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Etiqueta: livros

Feminismo: cinco livros para entender o movimento

Vivemos tempos difíceis. Expor a opinião na internet é um direito de todos, mas também é dever de quem tem algo importante a dizer. E a gente só tem algo importante a dizer se estudar. E estudar muito. Quanto mais, melhor. Volta e meia alguma lembrança do Facebook me recorda quanta groselha eu já falei em relação ao feminismo. Por absoluta e total ignorância. Para não reviver estes tempos, só tive uma alternativa: mergulhar de cabeça no assunto e buscar mais informações. Alguns livros foram fundamentais e hoje eu divido esta listinha com vocês. Ah, para comprar na Amazon e ajudar este blog, você já sabe: só clicar no título.

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Um Teto Todo Seu

O assunto não é novo. Lá em 1929, Virginia Woolf já falava da importância de se ter um lugar próprio, onde fosse possível trabalhar em paz, sem interrupções, e sem ter que depender de homens para realizar algo. Foco no “sem depender de homens”. Quase cem anos se passaram, muito coisa mudou, avançamos muito, mas as questões mais básicas ainda estão por aí. Fora o assunto, a escrita de Virginia Woolf merece muito ser lida.

Os Homens explicam tudo para mim

Um belo dia a escritora Rebeca Solnit se viu diante de uma situação inusitada. Um homem tentava indicar um livro que ela TINHA QUE LER se quisesse entender sobre determinado assunto. O que escapou ao sujeito é que ela mesmo tinha escrito o tal livro. Surgia aí o termo mansplaining. E se você é mulher, com certeza já se deparou com uma situação dessas. É sobre esta e outras que Rebeca escreve neste livro de ensaios sobre o feminismo, tão importantes quanto bem-humorados.

A mãe de todas as perguntas

Assim como em “Os Homens explicam tudo para mim”, neste livro, Rebeca Solnit trata de temas extremamente importantes para o feminismo atual. Nestes ensaios, ela fala de maternidade, silenciamento, estupro, sempre com um viés irônico para falar de assuntos que não tem graça nenhuma. Necessário!

Má Feminista

Já falei sobre ele aqui, mas sempre vale falar sobre Roxane Gay novamente. No Rio, costumamos dizer que “funk se dança com uma mão no joelho e a outra na consciência”. Má Feminista fala exatamente sobre isso, e muitas outras coisas. Como conciliar o feminismo com a nossa cultura pop, tão repleta de exemplos de misoginia? A conclusão? Melhor ser uma “má feminista” do que não ser feminista de forma alguma. Tá aí uma verdade, não é mesmo?

Como criar crianças feministas

Se Chimamanda lançasse a sua lista de mercado, eu tenho certeza de que compraria na pré-venda. Depois de Sejamos Todos Feministas, ela lança mais um livro curto, mas repleto de dicas importantes. Neste, escrito em formato de carta, ela dá conselhos para quem quer educar os filhos de forma igualitária, usando exemplos práticos. A ideia é que tantos os pais de meninas quanto os pais de meninos possam aproveitar os ensinamentos. É um bom primeiro passo para criar uma sociedade mais justa.

Tem mais alguma dica? Compartilha aqui com a gente!

Dia Mundial do Livro: os cinco livros que mudaram minha vida

Este blog está cheio de dicas literárias. Volta e meia eu venho aqui comentar sobre algo que li e acho imperdível, comento algo que aprendi em algum livro, dou dicas e enalteço meus autores favoritos. Já falei sobre Liane Moriarty, Elena Ferrante, Stephen King. Mas nunca fiz um compilado dos meus livros favoritos da vida, aqueles que formaram o meu caráter e me fizeram refletir sobre algum tema específico. Mesmo sabendo que esta lista pode mudar da noite para o dia, resolvi aproveitar o Dia Mundial do Livro para falar daqueles que mudaram o meu mundo. Ah, e para comprar, você já sabe: é só clicar no título!

Livros_preferidos

Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o seu pai o levara para conhecer o gelo”. Este livro começa com uma das frases mais bonitas da literatura e todo o resto não fica atrás. Ao contar a saga dos Buendía – baseada livremente na história da própria família -, Gabo cria a narrativa que ficou conhecida como a base do realismo fantástico. Mesmo que o gênero tenha surgido centenas de anos antes, muito longe da Colômbia. A fictícia Macondo é parecida com diversas cidades do interior da América, mas ainda assim é um universo único, que todo mundo precisa conhecer.

A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Há quem diga que a escritora tentou mimetizar neste romance a aura fantástica de Cem Anos de Solidão. Eu até reconheço alguns elementos, mas tenho que dizer que Isabel Allende fez um excelente trabalho no A Casa dos Espíritos. Aqui, ela conta a história de várias gerações da família Trueba, dos anos 1920 aos 1970, culminando na ditadura chilena. A mesma ditadura que matou Salvador Allende, tio da autora. Se Gabo foca nos personagens masculinas, as personagens femininas criadas por ela são simplesmente incríveis, numa mistura inusitada de delicadeza, sensualidade e força.

O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo

O Brasil também produz excelentes sagas familiares. Com sua trilogia sobre a família Cambará, Érico Veríssimo não nos deixa mentir. Nos sete livros de O Tempo e o Vento (dividido em três grandes partes), o autor mistura narrativas muito pessoais de seus personagens com a história do sul, desde a colonização até a Ditadura Militar (que existiu sim, tá gente?). Te desafio a não se apaixonar por Ana Terra e Rodrigo Cambará.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Marçal Aquino

Homens apaixonados rendem os melhores livros. O fotógrafo Cauby – solteirão convicto e totalmente cético no amor – decide se mudar de São Paulo para o interior do Pará. Lá ele conhece Lavínia, mulher de um pastor evangélico, que vira sua vida de cabeça para baixo. O ambiente é hostil a quem vem de fora, mas nada parece intimidar Cauby quando ele se apaixona por ela, nem a possibilidade de estar se envolvendo em um triângulo perigoso.

Harry Potter, de J.K. Rowling

Os sete livros de Harry Potter marcaram minha vida, da infância à idade adulta. Infância porque eu tinha 12 anos quando li o primeiro e adulta porque há uns dois anos resolvi reler todos e, para minha surpresa, vi que a saga envelheceu bem. Depois de anos, damos novas conotações aos acontecimentos e descobrimos significados que antes passavam totalmente batidos. Alguém aos 12 perceberia que os dementadores são uma excelente analogia para depressão?

O Sol é Para Todos, Harper Lee

Racismo, injustiça social, estupro. Os temas de “O Sol é Para Todos” são extremamente pesados, mas necessários no Brasil de hoje. Harper Lee se baseou livremente nas suas memórias de infância para escrever a história do advogado Atticus Finch. No sul dos Estados Unidos, ele decide defender um negro acusado de estuprar uma mulher branca. A narrativa é contada através da perspectiva de Scout, filha de Atticus, e surpreende pela voz infantil. Vale demais a leitura!

Seus preferidos estão aqui? Indica aqui nos comentários aqueles tem-que-ler!

Leia Mulheres: cinco livros para entrar na sua biblioteca

Uma olhada rápida nas livrarias já comprova: os homens são a esmagadora maioria entre os livros publicados. Não que as mulheres não produzam textos interessantes e de qualidade, mas ainda somos preteridas pelas editoras. Projetos como o Leia Mulheres vêm tentando diminuir esse gap entre nós, consumidoras, as escritoras. E apesar de eu ser uma leitora quase compulsiva, confesso que ainda não consegui balancear esses números na minha lista de leituras. Como ando lendo mulheres muito especiais, decidi dividir com vocês!

Autobiografia, Rita Lee

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Eu cresci achando que “Ovelha Negra” tinha sido escrita pra mim, e lamentando não ter olhos claros e cabelos ruivos. Nunca fui fã de ninguém, mas a Rita Lee tem algo que mexe comigo desde criancinha. Quando consegui ler a sua autobiografia, não me decepcionei. Ela é realmente aquela figura espetacular que fez parte dos Mutantes e depois seguiu em carreira solo “lacrando” em todos os álbuns. Ao escrever, ela dá a impressão de não poupar nada – nem a maneira bizarra com que perdeu a virgindade, nem a treta com Arnaldo Batista, nem o uso abusivo de álcool e drogas. O melhor de tudo? A linguagem divertida com que Rita escreve faz parecer que não estamos lendo, mas apenas ouvindo uma conversa na mesa do bar. Uma delícia!

Compre aqui: Rita Lee

Sejamos todos feministas, Chimamanda Adiche

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Leitura obrigatória no projeto Leia Mulheres, Chimamanda Adichie vai de romances (como Hibisco Roxo e Americanah) a discursos com facilidade. Um dos mais importantes é o Sejamos Todos Feministas, texto que ganhou uma versão editada pela Companhia das Letras. Em 24 páginas, a autora lembra a primeira vez que foi chamada de feminista e o efeito disso em sua formação como pessoa, escritora e mulher. Apresentado no TED, o discurso pode ser visto aqui. Mas acredite, vale a pena ter a versão escrita e quem sabe, dar de presente para as amigas!

Compre aqui: Sejamos todos feministas

Má Feminista, Roxane Gay

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E por falar em feminismo, como fazer para não confundir o movimento – tão importante e necessário – com o radicalismo de quem acaba não nos representando? A americana-haitiana Roxane Gay tem a resposta: para ela, vale ser uma “má feminista” do que não ser feminista de forma alguma. Ela tenta conciliar a militância com o fato de amar ler a Vogue e dirigir ouvindo “Blurred Lines”, enquanto fala com muito bom humor sobre a condição feminina nos dias de hoje. Importante para entender como o machismo está tão inserido na cultura pop que, por vezes, nem nos damos conta dele. Imperdível!

Compre aqui: Má Feminista. Ensaios Provocativos de Uma Ativista Desastrosa

Casa dos Espíritos, Isabel Allende

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Neste Leia Mulheres não poderia faltar Isabel Allende. Numa época em que falar de direito das mulheres era motivo de riso, a família Trueba se mantinha unida graças às suas três mulheres: Clara, Blanca e Alba. Casa dos Espíritos passa pelos primeiros anos do século XX e vai até a ditadura de Pinochet, que tirou Salvador Allende do poder em 1973. Clara, a matriarca, tem o dom da clarividência e é responsável pela aura mágica da narrativa, misturando assuntos como socialismo e ditadura com a sensibilidade feminina e mesas que dançavam. Vale também ver o filme, com Meryl Streep, Winona Ryder e Vanessa Redgrave!

Compre aqui: A Casa Dos Espíritos

Histórias de ninar para garotas rebeldes

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Nada de contos de fada onde a princesa só pode ser feliz se encontrar o príncipe. Agora, é a vez das garotas “rebeldes”. Rebeldes como Nina Simone, Jane Austen, Coco Chanel e Frida Kahlo, que passaram longe dos padrões pré-estabelecidos e hoje são personagens deste livro fofíssimo publicado pela VR Editora. A cada página, uma pequena biografia de cada uma e uma ilustração que valeria um quadro. Vale dar de presente para a filha, sobrinha, irmã mais nova, para a afilhada, ou até pra você mesmo.

Compre aqui: Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes

Crônicas: quatro livros para ler e se apaixonar pelo gênero

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Crônica: no dicionário, substantivo feminino. “Gênero literário que consiste na apreciação pessoal dos fatos da vida cotidiana”. Pra mim, o gênero mais brasileiro que há. Porque o nosso senso de humor combina perfeitamente com textos curtos e, geralmente, repletos de ironia. E isso não vem de hoje, não. Apesar de termos cronistas excelentes nos maiores jornais do país, a crônica é coisa antiga. Vem lá de Machado de Assis e Lima Barreto. Nosso elenco de cronistas sensacionais só cresce e agora eu divido com vocês alguns dos meus livros favoritos!

As Cem Melhores Crônicas Brasileiras do Século XX

Organizada pelo jornalista (e também cronista) Joaquim Ferreira dos Santos, a antologia traz os textos em ordem cronológica, começando em 1850 e terminando nos anos 2000. Excelente para quem quer acompanhar a “evolução” do gênero, lendo autores como Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, etc.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Elenco de Cronistas Modernos

Trinta e Oito e Meio, de Maria Ribeiro

Maria Ribeiro é atriz, jornalista, documentarista, apresentadora e… ufa, cronista! Depois de anos escrevendo para a revista TPM, ela lançou este primeiro livro, com textos curtos sobre diversos assuntos. Aqui, ela fala de relações humanas, maternidade, seus sonhos, desejos e fraquezas. Se você procura se conectar com um autor, sugiro fortemente este livro.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo

Trinta e Poucos, de Antonio Prata

Quem já passou dos 30 deve se lembrar das crônicas escritas na última página da revista Capricho. Pois é, durante um bom tempo elas eram assinadas pelo Antonio Prata. Em “Trinta e Poucos”, elementos triviais como um par de meias e uma semente de mexerica servem como ponto de partida para textos deliciosos de ler.

Se você gostou deste, não deixe de ler: Nu, de Botas

Caviar é uma ova, de Gregório Duvivier

Assim como a Maria Ribeiro, o Gregório é polivalente. Ator, co-criador do Porta dos Fundos, poeta, apresentador de tv e cronista, ele escreve textos bem-humorados e, em sua maioria, irônicos. Em “Caviar é uma ova” ele brinca com a expressão “esquerda caviar” que se popularizou nessa nossa época de Fla x Flu político. São crônicas curtinhas, mas que colocam o dedo naquele ponto incômodo da vida cotidiana. Vale a leitura!

Se você gostou deste, não deixe de ler: Put Some Farofa

Já leu algum desses? Conta aqui nos comentários!

YouTube: quatro canais literários que você precisa conhecer

Quem acompanha este blog ou me segue nas redes sociais sabe que ler é um dos meus maiores prazeres nesta vida. É o meu momento, a atividade que acalma minha alma e que eu faria o dia inteiro se não houvesse boleto neste mundo. Pensando nisso, entrei na missão de te fazer ler mais (e melhor) este ano. Então, vocês verão posts como este com mais frequência por aqui! E o YouTube não poderia ficar de fora disso. É ali que eu me informo sobre os lançamentos ou dou uma chance para os clássicos. Hoje, selecionei cinco canais que vão abrir seus horizontes literários. Vamos?

Tiny Little Things

Velha conhecida no chamado “booktube”, Tati pode não ser uma novidade para quem acompanha este universo, mas não dava pra montar essa lista e não falar dela. Esse ano, seu canal completou 12 anos e hoje serve de referência para muita gente. Entre resenhas, tags e desafios, Tati faz um mix diversificado entre clássicos, histórias de terror, autores consagrados e iniciantes.

O que você não pode deixar de ver: a playlist Mês do Horror.

Livrada

Se existe um estereotipo no booktuber, o Yuri Al’ Hanati foge totalmente dele. O humor é ácido, as escolhas literárias dificilmente estão presentes na sessão de best-sellers e as opiniões são expostas sem medo de desagradar. Como deveria ser, não é mesmo? Entre os preferidos do Yuri estão autores russos, clássicos e livros de filosofia. Mas o mais bacana do canal acontece anualmente: o Desafio Livrada. Nele, Yuri seleciona 14 categorias diferentes e propõe que os espectadores leiam títulos que se enquadrem na brincadeira. Um livro é sempre “obrigatório”, mas nunca óbvio. Excelente pedida para quem quer sair da zona de conforto!

O que você não pode deixar de ver: os livros sobre o Desafio Livrada.

Ler Antes de Morrer

A Isabella Lubrano tem a vida que eu gostaria de ter. Depois de se formar em Direito e Jornalismo, ela conseguiu se dedicar totalmente aos livros e ao seu canal Ler Antes de Morrer. Por lá, ela se propõe a chegar ao número audacioso de 1001 resenhas literárias, mesclando clássicos, contemporâneos, livros de não-ficção, entre outros. Mas o canal vai além do gosto eclético da apresentadora. Como boa jornalista, ela está sempre atenta ao contexto. E não importa se ela está falando de Machado de Assis ou de Elena Ferrante (falei sobre ela aqui!): todo vídeo tem um ótimo gancho que vai fisgar a sua atenção.

O que você não pode deixar de ver: a playlist atualizada da Bookshelf Tour! Nada melhor do que dar uma espiadinha na estante alheia, né?

Bookster

Pedro Pacífico acabou de chegar no Youtube e já coleciona mais de 5 mil inscritos no seu canal. Muito do sucesso se deve ao seu perfil no Instagram, que é um verdadeiro fenômeno. Pedro é advogado de formação, e dá dicas para quem quer fazer da leitura um hábito, mesclando resenhas de clássicos e autores contemporâneos. O diferencial são os vídeos curtinhos, quase uma pílula de informação.

O que você não pode deixar de ver: dicas de como ler mais!

E você? Tem algum canal preferido que não está aqui? Conta pra gente!

Cinco dicas para ler mais (e melhor)

Eu sempre falo de livros no blog, mas só recentemente me dei conta que não falo sobre o hábito em si. E se, para você, ler não é um vício como é para mim, pode ser que você se sinta perdido em meio a tantas sugestões. Foi por isso que hoje eu parei tudo e vim aqui dar dicas de como ler mais (e melhor) esse ano. Pode ser que você se encante, pode ser que você comece um e nem termine. Mas se você ler um livrinho que seja seguindo estas dicas, o tempo que eu gastei escrevendo esse post já vai ter valido a pena! J

#1 – Ande com um livro para cima e para baixo

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As pessoas sempre me perguntam como eu arrumo tempo para ler tanto. A resposta é simplesmente essa: sempre carregue um livro ou kindle com você. Metrô? Leia. Fila de supermercado? Leia. Praia? Melhor lugar! Leia. Aos poucos você vai criando o hábito e a leitura vai preenchendo essas horas meio mortas, em que você pegaria o celular.

#2 – Por falar em celular… Off!

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O seu deve ter uma coisa maravilhosa chamada “modo avião”. Quando você ativa esse botãozinho, o mundo se torna uma coisa mágica, onde ninguém pode te perturbar virtualmente. Use esse recurso para ler, nem que seja apenas por 30 minutos. É libertador!

#3 – Use o YouTube

Depois que passei a seguir canais de literatura no YouTube, viciei REAL e nunca mais fiquei sem saber o que ler. A graça é seguir pessoas diferentes, para expandir os horizontes. Nos posts de favoritos e de dicas de canais, vocês encontram várias sugestões, mas vale a pena repetir. Tati Feltrin, Pandâmonio TV, Livrada, Carol Miranda, Ler Antes de Morrer e Clarissa Wolff são meus favoritos!

#4 – Experimente coisas novas

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Às vezes a gente se apaixona por um autor ou um gênero e queremos zerar todos os livros, de preferência de uma vez só. Mas sempre dá pra você sair um pouquinho da zona de conforto enquanto leitor. Seja lendo um autor de quem nunca ouviu falar, tomando coragem para ler aquele clássico de 900 páginas ou simplesmente experimentando um livro mais teórico. Uma coisa bacana que sempre rola em diversos canais são os desafios. O Livrada acabou de lançar o seu e você pode acompanhar!

#5 – Faça da livraria sua rotina

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Mesmo com a crise das livrarias, o Rio continua cheio de boas opções, tanto de livrarias quanto de sebos. A minha preferida é a da Livraria da Travessa (falei sobre ela aqui) e o sebo Baratos da Ribeiro, ambos em Botafogo. A ideia é ir, dar uma olhada nas mesas que ficam logo na entrada com as novidades, e explorar as estantes mais escondidas. Certeza de que você vai encontrar algo bacana pra levar pra casa!

E aí? O que está na sua lista de leitura?

Contos: cinco livros que não podem faltar na sua coleção

Já começo esse post confessando que, até bem pouco tempo atrás, eu não era muito fã de contos. Na verdade, eles pareciam uma piada que todo mundo entendia menos eu. Depois de ler alguns dos livros dessa lista, eu percebi que só estava lendo os autores errados e que histórias mais curtas podem ser tão envolventes quanto romances longos. Hoje eu divido com vocês alguns dos meus preferidos!

Ah, e para comprar o livro, é só clicar no título. Você não paga mais nada por isso e ainda ajuda esse blog! 😉

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Os melhores contos brasileiros do século XX

O básico do básico. Ganhei esse livro do meu pai quando ainda estava na escola e ele segue sendo um dos meus preferidos. Apesar de seguir uma ordem cronológica – ideal para quem quer entender como o formato evoluiu ao longo dos anos – ele pode ser lido aos poucos, degustando cada texto bem devagar. A seleção foi feita por Ítalo Moriconi e engloba autores como Machado de Assis, Rubem Fonseca, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Caio Fernando Abreu, Érico Veríssimo, entre outros.

Contos de Horror do Século XIX

É uma das antologias preferidas de quem ama histórias que flertam com o terror. Neste volume da Companhia das Letras você vai encontrar autores como Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft e Henry James. É um mergulho na literatura de horror, com histórias que, se não dão medo, causam uma forte sensação de estranhamento. A seleção é do escritor Alberto Manguel.

Antes do Baile Verde, da Lygia Fagundes Telles

Se você ainda não leu nada da Lygia, sugiro começar pelos seus contos. A Companhia das Letras lançou uma coletânea recentemente, mas alguns dos meus preferidos estão aqui, no Antes do Baile Verde. Lygia oferece para o leitor um mergulho na subjetividade dos personagens, expondo seus dramas e dilemas de uma maneira muito sensível. Os contos “Jardim Selvagem” e “O Menino” já valem o livro, mas “Venha ver o pôr-do-sol” também é um clássico que merece ser lido.

Nove Estórias, J.D. Salinger

J.D. Salinger é mais conhecido pelo mundialmente famoso “Apanhador no Campo de Centeio”. Mas se você, como eu, não caiu de amores por Holden Caulfield, sugiro não desistir do autor ainda. “Nove Estórias” reúne textos curtos, publicados em revistas como “The New Yorker” e “Harper’s”. Todos as narrativas são envolventes, mas as minhas preferidas são “Para Esmé, com amor e sordidez” e o conto que abre a coletânea, “Um dia ideal para os peixe-banana”.

Cat Person e outros contos, da Kristen Roupenian

Não é sempre que a literatura tem um alcance viral, mas “Cat Person”, o conto que dá nome a esta coletânea ganhou status de meme em 2017. Publicado na revista The New Yorker, o texto de Kristen Roupenian conta a história do relacionamento de Margot e Robert, desde o momento que se conhecem até o final. A narrativa tomou proporções gigantescas e acendeu debates e polêmicas sobre misoginia, gordofobia e a qualidade da literatura. Porque ele fez tanto sucesso assim? Só lendo pra saber! 😉

Tem alguma dica imperdível? Conta aqui nos comentários!

 

Leitura de verão: quatro livros incríveis para ler na praia

Ah, o verão! Apesar de estar cozinhando e tomando quatro banhos por dia, essa ainda é minha estação favorita. Principalmente porque é a época ideal para fazer uma das coisas que eu mais gosto: ler na praia. Um mate geladinho, um bom livro e… preciso de mais nada! Hoje selecionei quatro que me fizeram ótima companhia em 2018! Pra comprar qualquer livro na Amazon (e ajudar esse bloguinho) é só clicar no título.

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As Garotas

A história não é leve. Uma jovem adolescente se envolve com uma seita hippie na década de 1970 e, aos poucos, se vê envolvida em uma trama macabra de roubos e assassinatos. Soa familiar? Sim, o livro de Emma Cline é um “roman à clef” que reconstrói de maneira ficcional a história de Charles Manson e seus seguidores. Pode soar sinistro para uma leitura na praia, mas a verdade é que a leitura desenrola fácil e você logo se vê envolvida com os personagens. Vale muito a leitura, principalmente na era de denúncias contra gurus famosos como João de Deus, Sri Prem Baba e Osho.

O Que Alice Esqueceu

Quem acompanha este blog sabe que eu sou bem apaixonada pela escrita da Liane Moriarty (já falei dela aqui). Então, quando a Intrínseca lançou um dos primeiros romances da autora, eu corri para ler. A protagonista não chega a ser exatamente cativante, mas o enredo te coloca para pensar. Depois de um tombo na academia, Alice acorda pensando no marido, na sua gravidez e na reforma de sua casa. Acontece que ela já tem três filhos, está se divorciando, e perdeu 10 anos de memórias. O leitor acompanha de forma bem humorada as trapalhadas de Alice enquanto ela tenta resgatar suas lembranças. E você, do que se lembraria se perdesse uma década de vida?

Cem Anos de Solidão

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía se lembraria da tarde remota em que seu pai o levara para conhecer o gelo”. É esta frase que abre Cem Anos de Solidão, a obra mais famosa de Gabriel García Márquez. E não é à toa. Ao contar a história da família Buendía, o autor faz um passeio pelo realismo fantástico e encanta o leitor. Uma narrativa com personagens femininas incríveis que você não pode deixar de conhecer!

A Elegância do Ouriço

Se você gosta de personagens irônicos, cativantes e bem-humorados, este livro é para você. A história se passa em um prédio da elite de Paris, e é narrada pela concierge e por uma jovem moradora com com fortes tendências suicidas. Apesar da diferença de idade e de classe social, as duas têm em comum a inteligência acima da média, e principalmente, a surpreendente erudição. Ambas não desejam revelar sua personalidade para os outros moradores, e com isso, acabam se conectando de maneiras inusitadas. Divertido e melancólico na medida certa, A Elegância do Ouriço merece ser degustado aos poucos!

Curtiu as indicações? Que livro não poderia faltar na sua lista?

Três livros para entender o Brasil

Os últimos dias foram difíceis. O clima nas ruas está pesado, as redes sociais foram invadidas por textões raivosos e até o Natal das famílias anda ameaçado por conta da política. Esse blog aqui não faz apologia às tretas, mas entende que, para ter uma ideia do que está acontecendo no Brasil e no mundo, só tem um jeito: se informar. Estudar, buscar novas fontes, conhecimento de verdade. E por aqui, nada de Fake News. A gente gosta mesmo é de livro. Hoje, aproveitando o Dia Nacional do Livro, indico três que estão na lista dos meus favoritos da vida, e que acho que você deveria ler também! Vamos a eles?

O Tempo e o Vento

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Ficção da melhor qualidade, escrita por Érico Veríssimo. A obra é extensa, mas fluida, o que torna a saga da família Terra Cambará extremamente gostosa de ser lida. O leitor acompanha a fundação de Santa Fé, uma pequena cidade no Rio Grande do Sul, através do ponto de vista de uma de suas famílias mais importantes. A narrativa vai desde a época dos jesuítas até a ditadura militar. É o retrato do Brasil, mais atual do que nunca.

Jango

Jango

Como a Ditadura foi possível? Nós encontramos as bases do golpe em “Jango”, livro que levanta algumas questões acerca da morte do presidente João Goulart. A versão mais conhecida é a morte por infarto, mas há quem diga que o ex-presidente foi assassinado no exílio a mando dos militares. Livro superimportante para entender o contexto da época.

1968 – O Ano que não terminou

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Zuenir Ventura começa sua narrativa pelo Réveillon de 1968, quando o Brasil se preparava para receber um dos anos mais difíceis da ditadura, com a instituição do AI-5. O autor traça um panorama da época, contando os casos mais importantes em ordem cronológica. Um deles é o assassinato do estudante Edson Luís, que abriu os olhos da população para a violência das Forças Armadas. Essencial!

Clicando nos links, você compra direto na Amazon e ainda ajuda esse blog! Vamos colocar a leitura em dia?

Moda: cinco livros para entender mais sobre o assunto!

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Quem gosta de moda com certeza já foi julgado alguma vez na vida. “É fútil”, “é superficial”, “não tem nada na cabeça”. Eu, como jornalista, já ouvi muito a frase “porque você não vira uma repórter séria?”. Enfim, os preconceitos são inúmeros, mas a verdade é que a moda – não as roupas, a MODA mesmo – explica muito o mundo em que nós vivemos. E se debruçar sobre esse assunto é menos gostar de se produzir, e mais uma tentativa de entender o comportamento humano, e como nós nos mostramos para o mundo. Parece que eu viajei? Nada! Hoje eu mostro cinco livros imperdíveis de moda que você tem que, pelo menos, saber que existem!

100 anos de moda, Cally Blackman

Livros de fotografia, desses que a gente gosta de deixar na mesa de centro, frequentemente são confundidos com livros com pouca informação. Não é o caso deste. A autora reúne mais de 400 imagens que mudaram a história da moda para explicar movimentos importantes do século 20. Você ter um panorama geral de movimentos, estilos, e claro, estilistas como Coco Chanel, Jeanne Lanvin, Dior, Marc Jacobs e Karl Lagerfeld. Vale cada centavo!

Encontre aqui: 100 Anos de Moda!

A Era Chanel, de Edmonde Charles Roux

Pensei muito antes de colocar este livro na lista, já que ele está esgotado. Publicado pela antiga Cosac & Naify, hoje ele está fora de catálogo, mas vale muitíssimo a pena correr atrás dele em sebos físicos ou virtuais. Trata-se de uma das melhores biografias de Coco Chanel, começando pela sua infância até sua morte. Nada fica de fora e as imagens são absolutamente incríveis. Super necessário para quem quer conhecer uma das grandes mulheres do século 20.

Glamour, da Diana Vreeland

Por falar em grandes mulheres, precisamos citar Diana Vreeland. Nos anos 1980, a famosa editora-chefe da Vogue e da Harper’s Bazaar fez uma seleção das suas imagens preferidas, com comentários sobre cada uma delas. É basicamente uma aula para quem quer entender o poder das imagens e a força que elas têm em uma indústria como a moda. Ah, e o prefácio foi escrito por Marc Jacobs. Também editado pela Cosac Naify, hoje o livro pode ser encomendado na Amazon, mas se prepara porque o preço está bem salgado.

A Moda Imita a Vida, André Carvalhal

Carvalhal é meu pastor e nada me faltará. Quem mora no Rio e conhece a Farm, com certeza conhece o André Carvalhal. Até alguns anos atrás, ele era a cabeça por trás do marketing da grife – uma das mais queridas do Brasil. Neste livro, ele divide com o leitor um pouco dos seus conhecimentos sobre a criação e gestão de marcas. Imperdível para quem quer entender mais sobre o mercado.

Encontre aqui: A Moda Imita a Vida. Como Construir Uma Marca de Moda

A roupa e a moda, James Laver

Não importa o que digam, que livros novos cheguem às livrarias. Para você entender a história da moda, compreender como saímos das peles e chegamos ao top cropped, você precisa ler James Laver! O livro da um panorama geral da história das vestimentas, contando sobre a invenção da agulha até a década de 1970. Em uma palavra? Necessário.

Encontre aqui: A Roupa e A Moda

E você, leu algum que não está nessa lista? Deixa aqui nos comentários! 😉