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Quatro estampas eternas para animar seu guarda-roupa

A gente sempre bate na tecla de ter um guarda-roupa atemporal, com peças que funcionem entre si, sem a “necessidade” de comprar roupa o tempo todo, certo? Mas isso não significa que nosso armário deva ter só cores neutras e peças lisas. Algumas estampas são eternas e é sobre elas que a gente conversa hoje. Anota aí as quatro prints que você pode combinar sem medo, inclusive entre si!

Listras

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Há algum tempo rolava um mito de que listras horizontais só podiam ser usadas por mulheres extremamente magras porque “ah, engorda, né?”. Enfim essa história caiu por terra e hoje as mulheres já aprenderam que podem usar o que quiser, sem se preocupar com regrinhas de moda que sabe lá Deus quem inventou. Pois a partir de agora tá liberado usar listras P&B, bem ao estilo navy, listras coloridas, combinadas com outras estampas (fica lindo com floral) e do jeito que você sentir vontade.

Onde encontrar? Gávia e Mork 

Poá

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Tudo bem, a estampa de bolinha lembra a sua avó, mas essa é toda a graça. Afinal, você pode tanto assumir o ar vintage da print ou modernizar o look com truques simples: tênis pesado, sapatos masculinos, shorts mais curtos, jeans ou acessórios mais marcantes.

Onde encontrar? Gávia e Ziovara

Animal print

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Você é dessas que torce o nariz para estampa de oncinha? Então, vale rever seus conceitos. A oncinha perdeu o ar sexy de antigamente e hoje fica perfeita em produções mais modernas e esportivas. Vale combinar com jaquetas de couro, jeans, camisetas de banda, etc. O truque para não parecer sensual demais – se a ideia for passar despercebida – é optar por peças mais amplas.

Onde encontrar? Garimppo e C&A

Floral

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Aqui, o céu é o limite. Estampas com flores miudinhas são boas para quem quer optar por um look mais discreto. Mas, se a ideia não for essa, pode se jogar nas flores maiores. Uma maneira bacana de quebrar o excesso de “romantismo” dos vestidos é usá-los com tênis, botas ou sapatos mais pesados.

Onde encontrar? BazisFARM

E aí, qual dessas não pode faltar no seu armário? Comenta aqui embaixo!

Ghosting: o que é e porque você precisa parar de fazer

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Ilustração: Luiza Pannunzio

Vamos falar sobre ghosting? Você pode não ter ouvido essa palavra, mas com certeza já passou por isso. Se é que não praticou. Sim, o ghosting nada mais é que o bom e velho “chá de sumiço”, só que gourmetizado. Ainda não pegou? Explico. Sabe quando você tá saindo com a pessoa, tudo parece caminhar, vocês se falam com frequência, já se encontraram algumas vezes, tudo flui… Só que uma hora ela some. Para de mandar mensagens e quando você manda um oi, a resposta vem mais seca do que a areia do Saara. Se identificou? Aha, olha o ghosting aí.

Incrivelmente, até para quem já passou dos 30, ele continua sendo a maneira mais comum de terminar relacionamentos. E vamos deixar uma coisa clara aqui: não importa o quão casual tenham sido os encontros, tem um mini relacionamentinho aí. Um embrião. Uma coisinha. Que pode progredir ou não. Depende só dos envolvidos. E se a palavra relacionamento te assusta, pode escolher outros. Chama de Abílio, Hermenegildo, biscoito, bolacha, dane-se. Dê o nome que quiser. Mas vamos combinar: começou a sair, tem algo. E se você não quer mais aquele algo, é simples, nem precisa de muito esforço. É só mandar uma mensagem. Sim, eu sei que não receber uma mensagem já é uma mensagem. Eu entendo. Só que dá pra ser mais legal do que isso.

E-le-gân-cia. Trabalhe a elegância.

Eu sei o que você deve estar pensando. “Ah, Tati, vai dizer que você nunca sumiu? Parou de responder no Whatsapp?”. Olha, é com vergonha que eu confesso que sim. Mas percebi que aquela notificação ali, não respondida, me causava mais desconforto do que mandar com sinceridade um “então, não rolou”.  E hoje eu me recuso a fazer a pessoa passar por aquele meme do John Travolta. Também não deixo que façam isso comigo. Pergunto, vou atrás, e ouço o NÃO. Pode ser desconfortável no início, mas é mais honesto e elegante. E olha, depois dos 30, elegância é um troço tão obrigatório quanto conta em banco.

Mas já que estamos falando de honestidade e elegância, vamos falar também da contrapartida? Não adianta nada eu ficar aqui fazendo apologia à sinceridade se a gente reagir mal à “rejeição”. A dica é não perder a compostura. Vamos lembrar sempre que o outro tem direito a não te querer. Ou não querer viver aquilo naquele momento. Ou querer você, mas não o que você está oferecendo. Enfim, as possibilidades são muitas. O que interessa é o fair play, o jogo limpo. E a elegância. Nunca se esqueça dela. Nem na hora de dispensar, e muito menos na hora de ser dispensado.

Estamos combinados? Nada de ghosting? Dá trabalho, mas eu juro que vocês vão agradecer a tia Tati depois. 😉

Cem Anos de Solidão e as joias da Soy Marina

Cem Anos de Solidão é aquele tipo de livro que todo mundo deve ler, pelo menos, uma vez na vida. A obra-prima do colombiano Gabriel García Márquez a história da família Buendía, com todos os seus Aurelianos e José Arcadios. Sim, os nomes se repetem, as histórias se misturam, e nem sempre a leitura flui facilmente, mas o esforço é recompensado a cada capítulo.

A história ambientada na fictícia Macondo é tão marcante que serviu de inspiração para a Soy Marina, uma joalheria e cheia de estilo do Recife. Conversei com a própria Marina – criadora da marca – e ela conta um pouquinho como tudo surgiu.  Bora conhecer?

Como surgiu a Soy Marina?

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Então, eu estava recém-formada em publicidade, sem vontade nenhuma de trabalhar na área. Depois desse fechamento de ciclo decidi me dedicar a algo que sempre me moveu: a criação e o fazer manual. Desde pequena eu crio e faço coisinhas: já fiz máscaras de carnaval, já fiz colares, de tudo eu inventava. Então, já que não havia um caminho profissional muito claro para mim, fui buscar um curso de ourivesaria em Buenos Aires. Já tinha referências de prata em Buenos Aires e por ser uma cidade  que respira design, seria uma junção interessante. Além de ser uma cidade latina, onde eu não me sentiria tão estranha em passar uma temporada. Foi lá que me apaixonei pelo oficio e comecei a desenvolver bem primariamente a Soy Marina. Na volta pra Recife eu soube da incubação de marcas locais que acontece no Marco Pernambucano da Moda e me candidatei para participar. Entrei e lá dentro consegui ter mais noção do que eu queria para Soy Marina, foi lá realmente que o projeto tomou forma e é quem é hoje.

De onde veio a ideia de criar uma coleção de joias com as ilustrações de Cem Anos de Solidão?

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Eu queria contar uma história por trás das peças, sabe? E através do livro Cem Anos de Solidão, do Gabo, eu podia desenvolver uma narrativa. Com os desenhos de Carybé, que conseguiu ilustrar tão bem o livro, eu consegui contar essa história.

Macondo, cidade onde se passa todos os acontecimentos do livro, é a América Latina toda, e eu também queria que estivesse representada na minha primeira coleção. E uma joia é eterna, é interessante ela ter uma história que pode ser passada de geração para geração. Era esse o objetivo!

Tem alguma peça que seja mais emblemática nessa coleção? Algo que represente tanto a obra quanto à marca?

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Acredito que o colar Macondo, que inclusive leva o nome da coleção, tem uma personalidade bem forte. Através das curvas orgânicas ele conversa bem com os traços de Carybé e com o fazer manual que a marca quer passar. Acho que ele passa bem isso.

Eu não sei vocês, mas eu saí apaixonada: por Gabo, por Cem Anos de Solidão e pela Soy Marina! Vale seguir a marca no instagram e ficar por dentro das novidades!

Mamma Mia: conheça os detalhes do figurino

Então eu fui ver Mamma Mia – Here we go again! E em meio a toda cantoria, cenários paradisíacos e um tanto de homem bonito, eu só conseguia pensar: meu Deus, que figurinos maravilhosos. Sim, a sequência tem vários momentos que fazem valer o ingresso e a pipoca, mas foi o trabalho da figurinista Michele Clapton (que também trabalha em Game of Thrones) que me arrebatou.

Desta vez, boa parte do filme se passa no final dos anos 1970, quando Donna (Lily James) se forma na faculdade e vai para a Grécia. No caminho, ela conhece Harry, Bill e Sam, os três possíveis pais de sua filha Sophie. Dada a sinopse, vamos ao que interessa?

O figurino de Mamma Mia

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Com uma pegada meio hippie, meio boho, os figurinos de Donna poderiam muito bem vestir qualquer garota carioca. Aliás, temos algumas peças que eu poderia jurar que já vi na Farm. São saias longas, batas fluidas, camisas estampadas, cropped e muito, muito jeans. Segundo a própria Michele Clapton, muitas peças eram originais dos anos 70, mas a maioria foi feita para o filme com base nas referências da figurinista. Uma delas é, pasmem, a chef Nigella Lawson, que na época de estudante em Oxford, tinha um estilo descolado, bem parecido com o de Donna. Em entrevista ao site Racked, ela explicou: “Nigella Lawson era muito descolada quando estudante. Eu encontrei fotos antigas dela, e ela acabou se tornando uma grande inspiração para as cenas de Oxford”.

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O mesmo vale para Sophie. Com um visual mais contemporâneo, mas no mesmo clima boho, a filha de Donna aposta em peças como quimonos, ponchos, macacões e batas. Aos 25 anos, Sophie perdeu o ar infantil, mas seu guarda-roupa está longe de ser conservador.

Praticidade é a chave

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Quem viu o filme também deve lembrar do momento em que Lily James e Hugh Skinner cantam Waterloo. Na cena, ela usa um vestido abotoado na frente, com um short azul por baixo. Michele explica a escolha do short: “Eu coloquei o short porque gosto da ideia de que Donna é sempre prática. Não queria que nada ficasse muito feminino nela. Não queria que ela parecesse vulnerável, queria que ela parecesse estar sempre no comando”. E faz sentido, não é? Quantas vezes usamos uma saia ou vestido que nos obriga a olhar o tempo todo se está tudo em ordem?

Ah, os detalhes…

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Apesar de prática, Donna parece pensar em cada detalhe de sua roupa. As composições têm sempre algo especial: um nó na blusa, anéis marcantes ou, o colar de borboleta. Peça original da década de 1970, o colar foi reproduzido em tamanho menor para Mamma Mia. E a borboleta – símbolo da transformação e da liberdade – também aparece no figurino de Sophie, na cena do batismo. Uma homenagem bem bacana!

Tá, e se eu quiser me inspirar em Donna?

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Michele também dá a dica: saias longas, botas Frye e muita customização. Mas se você, como eu, não tem lá muito talento para trabalhos manuais, não tem problema. Selecionei no Pinterest alguns looks que podem te inpirar!

Quatro motivos para assistir Queer Eye

Eu faço listas. Pra tudo. O tempo todo. Até para as férias, eu tinha uma lista de coisas para resolver, livros para ler, filmes para assistir… e eu deixei tudo de lado pra me jogar nas duas temporadas de Queer Eye, na Netflix! Sim, o programa de transformação mais famoso dos anos 2000 voltou repaginado. Lembra dele? Se não lembra, uma breve explicação: cinco homens gays recebem a missão de ajudar uma pessoa a recuperar a confiança e a autoestima através de uma transformação radical. Como? Você precisa assistir para saber!

Aqui vão quatro motivos para se apaixonar por Queer Eye!

#1 – O elenco é sensacional

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Tan, Bobby, Karamo, Antoni e Jonathan são especialistas em moda, decoração, cultura, gastronomia e beleza. Ou seja, os novos Fab 5 cobrem todas as áreas da vida de quem precisa de uma repaginada geral. Mas mais do que isso: eles são gente como a gente. E é curioso como você vai se identificar com homens gays americanos. Mesmo sendo mulher, heterossexual e brasileira. E se no reality show anterior quase não tínhamos acesso à vida pessoal de cada apresentador, na nova versão, os dramas de cada um tem seu espaço. O que torna tudo ainda mais delicioso de acompanhar. Identificação, lembra?

#2 – As histórias são emocionantes

Se antes Queer Eye era focado na transformação de homens heterossexuais, o reboot abriu uma gama de possibilidades. Homens, mulheres, homens trans, adolescentes, pessoas de meia idade. Em comum, sempre uma história que vai fazer você suar pelos olhos. Preste atenção no quarto episódio da primeira temporada, onde os Fab 5 ajudam AJ a contar para sua madrasta que é gay. E claro, no primeiro episódio da segunda temporada, quando conhecemos Mama Tammye. Prepara os lencinhos!

#3 – É tudo sobre confiança (e aceitação)!

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A gente meio que sabe, mas volta e meia se esquece do papel que a autoestima e a confiança têm na nossa vida. No fim das contas, o programa é sobre fazer cada um se sentir bem na própria pele. Curiosamente, quem faz isso são gays – pessoas que lutaram muito para se sentirem confortáveis sendo exatamente o que são. É quase inevitável a gente parar pra pensar como anda nosso nível de autoconfiança, sabe? Reflexão importante para quem quer ser um adulto saudável.

#4 – Você vai querer transformar a sua vida

Alguém entra na sua casa, dá um jeito na sala, te compra roupas novas, te dá um novo corte de cabelo e sua vida fica maravilhosa. Parece fútil, né? Mas pensa só em quantas vezes você já cortou o cabelo depois de terminar um relacionamento. Quantas vezes não ficou admirando aquele móvel que levou meses pra comprar? Quantas vezes não comprou uma blusinha só pra melhorar o humor (mesmo sabendo que não é bem assim que funciona)? Pois é. A verdade é que pequenas mudanças no exterior podem sim te dar mais confiança para mudar o interior. E depois de ver os 16 episódios dessa série, você vai se pegar pensando nos aspectos da sua vida que merecem uma atenção especial. E quando fizer isso, se joga! Mudar nunca é ruim. 😉

E você? Já deu uma chance para Queer Eye?

Três modelos de jaqueta para usar já!

Já comentei aqui no blog algumas vezes que o frio que eu sinto quando chega o Inverno não é de Deus. Eu moro no Rio de Janeiro, SEI que nosso inverno não é tão rigoroso assim, mas não dá, meu termostato tá sempre congelando. Talvez por isso eu seja a louca da terceira peça e completamente apaixonada por jaquetas.

Se você está procurando uma peça na qual investir nesta temporada, não tenha dúvida: escolha uma boa jaqueta (se for de couro, sintético, por favor!). O modelo? A gente te ajuda a escolher aqui!

Jaqueta Biker (ou perfecto)

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A mais clássica das jaquetas, a Biker é aquele modelo com pinta de rock’n’roll e rebeldia. Já explico o porquê.

O modelo foi criado por Irving Schott nos anos 20 a pedido da Harley Davidson, para os motociclistas.  Na década de 1950, a jaqueta foi destaque no figurino de filmes como O Selvagem, com Marlon Brando, e Juventude Transviada com James Dean. Pegou o link com a “rebeldia”?

Hoje ela ajuda a equilibrar looks muito “arrumadinhos”, trazendo um aspecto “sujo” à produção. Sujo entre muitas aspas, claro, porque o resultado é um visual moderno e bem estiloso. Vale combinar com jeans, escarpins, e até na hora de dar um tom mais invernal ao seu vestido fluido de verão.

Jaqueta Bomber (ou aviador)

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Quando pensamos em um look aviador, duas peças nos vêm à cabeça: o famoso Ray-ban e a jaqueta bomber. Ambas apareceram no filme Top Gun, da década de 90, lembra? Como esquecer de Tom Cruise, não é mesmo? Pois a jaqueta bomber fez este caminho: saiu da aeronáutica para Hollywood e de lá para o nosso armário.

Uma das características mais marcantes da jaqueta são os punhos ajustados, que deixam a peça com um ar mais esportivo. Se quiser quebrar esse ar informal, aposte em tecidos como a seda ou o cetim!

Jaqueta jeans (como não amar?)

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Essa é até café-com-leite, porque eu tenho certeza que você tem uma dessas no guarda-roupa. Dos modelos oversized às mais ajustadas ao corpo, a jaqueta jeans é coringa.O desafio é inovar, já que os looks mais clássicos são aqueles com jeans e camiseta. Vale misturar também com vestidos românticos, salto alto e até alfaiataria, fazendo aquele hi-low que sempre funciona.

E você? Tem alguma maneira diferente de usar seu modelo favorito?

Como criar hábitos mais sustentáveis? Marina Marcucci explica!

Vamos começar a semana falando de hábitos? Ultimamente, uma frase tem guiado minha rotina: “pensamentos se tornam ações, ações se tornam hábitos, hábitos se tornam caráter, e o caráter se torna destino”. O que eu faço todo dia vai ter consequências (boas, espero!) lá na frente. Exatamente por isso, comecei a me conectar a um assunto importante: a sustentabilidade.

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Nesse meu iniciozinho de jornada, comecei a acompanhar o site Menos1Lixo, da ativista Fe Cortez. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que estava colaborando por lá uma das minhas criadoras de conteúdo preferidas? A Marina Marcucci. Veja bem, eu descobri a Marina por conta do canal literário Pandamonio TV, que ela toca com a amiga Tatiana (falei sobre ele aqui neste post), e de cara curti a maneira leve e descontraída de tocar em assuntos sérios.

A entrevista de hoje trata justamente disso: assuntos sérios, mudanças de hábitos, criação de conteúdo e sustentabilidade. Tá confuso? Lê que você vai entender!

Você se formou em História, tem um canal de literatura no YouTube, e agora cria conteúdo sobre sustentabilidade na internet. Como esses três universos se conectam na sua vida? Quando foi que você decidiu tomar uma atitude e adquirir hábitos mais sustentáveis?

Eu acho que nada tá desconectado. A minha formação em História me deu toda a base pra criar conteúdo sobre sustentabilidade e sobre os assuntos que tratamos no canal. Assim como a minha vivência com os livros e temas do Panda me dão toda a base pra repensar meus hábitos e ter uma vida mais sustentável. E entender o mundo através da História me dá a visão de empatia que eu desenvolvi com o meio ambiente. Certamente eu sou uma pessoa enriquecida por tudo isso que me compõe!

Eu decidi isso em outubro do ano passado, quando comecei a ler notícias e matérias sobre como o mundo tá precisando de ajuda. Até então, eu tinha muita preocupação com a água e com a energia, mas nunca tinha parado pra pensar no meu lixo. Foi um caminho sem volta! Desde então eu mudei radicalmente a minha vida e me sinto muito mais coerente enquanto moradora do planeta, sabe?

Nesta mudança de hábitos, qual foi o mais difícil? E o mais fácil?

Ah, o mais difícil é sair do automático! A gente faz tudo sem pensar, consome toneladas de plástico sem questionar. Fazer um checklist de tudo que eu queria mudar foi um caminho pra eu não desistir. Também a parte mais difícil é explicar pras pessoas, que raramente têm uma atitude de amor com tudo isso. Ou você é uma chata, ou sempre tem alguém pra te perguntar por que você ainda come carne, por exemplo. As pessoas tem uma mania muito chata de desvalorizar o que a gente faz pra tentar ser melhor. Acho que isso tem a ver com a frustração delas de não saber como mudar…

E tudo fica mais fácil depois que você entende os motivos pelos quais você tá fazendo aquilo. Confesso que parar de usar tudo que é descartável foi o mais fácil: talheres, copos, guardanapo de papel, etc. Isso foi bem simples, porque só envolve ter comigo os reutilizáveis. Mas é uma mudança de hábito e toda mudança de hábito requer uma atenção redobrada, né?

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Outubro está chegando e muito tem se falado sobre leis ambientais – como a proibição dos canudos e sacolas plásticas no Rio. Qual é o papel do governo e da sociedade nesta mudança de hábitos?

Todo! Eu detesto esperar atitudes dos outros pra mudar alguma coisa. O papel do governo é extremamente fundamental, porque passa pela legislação e educação, que é a base pra isso dar certo. Mas se não tiver demanda da população e debate na sociedade, alguém acha que o governo vai fazer alguma coisa pela gente? Eu não.

Por isso acredito no nosso empoderamento individual, na evangelização mesmo (do bem! com amor, sempre) dos problemas ambientais. A lei dos canudos não funciona se as pessoas não entendem porque ela foi sancionada. Não adianta a galera substituir os de plástico por outros descartáveis, mesmo que sejam biodegradáveis. A gente não precisa de canudo! Por que usar? Acho que passa por aí.

Que conselho você daria para quem deseja ser uma pessoa “Lixo Zero”?

Vai com calma! Quando a gente se dá conta da quantidade de lixo que consume, bate um desespero e a gente quer ser uma pessoa lixo zero pra ontem. Não funciona assim! A ideia é ir devagar, usar tudo o que você tem casa e ir substituindo aos poucos. Experimentar as receitas, intercalar com os produtos industrializados e começar recusando o que a gente não precisa. Faz um kit de talheres, guardanapo de pano, um copo reutilizável na bolsa e segue a partir daí. Eu juro que é muuuuito mais fácil do que parece!

Bora junto, então? 😉

Rio: os melhores lugares para tomar um bom vinho

Vinho é bom e todo mundo gosta! E por mais que o Rio combine muito com chopp, cerveja e caipirinha, cada vez mais surgem bares incríveis para tomar um bom vinho (a preços variados) na cidade. Hoje eu te conto meus três preferidos, mas ó, a lista tende a aumentar!

Bar Canastra

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Localizado numa ruazinha de Ipanema, bem ao lado da estação General Osório, o Canastra chama a atenção pelos contrastes. No nível da rua, um bar intimista, bom para reunir as amigas. No subsolo, um porão com cara de “inferninho”, para quem quer juntar a galera ou levar o crush para um espaço mais íntimo. Mas o meu programa preferido mesmo é sentar na mureta do metrô e saborear ali mesmo uma porção de Presunto na Faca do Beni, com uma garrafa de rosé Don Guerino. Às terças, chegam ostras fresquinhas para acompanhar os vinhos gelados. O preço é justo, os petiscos são saborosos e a energia é boa! Ah, eles só aceitam cartão de débito, ok? Vá avisado! 😉
Endereço: Rua Jangadeiros, 42 – Ipanema

SeteHum

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A fórmula do SeteHum é certeira: ambiente acolhedor, comida sensacional, preço honesto… e excelente carta de vinhos. E o melhor, assim como o Canastra, é bem eclético, perfeito para dates, reuniões da galera ou até jantares de família. A dica é começar pelo trio de bruschettas: pomodoro, cogumelo paris e salmão com caviar de tangerina. As tiras de mignon com molho roti são uma excelente pedida de prato principal, mas é a sobremesa que faz o passeio valer a pena. Peça a rabanada com doce de leite e ganache de brigadeiro. Ah, mas estamos aqui pra falar de vinho, certo? A dica é ir de Prunus, para quem gosta de um bom tinto português, ou pedir um Klein Kloof, para quem curte um sauvignon blanc da África do Sul.
Endereço: Rua Martins Ferreira, 71 – Botafogo

El Born

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E já que estamos falando de gastrobar, vale conhecer o El Born, em Copacabana. O bar leva o nome de um dos bairros mais boêmios de Barcelona e tem um cardápio ideal para quem gosta de tapas – os famosos petiscos espanhóis. Meus favoritos? A coca de jamon e as papas bravas! Outra boa notícia é que por lá vale muito a pena pedir uma taça de vinho. Ela vem muito bem servida e compensa o valor gasto por lá, já que o El Born não é a opção mais barata desta lista. Mas olha, vale cada centavo!
Endereço: Rua Bolívar, 17 – Copacabana

E aí, conhece mais algum lugar perfeito para tomar um vinho? Conta aqui nos comentários!

Parka: conheça o casaco do inverno!

Você piscou e, de repente, só da ela. Quando foi que a parka virou o casaco oficial do inverno e a gente nem percebeu? De repente, ela está em todos os looks do instagram, nos blogs de moda, nos editoriais e, claro, nas lojas. Hoje a gente fala mais sobre a peça, de onde ela veio, para onde ela vai, e você decide se ela merece um lugar no seu guarda-roupa, beleza?

Afinal, o que é?

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Lá atrás, a parka surgiu como uma versão dos trajes dos esquimós, pesados e com capuz para proteger do frio rigoroso. Depois, ela foi incorporada pelo exército britânico e ganhou ares mais utilitários. Nos anos 80, chegou a ganhar até versões mais luxuosas em cetim. Hoje, a gente encontra diversos modelos, em uma infinidade de tecidos e cores.
Nas lojas de departamento, os tons mais comuns são aqueles que remetem ao estilo básico, utilitário: verde-militar, cinza, azul marinho, preto. Mas procurando bem, dá pra encontrar em tons de rosa, verde, azul… tudo vai depender da sua cartela de cores!

Como usar?

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Eu tenho uma única regra (e quem conhece o blog já sabe bem): equilíbrio. Como a parka não é uma peça  sequinha, prefiro usar com calças mais ajustadas ao corpo. Com peças mais soltas, como saias godês, vale acinturar a parka, com o próprio cordão ou até com um cintinho. Nos dias mais quentes, ela vai bem com shortinhos e camisetas e, no escritório, vale substituir pelo blazer!

Onde encontrar?

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Lojas como Renner, Riachuelo e C&A têm suas versões, mas as minhas preferidas estão nas araras da Bazis e da Gávia! Tons que vale a pena investir? Verde militar (Bazis) e o Pink (Gávia). Ambas as marcas tem e-commerce, vale conhecer!

Nanette: pare o que está fazendo e vá assistir

Eu devia processar a Netflix. Porque, veja bem, eu sentei para assistir Nanette achando que ia rir. Juro, estava escrito na descrição: “a comediante australiana Hannah Gadsby reinventa o stand-up”. Eu acreditei. E acabei chorando alguns baldinhos num sábado de manhã.

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Quem é Hannah Gadsby?

Para quem nunca ouviu falar dela, eu explico. Hannah nasceu na Tasmânia e passou mais de dez anos fazendo comédia. Só depois de um tempo começou a questionar a origem do seu humor autodepreciativo, sua “posição” como homossexual e seus ícones (será que a gente ainda consegue rir de Bill Cosby?). Em Nanette, seu novo show, ela fala de identidade, gênero, violência, homofobia, descobertas, a experiência de crescer em um lugar onde a homossexualidade era crime até 1997 e, claro, autoestima.

“Eu construí uma carreira com base no humor autodepreciativo. E eu não quero mais fazer isso. Porque vocês entendem o que auto depreciação significa quando vem de alguém que já existe à margem? Ela não é humildade. É humilhação. Eu me ponho pra baixo pra pedir permissão pra falar. Simplesmente não vou mais fazer isso. Nem comigo e nem com qualquer outra pessoa que se identifique comigo”, ela diz em determinado trecho do show. Faz sentido, né? Se somos nós que definimos como os outros vão nos tratar, rir de nós mesmos daria permissão para outras pessoas se comportarem da mesma maneira.

Por que eu devo ver?

Como eu quero muito que você invista uma horinha do seu tempo para ver Nanette, não vou contar aqui seus pontos altos. Mas adianto que um deles tem a ver com aqueles “turning points” que a gente torce para que existam nas nossas vidas e também nas vidas de todo amigo gay. Eu espero muito que a mãe da Hannah esteja errada – estamos trabalhando pra isso -, mas eu também sei que tempos difíceis estão por vir, e shows como este podem ajudar a mudar – pelo menos um pouquinho – nosso mindset.

Como diz a própria Hannah: “rir não é o melhor remédio. O que cura são as histórias. O riso é só o mel que adoça o remédio amargo”.