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Maratona do Oscar 2019: Green Book e A Favorita

Chegamos ao último episódio da nossa Maratona do Oscar 2019! E para fechar, dois filmes que ganharam o meu respeito nessa reta final: Green Book – O Guia e A Favorita. Neles, dois dos meus atores preferidos: Viggo Mortensen (que participou do excelente Capitão Fantástico, como falamos aqui) e a supertalentosa Emma Stone. Vamos a eles?

Green Book – O Guia

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Baseado em fatos reais, Green Book conta a história do pianista Dr. Don Shirley (Mahershala Ali) e seu motorista Tony Vallelonga (Viggo Mortensen). Na década de 1960 – período de maior segregação racial nos Estados Unidos, Shirley decide fazer uma turnê pelo sul do país. A região, a mais racista do território americano, conta inclusive com um guia – o tal “Green Book” – para mostrar onde os negros podem ou não se hospedar. Prevendo problemas, o músico contrata os serviços de Tony, que deve atuar como motorista, mordomo e segurança particular. Do tempo na estrada nasce uma amizade que, na vida real, durou até 2013, com a morte dos dois.
Tá, mas porque é tão bom? Porque ambos estão impecáveis nos papeis e concorrem a Melhor Ator (Mortensen) e a Melhor Ator Coadjuvante (Ali). O filme também concorre a Roteiro Original com uma história muito bem amarrada e diálogos bem construídos.

Vale prestar atenção: às cenas de interação com policiais. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

A Favorita

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Mais um filme em que a interpretação dos atores é capaz de sacudir um roteiro mediano. “A Favorita” se passa na Inglaterra do século 18 e conta a história da rainha Anne e suas duas “prediletas”, Sarah Churchill, a duquesa de Marlborough, e sua prima Abigail Hill. A trinca é interpretada por Olivia Colman (a nova rainha Elizabeth da série The Crown), Rachel Weisz e Emma Stone, que concorrem a Melhor Atriz e a Melhor Atriz Coadjuvante.
No jogo de xadrez da realeza, temos três personagens carismáticas, incômodas e um pouco irritantes, cada uma a sua maneira. Enquanto Anne parece insegura e um pouco entediada como Rainha, Sarah é ardilosa e manipuladora, Abigail, jovial e esperta. São mulheres fortes roubando o protagonismo na corte e fazendo com que o público se identifique com cada uma delas. Ou seja, um retrato da monarquia inglesa depois do movimento Me Too.

Vale prestar atenção: nos figurinos criados por Sandy Powell, que concorre ao Oscar de Melhor Figurino por A Favorita e O Retorno de Mary Poppins e no sotaque britânico de Emma Stone, a única americana do elenco.

Veja o trailer aqui!

Maratona Oscar 2019: Vice e Pantera Negra

Chegamos à metade da nossa maratona do Oscar 2019! Hoje, a gente conversa sobre dois filmes que aparentemente não tem nada a ver um com o outro, mas que exploram bem a narrativa clássica, com personagens e arcos muito bem definidos: Vice e Pantera Negra.

Vice

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Ver Christian Bale em ação é sempre um prazer. Principalmente quando os personagens demandam transformações físicas, como em Vice. Para interpretar Dick Cheney, o vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de George W. Bush, Bale precisou engordar 20 quilos. O esforço rendeu o Globo de Ouro de melhor ator, para vocês terem uma ideia do quão bem ele está no papel. Mas o filme também conta com outras grandes atuações, como a de Amy Adams (como Linney Cheney), Steve Carrell (como o ex-secretário de defesa Ronald Rumsfield) e Sam Rockwell, impecável como Bush.

O filme é dirigido por Adam McKay, que antes de A Grande Aposta era mais conhecido por comédias como O Âncora e Quase Irmãos. Não são lá grandes referências, mas deixaram um legado de senso de humor bem importante para Vice. O filme parece estar sempre com um sorrisinho de canto de boca, entremeando diálogos importantes com cenas de caça, pesca e outras metáforas que só vendo para entender. Não sei se com a presença de Cuarón (falamos de Roma aqui), McKay leva Melhor Diretor, mas o prêmio de Melhor Ator já é de Bale. Meu coração continua com Rami Malek.

Vale prestar atenção: na atuação dos coadjuvantes Amy Adams e Sam Rockwell. Acho que vem Oscar por aí!

Veja o trailer aqui! 

Pantera Negra

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Confesso que fui com o pé atrás. Filme de herói não é lá meu gênero preferido, mas Pantera Negra me conquistou já na primeira meia hora. Pelo visual, pelo enredo, pela trilha sonora, pelas atuações. Para quem não sabe nada da história, um breve resumo: Wakanda é um país africano isolado do mundo, que esconde uma tecnologia avançada, construída a partir de vibranium. Depois da morte do rei, cabe ao seu filho T’Challa assumir o trono e o posto de Pantera Negra. Agora, ele (Chadwick Boseman) deve impedir que o vibranium caia nas mãos dos americanos e, que o trono seja assumido por Erik Killmonger. Aliás, um dos melhores antagonistas da Marvel. Para seguir sua missão, o Pantera Negra conta com a ajuda de personagens femininas fortíssimas, interpretadas por Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright e Angela Bassett. Finalmente a Marvel entendeu o que significa Girl Power.

Agora, se merece estar no Oscar? Bom, se a gente levar em conta as edições anteriores, não. Se a gente acreditar que a Academia está mudando, merece sim! Não é apenas um filme de heroi, mas também é superimportante para explicar o momento em que estamos vivendo. Só não apostaria minhas fichas no Oscar de Melhor Filme.

Vale prestar atenção: no figurino criado pela Ruth E. Carter, uma homenagem à cultura africana. Ah, e a trilha sonora original. Ambas concorrem ao Oscar!

Veja o trailer aqui! 

Maratona Oscar 2019: Infiltrado na Klan e Roma

Chegamos com mais um “episódio” da nossa Maratona do Oscar 2019! Dessa vez, para falar de dois filmes bem diferentes entre si: a comédia-dramática Infiltrado na Klan, e Roma, campeão de indicações deste ano! Vamos a eles?

Infiltrado na Klan

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Sabe aquele filme necessário nos dias de hoje? Primeira indicação de Spike Lee a Melhor Diretor no Oscar, Infiltrado na Klan conta a história de Ron Stallworth, um policial negro que decide investigar a Ku Klux Klan durante os anos 1970. Para isso, ele finge ser um cara branco que se aproxima dos altos escalões da KKK para entender como funciona a maior organização racista do mundo. Com atuações excelentes de John David Washington, Topher Grace e Adam Driver, o filme chega a ser um pouco perturbador, te fazendo rir de coisas que – na real – não tem graça nenhuma. Vale muito o ingresso do cinema!

Vale prestar atenção: nos diálogos, na linguagem meio história em quadrinhos e na fala “America First”, em uma reunião da KKK. Te lembra algo?

Veja o trailer aqui!

Roma

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Antes de qualquer coisa, preciso dizer que Roma não caiu no meu gosto pessoal. O que não apaga a importância do filme de Alfonso Cuarón, o primeiro da Netflix a ser indicado ao Oscar, logo em 10 categorias. Todo filmado em preto e branco, o longa é um retrato da vida no México dos anos 1970, muito semelhante ao Brasil da ditadura. Baseado em aspectos da própria infância, o diretor mostra a relação de uma família de classe média (que mora no bairro Roma, na Cidade do México) com Cleo, a babá das crianças. É sensível, é esteticamente impecável, mas meu Cuarón preferido continua sendo A Princesinha, lá da década de 1990. #sóDeuspodemejulgar

Vale prestar atenção: no cenário, que reproduz a casa onde Cuarón cresceu, na angustiante cena da praia e na fotografia, absolutamente incrível.

Veja o trailer aqui!

Maratona Oscar 2019: Bohemian Rhapsody e Nasce uma Estrela

Começou! Os filmes já foram indicados, os bolões já estão rolando e todo mundo já tem seus favoritos ao Oscar 2019. Esse ano, temos algumas surpresas como Roma, o primeiro filme da Netflix concorrendo à estatueta nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro, Bradley Cooper em sua estreia como cantor e diretor, e a música marcando presença fortíssima com Nasce uma Estrela e Bohemian Rhapsody.
Por aqui, a gente dá o start na nossa Maratona Oscar 2019! Até o dia 24 de fevereiro, data da premiação, a gente se encontra aqui toda segunda para falar dos indicados a Melhor Filme, beleza? Então, pega a pipoca e vem comigo.

Bohemian Rhapsody

Eu não poderia começar por outro. Mesmo. A cinebiografia (bem romanceada) do Queen pode não ter agradado aos fãs mais radicais pelas suas imprecisões. De fato, o filme traz várias. Mas no geral, ele cumpre seu papel e a gente sente vontade de cantar junto no cinema. Rami Malek está incrível no papel de Freddie Mercury, assim como o resto do elenco (Gwilyn Lee com Brian May, Bem Hardy como Roger Taylor e Joseph Mazzelo como John Deacon). A tristeza fica por conta do diretor Bryan Singer, acusado de assédio em diversas ocasiões. Quando é que esses homens vão aprender?
Vale prestar atenção: sequência de gravação de Bohemian Rhapsody, o Live Aid (reproduzido nos mínimos detalhes) e o figurino incrível desenvolvido por Julian Day!
Veja o trailer aqui e aqui

Nasce uma Estrela

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Boas histórias nunca morrem. A prova é a 4ª versão de A Star is Born, que marca a estreia de Bradley Cooper na direção. O filme conta a história de Jackson Maine (também interpretado por Cooper), um cantor no auge da fama. Um dia, ele conhece Ally (Lady Gaga), um talento ainda desconhecido, e se apaixona por ela. A medida que Ally ascende, Jackson vê a própria carreira indo por água abaixo. Gaga assume o papel que já foi de Janet Gaynor, Judy Garland e Barbra Streisand, e está ma-ra-vi-lho-sa. Cooper também manda muito bem como cantor e os fãs de Pearl Jam vão notar ali um dedinho de Eddie Vedder, que ajudou o ator a construir o personagem.
Vale prestar atenção: na trilha sonora (Shallow, em especial), nas cores do filme e na fala “só queria olhar para você mais uma vez”, presente em todas as versões da história.
Veja o trailer aqui

Sexta que vem a gente volta com mais dois filmes!

Mamma Mia: conheça os detalhes do figurino

Então eu fui ver Mamma Mia – Here we go again! E em meio a toda cantoria, cenários paradisíacos e um tanto de homem bonito, eu só conseguia pensar: meu Deus, que figurinos maravilhosos. Sim, a sequência tem vários momentos que fazem valer o ingresso e a pipoca, mas foi o trabalho da figurinista Michele Clapton (que também trabalha em Game of Thrones) que me arrebatou.

Desta vez, boa parte do filme se passa no final dos anos 1970, quando Donna (Lily James) se forma na faculdade e vai para a Grécia. No caminho, ela conhece Harry, Bill e Sam, os três possíveis pais de sua filha Sophie. Dada a sinopse, vamos ao que interessa?

O figurino de Mamma Mia

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Com uma pegada meio hippie, meio boho, os figurinos de Donna poderiam muito bem vestir qualquer garota carioca. Aliás, temos algumas peças que eu poderia jurar que já vi na Farm. São saias longas, batas fluidas, camisas estampadas, cropped e muito, muito jeans. Segundo a própria Michele Clapton, muitas peças eram originais dos anos 70, mas a maioria foi feita para o filme com base nas referências da figurinista. Uma delas é, pasmem, a chef Nigella Lawson, que na época de estudante em Oxford, tinha um estilo descolado, bem parecido com o de Donna. Em entrevista ao site Racked, ela explicou: “Nigella Lawson era muito descolada quando estudante. Eu encontrei fotos antigas dela, e ela acabou se tornando uma grande inspiração para as cenas de Oxford”.

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O mesmo vale para Sophie. Com um visual mais contemporâneo, mas no mesmo clima boho, a filha de Donna aposta em peças como quimonos, ponchos, macacões e batas. Aos 25 anos, Sophie perdeu o ar infantil, mas seu guarda-roupa está longe de ser conservador.

Praticidade é a chave

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Quem viu o filme também deve lembrar do momento em que Lily James e Hugh Skinner cantam Waterloo. Na cena, ela usa um vestido abotoado na frente, com um short azul por baixo. Michele explica a escolha do short: “Eu coloquei o short porque gosto da ideia de que Donna é sempre prática. Não queria que nada ficasse muito feminino nela. Não queria que ela parecesse vulnerável, queria que ela parecesse estar sempre no comando”. E faz sentido, não é? Quantas vezes usamos uma saia ou vestido que nos obriga a olhar o tempo todo se está tudo em ordem?

Ah, os detalhes…

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Apesar de prática, Donna parece pensar em cada detalhe de sua roupa. As composições têm sempre algo especial: um nó na blusa, anéis marcantes ou, o colar de borboleta. Peça original da década de 1970, o colar foi reproduzido em tamanho menor para Mamma Mia. E a borboleta – símbolo da transformação e da liberdade – também aparece no figurino de Sophie, na cena do batismo. Uma homenagem bem bacana!

Tá, e se eu quiser me inspirar em Donna?

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Michele também dá a dica: saias longas, botas Frye e muita customização. Mas se você, como eu, não tem lá muito talento para trabalhos manuais, não tem problema. Selecionei no Pinterest alguns looks que podem te inpirar!

Favoritos de setembro: Marcelo Rubens Paiva, Rita, Pandamônio TV…

Sabe quando um livro puxa um vídeo, que puxa uma série, que puxa uma música? Pois é, foi exatamente isso que aconteceu no mês de setembro. Eu comecei a ler um livro e… bom, vamos aos favoritos que vocês vão entender!

Livro: Ainda Estou Aqui

Ainda Estou aqui

O livro conseguiu unir duas das minhas paixões: histórias sobre a ditadura militar e a escrita do Marcelo Rubens Paiva. Depois de contar a história da própria vida em Feliz Ano Velho, o autor resgata a memória do pai, o deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura, e também a memória da mãe, que sofre de Alzheimer. Relatos históricos se misturam com relatos muito pessoais e, ao mesmo tempo em que é a história da família Rubens Paiva, é a história de todos os brasileiros que viveram este período. E se você não conhece Eunice Paiva, PRECISA saber mais sobre essa mulher incrível. Esse livro merecia um post completo, só pra ele, mas acho que não saberia colocar em palavras o que eu senti durante a leitura.  Então, fica aqui só a dica singela mesmo.

Você consegue comprar aqui!

Filme: A 13ª emenda

Sabe aquele documentário que trata de um assunto que você já está careca de saber (no caso, o racismo), mas mesmo assim te abre a cabeça? É o caso de “A 13ª emenda”. Para quem não sabe, a 13ª emenda da constituição americana diz que a escravidão foi abolida, desde que o indivíduo não cometa um crime. Problemático, né? O que a diretora Ava Duvernay (falaremos muito mais sobre ela neste blog por motivos de talento!) tenta mostrar é a maneira pela qual o sistema carcerário se transformou em uma nova forma de escravidão, punindo basicamente a população negra. Já imaginou que horrível viver em um país onde o governo acha que os negros são uma verdadeira ameaça a sociedade e por isso devem ficar encarcerados? Conhece algum lugar assim?

O documentário está na Netflix, mas você encontra no YouTube também!

Canal no Youtube: Pandamonio TV

Quando eu disse que uma coisa puxa a outra, que puxa outra, que puxa mais uma, eu não estava mentindo. E o Pandamonio TV foi minha grande inspiração para esse post. É que foi procurando material sobre “Ainda Estou Aqui” que eu caí no canal das meninas (Tati, Nina e agora sem Carol), me apaixonei e comecei a maratonar.  Sim, eu vi todos os vídeos. TO-DOS. Inclusive, o documentário daqui de cima, e a série aqui de baixo foram indicados por elas. As três são historiadoras, apaixonadas por livros, cinema, séries, cultura pop em geral e falam de feminismo com muita propriedade. Espere assuntos sérios, mas com linguagem extretamente leve. Que é a melhor forma de se falar sobre assuntos sérios, se me permitem dizer.

Série: Rita

No meu último post sobre séries, falei sobre Merlí, um professor espanhol pouco ortodoxo, que dá aula na escola do filho, que por acaso é gay. Pois bem, Rita é a “versão” dinamarquesa da série castelhana, e é simplesmente maravilhosa. Da escolha do elenco à música de abertura (mais sobre isso aqui embaixo), ela é cuidadosamente produzida, os personagens bem construídos, os conflitos escolares críveis, enfim, uma produção BEM FEITA de verdade. Mas não vá esperando uma história pesada sobre relacionamentos amorosos, relações entre pais e filhos, ou o sistema de ensino dinamarquês. “Rita” é excelente pra você assistir depois de um dia cansativo, com um balde de pipoca do lado. Ah, preste atenção nos filhos dela: a verdadeira definição de “tanto faz”. 😛

Música: Speak Out Now, Oh Land

Série boa tem música boa na abertura. Isso é um fato. OC, One Tree Hill e Suits não me deixam menti.  Speak Out Now me lembra muito aquelas músicas da década de 1990, com cantoras de voz fina e que grudam na cabeça. (Aliás, só consigo lembrar do Aqua, outra banda dinamarquesa que fez um sucesso enorme por aqui, apesar da voz enjoada da vocalista.) Enfim, voltando a Oh Land, ela me parece um scrapbook, sabe? Uma mistura ambulante da voz das meninas de M2M, com o ar blasé da Lorde, o estranhamento da Björk e o estilo divertido da Kate Perry. Só escutando pra saber. Mas ó, se serve de referência, a Rihanna já ouviu e curtiu! 😉

Porque você PRECISA assistir Capitão Fantástico

De filmes sobre famílias excêntricas e diferentes, Hollywood está cheio, né? Basta pensar em “Os excêntricos Tennebauns”, “Little Miss Sunshine”, “Beleza Americana”, e vários outros. Mas tenho que dizer que nenhuma é tão deliciosamente disfuncional quanto a de Capitão Fantástico.

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O filme, que rendeu a Viggo Mortensen uma indicação ao Oscar de melhor ator, está disponível no Now e é uma excelente pedida para quem quer passar duas horas relaxantes em frente à TV. Mortensen – o tal Capitão Fantástico – vive um pai de família que cria seus seis filhos no meio da floresta, bem longe da sociedade. As crianças aprendem a caçar, leem filosofia, clássicos da literatura (atenção para o debate sobre Lolita!) comemoram o Dia de Noam Chomsky, tocam instrumentos, cantam e são incentivadas a ter um pensamento crítico sobre tudo. Ufa! Tudo vai bem na vidinha do grupo até o suicídio da mãe, que sofre de transtorno bipolar. É a partir daí que o roteiro ganha um ritmo mais intenso, com cara de road movie.

Como é de se esperar, esse estilo de vida sofre duras críticas por parte de tios, avós, e quem mais está por perto. E isso rende cenas deliciosas como aquela em que Zaja, uma pirralhinha de oito anos, é convidada a explicar o que é a Declaração de Direitos.

Aliás, grande parte do mérito do filme está nas crianças, que realmente “vendem” a ideia de família. Nada está fora do lugar, nada está um tom acima na direção de Mark Ross. O elenco nasceu uma família e a gente acredita plenamente nisso, conforme o roteiro vai se desenrolando. Drama, leveza e comédia vão se misturando à perfeição, enquanto o expectador vai sendo empurrado a diversas reflexões.

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Nosso estilo de vida emburrece? Com tantas informações chegando ao cérebro o tempo todo, como filtrar o que é importante e o que não é? Será que nós damos conta dessa curadoria? Nem sempre o personagem de Viggo Mortensen dá. Em pelo menos dois momentos do filme, eu confesso que fiquei um pouco (muito!) incomodada em ver que nem sempre o pai opta pelo que é moralmente correto. A primeira reação é de dar uma remexida na cadeira, mas analisando com calma, as cenas fazem todo o sentido.

E o final? É daqueles tão incríveis que você se pega revendo no YouTube incontáveis vezes. Para ver, rever e levar para a vida!