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Etiqueta: crônica

Crônicas: quatro livros para ler e se apaixonar pelo gênero

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Crônica: no dicionário, substantivo feminino. “Gênero literário que consiste na apreciação pessoal dos fatos da vida cotidiana”. Pra mim, o gênero mais brasileiro que há. Porque o nosso senso de humor combina perfeitamente com textos curtos e, geralmente, repletos de ironia. E isso não vem de hoje, não. Apesar de termos cronistas excelentes nos maiores jornais do país, a crônica é coisa antiga. Vem lá de Machado de Assis e Lima Barreto. Nosso elenco de cronistas sensacionais só cresce e agora eu divido com vocês alguns dos meus livros favoritos!

As Cem Melhores Crônicas Brasileiras do Século XX

Organizada pelo jornalista (e também cronista) Joaquim Ferreira dos Santos, a antologia traz os textos em ordem cronológica, começando em 1850 e terminando nos anos 2000. Excelente para quem quer acompanhar a “evolução” do gênero, lendo autores como Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, etc.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Elenco de Cronistas Modernos

Trinta e Oito e Meio, de Maria Ribeiro

Maria Ribeiro é atriz, jornalista, documentarista, apresentadora e… ufa, cronista! Depois de anos escrevendo para a revista TPM, ela lançou este primeiro livro, com textos curtos sobre diversos assuntos. Aqui, ela fala de relações humanas, maternidade, seus sonhos, desejos e fraquezas. Se você procura se conectar com um autor, sugiro fortemente este livro.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo

Trinta e Poucos, de Antonio Prata

Quem já passou dos 30 deve se lembrar das crônicas escritas na última página da revista Capricho. Pois é, durante um bom tempo elas eram assinadas pelo Antonio Prata. Em “Trinta e Poucos”, elementos triviais como um par de meias e uma semente de mexerica servem como ponto de partida para textos deliciosos de ler.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Nu, de Botas

Caviar é uma ova, de Gregório Duvivier

Assim como a Maria Ribeiro, o Gregório é polivalente. Ator, co-criador do Porta dos Fundos, poeta, apresentador de tv e cronista, ele escreve textos bem-humorados e, em sua maioria, irônicos. Em “Caviar é uma ova” ele brinca com a expressão “esquerda caviar” que se popularizou nessa nossa época de Fla x Flu político. São crônicas curtinhas, mas que colocam o dedo naquele ponto incômodo da vida cotidiana. Vale a leitura!

Se você gostou deste, não deixe de ler: Put Some Farofa

Já leu algum desses? Conta aqui nos comentários!

Começar de novo…

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“Escrever é fácil. Você começa com letra maiúscula e termina com ponto final. No meio você coloca as ideias”. Já dizia Pablo Neruda. Acontece que eu não sou o Pablo Neruda. E essa história de colocar as ideias no meio nem sempre é fácil. Porque a gente tem objetivos. A gente tem metas. E a gente fica de olho nas métricas (quem tem blog sabe que o Google Analytics pode ser ao mesmo tempo uma benção e uma maldição). E a gente se cobra. E infelizmente, a gente se compara. E às vezes a gente entra no blog e não se reconhece. Real. Olha pra todos aqueles textos – que deram muito trabalho até serem publicados – e não entende mais o que eles estão fazendo ali. E isso acaba atrapalhando o “futuro”, o “para frente”.

Sobre amores e a lógica

“Escreva sobre aquilo que você conhece e sobre aquilo que você ama”. Eu amo jaqueta de couro. Sou louca pelo Malcolm Gladwell, pelo Stephen King, pela Elena Ferrante. Não consigo acordar sem música, fico mais feliz só de olhar uma suculenta num vaso bonito. E acho que a nova onda do feminismo foi a melhor coisa que aconteceu nos últimos anos. Mas isso combina? Faz sentido? Plantas e feminismo? Roupa e livro? Crônicas e produtos de beleza? Traduz quem eu sou? Será que tem alguém por aí pensando a mesma coisa? Ou será que eu to falando sozinha neste blog?

Andei com todas essas perguntas na minha cabeça nos últimos meses enquanto tentava deixar esse espaço com a minha cara. E pra falar a verdade, a maioria delas segue sem resposta. Li muito, conversei com pessoas, troquei ideias nos grupos, fiz o que estava ao meu alcance. E eu descobri que escrever é mais ou menos como a vida: você vai fazendo e no final vê no que dá.

Então, estamos inaugurando uma nova fase no TatiGuedes.com. Digo “estamos”, assim, no plural porque é isso mesmo. A pessoa é geminiana, né? Têm várias dentro de uma só. E eu culpo sem dó a Astrologia por toda esta bagunça de assuntos, temas e posts. A boa notícia é que tem texto pra todos os gostos. Puxa uma cadeira, pega um chá, café, vinho, o que você quiser. E fica à vontade! A casa também é sua. 😉

 

Crônica: Porque eu estou solteira (e devo continuar assim)

Segundo uma pesquisa feita por mim mesma, as mães são o segundo grupo de pessoas que mais recebe palpites não-solicitados durante a vida. O primeiro é, logicamente, as mulheres solteiras em idade fértil. Explico: mães costumam receber conselhos de outras mães. Já as mulheres solteiras em idade fértil recebem conselhos de todo mundo. TODO. MUNDO.

Se você é meu amigo e já me deu um conselho sobre “como encontrar o homem dos sonhos”, relaxe. Eu entendo as boas intenções e amo vocês por isso, ainda que não tenha seguido as dicas. E não segui porque… desculpa, mas elas não funcionam. Sério.

Vamos falar sobre o que é ser solteira no Rio de Janeiro?

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A “concorrência” é grande (entre aspas porque odeio esse termo, mas ainda não encontrei um mais adequado). A cidade está cheia de mulheres. Gatas. Saradas. Malhadas. Ou mulheres que entenderam que os padrões não deveriam existir e simplesmente vivem bem com os próprios corpos. (Se você tá achando que a gata-sarada-bunda-na-nuca é concorrência, tente atrair atenção de um cara enquanto está ao lado de uma mulher extremamente confiante, ainda que fora dos “padrões”. E boa sorte).

Encontrar o par perfeito é difícil em qualquer lugar do mundo. Mas no Rio é muito pior. Primeiro porque os caras não são exatamente ideais (tirando meus amigos, todos ótimos). Eles estão no caminho, mas no geral amadurecem tarde, não sabem o que querem da vida, e – vejam só -, tem certeza absoluta de que existe um “certo tipo de mulher ideal”. Até aí, bacana. O problema é quase nenhuma mulher que eu conheço se encaixa nesse “ideal”.

Imagine a cena

Você está num bar, tomando algo com as suas amigas. A missão é complicada. Você tem que atrair a atenção do garçom, fazer seu pedido naquela micro janela de atenção que ele te dá, e ainda jogar charme pro moreno de barba do seu lado.

Começam aí as dicas infalíveis e absolutamente contraditórias. “Sorria”, “mas não demais, ele não pode achar que você é fácil”. “Faça um pouco de charme, mas não muito”. “Olhe, e desvie o olhar”. “Se arrume mais”, mas não demais, já que “ele tem que pensar que você acorda assim”. Assim como? Com sete quilos de bronzer na cara pra ele achar que eu to indo à praia quando na verdade estou no escritório? Ou pior, quando estou em casa vendo Netflix e me culpando por não estar na praia, diminuindo a necessidade de bronzer?

Exercício de imaginação rapidinho aqui

Vamos supor que você tenha dado sorte e o cara que você curtiu sorriu de volta e veio puxar papo. Vamos supor que você tenha MUITA sorte e ele consiga formar uma frase inteira que faça sentido. (Você ainda não ganhou na mega da virada, mas temos aí uma quina que pode render algo). Aí vocês trocam telefones.

Passamos então para a segunda fase da histeria coletiva: conseguir um encontro. Se você foi esperta (solteira geralmente é), você realmente pegou o telefone dele também ao invés de dar o seu e esperar que, por milagre, ele entre em contato. Prepare-se, esse é o momento em que alguém vai brotar do chão, em uma nuvem de fumaça, e gritar: DEIXA QUE ELE MANDA MENSAGEM PRIMEIRO!

E quem vai fazer isso?

Provavelmente alguém comprometido que conseguiu seu par numa era pré-tinder e pré-nudes no Whatsapp. Se você é uma mulher confiante e empoderada, provavelmente vai sorrir, ignorar o conselho e mandar uma mensagem. Se você é uma mulher solteira há tempos vai se torturar sem saber o que fazer. Parabéns, você entrou no game. Sem saber, sem sentir, sem querer, você acabou de entrar nos Jogos Vorazes da sedução.

Tenho zilhões de problemas com o game. Mas o principal deles é o seguinte: ele não funciona. A concepção já está errada de início. Para conseguir x, você tem que fingir que não quer x, quando a gente sabe que a melhor forma de receber x é simplesmente pedir por ele.

Quando você quer um emprego, você manda currículo. Você não dá um like na foto mais recente da empresa e espera ela te notar. Quando você quer emagrecer, você vai para a academia. Não para em frente a ela e fica jogando o cabelo de um lado para o outro esperando um convite para a esteira. Quando você quer algo você simplesmente trata de conseguir.

Calma, gente!

Encher a amiga solteira de conselhos e dicas e instruções como se elas fossem infalíveis é inútil e um tiquinho cruel. É que parece que você chegou lá por dominar as artes do jogo, quando nós sabemos, é PURO ACASO.

Encontrar alguém que a gente ame, e ame a gente de volta é, na maioria das vezes, obra do acaso mesmo. Histórias de amor geralmente acontecem sem que a gente tenha que subir num salto, pintar a boca com um batom que (se tudo der certo) vai sair, e fingir ser algo que não é. Quantos romances começaram na escola, entre as remelas de 7h da manhã; na faculdade, na fila da cantina; ou num bar depois do trabalho, quando tudo o que você queria encontrar era as amigas e falar besteira?

Sejamos mais leves, menos planejados, menos atentos. Como diz a Martha Medeiros, “o amor costuma nos pegar distraídos”. 😉