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Livros: autores negros que você não pode deixar de conhecer

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#Vidasnegrasimportam SIM. Mas além de postar a hashtag nas redes sociais, o que você faz no dia a dia para desconstruir o seu racismo? E aqui não vale dizer “ah, mas eu não sou racista”. Nós brancos vivemos em uma sociedade altamente preconceituosa, protegidos pelo tal do privilégio, então é natural (não ok, não normal) que acabemos reproduzindo atitudes racistas. Se desconstruir, entender mais sobre o que sofrem as pessoas pretas, adequar seu vocabulário, repensar “piadas” e inserir a cultura negra no seu repertório é extremamente importante.

Refletindo sobre tudo isso, resolvi dar minha (pequena) contribuição fazendo o que eu sei fazer de verdade: produzir conteúdo e dar dicas de livros. Selecionei autores negros que li recentemente e que acho que podem ser uma boa porta de entrada pra gente se aprofundar no assunto. Vamos entrar nessa corrente?

Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie

source Chimamanda é, provavelmente, a autora negra mais popular dos últimos tempos. Parte disso se deve ao sucesso de seus TEDs, que já viraram mini livros editados pela Companhia das Letras. Se você ainda não leu nada dela, vale começar por “O Perigo de uma história única”, “Sejamos todos feministas” e “Para educar crianças feministas”. Em “Americanah” ela conta a história de Ifemelu, uma jovem nigeriana que vai para os Estados Unidos estudar e se separa de Obinze, seu grande amor. De volta à Nigéria, ela vai ter que reencontrar seu lugar no país que deixou para trás.

Má Feminista – Roxane Gay

http://suitupcovers.com/?map10 Roxane Gay é uma das minhas escritoras favoritas quando o assunto é feminismo. Além de “Fome”, ela escreveu também esta coleção de ensaios que nos fazem refletir sobre a condição feminina na sociedade. Não faltam links com a cultura pop e acontecimentos recentes. Se você ainda não leu nada sobre o assunto, sugiro começar por este.

A Cor Púrpura – Alice Walker

source Neste clássico moderno, Alice Walker usa cartas para construir a narrativa de Celie, uma mulher que sofre com um pai e um marido abusivos. Celie vê sua vida mudar quando é obrigada a receber em casa Doci Avery, primeira mulher do marido, e entra em contato com novas formas de sexualidade. Não é fácil de ler, mas é extremamente necessário.

Fique Comigo – Ayòbámi Adébáyò

http://vastgoedfotograaf.com/?mapca1 Ayòbámi Adébáyò é apontada como a nova promessa da literatura nigeriana. No romance “Fique Comigo” ela fala dos costumes da Nigéria, onde a poligamia ainda é uma situação recorrente. Ao não conseguir engravidar, Yejide é forçada a conviver com a segunda esposa do marido, mostrando a pressão social que as mulheres sofrem por lá.

O Vendido – Paul Beatty

http://crawfishking.com/?map10 O livro de Paul Beatty pode causar um certo estranhamento e desconforto no leitor. É que em “O Vendido” você vai ver o racismo sendo descrito por uma ótica politicamente incorreta. Aqui o narrador é usado como cobaia nos estudos raciais do pai sociólogo. Ao ver sua cidade desaparecer do mapa da Califórnia, tem a ideia de restaurar a segregação social. A prosa de Beatty é tão divertida quanto inteligente, mas vai causar um incômodo.

Tem mais dicas de livros e autores negros para compartilhar? Deixa aqui nos comentários e vamos variar nossas leituras! 😉

#GirlPower: mulheres que me inspiraram em 2019

Ser mulher é algo realmente sensacional. E 2019 me mostrou isso de diversas maneiras. Pessoalmente, eu me vi cercadas de amigas incríveis, com experiências de vida totalmente diferentes, mas sempre dispostas a ajudar e empoderar outras mulheres. A força que temos quando nos unimos é realmente única e essa energia esteve presente durante todo o ano see more.

E como energia é algo que permeia diversas áreas da nossa vida, o girl power se manifestou também nas minhas leituras. Li tantas histórias com tantas mulheres maravilhosas, que seria um desperdício não dividir algumas com vocês. Os livros a seguir foram feitos para serem lidos, mas também compartilhados com as amigas. São histórias e experiências de vida que nos inspiram e nos ajudam a superar momentos difíceis. Além de, claro, ser entretenimento da melhor qualidade! https://dumakake.livejournal.com/profile

tara

Tara Westover, em ‘A Menina da Montanha

continue reading A história de Tara me marcou tanto que ela mereceu um post só sobre ela aqui. Mas resumindo, ela cresceu em uma família de sobrevivencialistas mórmons nos Estados Unidos e só teve acesso à educação formal aos 17 anos. Apesar disso, Tara se formou na faculdade, fez mestrado e doutorado nas mais importantes instituições do mundo. Sua história emociona, agonia, inspira. Uma das melhores leituras do ano, sem dúvida.

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Michelle Obama, em ‘Minha História

A gente acha que já conhece Michelle Obama. Afinal, ela é mulher de um dos maiores políticos do mundo, a primeira primeira-dama negra dos Estados Unidos, envolvida nas mais diferentes causas. Mas a história desta mulher é ainda mais incrível quando vista de perto, contada em primeira pessoa. Na sua autobiografia, ela conta como tudo começou, como se formou em direito, sua trajetória profissional e, claro, sua vida ao lado de Obama na Casa Branca. Uma aula de empoderamento feminino.

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Malala, em ‘Eu Sou Malala

Ela ainda era uma criança quando foi baleada no rosto pelo Talibã. Junto com o seu pai, dono da escola em que estudava, Malala Yousafzai lutava pela educação das meninas paquistanesas quando começou a incomodar o regime totalitário do seu país. Neste livro, acompanhamos um pouco da política no Paquistão e entendemos os acontecimentos que permitiram a chegada do Talibã ao poder. Malala ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2014, mas sua importância vai além disso. Ela é a lembrança viva de onde as mulheres podem chegar quando nos lançamos a uma causa.

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Fernanda Montenegro, em ‘Ato, Prólogo, Epílogo

Comecei a ler as memórias da Fernanda Montenegro a convite de uma amiga e seu projeto “Lendo Mulheres Reais”. O primeiro livro lido em conjunto foi esse e a estreia não poderia ter sido melhor. Crescemos acostumadas a ver Fernandona no teatro, no cinema e na TV, mas a experiência de ler sua história de vida é única. Nos transporta para outro tempo, onde viver de arte era digno e possível. Leitura fundamental nestes tempos sombrios.

Lembrando que adquirindo qualquer livro listado aqui através dos links nos títulos, você ajuda este bloguinho!

Aprenda a realizar todas as suas metas para 2020

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“Deixa a vida me levar” é uma frase que, pra mim, só funciona na música do Zeca Pagodinho. Pra eu sentir que minha vida está andando, eu preciso de organização. Agenda, calendários, bullet journal e listas, muitas listas. Sei que pra muita gente tanto planejamento pode ser um pouco enlouquecedor, mas foi a maneira que eu encontrei de não deixar meus projetos morrerem e, realmente, por em práticas as tais resoluções de ano novo.

Se você é do tipo que repete desde 2010 os mesmos itens e até hoje não conseguiu emagrecer/viajar/economizar, calma! Criar metas tem seus truques e hoje eu vou contar como eu monto as minhas!

#1 – Setorize

Eu costumo dividir minha “vida” em grandes áreas: saúde, estudo, trabalho, família, relacionamentos. Este é o momento de refletir com calma sobre o que você deseja em cada um destes setores. Claro, você pode dividir em quantos setores quiser, mas uma ferramenta bacana é a roda da vida.

#2 – Selecione suas metas

Dentro de cada uma destas grandes áreas, eu costumo selecionar de três a cinco metas. Tem que ser um número possível, ok? Mais do que isso, precisa ser uma meta SMART. Ou seja: Específica, Mensurável, Atingível, Relevante e Temporal. Em bom português? Ela tem que ser bem direta e objetiva naquilo que se propõe, deve ser possível de ser medida, ser realista e, claro, deve ter um prazo. Por exemplo, não basta dizer que você quer que sua marca bombe no instagram. Para uma meta ser real, ela precisa ser assim: quero alcançar a marca de 10k seguidores até o final do ano.

#3 – Desmembre em tarefas

Essa é a parte mais difícil e a mais trabalhosa. Mas também é desta forma que conseguimos perceber uma evolução. Para alcançar aquele seu objetivo principal, é preciso listar tarefas e ter certeza de que cada uma está sendo cumprida no prazo correto. Por exemplo, você quer 10k no instagram até dezembro de 2020? Que tal montar um calendário de publicações, postar conteúdo todos os dias e interagir mais com seu público? Quer emagrecer 5kg em 6 meses? Tente fazer exercício três vezes por semana, aumentar a ingestão de frutas, legumes e verduras e beber mais água. Ficou mais simples, não? Também é importante estabelecer prazos e se assegurar de que eles estão sendo cumpridos.

#4 – Comemore

Geralmente a gente cai na armadilha de só comemorar (e se dar por satisfeito) quando atingimos as metas maiores. E como isso demora a acontecer, vamos nos desmotivando e desistindo pelo caminho. Uma forma de manter a motivação em alta é comemorar as pequenas vitórias. Emagreceu dois quilos? Que tal se dar um presente? Atingiu 3 mil seguidores? Agradeça seu público e saia para jantar. Nada precisa ser grandioso, mas pode e deve ser marcado.

#5 – Seja flexível

É comum estabelecermos metas no início do ano e, ao chegar em junho, perceber que aquele objetivo perdeu o sentido. Neste caso, não tenha medo de mudar de rota. Mudanças de ideia são comuns e saudáveis. O mesmo acontece com aquele objetivo que você ainda quer alcançar, mas por um motivo ou por outro, ainda não conseguiu. Não se culpe nem deixe para lá. Analise a estratégia usada, veja o que não deu certo e reajuste a rota. 😉

E você, tem alguma maneira infalível de riscar itens da lista de resoluções? Divide aqui com a gente!

Preciso estar presente em todas as redes sociais?

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A dúvida aí do título é muito comum. “Agora que eu tenho a minha marca, preciso falar sobre ela em todas as redes sociais?”. Não! De jeito nenhum. Uma maneira simples de entender isso é comparar sua marca a uma pessoa de carne e osso. Imagine alguém que está em absolutamente todos os lugares. Todos os bares, todas as festas, todas as reuniões. Em algum momento as histórias começam a se repetir, as piadas ficam velhas, você já ouviu aqueles casos. Pois é, com as marcas acontecem a mesma coisa.

O truque para não cair na armadilha da onipresença é simples, e já ganhou até um post único (de tanto que o assunto rende): conheça seu público. Saiba quem ele é, que problemas precisa resolver e, principalmente, onde está. Somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, metade com acesso às redes sociais (de acordo com a Global Social Media Research Summary 2019). Não se iluda, você não quer falar com todas elas. E juro, você não precisa nem tentar. O que você precisa é estudar o seu público e descobrir uma maneira efetiva não só de vender o seu produto, mas de criar relacionamento.

Ok, sei que toquei num ponto polêmico. Todo mundo que empreende quer vender, mas poucos são os que, de fato, entendem o poder do relacionamento neste processo. E você identifica facilmente os que já entenderam dos que ainda estão no processo. Sabe aquela empresa que só fala dela? Só faz oferta, mas não cria conversa, não tem assunto? Pois é. Poderia ficar horas falando sobre isso, mas o assunto já renderia outro post. De volta ao que interessa no momento, tenha apenas uma coisa em mente: redes sociais são sobre relacionamento. Elas criam conversas, comunidades, identificação. São seres humanos conversando com outros seres humanos usando um aparelhinho para isso. Mas o foco ainda são as pessoas.

E para que a equação funcione, você precisa conhecer as redes sociais. Não todas, só as principais. Vamos a elas?

YouTube

É a rede mais importante para os brasileiros. Não só porque o número de usuários cresceu 58% no país nos últimos anos, mas porque muitas marcas ainda não tem uma estratégia voltada para esta plataforma. Ou seja, excelente oportunidade para você e sua empresa, certo?

Facebook

Apesar do crescente declínio, o Facebook ainda é a rede social mais poderosa do mundo, com maior índice de engajamento. Entre os mais jovens, já começa a perder espaço para outras mídias como YouTube, Instagram e Snacpchat, mas entre os adultos continua em alta. Um ponto forte a ser avaliado se o seu público é mais velho, por exemplo. Vale lembrar que, só no Brasil, são 130 milhões de usuários. Nós somos o terceiro país mais ativo na rede, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Whatsapp

Nem sempre pensamos no Whatsapp como uma rede social, mas aplicativos de mensagem instantânea também entram nesta categoria. Hoje, somos 120 milhões de brasileiros ativos diariamente no app e novas possibilidades começam a surgir com o Whatsapp Business. Criar uma lista de transmissão e enviar notícias fresquinhas para os seus clientes pode ser uma ótima forma de divulgação.

Instagram

Ele é o queridinho de muita gente, desde os usuários até os produtos de conteúdo. São 69 milhões de usuários no Brasil em 2019, e não é à toa. De tempos em tempos surgem novas funcionalidades, novos filtros para os stories, novos recursos. A imagem aqui é o ponto central do conteúdo, mas se você não tem um produto físico, não tem problema. Há diversos perfis de serviços com feeds atrativos, organizados e funcionais, basta procurar.

Twitter

Mais voltada para notícias, a plataforma acumula 28 milhões de contas no Brasil, que tem o segundo maior número de usuários – só fica atrás dos Estados Unidos. É uma excelente ferramenta para quem trabalha com produção de conteúdo, até porque aumentou consideravelmente o limite de caracteres permitido nos posts. Mas não abuse: o Twitter continua não sendo o lugar ideal para textões. 😉

LinkedIn

Se seu negócio é B2B, o LinkedIn é O lugar para se estar. No Brasil, temos 29 milhões de contas ativas e um potencial enorme para explorar. A plataforma ainda é muito usada para quem quer se recolocar no mercado, mas poucas marcas entendem o potencial de marketing da rede. Explore o LinkedIn, encontre seu público, e monte uma estratégia condizente com o ambiente digital. As chances são enormes, as possibilidades quase infinitas.

Pinterest

Particularmente é uma das minhas redes favoritas e tem um potencial incrível de gerador de tráfego para sites e blogs. É ideal para quem tem produtos e serviços com potencial visual, mas se não for o seu caso, use e abuse de esquemas, infográficos e artes bem elaboradas. No Brasil, apenas 8,5% das empresas presentes na internet tem perfil no Pinterest, o que torna a rede solo fértil para quem está entrando agora.

E agora, já sabe onde vai investir seu tempo? Ainda está com dúvidas? Comenta aqui embaixo e vamos conversar sobre o assunto! 😉

Você conhece o seu público-alvo?

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Desde que eu comecei a trabalhar com produção de conteúdo, uma situação se repete com frequência. Ao perguntar para um cliente qual é o público-alvo da sua empresa a resposta geralmente é: “todo mundo”. Ou o clássico “classe A”. É como se fosse o dia da marmota para quem trabalha com posicionamento de marcas.  Frustração define. Porque a verdade é que dificilmente um produto – com exceção das Havaianas – pode ser assim, pra “todo mundo”. Por mais maravilhoso que ele seja.

É natural e até compreensível. Quem é dono de uma marca quer atingir um grande número de pessoas possível, ou passar a ideia de exclusividade. Mas na hora de comunicar o que você faz é preciso focar. Ou melhor, se POSICIONAR. E para isso, definir o público-alvo é fundamental. ⠀⠀⠀

Tá, mas o que é público-alvo? Trata-se de um grupo de pessoas com características ou comportamentos semelhantes. É com base neste grupo que você vai definir suas estratégias de marketing. Como chegar a ele? Te conto neste post!

# 1 – Faça uma pesquisa entre os seus clientes

Crie formulários personalizados, use as enquetes dos stories, use o TypeForm. Não importa a ferramenta, o essencial é fazer as perguntas certas. E lembre-se: um incentivo pode ajudar a captar mais respostas. Vai dizer que você nunca ganhou uma entrada do Outback depois de responder uma pesquisa?

# 2 – Faça as perguntas certas

Há alguns anos, os dados demográficos e a classe social eram suficientes para definir o consumidor, mas hoje é preciso ir além. Pesquise sobre hábitos de consumo, comportamento de compra, consumo de conteúdo, e o que mais você conseguir reunir de informação. Perguntas como maior medo, maior sonho, problemas que quer resolver não cabem numa pesquisa quantitativa, mas uma simples caixa de perguntas no Instagram já pode te ajudar!

#3 – Use o que você já tem

Se a sua marca tem um site ou está presente nas redes sociais você já tem acesso a uma infinidade de dados. Use as informações do Facebook, Instagram, Google Analytics, Google Adwords Tools. Qualquer tutorial no YouTube é capaz de te ensinar o básico, e o resto você pega com o tempo.

#4 – Observe a concorrência

Por mais que seu público-alvo não seja exatamente o mesmo que o do seu concorrente há grandes chances de que eles tenham semelhanças entre si. Entre nas redes sociais, observe, faça perguntas – só não seja invasivo.

#5 – Converse

Seu negócio é físico? Você tem um ponto de vendas? Tire proveito disso e observe. Preste atenção em quem entra na sua loja, quem de fato consome seu produto e quem passa direto. O mesmo vale para as redes sociais. Qualquer comentário é uma chance de criar relacionamento e, consequentemente, conseguir novas informações sobre o público-alvo.

E saiba: este processo de “autoconhecimento” nem sempre é simples e leva tempo, mas é absurdamente recompensador. Quem conhece seu público-alvo vende muito mais gastando muito menos! 😉

Por que você deve ler A Menina da Montanha?

tara-westoverNós, brasileiros, temos uma noção clara do que é privilégio: não se perguntar de onde vem a próxima refeição, não estar afundado em dívidas, dormir sem o som de tiros, ir para a escola bem alimentado, não se preocupar com as chuvas fortes. Com o nosso cenário, é até difícil pensar que, em alguns lugares do mundo, simplesmente há quem não queira uma educação formal para os filhos. Talvez por isso “A Menina da Montanha” tenha me impactado tanto.

Esta não é uma história sobre mormonismo. Mas é.

Pra começar, já aviso que você vai precisar vencer a barreira do título. Educated, no original, traduz muito melhor a ideia-base da narrativa de Tara Westover. Filha de uma família de sobrevivencialistas, Tara foi criada no estado de Idaho, nos Estados Unidos, dentro de uma das maiores comunidades mórmons do país. Apesar de deixar claro desde a primeira página que o livro não se trata de uma história sobre mormonismo, a religião permeia a vida da menina, que só foi pisar em uma sala de aula pela primeira vez aos 17 anos.

Como sobrevivencialistas, seus pais estavam constantemente preocupados com o fim do mundo e operavam sob uma lógica diferente. Isso incluía se opor ao governo, ao sistema de saúde e a educação fornecida pelo Estado. E isso, além de manter as crianças fora da escola, também significa mantê-las longe de hospitais e médicos. Em um ferro-velho – a principal forma de sustento da família – é de se imaginar que as crianças sofriam ferimentos constantes. E graves. Neste contexto, queimaduras de terceiro grau, traumatismos cranianos, e cortes profundos eram tratados da mesma forma: com ervas manipuladas pela mãe de Tara.

Para que uma educação formal?

Além dos abusos físicos, os emocionais também eram constantes. Tara frequentemente era agredida pelo irmão mais velho e, ao decidir denunciar, foi desacreditada pela própria mãe. Dentro desta realidade, é muito espantoso que alguém que só pisou em uma sala de aula pela primeira aos 17 anos – sem saber o significado da palavra “holocausto” – tenha chegado a completar o doutorado em Cambridge apenas 10 anos depois. Mas a verdade é que nada na história de Tara é comum. E é isso que torna “A Menina da Montanha” tão especial.

O gap de aprendizado não está relacionado apenas às questões básicas de história, geografia, matemática. Mas representa um abismo na percepção de mundo de uma personalidade que está se formando. Para usarmos um exemplo simples, você se lembra do seu primeiro dia de aula na faculdade? Foi tenso, difícil? Você estava nervoso, apreensivo, ansioso? Provavelmente, como todos nós, você viveu todas estas emoções sem perceber que o simples fato de ter frequentado uma escola já te tornava apto a pertencer àquele grupo de universitários. Consegue imaginar sua vida sem esta experiência?

Por que ler A Menina da Montanha?

E porque falar de Tara aqui? Porque a história desta mulher é um tapa na cara, e a lembrança constante que nós – infinitamente mais privilegiados que ela – temos a obrigação de transformar nosso conhecimento em ação. Aliás, ações, no plural. Ações que permitam que outras mulheres tenham acesso à educação, que nos possibilitem ganhar dinheiro, fazer a economia girar, transformar vidas ao nosso redor. Em um momento em que o Brasil vive uma crise gravíssima na educação, ler “A Menina da Montanha” é quase um manifesto. Mulheres como estas, sim, devem servir de exemplo.

Então, que fique aqui esta dica: leia, inspire-se, passe adiante. Histórias como estas merecem ser lidas, discutidas e relembradas de tempos em tempos.

O que a nova versão de “O Rei Leão” pode te ensinar sobre produção de conteúdo?

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“O Rei Leão” em versão live-action acabou de chegar aos cinemas e já é um sucesso de bilheteria. Só no Brasil, no fim de semana de estreia, foi assistido por mais de 1 milhão de espectadores. Eu já vi e claro que me encantei, me emocionei com a morte do Mufasa, torci pelo Simba e cantei juntos as músicas da infância. Mas lá pelo meio do filme comecei a refletir sobre tudo o que ele nos ensina sobre produção de conteúdo e selecionei três tópicos pra gente debater aqui!

Original é diferente de autêntico

“O Rei Leão” está longe de ser uma história original. A trama é baseada em Hamlet, tragédia de Shakespeare onde um jovem príncipe perde o pai depois de um golpe de seu tio. Mas isso não impede que a história seja autêntica. Mergulhamos na Savana, acreditamos nos personagens, torcemos por eles, nos conectamos. O bom conteúdo é assim: mesmo que não seja original deve passar verdade. É ok traduzir um artigo para o português, criar algo diferente com base em um livro que leu. O importante é que este conteúdo entregue valor e autenticidade, que tenha de fato a ver com você e sua marca.

Inovar é importante

Há quem diga que “O Rei Leão” não pode ser considerado um live-action pela ausência da chamada “captura de performance”, ou seja, atores atuando no set. O diretor Jon Fraveau concorda e define a tecnologia inédita como um “jogo multiplayer em realidade virtual”, onde câmeras utilizam sinais infravermelhos e sensores 3D para criar cenários, personagens, e o que mais a imaginação do cineasta mandar. Mas não é preciso criar novas tecnologias para passar sua mensagem com precisão. Saber usar de maneiras inovadoras os recursos disponíveis é mais importante. Isso significa pensar em formatos diferentes para as redes onde seu público já está. Qual foi a última vez que você criou um story inusitado? O Instagram é exemplo de uma rede que está sempre se renovando, e aproveitar estes formatos é uma excelente maneira de diversificar seu conteúdo.

Chame quem entende do assunto

A escolha do elenco foi crucial para o sucesso da nova versão. No original, Donald Glover (conhecido pela série Atlanta e pelo excelente clipe “This is America”) e Beyoncé dão voz ao Simba e a Nala. No Brasil, a escolha foi por Ícaro Silva e Iza. Em ambos os países, a Disney teve a preocupação de convidar personalidades importantes para a comunidade negra. Em uma época onde a representatividade é assunto cada vez mais em pauta, é de extrema importância chamar para o projeto quem realmente é capaz de agregar valor à narrativa. No caso da criação de conteúdo, não hesite em fazer colabs. Passe a ver quem faz conteúdo para o seu nicho como parceiro, e não como concorrência.  

E você, teve algum insight assistindo a algum filme? Conta aqui nos comentários!

Ferramentas que vão bombar sua produtividade

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Segundo semestre começando é quase um Réveillon no meio do ano. E por falar nele, como andam as suas metas para 2019? Fiz essa autoanálise nos últimos dias e vi que a peça-chave para alcançar meus objetivos até o final de dezembro é a tal da produtividade. Manter o foco total é a única maneira de riscar algumas metas da minha lista. Por isso, hoje divido com vocês algumas ferramentas que venho usando e que estão me ajudando muito a matar de vez a procrastinação. Quem sabe não te ajudam também?

Pomodoro Tracker

Para quem não conhece, a Técnica Pomodoro (inspirada naqueles timers de cozinha) é uma das mais importantes para quem exercitar a produtividade. Ela quebra o seu período de trabalho em dois momentos, estimulando paradas de 5 minutos para cada 25 de trabalho intenso. Na prática, isso significa uma pausa muito bem-vinda no dia, ou até aquele momento curtinho em que você vai ler um e-mail, marcar uma consulta ou dar aquela olhada nas redes sociais. Você pode tanto usar o timer do seu celular quanto usar o site, o importante é tentar mesmo se manter focado durante os 25 minutos. Honestamente, nem sei mais viver sem isso.

Trello

Quando implementaram o uso do Trello na agência que eu trabalho, eu confesso que torci um pouco o nariz. Acostumada com diversas planilhas, a ferramenta me pareceu um pouco confusa de início. Mas não precisei de mais do que duas semanas para introduzi-la completamente na minha rotina. A interface é simples: quadros, colunas e cards ajudam você a acompanhar o fluxo de determinado trabalho – basta categorizar as tarefas por cor e arrastar. Hoje eu uso não só para o trabalho, mas também para o blog, rotina pessoal e até para finanças.

Bullet Journal

Já falei do BuJo no blog, mas sempre volto a esse assunto porque foi assim que minha produtividade começou a bombar – ou a existir, para ser sincera. Confesso que não sigo a técnica ao pé da letra, acabei adaptando para a minha realidade. Também não tenho tempo – nem talento – para criar novas fontes ou testar novas canetas. Vou no básico que dá certo: calendário mensal, acompanhamento da rotina, metas mensais e semanais, finanças e agenda diária. Você também pode se inspirar nos inúmeros sites que existem por aí para criar sessões personalizadas. Minhas leituras se tornaram muito mais constantes depois do planejamento no BuJo.

Google Agenda

Algumas coisas me atraem nesta agenda: a interface amigável, a possibilidade de compartilhar compromissos com quem você quiser e a sincronização fácil com o celular. Está tudo na sua mão, fácil acesso, com a possibilidade de configurar alarmes, convidar a equipe para reuniões, etc. É preciso se esforçar para perder um compromisso usando o Google Agenda.

E você, tem alguma ferramenta que facilite muito seu dia a dia?

Compartilha com a gente nos comentários!

 

Rio: o melhor do Flamengo (e Catete e Laranjeiras!)

O Flamengo tem um dos parques urbanos mais lindos do mundo, mas ainda assim é um bairro pouco visitado por quem não mora por ali. E olha que a área e seus arredores – Catete e Largo do Machado – é cheia de boas opções de lazer, gastronomia e cultura. Hoje eu te conto os meus passeios preferidos por ali. Porque se hoje eu moro (e adoro Copa!), meu coração é todinho Flamengo! <3

Aterro do Flamengo

Aterro_Flamengo

Vou chover um pouco no molhado aqui, mas é necessário. Tem muito carioca que ainda tem medo do Aterro por achar ermo, com pouco policiamento. Bobagem! Pela manhã, a orla fica cheia de gente correndo, caminhando, andando de bike e famílias inteiras fazendo piqueniques. Há até quem se aventure nas águas da Baía. Não é muito a minha praia – sou Leme com orgulho -, mas quem frequenta diz não querer outra coisa. Além dos jardins desenhados por Burle Marx, por ali você ainda encontra o Museu Carmem Miranda, o Monumento aos Pracinhas e diversas quadras poliesportivas.

Palácio do Catete

Palacio_Catete

E por falar em área verde, também vale conhecer o Palácio do Catete. Antiga residência de Getúlio Vargas, hoje abriga o Museu da República. Por lá, dá para visitar o quarto do presidente – com o pijama usado no dia da sua morte – e outras dependências. O jardim recebe diversas exposições ao longo do ano e uma feira de livros bem bacana. Superbem localizado, ele fica bem pertinho do metrô do Catete.

Hotel Regina

Hotel_Regina

Ao lado do Palácio do Catete, fica o hotel Regina. Mesmo quem é carioca precisa conhecer este lugar, que tem um dos melhores cafés da manhã da cidade. O buffet é aberto ao público, e por R$ 42 você come muito, muito bem! Fora o atendimento sempre excepcional da equipe. Semowyk, o maitre, também é especialista em indicar bons passeios no Rio. Vale muito a pena conhecer!

Beta de Aquarius

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Como não incluir uma livraria nesta lista? A Beta de Aquarius é, na verdade, um sebo na rua Buarque de Macedo. E um dos meus lugares favoritos no Flamengo. Reserve um tempo para se perder entre as estantes, cheias de livros de literatura brasileira, estrangeira, quadrinhos, filosofia, cinema e etc. Eles também compram livros, então, se você quer passar adiante parte da sua coleção, vale passar por lá. Quem sabe você não leva um dos meus para casa? 😉

São Salvador & Luigi’s

Luigis

Um dos meus cantinhos preferidos no Rio, a praça São Salvador fica espremidinha entre o Flamengo e Laranjeiras. Tem vários bares em volta, mas eu gosto mesmo é de passar no zona sul, comprar uma skol beats gelada e tomar ali, sentada no coreto mesmo. Mas, se você não bebe sem antes jantar, minha sugestão é passar no Luigi’s, um restaurante italiano famoso pela boa comida e pelos preços justos. Dica: vá no Happy Hour!

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Feminismo: cinco livros para entender o movimento

Vivemos tempos difíceis. Expor a opinião na internet é um direito de todos, mas também é dever de quem tem algo importante a dizer. E a gente só tem algo importante a dizer se estudar. E estudar muito. Quanto mais, melhor. Volta e meia alguma lembrança do Facebook me recorda quanta groselha eu já falei em relação ao feminismo. Por absoluta e total ignorância. Para não reviver estes tempos, só tive uma alternativa: mergulhar de cabeça no assunto e buscar mais informações. Alguns livros foram fundamentais e hoje eu divido esta listinha com vocês. Ah, para comprar na Amazon e ajudar este blog, você já sabe: só clicar no título.

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Um Teto Todo Seu

O assunto não é novo. Lá em 1929, Virginia Woolf já falava da importância de se ter um lugar próprio, onde fosse possível trabalhar em paz, sem interrupções, e sem ter que depender de homens para realizar algo. Foco no “sem depender de homens”. Quase cem anos se passaram, muito coisa mudou, avançamos muito, mas as questões mais básicas ainda estão por aí. Fora o assunto, a escrita de Virginia Woolf merece muito ser lida.

Os Homens explicam tudo para mim

Um belo dia a escritora Rebeca Solnit se viu diante de uma situação inusitada. Um homem tentava indicar um livro que ela TINHA QUE LER se quisesse entender sobre determinado assunto. O que escapou ao sujeito é que ela mesmo tinha escrito o tal livro. Surgia aí o termo mansplaining. E se você é mulher, com certeza já se deparou com uma situação dessas. É sobre esta e outras que Rebeca escreve neste livro de ensaios sobre o feminismo, tão importantes quanto bem-humorados.

A mãe de todas as perguntas

Assim como em “Os Homens explicam tudo para mim”, neste livro, Rebeca Solnit trata de temas extremamente importantes para o feminismo atual. Nestes ensaios, ela fala de maternidade, silenciamento, estupro, sempre com um viés irônico para falar de assuntos que não tem graça nenhuma. Necessário!

Má Feminista

Já falei sobre ele aqui, mas sempre vale falar sobre Roxane Gay novamente. No Rio, costumamos dizer que “funk se dança com uma mão no joelho e a outra na consciência”. Má Feminista fala exatamente sobre isso, e muitas outras coisas. Como conciliar o feminismo com a nossa cultura pop, tão repleta de exemplos de misoginia? A conclusão? Melhor ser uma “má feminista” do que não ser feminista de forma alguma. Tá aí uma verdade, não é mesmo?

Como criar crianças feministas

Se Chimamanda lançasse a sua lista de mercado, eu tenho certeza de que compraria na pré-venda. Depois de Sejamos Todos Feministas, ela lança mais um livro curto, mas repleto de dicas importantes. Neste, escrito em formato de carta, ela dá conselhos para quem quer educar os filhos de forma igualitária, usando exemplos práticos. A ideia é que tantos os pais de meninas quanto os pais de meninos possam aproveitar os ensinamentos. É um bom primeiro passo para criar uma sociedade mais justa.

Tem mais alguma dica? Compartilha aqui com a gente!