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Etiqueta: relacionamento

Ghosting: o que é e porque você precisa parar de fazer

Luiza_Pannunzio

Ilustração: Luiza Pannunzio

Vamos falar sobre ghosting? Você pode não ter ouvido essa palavra, mas com certeza já passou por isso. Se é que não praticou. Sim, o ghosting nada mais é que o bom e velho “chá de sumiço”, só que gourmetizado. Ainda não pegou? Explico. Sabe quando você tá saindo com a pessoa, tudo parece caminhar, vocês se falam com frequência, já se encontraram algumas vezes, tudo flui… Só que uma hora ela some. Para de mandar mensagens e quando você manda um oi, a resposta vem mais seca do que a areia do Saara. Se identificou? Aha, olha o ghosting aí.

Incrivelmente, até para quem já passou dos 30, ele continua sendo a maneira mais comum de terminar relacionamentos. E vamos deixar uma coisa clara aqui: não importa o quão casual tenham sido os encontros, tem um mini relacionamentinho aí. Um embrião. Uma coisinha. Que pode progredir ou não. Depende só dos envolvidos. E se a palavra relacionamento te assusta, pode escolher outros. Chama de Abílio, Hermenegildo, biscoito, bolacha, dane-se. Dê o nome que quiser. Mas vamos combinar: começou a sair, tem algo. E se você não quer mais aquele algo, é simples, nem precisa de muito esforço. É só mandar uma mensagem. Sim, eu sei que não receber uma mensagem já é uma mensagem. Eu entendo. Só que dá pra ser mais legal do que isso.

E-le-gân-cia. Trabalhe a elegância.

Eu sei o que você deve estar pensando. “Ah, Tati, vai dizer que você nunca sumiu? Parou de responder no Whatsapp?”. Olha, é com vergonha que eu confesso que sim. Mas percebi que aquela notificação ali, não respondida, me causava mais desconforto do que mandar com sinceridade um “então, não rolou”.  E hoje eu me recuso a fazer a pessoa passar por aquele meme do John Travolta. Também não deixo que façam isso comigo. Pergunto, vou atrás, e ouço o NÃO. Pode ser desconfortável no início, mas é mais honesto e elegante. E olha, depois dos 30, elegância é um troço tão obrigatório quanto conta em banco.

Mas já que estamos falando de honestidade e elegância, vamos falar também da contrapartida? Não adianta nada eu ficar aqui fazendo apologia à sinceridade se a gente reagir mal à “rejeição”. A dica é não perder a compostura. Vamos lembrar sempre que o outro tem direito a não te querer. Ou não querer viver aquilo naquele momento. Ou querer você, mas não o que você está oferecendo. Enfim, as possibilidades são muitas. O que interessa é o fair play, o jogo limpo. E a elegância. Nunca se esqueça dela. Nem na hora de dispensar, e muito menos na hora de ser dispensado.

Estamos combinados? Nada de ghosting? Dá trabalho, mas eu juro que vocês vão agradecer a tia Tati depois. 😉

Sobre novos cafajestes e velhos mimimis

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Outro dia um amigo veio perguntar o que eu achava de um texto que estava rolando por aí. O tema: o novo cafajeste, o “super sincero”. Ele me contou rapidamente do que se tratava e no meio da conversa eu já senti a bile subindo pela garganta. Preguiça mode on!

Curiosa que sou, fui dar uma olhada no Google. Caí no site de uma revista feminina (ó, Céus! Por que tão iguais? #saudadestpm), e fui tentar entender porque um cara sincero “is the new cafa”. Veio então a ideia desse post. Senta, pega a pipoca, que lá vem textão.

Aparentemente, o pecado agora é ser honesto. Se um cara diz que não tá afim de compromisso, mas continua saindo com você… Tsc, tsc. Presta atenção, alerta canalha! Afinal de contas, ele está abrindo o jogo e dividindo com você a responsabilidade de fazer o relacionamento dar certo (ou não). Tragédia anunciada para quem não sabe o que quer da vida e quer terceirizar a felicidade, botando todas as expectativas na mão do cara. Tenso, né? Mas segue o baile.

Lá pelas tantas, uma das personagens da matéria diz que se relacionou com um cara durante sete anos (SETE ANOS) e que ele faltava a todos os aniversários para não dar esperanças de nada sério. O resultado é que ela terminava todas as festas magoada. Ela chega a comentar que demorou um bom tempo pra ver que ele não ia mudar. Já mencionei que foram SETE anos?  Tem algumas coisas aí. Para começar, ninguém fica com uma mulher durante todo esse tempo se não gostar dela. Não é possível que esse relacionamento tenha sido um desperdício total. Depois, se algo te incomoda a ponto de você chorar no seu aniversário (sorry, é que pra mim é uma data quase sagrada), não vale uma conversa, uma tentativa de alinhar os ponteiros? Em terceiro lugar, onde está o amor-próprio de uma pessoa que demora tanto tempo pra sair de uma situação em que não está confortável?

Relacionamentos são feitos, basicamente, de combinações. E como diz o ditado, o combinado não sai caro. O problema começa quando a gente não se coloca, não deixa claro para o outro quais são os limites e espera que a outra parte adivinhe o que estamos querendo ou pensando. Como diz um amigo meu: “homens nascem com duas bolas, nenhuma delas é de cristal”. Então, né? Comunique-se!

Um pouco mais adiante, vem outra pérola da matéria: culpar o Tinder e outros aplicativos de namoro pela “facilidade” de entrar em relacionamentos não-monogâmicos. Sim, porque seres humanos sempre foram monogâmicos, e só agora com o Tinder resolveram testar “novas possibilidades”. Aham. Tá. Você desistiu de fazer dieta depois que baixou o  iFood ou sempre preferiu hambúrguer à salada?

O texto segue culpando os homens pela sinceridade, mas ainda não consegui entender a contra-proposta. Ficar com aqueles que mentem compulsivamente? Só sair com caras que querem namorar? A gente já não tem idade suficiente – ali todo mundo já passou dos 30 – para parar de tentar mudar o outro? 

Esse é um assunto recorrente não só entre as minhas amigas, mas também com os caras que eu saio. Chega uma hora da vida que nós – homens e mulheres – temos que nos responsabilizar pelas nossas escolhas, e começar a arcar com as consequências. Pagar conta é coisa de adulto, mas você já tentou parar de jogar a culpa no outro?