fbpx lorazepam nursing teaching lorazepam dosage in dogs tramadol injection uses in tamil 1mg ativan first time nucynta johnson johnson

Etiqueta: cinema

O que a nova versão de “O Rei Leão” pode te ensinar sobre produção de conteúdo?

o-rei-leao

“O Rei Leão” em versão live-action acabou de chegar aos cinemas e já é um sucesso de bilheteria. Só no Brasil, no fim de semana de estreia, foi assistido por mais de 1 milhão de espectadores. Eu já vi e claro que me encantei, me emocionei com a morte do Mufasa, torci pelo Simba e cantei juntos as músicas da infância. Mas lá pelo meio do filme comecei a refletir sobre tudo o que ele nos ensina sobre produção de conteúdo e selecionei três tópicos pra gente debater aqui!

Original é diferente de autêntico

“O Rei Leão” está longe de ser uma história original. A trama é baseada em Hamlet, tragédia de Shakespeare onde um jovem príncipe perde o pai depois de um golpe de seu tio. Mas isso não impede que a história seja autêntica. Mergulhamos na Savana, acreditamos nos personagens, torcemos por eles, nos conectamos. O bom conteúdo é assim: mesmo que não seja original deve passar verdade. É ok traduzir um artigo para o português, criar algo diferente com base em um livro que leu. O importante é que este conteúdo entregue valor e autenticidade, que tenha de fato a ver com você e sua marca.

Inovar é importante

Há quem diga que “O Rei Leão” não pode ser considerado um live-action pela ausência da chamada “captura de performance”, ou seja, atores atuando no set. O diretor Jon Fraveau concorda e define a tecnologia inédita como um “jogo multiplayer em realidade virtual”, onde câmeras utilizam sinais infravermelhos e sensores 3D para criar cenários, personagens, e o que mais a imaginação do cineasta mandar. Mas não é preciso criar novas tecnologias para passar sua mensagem com precisão. Saber usar de maneiras inovadoras os recursos disponíveis é mais importante. Isso significa pensar em formatos diferentes para as redes onde seu público já está. Qual foi a última vez que você criou um story inusitado? O Instagram é exemplo de uma rede que está sempre se renovando, e aproveitar estes formatos é uma excelente maneira de diversificar seu conteúdo.

Chame quem entende do assunto

A escolha do elenco foi crucial para o sucesso da nova versão. No original, Donald Glover (conhecido pela série Atlanta e pelo excelente clipe “This is America”) e Beyoncé dão voz ao Simba e a Nala. No Brasil, a escolha foi por Ícaro Silva e Iza. Em ambos os países, a Disney teve a preocupação de convidar personalidades importantes para a comunidade negra. Em uma época onde a representatividade é assunto cada vez mais em pauta, é de extrema importância chamar para o projeto quem realmente é capaz de agregar valor à narrativa. No caso da criação de conteúdo, não hesite em fazer colabs. Passe a ver quem faz conteúdo para o seu nicho como parceiro, e não como concorrência.  

E você, teve algum insight assistindo a algum filme? Conta aqui nos comentários!

Teste de Bechdell e seis filmes incríveis

Dois mil e dezenove e estamos nós aqui falando sobre a forma como as mulheres são retratadas no cinema. (Meu Deus!) Eu gosto muito de acreditar que estamos cada vez mais longe de filmes que tratem mulheres como um objeto, mas sei que também estamos longe de receber um retrato fiel das nossas vidas na telona. Principalmente se o diretor/roteirista for homem. Confere?

Pensando justamente nesta questão, a cartunista Alison Bechdel criou uma série de critérios, mais conhecida por Teste de Bechdel, que tende a medir a distinção de gênero em Hollywood. Para ser “aprovada”, a trama deve ter: duas personagens com nome e uma cena em que elas conversem entre si, sendo que a conversa não pode ser sobre homens. Pensa que é fácil? Então pensa aí nos últimos filmes que você viu recentemente e me conta. Hoje, selecionei seis excelentes para você conferir!

Thelma e Louise (1991)

thelma-louise

Esse filme é um clássico que volta e meia aparece em alguma lista de “indispensáveis”. E não é à toa. Dirigido por Ridley Scott e estrelado por Susan Sarandon e Geena Davis, “Thelma e Louise” conta a história de duas amigas que saem em uma road trip pelos Estados Unidos, mas as coisas acabam não saindo exatamente como o esperado. No elenco, Brad Pitt e Harvey Keitel fazem os papeis masculinos.

Por que é tão bom? Além da fotografia sensacional, a última cena é simplesmente espetacular!

Adoráveis Mulheres (1994)

adoraveis-mulheres

Baseado no livro “Mulherzinhas”, de Louisa May Alcott, conta a história das mulheres da família March durante a Guerra Civil nos Estados Unidos. Com o pai lutando no front, Amy, Beth, Jo e Meg tem que lutar para se sustentar, com a ajuda da mãe (olha a Susan Sarandon aí novamente), da tia e dos vizinhos. Draminha leve e açucarado, mas muito fofo!

Por que é tão bom? Porque tem Winona Ryder no auge e Christian Bale pré-Batman!

A vida secreta das Abelhas (2008)

vida-secreta-das-abelhas

A vida na Carolina do Norte na década de 1960 não era fácil para as mulheres negras – aliás, nem para os homens. Mas na casa das Boatwright, a vida parece mais leve. Inclusive para a pequena Lily Owens, que aparece por lá fugindo do pai agressivo e ansiosa por descobrir o passado da mãe, que morreu quando ela ainda era bebê.

Por que é tão bom? Porque além de uma história linda, a gente fica babando na atuação de Queen Latifah e Alicia Keys, que arrasam no cinema também!

Histórias Cruzadas (2011)

Estrelado por Viola Davis, Octavia Spencer e Emma Stone, o filme também se passa nos anos 1960, durante o movimento dos Direitos Civis. Emma Stone é Skeeper, uma jornalista que decide contar a história das domésticas do Mississippi, denunciando os maus-tratos por parte das patroas e a contribuição destas mulheres na criação das crianças brancas.

Por que é tão bom? Porque qualquer filme que tenha Viola Davis é espetacular!

Frozen (2013)

frozen

Há quem torça o nariz para histórias de princesa, mas Frozen inovou ao contar a história de Anna e Elsa, duas irmãs separadas ainda crianças. Enquanto Elsa se isola em um castelo de gelo, Anna sai em busca da irmã e luta para trazer o verão de volta ao reino de Arendell. E o príncipe? Totalmente coadjuvante.

Por que é tão bom? Let it go – a música-tema – é viciante! Mas veja o filme dublado: Fábio Porchat como o boneco de neve Olaf está impagável!

Estrelas Além do Tempo (2016)

estrelas-alem-tempo

Enquanto Estados Unidos e Rússia se digladiavam durante a corrida especial, as mulheres na NASA mostravam cada vez mais o seu valor. Conhecida por “computadores” – numa época em que uma máquina ocupava uma sala inteira – eram elas as responsáveis por boa parte dos cálculos necessários para os lançamentos dos foguetes. Três, em especial se destacaram: Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae). Corre que ainda dá pra ver no cinema!

Por que é tão bom? Porque a história é cativante. E sou só eu que fico muito feliz de ver cantoras arrasando como atriz? 😉

Moda e cinema: cinco fashion filmes imperdíveis

Moda e cinema sempre andaram de mãos dadas. Na verdade, é quase impossível pensar no seu filme preferido sem se lembrar de algum detalhe do figurino. O que seria de “Bonequinha de Luxo” sem o pretinho básico de Holly Golightly ou de Julia Roberts sem seu vestido vermelho em “Uma Linda Mulher”? (Aliás, falei sobre o figurino de Mamma Mia aqui!) E, para nossa sorte, a Netflix está cheio de títulos bacanas para quem ama moda. Entre filmes, séries e documentários, divido com vocês meus preferidos!

Bonequinha de Luxo (1961)

Moda_BonequinhadeLuxo

Não é todo mundo que percebe à primeira vista, mas o filme inspirado na obra de Truman Capote trata de uma prostituta. Interpretada por Audrey Hepburn, Holli Golightly é na verdade uma garota de programa que adora tomar seu café da manhã observando a vitrine da Tiffany’s. Além das joias, o filme também ajudou a eternizar o pretinho básico de Givenchy e o trench coat da Burberry, até hoje peças-desejo no guarda-roupa das mulheres.

Cinderela em Paris (1957)

Moda_CinderelaemParis

E por falar em Audrey Hepburn, ela também ajudou a associar o rosa à feminilidade com este filme, de 1957. Nele, a atriz apresenta Jo Stockton, uma jovem nada vaidosa descoberta pelo fotógrafo Dick Avery. Contratado por uma revista de moda, ele convence sua editora a levar Jo para Paris, onde ela vai participar de um ensaio. O figurino foi elaborado pela lendária Edith Head e as peças criadas por Givenchy.

As Patricinhas de Beverly Hills (1995)

Moda_PatricinhasdeBeverliyHills

Quem tem mais de 30 anos com certeza vai se lembrar deste filme, inspirado no romance Emma, de Jane Austen. Cher (Alicia Silverstone) é a garota mais popular – e fashionista – do colégio. Sua vida começa a mudar quando ela percebe que está apaixonada por Josh (Paul Rudd). Acontece que o rapaz é o enteado de seu pai, e totalmente diferente da patricinha. O figurino é o retrato dos anos 1990: blazer ovesized, xadrez (no auge do grunge), conjuntinhos, e sobreposições.

O Diabo Veste Prada (2006)

Moda_ODiaboVestePrada

Baseado no livro de Lauren Weisberg, ex-assistente de Anna Wintour, o filme é quase uma aula sobre carreira. Andy (Anne Hathaway) sonha em ser uma jornalista “séria”, mas consegue um emprego na revista “Runway”. Lá, ela vai trabalhar com a editora Miranda Priestley (Meryl Streep), uma chefe extremamente exigente. Preste atenção na cena no cinto. Ela explica exatamente como funciona a indústria da moda.

Coco Antes de Chanel (2009)

Moda_CocoAntesdeChanel

Uma coisa é inegável: Chanel é um dos grandes nomes da moda mundial. Foi ela que libertou as mulheres do espartilho e redefiniu a silhueta feminina (obrigada!). Mas a verdade é que sua personalidade é controversa. Ela chegou até a ser acusada de ser espiã de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Neste filme, conhecemos um pouco mais de Gabrielle, antes de se tornar a grande estilista que foi. Sua infância, juventude e dificuldades amorosas são muito bem retratadas com Audrey Tatou no papel principal. Vale assistir!

Maratona do Oscar 2019: Green Book e A Favorita

Chegamos ao último episódio da nossa Maratona do Oscar 2019! E para fechar, dois filmes que ganharam o meu respeito nessa reta final: Green Book – O Guia e A Favorita. Neles, dois dos meus atores preferidos: Viggo Mortensen (que participou do excelente Capitão Fantástico, como falamos aqui) e a supertalentosa Emma Stone. Vamos a eles?

Green Book – O Guia

Oscar_Green_Book

Baseado em fatos reais, Green Book conta a história do pianista Dr. Don Shirley (Mahershala Ali) e seu motorista Tony Vallelonga (Viggo Mortensen). Na década de 1960 – período de maior segregação racial nos Estados Unidos, Shirley decide fazer uma turnê pelo sul do país. A região, a mais racista do território americano, conta inclusive com um guia – o tal “Green Book” – para mostrar onde os negros podem ou não se hospedar. Prevendo problemas, o músico contrata os serviços de Tony, que deve atuar como motorista, mordomo e segurança particular. Do tempo na estrada nasce uma amizade que, na vida real, durou até 2013, com a morte dos dois.
Tá, mas porque é tão bom? Porque ambos estão impecáveis nos papeis e concorrem a Melhor Ator (Mortensen) e a Melhor Ator Coadjuvante (Ali). O filme também concorre a Roteiro Original com uma história muito bem amarrada e diálogos bem construídos.

Vale prestar atenção: às cenas de interação com policiais. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

A Favorita

Oscar_AFavorita

Mais um filme em que a interpretação dos atores é capaz de sacudir um roteiro mediano. “A Favorita” se passa na Inglaterra do século 18 e conta a história da rainha Anne e suas duas “prediletas”, Sarah Churchill, a duquesa de Marlborough, e sua prima Abigail Hill. A trinca é interpretada por Olivia Colman (a nova rainha Elizabeth da série The Crown), Rachel Weisz e Emma Stone, que concorrem a Melhor Atriz e a Melhor Atriz Coadjuvante.
No jogo de xadrez da realeza, temos três personagens carismáticas, incômodas e um pouco irritantes, cada uma a sua maneira. Enquanto Anne parece insegura e um pouco entediada como Rainha, Sarah é ardilosa e manipuladora, Abigail, jovial e esperta. São mulheres fortes roubando o protagonismo na corte e fazendo com que o público se identifique com cada uma delas. Ou seja, um retrato da monarquia inglesa depois do movimento Me Too.

Vale prestar atenção: nos figurinos criados por Sandy Powell, que concorre ao Oscar de Melhor Figurino por A Favorita e O Retorno de Mary Poppins e no sotaque britânico de Emma Stone, a única americana do elenco.

Veja o trailer aqui!

Maratona Oscar 2019: Vice e Pantera Negra

Chegamos à metade da nossa maratona do Oscar 2019! Hoje, a gente conversa sobre dois filmes que aparentemente não tem nada a ver um com o outro, mas que exploram bem a narrativa clássica, com personagens e arcos muito bem definidos: Vice e Pantera Negra.

Vice

Oscar_Vice

Ver Christian Bale em ação é sempre um prazer. Principalmente quando os personagens demandam transformações físicas, como em Vice. Para interpretar Dick Cheney, o vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de George W. Bush, Bale precisou engordar 20 quilos. O esforço rendeu o Globo de Ouro de melhor ator, para vocês terem uma ideia do quão bem ele está no papel. Mas o filme também conta com outras grandes atuações, como a de Amy Adams (como Linney Cheney), Steve Carrell (como o ex-secretário de defesa Ronald Rumsfield) e Sam Rockwell, impecável como Bush.

O filme é dirigido por Adam McKay, que antes de A Grande Aposta era mais conhecido por comédias como O Âncora e Quase Irmãos. Não são lá grandes referências, mas deixaram um legado de senso de humor bem importante para Vice. O filme parece estar sempre com um sorrisinho de canto de boca, entremeando diálogos importantes com cenas de caça, pesca e outras metáforas que só vendo para entender. Não sei se com a presença de Cuarón (falamos de Roma aqui), McKay leva Melhor Diretor, mas o prêmio de Melhor Ator já é de Bale. Meu coração continua com Rami Malek.

Vale prestar atenção: na atuação dos coadjuvantes Amy Adams e Sam Rockwell. Acho que vem Oscar por aí!

Veja o trailer aqui! 

Pantera Negra

Oscar_Pantera_Negra

Confesso que fui com o pé atrás. Filme de herói não é lá meu gênero preferido, mas Pantera Negra me conquistou já na primeira meia hora. Pelo visual, pelo enredo, pela trilha sonora, pelas atuações. Para quem não sabe nada da história, um breve resumo: Wakanda é um país africano isolado do mundo, que esconde uma tecnologia avançada, construída a partir de vibranium. Depois da morte do rei, cabe ao seu filho T’Challa assumir o trono e o posto de Pantera Negra. Agora, ele (Chadwick Boseman) deve impedir que o vibranium caia nas mãos dos americanos e, que o trono seja assumido por Erik Killmonger. Aliás, um dos melhores antagonistas da Marvel. Para seguir sua missão, o Pantera Negra conta com a ajuda de personagens femininas fortíssimas, interpretadas por Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright e Angela Bassett. Finalmente a Marvel entendeu o que significa Girl Power.

Agora, se merece estar no Oscar? Bom, se a gente levar em conta as edições anteriores, não. Se a gente acreditar que a Academia está mudando, merece sim! Não é apenas um filme de heroi, mas também é superimportante para explicar o momento em que estamos vivendo. Só não apostaria minhas fichas no Oscar de Melhor Filme.

Vale prestar atenção: no figurino criado pela Ruth E. Carter, uma homenagem à cultura africana. Ah, e a trilha sonora original. Ambas concorrem ao Oscar!

Veja o trailer aqui! 

Maratona Oscar 2019: Infiltrado na Klan e Roma

Chegamos com mais um “episódio” da nossa Maratona do Oscar 2019! Dessa vez, para falar de dois filmes bem diferentes entre si: a comédia-dramática Infiltrado na Klan, e Roma, campeão de indicações deste ano! Vamos a eles?

Infiltrado na Klan

Oscar2019_infiltradonaklan

Sabe aquele filme necessário nos dias de hoje? Primeira indicação de Spike Lee a Melhor Diretor no Oscar, Infiltrado na Klan conta a história de Ron Stallworth, um policial negro que decide investigar a Ku Klux Klan durante os anos 1970. Para isso, ele finge ser um cara branco que se aproxima dos altos escalões da KKK para entender como funciona a maior organização racista do mundo. Com atuações excelentes de John David Washington, Topher Grace e Adam Driver, o filme chega a ser um pouco perturbador, te fazendo rir de coisas que – na real – não tem graça nenhuma. Vale muito o ingresso do cinema!

Vale prestar atenção: nos diálogos, na linguagem meio história em quadrinhos e na fala “America First”, em uma reunião da KKK. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

Roma

Oscar2019_roma

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que Roma não caiu no meu gosto pessoal. O que não apaga a importância do filme de Alfonso Cuarón, o primeiro da Netflix a ser indicado ao Oscar, logo em 10 categorias. Todo filmado em preto e branco, o longa é um retrato da vida no México dos anos 1970, muito semelhante ao Brasil da ditadura. Baseado em aspectos da própria infância, o diretor mostra a relação de uma família de classe média (que mora no bairro Roma, na Cidade do México) com Cleo, a babá das crianças. É sensível, é esteticamente impecável, mas meu Cuarón preferido continua sendo A Princesinha, lá da década de 1990. #sóDeuspodemejulgar

Vale prestar atenção: no cenário, que reproduz a casa onde Cuarón cresceu, na angustiante cena da praia e na fotografia, absolutamente incrível.

Veja o trailer aqui!

Maratona Oscar 2019: Bohemian Rhapsody e Nasce uma Estrela

Começou! Os filmes já foram indicados, os bolões já estão rolando e todo mundo já tem seus favoritos ao Oscar 2019. Esse ano, temos algumas surpresas como Roma, o primeiro filme da Netflix concorrendo à estatueta nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro, Bradley Cooper em sua estreia como cantor e diretor, e a música marcando presença fortíssima com Nasce uma Estrela e Bohemian Rhapsody.
Por aqui, a gente dá o start na nossa Maratona Oscar 2019! Até o dia 24 de fevereiro, data da premiação, a gente se encontra aqui toda segunda para falar dos indicados a Melhor Filme, beleza? Então, pega a pipoca e vem comigo.

Bohemian Rhapsody

Eu não poderia começar por outro. Mesmo. A cinebiografia (bem romanceada) do Queen pode não ter agradado aos fãs mais radicais pelas suas imprecisões. De fato, o filme traz várias. Mas no geral, ele cumpre seu papel e a gente sente vontade de cantar junto no cinema. Rami Malek está incrível no papel de Freddie Mercury, assim como o resto do elenco (Gwilyn Lee com Brian May, Bem Hardy como Roger Taylor e Joseph Mazzelo como John Deacon). A tristeza fica por conta do diretor Bryan Singer, acusado de assédio em diversas ocasiões. Quando é que esses homens vão aprender?
Vale prestar atenção: sequência de gravação de Bohemian Rhapsody, o Live Aid (reproduzido nos mínimos detalhes) e o figurino incrível desenvolvido por Julian Day!
Veja o trailer aqui e aqui

Nasce uma Estrela

Oscar2019_nasceumaestrela

Boas histórias nunca morrem. A prova é a 4ª versão de A Star is Born, que marca a estreia de Bradley Cooper na direção. O filme conta a história de Jackson Maine (também interpretado por Cooper), um cantor no auge da fama. Um dia, ele conhece Ally (Lady Gaga), um talento ainda desconhecido, e se apaixona por ela. A medida que Ally ascende, Jackson vê a própria carreira indo por água abaixo. Gaga assume o papel que já foi de Janet Gaynor, Judy Garland e Barbra Streisand, e está ma-ra-vi-lho-sa. Cooper também manda muito bem como cantor e os fãs de Pearl Jam vão notar ali um dedinho de Eddie Vedder, que ajudou o ator a construir o personagem.
Vale prestar atenção: na trilha sonora (Shallow, em especial), nas cores do filme e na fala “só queria olhar para você mais uma vez”, presente em todas as versões da história.
Veja o trailer aqui

Sexta que vem a gente volta com mais dois filmes!

Mamma Mia: conheça os detalhes do figurino

Então eu fui ver Mamma Mia – Here we go again! E em meio a toda cantoria, cenários paradisíacos e um tanto de homem bonito, eu só conseguia pensar: meu Deus, que figurinos maravilhosos. Sim, a sequência tem vários momentos que fazem valer o ingresso e a pipoca, mas foi o trabalho da figurinista Michele Clapton (que também trabalha em Game of Thrones) que me arrebatou.

Desta vez, boa parte do filme se passa no final dos anos 1970, quando Donna (Lily James) se forma na faculdade e vai para a Grécia. No caminho, ela conhece Harry, Bill e Sam, os três possíveis pais de sua filha Sophie. Dada a sinopse, vamos ao que interessa?

O figurino de Mamma Mia

MammaMia01

Com uma pegada meio hippie, meio boho, os figurinos de Donna poderiam muito bem vestir qualquer garota carioca. Aliás, temos algumas peças que eu poderia jurar que já vi na Farm. São saias longas, batas fluidas, camisas estampadas, cropped e muito, muito jeans. Segundo a própria Michele Clapton, muitas peças eram originais dos anos 70, mas a maioria foi feita para o filme com base nas referências da figurinista. Uma delas é, pasmem, a chef Nigella Lawson, que na época de estudante em Oxford, tinha um estilo descolado, bem parecido com o de Donna. Em entrevista ao site Racked, ela explicou: “Nigella Lawson era muito descolada quando estudante. Eu encontrei fotos antigas dela, e ela acabou se tornando uma grande inspiração para as cenas de Oxford”.

MammaMia04

O mesmo vale para Sophie. Com um visual mais contemporâneo, mas no mesmo clima boho, a filha de Donna aposta em peças como quimonos, ponchos, macacões e batas. Aos 25 anos, Sophie perdeu o ar infantil, mas seu guarda-roupa está longe de ser conservador.

Praticidade é a chave

MammaMia03

Quem viu o filme também deve lembrar do momento em que Lily James e Hugh Skinner cantam Waterloo. Na cena, ela usa um vestido abotoado na frente, com um short azul por baixo. Michele explica a escolha do short: “Eu coloquei o short porque gosto da ideia de que Donna é sempre prática. Não queria que nada ficasse muito feminino nela. Não queria que ela parecesse vulnerável, queria que ela parecesse estar sempre no comando”. E faz sentido, não é? Quantas vezes usamos uma saia ou vestido que nos obriga a olhar o tempo todo se está tudo em ordem?

Ah, os detalhes…

MammaMia02

Apesar de prática, Donna parece pensar em cada detalhe de sua roupa. As composições têm sempre algo especial: um nó na blusa, anéis marcantes ou, o colar de borboleta. Peça original da década de 1970, o colar foi reproduzido em tamanho menor para Mamma Mia. E a borboleta – símbolo da transformação e da liberdade – também aparece no figurino de Sophie, na cena do batismo. Uma homenagem bem bacana!

Tá, e se eu quiser me inspirar em Donna?

MammaMia05

Michele também dá a dica: saias longas, botas Frye e muita customização. Mas se você, como eu, não tem lá muito talento para trabalhos manuais, não tem problema. Selecionei no Pinterest alguns looks que podem te inpirar!

Maratona do Oscar 2018: Parte II

Vamos então para a segunda parte da nossa Maratona do Oscar 2018! A primeira, com Dunkirk, Corra!, e The Post está aqui. Hoje, é a vez de Lady Bird, Destino de uma Nação, e o mega comentado Me Chame Pelo Nome. Vamos a eles?

Me Chame pelo seu nome

Oscar-2018-me-chame-pelo-seu-nome

Baseado no livro de André Aciman (que você pode comprar aqui), Call me by your name é um dos favoritos desse ano e até merecia um post só sobre ele. Com direção de Lucas Guadagnino, o filme conta a história de Elio, um adolescente de 17 anos que está passando o verão com a família, e Oliver, um estudante de mestrado que chega na casa para ajudar o pai de Elio em uma pesquisa. Eles se conhecem, se apaixonam, e o resto você vai ter que ver para saber.

Queria fazer a blasé e dizer que achei superestimado, mas não deu. O amor dos dois é uma das coisas mais bonitas e sensíveis que eu já vi no cinema, a música de Surfja Stevens é maravilhosa e todos os personagens, sem exceção, são puro carisma. Menção honrosa para Timothée Chalamet, indicado ao prêmio de Melhor Ator, e pra Armie Hammer, que sempre me pareceu meio bonecão do posto, mas tá brilhando no filme. Spoiler alert: você nunca mais vai comer um pêssego da mesma forma.

Indicações: Melhor Filme, Melhor Ator (para Timothée Chalamet), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original.

Aposta para o Oscar: merece cada prêmio para o qual foi indicado, mas acho que perde para Gary Oldman o de Melhor Ator. Para o melhor filme, é sem dúvida, o meu favorito. Pelo menos até agora! 😉

Lady Bird

Oscar-2018-lady-bird

Fui ver porque tinha que ver, estava na lista, e meta é meta. Mas confesso que ver mais um coming of age, com uma personagem principal adolescente, não era assim a minha ideia de programa ideal. E durante a primeira meia hora, eu estava achando o filme bem ok. Lembrava uma versão mais caretinha de Juno e Saoirse Ronan nem é uma das minhas preferidas, confesso.

Mas aí o filme foi se desenrolando, eu fui me envolvendo com os personagens e, quando vi, estava aos prantos no cinema. Mais do que isso. Passada a emoção eu fui percebendo a importância de a gente ter um filme com mulheres, feito por mulheres, falando de mulheres. Preste atenção, principalmente na relação de mãe e filha, muito bem construída ao longo da narrativa. Passa com louvor no Teste de Bechdel (mais sobre isso aqui) e ainda tem mais uma atuação incrível de Timothée Chalamet.

Indicações: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Original.

Aposta para o Oscar: queria MUITO ver Greta Gerwin ganhando Melhor Direção, mas acho difícil ganhar o prêmio principal.

Destino de uma Nação

Oscar-2018-destino-uma-nação

Quando vi Dunkirk pela primeira vez, fiquei com a sensação de que faltava um pedaço da história. Na verdade, o pedaço estava sendo contado em Destino de uma Nação, que conta como Winston Churchill se tornou primeiro ministro da Inglaterra e elaborou o plano de evacuação depois da batalha de Dunkirk. O filme tem cara de Oscar, inclusive com aquelas cenas memoráveis que a gente ama ver. Preste atenção às interpretações na cena do metrô, e claro, aquela com o famoso discurso de Churchill no parlamento inglês.

Gary Oldman está tão formidável no papel que eu esqueci completamente que era ele, e não o próprio Churchill. Sirius Black? Sei nem quem é! Ficou difícil para Timothée Chalamet, mas ele ainda vai ter tempo pra ganhar muitas e muitas estatuetas. Fora as interpretações, vale prestar atenção nos planos de Joe Wright. A câmera parece sempre estar no lugar certo, com a iluminação correta, e os atores bem posicionados. Um filme interessante de se ver hoje, nesses tempos estranhos com a extrema direita subindo ao poder.

Indicações: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Fotografia, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Design de Produção.

Aposta para o Oscar: Melhor Ator já é do Gary Oldman! E se a Academia for justa, o prêmio de Melhor Maquiagem e Cabelo também é de Destino de uma Nação!

E quais são os seus preferidos até agora? Comenta aqui!

Favoritos de outubro: Espinosa, japa delícia, Sarah Oliveira…

Às vezes eu tenho a sensação de que só tem post de Favoritos do Mês nesse blog. Mas é aquela coisa, né? Início de mês, muitas ideias de post, e lá pelo meio do caminho a gente se perde. Hehehehehe… Enfim, bora lá falar de tudo de bom que Outubro trouxe!

Livro: O silêncio da chuva

image1 (3)

Há séculos meu pai e minha madrasta me falaram de Espinosa, detetive carioca criado pelo escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza. E eu vivia adiando a leitura, até resolver descobrir se era bom mesmo. Bom, se você está esperando um Sherlock Holmes ou um Hercule Poirot dos trópicos, esquece. Espinosa não tem arrogância e nem inteligência acima da média (pelo menos nada que tenha saltado aos olhos nesse livro de estreia), pelo contrário. Ele é um cara comum, com uma vida amorosa falida e grande interesse por literatura e filosofia (com esse nome, a gente não podia esperar nada de diferente). Ou seja, muito mais fácil de a gente se identificar, certo? Na primeira aparição, o detetive vai tentar desvendar a morte de um empresário no centro do Rio que, a princípio, parece simples, mas vai ganhando complexidade a medida que pessoas vão desaparecendo. Bônus para os cariocas: reconhecer os cenários por onde os personagens passam é uma delícia à parte!

Ah, e pra comprar, é só clicar no título lá em cima! Você economiza com os preços da Amazon e ainda ajuda o blog! 😉 

Filme: Ele está de volta

94800_1066x600

Vivemos tempos sombrios. Em uma época em que políticos de extremamente intolerantes, como Jair Bolsonaro, vão se tornando cada vez mais populares, talvez seja uma boa assistir a este filme. “Ele está de volta” é uma comédia satírica que mostra o que aconteceria se Hitler ressurgisse na Alemanha nos dias de hoje. O que ele diria? O que pensaríamos sobre ele? Baseado no livro de Timus Vermes e dirigido por David Wnendt, o longa arranca risadas logo nas primeiras cenas (observe o Fürher reclamando com um professor de boas-maneiras que ninguém mais o cumprimenta adequadamente), mas não deixa de ser perturbador. Tudo começa quando um repórter freelancer “descobre” Hitler perdido na Alemanha do século XXI e resolve leva-lo para a TV. Lá, ele vira um comediante de sucesso com suas ideias polêmicas (para dizer o mínimo). Enquanto alguns apoiam, outros riem do ridículo. Alguma semelhança com a realidade?

Música: SOS, The Corrs

Quem foi adolescente no final dos anos 1990 deve se lembrar de uma banda irlandesa The Corrs. E, se a memória te falha, essa música vai te ajudar! Dreams tocava na rádio, em trilha de novela, e até a MTV fez um acústico (o melhor até hoje), com os quatro irmãos. Pois bem depois de um hiato gigantesco, a banda de folk voltou com SOS. É a melhor música? Não, tá longe de ser. Mas é um brinde muito justo à minha adolescência e eu to aqui esperando ansiosa os próximos lançamentos!

Ah, se você quer conhecer The Corrs DE VERDADE, escute esse álbum aqui!

Youtube: Canal da Sarah Oliveira

Por falar em adolescência, você com certeza se lembra do Disk MTV, né? A Sarah era presença certa nas tardes de todo adolescente no ínicio dos anos 2000 e até hoje sinto falta dela falando de música. Ou melhor, sentia. Recentemente, descobri o “Canal da Sarah Oliveira” no YouTube. Vale acompanhar a playlist “Minha Canção”, com compactos dos programas da rádio Eldorado, de São Paulo. Por lá, ela fala de artistas como Amy Winehouse, David Bowie, The Smiths, entre outros. Pra conhecer ou relembrar, vale a pena se inscrever!

Restaurante: Gurumê

Gurume

Sim, tem restaurante novo nos favoritos desse mês! Nem sempre essa categoria aparece por aqui, por um motivo simples: eu AMO repetir restaurante e, geralmente, costumo repetir até o prato. Então, o quesito novidade fica meio prejudicado. Mas vamos falar do Gurumê! Quem é do Rio já deve conhecer, se não pessoalmente, pelo menos de nome. Se você curte um bom japa e ainda não conhece, recomendo fortemente que você experimente, mesmo deixando por lá alguns golpinhos. Veja bem, o restaurante tem uma pegada moderna e aconchegante, e o cardápio segue a mesma proposta, com releituras de pratos da culinária japonesa. Não saia de lá sem comer: salmão guacamole, atum burrata e, claro, o brownie com cobertura de doce de leite e sorvete. Sem palavras, sério.