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Etiqueta: cultura

Contos: cinco livros que não podem faltar na sua coleção

Já começo esse post confessando que, até bem pouco tempo atrás, eu não era muito fã de contos. Na verdade, eles pareciam uma piada que todo mundo entendia menos eu. Depois de ler alguns dos livros dessa lista, eu percebi que só estava lendo os autores errados e que histórias mais curtas podem ser tão envolventes quanto romances longos. Hoje eu divido com vocês alguns dos meus preferidos!

Ah, e para comprar o livro, é só clicar no título. Você não paga mais nada por isso e ainda ajuda esse blog! 😉

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Os melhores contos brasileiros do século XX

O básico do básico. Ganhei esse livro do meu pai quando ainda estava na escola e ele segue sendo um dos meus preferidos. Apesar de seguir uma ordem cronológica – ideal para quem quer entender como o formato evoluiu ao longo dos anos – ele pode ser lido aos poucos, degustando cada texto bem devagar. A seleção foi feita por Ítalo Moriconi e engloba autores como Machado de Assis, Rubem Fonseca, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Caio Fernando Abreu, Érico Veríssimo, entre outros.

Contos de Horror do Século XIX

É uma das antologias preferidas de quem ama histórias que flertam com o terror. Neste volume da Companhia das Letras você vai encontrar autores como Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft e Henry James. É um mergulho na literatura de horror, com histórias que, se não dão medo, causam uma forte sensação de estranhamento. A seleção é do escritor Alberto Manguel.

Antes do Baile Verde, da Lygia Fagundes Telles

Se você ainda não leu nada da Lygia, sugiro começar pelos seus contos. A Companhia das Letras lançou uma coletânea recentemente, mas alguns dos meus preferidos estão aqui, no Antes do Baile Verde. Lygia oferece para o leitor um mergulho na subjetividade dos personagens, expondo seus dramas e dilemas de uma maneira muito sensível. Os contos “Jardim Selvagem” e “O Menino” já valem o livro, mas “Venha ver o pôr-do-sol” também é um clássico que merece ser lido.

Nove Estórias, J.D. Salinger

J.D. Salinger é mais conhecido pelo mundialmente famoso “Apanhador no Campo de Centeio”. Mas se você, como eu, não caiu de amores por Holden Caulfield, sugiro não desistir do autor ainda. “Nove Estórias” reúne textos curtos, publicados em revistas como “The New Yorker” e “Harper’s”. Todos as narrativas são envolventes, mas as minhas preferidas são “Para Esmé, com amor e sordidez” e o conto que abre a coletânea, “Um dia ideal para os peixe-banana”.

Cat Person e outros contos, da Kristen Roupenian

Não é sempre que a literatura tem um alcance viral, mas “Cat Person”, o conto que dá nome a esta coletânea ganhou status de meme em 2017. Publicado na revista The New Yorker, o texto de Kristen Roupenian conta a história do relacionamento de Margot e Robert, desde o momento que se conhecem até o final. A narrativa tomou proporções gigantescas e acendeu debates e polêmicas sobre misoginia, gordofobia e a qualidade da literatura. Porque ele fez tanto sucesso assim? Só lendo pra saber! 😉

Tem alguma dica imperdível? Conta aqui nos comentários!

 

Como sair da bolha? Cinco dicas para abrir a mente!

Nós vivemos numa bolha. Eu, você, e todo mundo que a gente conhece. Não tem jeito. Vivemos na era do Facebook, na era do algoritmo. Nós lemos, assistimos, ouvimos e consumimos conteúdo que, no geral, apenas confirmam a nossa opinião, reforçam nossos argumentos e quase nunca nos fazem enxergar o outro. É o retrato do nosso tempo, mas não é por isso que a gente vai se conformar com isso, certo?

Há algumas semanas, percebi que apesar de tentar expandir minha  visão de mundo, eu vivo confortável na minha realidade de mulher branca, classe média, zona sul. Entrei em um grupo do Facebook – o Modices – e lancei a pergunta: o que fazer para sair da bolha? As dicas foram inúmeras, provocaram outras conversas, então hoje divido com vocês um pouco do que aprendi com todas essas meninas maravilhosas!

#1 – Ouça!

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Pratique a escuta ativa. De verdade. Hoje, a maioria de nós ouve para responder. Procuramos brechas na fala do outro onde podemos encaixar nossas próprias opiniões, validadas por pessoas que pensam como nós. Não há nada de em buscar validação dos nossos argumentos. Mas nós realmente precisamos parar para OUVIR. Então, da próxima vez que você entrar em um debate, preste atenção, e procure se despir de qualquer julgamento. Tem alguma dúvida acerca do assunto? Pergunte. Escute sem tentar colocar a outra pessoa em uma caixinha (tipo “direita”, “esquerda”, “feminista”, “machista”). Mais do que isso, tente se abrir para críticas. Se alguém te acusar de racismo, por exemplo, mesmo que não tenha sido sua intenção ao fazer o comentário, tente entender o porquê. Pode ser desconfortável no início, mas vale a pena.

#2 – Escolha seus influenciadores com cuidado

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A internet é um campo aberto, com todos os tipos de pessoas. Exatamente por isso, é uma ótima ferramenta para sair da bolha. Se você só convive com mulheres brancas no seu círculo social, comece a seguir mulheres negras. Não tem nenhum amigo trans, mas quer conhecer essa realidade? Use as redes sociais. Troque mensagens, mande e-mails, use a mensagem privada no instagram. Não foque somente nos macros. Os microinfluenciadores também tem muito a dizer – e talvez seja mais fácil de se identificar com eles.

Quem eu sigo? @lorelay_fox, @eu_anarosa, @danisantaizabel, @natalyneri, @djamilaribeiro1, @mairamedeiros_, @mequetrefismos e @spartakusvlog.

#3 – Diversifique o conteúdo que você consome

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Na faculdade de jornalismo, ler pelo menos dois jornais por dia era regra, e ela vale para a vida real também. Além de grandes jornais e redes de TV, varie suas fontes de informação. Leia jornais e revistas gringos (aproveite para treinar o inglês!), e outros veículos independentes. Nexo, Meio, The Guardian, El País, The New York Times são alguns dos jornais que eu gosto de acompanhar. No Youtube, as meninas do Pandamonio TV explicam conceitos básicos – como Direitos Humanos – e o Mamilos Podcast é essencial para quem quer ouvir opiniões inteligentes, com argumentos embasados. A Thamirys Marques me sugeriu o Lado Black, que eu também tenho curtido bastante ouvir.

#4 – Que tal doar seu tempo?

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A gente gasta horas preciosas no nosso dia rolando a tela do celular, então que tal doar esse tempo a quem precisa? A Ester Sabino me sugeriu encontrar um trabalho voluntário, como forma de entrar em contato com outras vivências. Opções não faltam: você pode ler para os idosos, passar um tempo em uma creche, e até ajudar pessoas em situação de rua. Falamos aqui sobre o Projeto RUAS, vem conhecer!

#5 – Saia de casa!

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A Amanda Santos Silva foi direta e certeira na dica: “pra sair da bolha, você de fato tem que sair fisicamente da bolha. Do contrário, não passará de literatura. É a vivência que faz a bolha estourar de verdade”. Ela ainda me sugeriu passeios por Madureira, como o Mercadão, o Parque, e claro, os eventos que rolam embaixo do Viaduto. Bora conhecer? 😉

E você, tem mais alguma dica?

 

Arte com Lego: conheça a imperdível The art of the Brick

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Como filha única e rodeada de primos homens achar alguém pra brincar de Barbie era um sacrifício. As brincadeiras, geralmente masculinas, eram determinadas pelos Power Rangers, Comandos em Ação, e claro, LEGO! De longe meu brinquedo preferido, as pecinhas coloridas me fascinavam de tal forma que, mesmo quando eu ajoelhava em cima de uma (ui!), a paixão não diminuía. Casas com jardins, carros, foguetes, o que eu quisesse dava pra construir. Então imagina a minha felicidade quando eu descobri o artista Nathan Sawaya e a exposição “The Art of the Brick”, em cartaz no Museu Histórico Nacional aqui no Rio..

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O americano tinha tudo para ser um advogado de Wall Street daqueles bem coxinhas, mas em determinada fase da vida viu que o que o alimentava mesmo era usar a criatividade. Pra você ver que em qualquer lugar do mundo tem gente que se vê numa encruzilhada: seguir a carreira tradicional ou se jogar no que te faz feliz de verdade! Para nossa sorte, Nathan decidiu seguir o que o alimentava de verdade. Em entrevistas, ele disse que até já fez esculturas de outros materiais, mas é o Lego, esse brinquedinho que quase todo mundo tem em casa, que aproxima a arte das pessoas. E não é que é verdade?

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Bom, nem todo mundo tem o talento de Sawaya. Entre as obras expostas, réplicas de quadros famosos como Monalisa, Noite Estrelada, O Grito, o Beijo. Mas as originais chegam a ser mais impressionantes, como as caveiras, o homem de peito aberto, construído com blocos amarelos, e o T-Rex de seis metros de comprimento. Ao todo, foram usadas mais de um milhão de peças em toda a exposição.

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Daquelas mostras bem impressionantes que você não pode deixar de ver! Vai até o dia 5 de fevereiro, no Museu Histórico Nacional. E aposto que você vai sair de lá como eu: querendo um balde gigantesco de Lego! 😛

Três artistas que você precisa conhecer!

Se tem algo que me intriga nesse mundo é o fato de algumas pessoas conseguirem se expressar não através de palavras, mas através de cores e tintas. Veja bem, como jornalista, escrever pra mim é quase como respirar: molezinha.  Mas pincéis, jets, ou qualquer outro instrumento que não seja a boa e velha caneta, me intriga e me emociona. Foi pensando nisso que elaborei uma listinha de três artistas preferidos, destes que eu gostaria muito de ter em casa, e que eu acho que todo mundo deveria conhecer mais de perto!

# 1 – Frida Kahlo

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Peço desculpas a quem acha clichê, mas não tem como deixar a pintora mexicana de fora dessa lista. É que a própria vida da Frida Kahlo foi uma obra de arte. Ainda criança, ela teve poliomielite, e ficou com uma lesão no pé esquerdo, o que levaria à amputação da perna anos depois. Um acidente de bonde fez com que ela tivesse que passar por 35 cirurgias, além de ter sofrido três abortos. Sua vida amorosa também não foi fácil: apaixonada pelo pintor Diego Rivera, suportou diversas traições, até ela própria viver um romance escondido com Leon Trotsky. Esse mesmo que você está pensando, o da Revolução Russa. No meio disso tudo, Frida registrou suas dores em obras inesquecíveis, como “As Duas Fridas” ou “A Coluna Quebrada”, e transformou possíveis “imperfeições” em marcas registradas, como a sobrancelha grossa e irregular.

Para saber mais: vale ler a biografia escrita pela Hayden Herrera e ver o filme Frida, com Salma Hayek (tem na Netflix!).

#2 – Vik Muniz

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Eu sei que eu disse cores e tintas, mas vou dar uma roubadinha. É que o Vik Muniz faz arte com absolutamente qualquer coisa. E acreditem, tudo começou de uma maneira inusitada. Depois de separar uma briga do lado de fora de uma festa, Vik Muniz estava voltando para o carro quando levou um tiro. Para não levar o agressor para a delegacia, ele concordou com uma compensação financeira e, com o dinheiro, comprou uma passagem para os Estados Unidos. E foi lá que ele começou a trabalhar com materiais completamente diferentes, como o algodão, linhas, até chegar ao chocolate e, pasmem, até lixo! O mais bacana nas obras do artista é que você consegue captar as referências de primeira, entender o que ele quis dizer com cada uma delas, e por isso mesmo, ficar maravilhado! Vale a pena conhecer!

Para saber mais: este TED aqui e, claro, o filme Lixo Extraordinário.

 

#3 – Beatriz Milhazes

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Eu tenho um motivo especial para amar a Beatriz Milhazes: ela também é carioca e se formou na FACHA, onde eu fiz jornalismo, e eu morro de orgulho. #soudessas. Apesar de fazer parte da chamada “Geração de 80”, ela optou por seguir um caminho próprio, menos cerebral, e explorando mais o prazer. O resultado são essas explosões de cores, arabescos e espirais que fazem a gente mergulhar no universo de cada tela. E se, para muitos, dinheiro é a prova do sucesso, prepare-se: a última obra da artista foi vendida por R$ 16 milhões.  

Para saber mais: a entrevista dela na TPM!