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Corrida: como eu deixei de ser sedentária e comecei a correr

Olha, se há dois anos me contassem que hoje eu estaria escrevendo um texto sobre como comecei a correr, eu não acreditaria. Sedentarismo sempre foi o meu nome do meio e levantar para pegar o controle remoto era o que eu chamava de esforço. Então, espere antes de tudo um retrato realista sobre a corrida.

Como tudo começou

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Era 2017 e eu tinha acabado de fazer aniversário. Subi na balança depois das comemorações e vi o ponteiro da balança nunca tinha subido tanto. Eu tinha acabado de completar 31 anos entregue ao mais completo sedentarismo. Mas além de estar me sentido desconfortável com o meu corpo, eu sabia que precisava cuidar da saúde. Tinha passado por um período difícil de depressão no início daquele ano e todos os médicos batiam na mesma tecla: alimentação saudável e exercícios físicos. E eu, que sempre odiei academia, comecei a ver na orla de Copacabana uma pequena possibilidade.

A minha meta? Chegar ao calçadão e tentar correr um quilômetro sem parar. Um único quilômetro. O que pra mim equivalia ao esforço físico de correr uma hora sob um sol de 40°C. Estão entendo o que eu quero dizer quando falo de sedentarismo?

Como acontece toda vez que você se dedica a algo, as coisas começaram a acontecer. Uma amiga percebeu meu interesse e minha (ainda muito pequena) evolução e me convidou para a minha primeira prova: a Meia Maratona Internacional do Rio. Falando assim, pode parecer grande, né? Nada, o meu circuito era de apenas cinco quilômetros. E 48 minutos depois (sim!) eu cruzei a linha de chegada explodindo de orgulho.

E a evolução na corrida?

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O tempo foi passando e nada de evolução. Eu estava completamente estagnada. No final de 2017, eu já conseguia correr 3k sem parar. Mas a corrida estava começando a perder a graça. Foi aí que surgiu outro anjo. E apesar de a corrida ser um esporte individual na maioria das vezes, quem corre sempre conta com a ajuda de outras pessoas. Uma das minhas melhores amigas me indicou o seu treinador, e olha… isso fez toda a diferença. Na primeira ligação, já deixei bem claro pra ele que eu não tinha um GRANDE objetivo. Eu queria melhorar meu desempenho e, se possível, perder alguns quilinhos no processo. O Marios entendeu exatamente o que eu queria dizer e montou uma planilha totalmente de acordo com a minha realidade, mas sem deixar de me desafiar. E falou sem dó aquilo que eu não queria ouvir: quem quer levar a corrida a sério, precisa levar a musculação a sério.

A primeira lesão

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Aqui eu preciso confessar: eu fugi totalmente da academia. Enquanto eu pudesse evitar, não colocaria meus pés naquele ambiente de luzes artificiais e música alta. E foi aí que meu joelho direito começou a reclamar. As dores pós-corrida ficaram mais frequentes – e mais fortes -, subir escadas era um sacrifício e eu comecei a me sentir insegura para caminhar. A impressão que dava era que meu joelho não dava mais conta de segurar o meu peso. Que, aliás, já tinha diminuído consideravelmente. Fui a um ortopedista e depois de um raio-x veio o diagnóstico: tendinite pata de ganso causada pela falta de fortalecimento muscular e uma canelite.

Ambas as lesões são extremamente comuns em quem corre e se resolvem naquele ambiente de que eu tanto fugi. Como a corrida sempre foi minha prioridade, saí do consultório e entrei na primeira academia que eu vi. Hoje, alguns meses de musculação depois, as dores passaram, o desempenho melhorou e eu me preparo para a minha terceira prova: o Circuito das Estações Outono, no dia 31 de março.

Os benefícios da corrida

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Você com certeza deve estar se perguntando qual é a graça. Afinal, qual é a vantagem de acordar às 6h da manhã, calçar o tênis e começar a correr de um lado para o outro? Bom, no meu caso, posso dizer sem exagero que a corrida mudou a minha vida. Além da vantagem óbvia de ter me tirado do sedentarismo e ter me apresentado a uma rotina muito mais saudável, o esporte me tirou da depressão. A ciência não mente. Correr eleva os níveis de dopamina e endorfina, os hormônios ligados à felicidade e ao prazer. E mais do que tudo isso, a corrida me deu disciplina, tão necessária em outras áreas da vida.

Com ela, veio também a minha vontade de superar desafios – nula, até então – e a certeza de que eu sou capaz de fazer qualquer coisa, desde que me empenhe. Afinal, o esporte exige muito do corpo, mas sem a mente você não chega a lugar nenhum. Sem exagero. É preciso foco e concentração para não parar de correr quando o corpo cansa e te manda parar. É sobre encontrar um lugar de paz no desconforto, já que ele vai te fazer companhia por vários quilômetros. A corrida é quase uma metáfora da vida. A evolução vem aos poucos. Às vezes, tão devagar que você não percebe que ela está ali. Mas é a paciência de perseverar que traz resultados maiores e mais consistentes.

Em poucas palavras, fica aqui um conselho: corra. Não se deixe levar pelos acessórios. No início, você só vai precisar de um tênis, de um aplicativo instalado no seu celular e de um fone de ouvido. Só corra. E depois vem aqui me contar o que você sentiu depois de alcançar sua primeira meta, ok?

Mixtape: Run, baby, run!

E aí eu comecei a correr. Real, oficial. Tem dois meses e eu já participei da minha primeira prova de 5k (sim, 5k porque quem corre esquece do “m” de km, e tá tudo certo)! Eu poderia dizer que foi o desafio que me impulsionou, que a sensação de vencer obstáculos é uma metáfora da vida e (apesar de brega) eu estaria sendo sincera. Mas como aqui nesse blog a gente só trabalha com a verdade, vou dizer o que me ajudou: música.

Quem tá começando a correr costuma ser totalmente dependente do fone de ouvido e comigo foi exatamente assim. Então, a dica é montar uma playlist porreta, pra não dar aquela desanimada no meio do treino. Quem quiser baixar a completa, pode ficar à vontade (tá aqui no Spotify), mas separei cinco que não podem faltar!

 

Quer ouvir a playlist completa? Tá aqui no Spotify!