentido! Hoje, eu te mostro cinco coisas que aprendi com o livro e porque elas vão mudar a sua vida.

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“O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas, e sim se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante”.

Pense bem, qual foi a última vez que você teve um problema real, não inventado pela sua mente ou suas expectativas? Ao longo das 223 páginas do livro, o autor faz um apelo: pare de se preocupar com o que é irrelevante e passe a dar valor ao que realmente importa. Como? Revendo seus valores, colocando expectativas apenas em cima do que você pode controlar e começando a entender que não há vida perfeita e que a felicidade que vemos nas redes sociais simplesmente não é real.

“Quando o foda-se não está acionado, você passa a viver como se tivesse o direito inalienável de se sentir feliz e confortável o tempo todo”.

E a gente sabe que não é assim, não é verdade? Afinal de contas, sentimentos ruins não só fazem parte da vida, como a tornam mais especial e interessante. Sofrer é biologicamente útil, o sofrimento é um chamado à ação. É para sair de uma situação desconfortável que começamos a nos mexer rumo a uma situação melhor. Mais preocupante do que evitar qualquer tipo de dor é acreditar (como pregam diversos livros por aí) que nada deveria dar errado. É assim que começamos a inconscientemente nos culpar, e abrir espaço para uma série de problemas graves como ansiedade, depressão, e etc. Se você entrou na onda de otimismo alardeada por aí, vale repensar esta ideia.

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“Qual dor você quer na vida? Pelo que você está disposto a lutar?”

A gente gasta muito tempo pensando na vida que deseja, em exercícios de visualização (nada contra, pratico muito!), achando que “basta ser sincero e desejar profundo”, como dizia Raul Seixas. Mas se esquece de que, na vida real, pra atingir um objetivo é preciso encarar todas as suas partes chatas. Parece óbvio, mas quantas vezes você já não desistiu de algo que queria na primeira vez que encarou uma dificuldade? Ou melhor: quantas vezes uma dificuldade te fez perceber que, na verdade, você nem queria tanto aquela coisa? Quer um amor para a vida toda? Aprenda a lidar com as DRs. Quer abrir uma empresa? Acostume-se com a ideia de trabalhar enquanto seus amigos relaxam. Quer correr uma maratona? Acorde cedo para treinar e lide com as dores no corpo. Tudo isso faz parte. E sim, a felicidade vem única e exclusivamente do esforço.

“Culpa é passado, responsabilidade é presente”

O conceito nem é original, apesar de extremamente verdadeiro. Jean Paul Sartre já dizia que “não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você vai fazer com o que fizeram com você”. Em outras palavras, pare de se vitimizar e assuma o controle da sua vida. Se seu chefe é um babaca e te demitiu injustamente, a culpa por você estar desempregado pode até ser dele, mas a responsabilidade de começar de novo é unicamente sua. Analisar a situação, medi-la e valorizá-la como se deve é o que vai definir o seu grau de felicidade dali em diante.

“Não fique aí parado. Faça alguma coisa, as respostas virão no caminho”

Já notou como nós supervalorizamos o planejamento? Não só no trabalho, mas em todas as áreas da nossa vida. Ao conhecer alguém novo, queremos saber tudo sobre ele. Muitas vezes não por um interesse genuíno, mas para tentar adivinhar os rumos daquela história que nem começou ainda. O mesmo acontece com nossos projetos pessoais, engavetados até que o planejamento esteja milimetricamente perfeito. Besteira. Só comece, saia da inércia. A ação não é só uma consequência da motivação, mas também contribui para que ela esteja sempre em alta. Para Manson, “se você está no meio de uma tempestade existencial e nada fez sentido, a resposta é a mesma: faça alguma coisa”.

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