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Etiqueta: sustentabilidade

Como criar hábitos mais sustentáveis? Marina Marcucci explica!

Vamos começar a semana falando de hábitos? Ultimamente, uma frase tem guiado minha rotina: “pensamentos se tornam ações, ações se tornam hábitos, hábitos se tornam caráter, e o caráter se torna destino”. O que eu faço todo dia vai ter consequências (boas, espero!) lá na frente. Exatamente por isso, comecei a me conectar a um assunto importante: a sustentabilidade.

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Nesse meu iniciozinho de jornada, comecei a acompanhar o site Menos1Lixo, da ativista Fe Cortez. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que estava colaborando por lá uma das minhas criadoras de conteúdo preferidas? A Marina Marcucci. Veja bem, eu descobri a Marina por conta do canal literário Pandamonio TV, que ela toca com a amiga Tatiana (falei sobre ele aqui neste post), e de cara curti a maneira leve e descontraída de tocar em assuntos sérios.

A entrevista de hoje trata justamente disso: assuntos sérios, mudanças de hábitos, criação de conteúdo e sustentabilidade. Tá confuso? Lê que você vai entender!

Você se formou em História, tem um canal de literatura no YouTube, e agora cria conteúdo sobre sustentabilidade na internet. Como esses três universos se conectam na sua vida? Quando foi que você decidiu tomar uma atitude e adquirir hábitos mais sustentáveis?

Eu acho que nada tá desconectado. A minha formação em História me deu toda a base pra criar conteúdo sobre sustentabilidade e sobre os assuntos que tratamos no canal. Assim como a minha vivência com os livros e temas do Panda me dão toda a base pra repensar meus hábitos e ter uma vida mais sustentável. E entender o mundo através da História me dá a visão de empatia que eu desenvolvi com o meio ambiente. Certamente eu sou uma pessoa enriquecida por tudo isso que me compõe! http://compassconsulting.us/?mapca1

Eu decidi isso em outubro do ano passado, quando comecei a ler notícias e matérias sobre como o mundo tá precisando de ajuda. Até então, eu tinha muita preocupação com a água e com a energia, mas nunca tinha parado pra pensar no meu lixo. Foi um caminho sem volta! Desde então eu mudei radicalmente a minha vida e me sinto muito mais coerente enquanto moradora do planeta, sabe?

Nesta mudança de hábitos, qual foi o mais difícil? E o mais fácil?

Ah, o mais difícil é sair do automático! A gente faz tudo sem pensar, consome toneladas de plástico sem questionar. Fazer um checklist de tudo que eu queria mudar foi um caminho pra eu não desistir. Também a parte mais difícil é explicar pras pessoas, que raramente têm uma atitude de amor com tudo isso. Ou você é uma chata, ou sempre tem alguém pra te perguntar por que você ainda come carne, por exemplo. As pessoas tem uma mania muito chata de desvalorizar o que a gente faz pra tentar ser melhor. Acho que isso tem a ver com a frustração delas de não saber como mudar… https://500px.com/dumakake

E tudo fica mais fácil depois que você entende os motivos pelos quais você tá fazendo aquilo. Confesso que parar de usar tudo que é descartável foi o mais fácil: talheres, copos, guardanapo de papel, etc. Isso foi bem simples, porque só envolve ter comigo os reutilizáveis. Mas é uma mudança de hábito e toda mudança de hábito requer uma atenção redobrada, né?

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Outubro está chegando e muito tem se falado sobre leis ambientais – como a proibição dos canudos e sacolas plásticas no Rio. Qual é o papel do governo e da sociedade nesta mudança de hábitos?

Todo! Eu detesto esperar atitudes dos outros pra mudar alguma coisa. O papel do governo é extremamente fundamental, porque passa pela legislação e educação, que é a base pra isso dar certo. Mas se não tiver demanda da população e debate na sociedade, alguém acha que o governo vai fazer alguma coisa pela gente? Eu não.

Por isso acredito no nosso empoderamento individual, na evangelização mesmo (do bem! com amor, sempre) dos problemas ambientais. A lei dos canudos não funciona se as pessoas não entendem porque ela foi sancionada. Não adianta a galera substituir os de plástico por outros descartáveis, mesmo que sejam biodegradáveis. A gente não precisa de canudo! Por que usar? Acho que passa por aí.

Que conselho você daria para quem deseja ser uma pessoa “Lixo Zero”?

read article Vai com calma! Quando a gente se dá conta da quantidade de lixo que consume, bate um desespero e a gente quer ser uma pessoa lixo zero pra ontem. Não funciona assim! A ideia é ir devagar, usar tudo o que você tem casa e ir substituindo aos poucos. Experimentar as receitas, intercalar com os produtos industrializados e começar recusando o que a gente não precisa. Faz um kit de talheres, guardanapo de pano, um copo reutilizável na bolsa e segue a partir daí. Eu juro que é muuuuito mais fácil do que parece!

Bora junto, então? 😉

Carnaval sustentável: 4 dicas simples!

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Sempre que um bloco acaba o cenário é o mesmo: poças com líquidos não identificáveis e lixo. MUITO lixo. Quem é do Rio vai até se lembrar de um Carnaval em que a Comlurb (empresa responsável pela limpeza urbana) estava em greve. Ou seja, caos total. Junte isso à enorme quantidade de gente na cidade e pronto, já dá pra imaginar que a folia é gostosa, mas muito pouco sustentável, né?

Pensando nisso, resolvi dar uma pesquisada e descobri algumas dicas simples pra gente diminuir o impacto da bagunça no meio ambiente. Bora lá, então?

#1 – Latinha ou garrafa?

Latinha, sempre! Hoje, no Brasil, reciclamos 98% de todas as latas produzidas, contra 40% das garrafas de vidro. Sozinhas, as long necks parecem uma boa opção, né? Acontece que o vidro é pesado, oferece risco para os catadores, são poucas as fábricas que reciclam e o transporte é caro. No Carnaval, a situação é ainda mais complicada. Já imaginou um corte no pé no meio do bloco?

#2 – Brilho pra gente, veneno para os peixes! http://renaissanceparquet.com/?mapsro1

A gente AMA purpurina (não só no Carnaval, mas o ano inteiro, é verdade). Mas você já pensou no impacto que quilos do pozinho têm no meio ambiente? O glitter tradicional, deste comprado na papelaria é na verdade, um micro plástico. Depois do banho, todo esse brilho vai pro esgoto que por não ser tratado como deveria, chega ao mar. Peixes e tartarugas confundem a purpurina com comida e acabam morrendo intoxicados. Mas calma que temos algumas soluções. Uma delas é usar a mica, um mineral colorido que não prejudica o organismo nem a natureza, ou optar por um glitter biodegradável. Uma das minhas marcas preferidas é a Pura, que você pode conhecer aqui.

check this out #3 – Descasque mais, desembale menos!

Entre um bloco e outro, a gente precisa comer, certo? Então, que tal diminuirmos o lixo que produzimos e, na mesma levada, a quantidade de calorias que colocamos pra dentro? Como diz a Bela Gil, você pode substituir o salgadinho de pacote por nuts ou frutas, por exemplo. Seu corpo agradece, o meio ambiente também!

more info #4 – Lugar de lixo é no lixo mesmo.

Sério que a gente ainda precisa falar sobre isso? De qualquer forma, não custa lembrar. A prefeitura costuma deixar latões espalhados pelos blocos, mas se você não encontrar uma ao seu alcance, vale segurar um pouquinho até conseguir fazer o descarte correto. Não custa nada e você garante uma cidade mais limpa, que tal?

Ah, quer dicas de fantasia? Tem inspirações aqui!